sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Em defesa dos gordos, dos preguiçosos e do grande capital

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Diz que o governo estará a preparar um novo imposto sobre a “junk food”. Não é que goste de impostos mas, este, acho muito bem. E nem é por causa dessa cena da comida saudável, ou o raio que os parta, com que uns quantos patetas andam sempre a embirrar. Defendo que, mais do que sobre os rendimentos, os impostos deviam incidir preferencialmente sobre o consumo, o vicio, as escolhas ou seja o que fôr que permita sempre ao pagante optar por outra via. E, quanto a esta coisa, opções e alternativas menos oneradas fiscalmente é o que mais abunda.


O argumento dos que estão contra – BE e PCP – que os mais penalizados serão os mais pobres me convence. Este tipo de comida não fará parte, em lugar nenhum do planeta, do cabaz básico de alimentação. Nem sei como é que os que auferem rendimentos mais baixos têm dinheiro para fazer esse tipo de alimentação. Um frango e um pacote de massa são muito mais baratos do que um hambúrguer, uma dose de batatas fritas e um refrigerante. Com a vantagem que dão para uma refeição de toda a família.


Trata-se de mais uma incoerência daquelas organizações extremistas que, desgraçadamente, nos governam. Estão sempre a falar de defender a produção nacional, a mandar bitaites contra as grandes empresas e outras bacoradas do género mas, na hora da verdade, fazem exatamente o contrário. Defendem-nas. Que eu saiba os frangos ou a massa são produzidos cá enquanto a junkfood está, maioritariamente, nas mãos dos tais grandes grupos económicos que eles tanto detestam. Ou que nos querem fazer crer que detestam.

4 comentários:

  1. alvaro silva4:22 p.m.

    Caro KK;
    Desculpe lá mas desta vez discordo. "junke food" é também o que se compra nos supermercados, os frangos de aviário inchados á custa de hormonas, de casca de pinheiro e de soja que importamos, bem como os tomates e hortaliças produzidos em hidropónica cultura, ou melhor seja dito: - Em água poluída com adubos e químicos que ninguém sabe o que são nem de onde vem e que não passam de lixo alimentar. Sabe também como eu que criar frangos e coelhos como deve de ser sai bem mais caro que o que se compra nos supermercados, cultivar tomate, pepinos e nabos obriga a dobrar a mola e o resultado depende de muitas variáveis, a qualidade é garantida, mas o custo não costuma ser baixo. Portanto e para serem coerentes também deviam taxar o frango e as nabiças produzidas em escalas não humanas. Cumprimentos

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  2. Tem toda a razão, mas no caso os frangos e as batatas ainda têm a agravante de serem fritos em óleo com três meses de uso...pelo menos!

    De facto, saudável será apenas o que produzimos e mesmo assim...


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  3. Estou de acordo contigo ponham impostos naquilo em que possamos optar por outra.

    Agora deixa-me que te diga que como não tenho quintal (a hortinha da filha nem dá para uma cova de um dente:) ) tenho de comprar tudo. Em todos os locais de compra desde o hiper ao mini-mercado da esquina, por vezes compra-se gato por lebre e ainda há dias fui devolver quatro coxas de frango que o homem até ficou da cor do teu clube.

    Falando do MAC que é o único que conheço e que vou muito raramente com a minha mãe que adora lá ir e come tudo a que tem direito. Para as duas gastei 10 euros e basta fazer as contas porque feito em casa adicionado ao gás que está pela hora da morte seria muito mais.

    Já fiz as contas meu amigo e apenas para mim se comprar uma dose de comida num restaurante daqui perto que dá para o almoço e jantar fica muito, mas muito mais caro do que fazer em casa e ou ir ao MAC.

    Sei que se morasse ao pé de um grande amigo meu...não pagaria um tostão pelo que ele produz no seu quintalão e aí SIM pouparia umas coroas.

    Falando disso...como vai a tua horta da crise?

    Beijos e bom fim de semana

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  4. sto é só um quintalinho e, por esta altura, apenas as árvores e os morangos vão sobrevivendo ao estio. Está, também ele, em crise. Depois há a fazenda, onde se tivesse jeito e vagar podia produzir muita coisa, mas essa fica a uma dúzia de quilómetros e está concessionada.

    Quanto à chamada comida de plástico que querem taxar, não acho que seja a mais barata. Um frango, um pacote de massa e um quilo de batatas custam quanto?! Ao preço de hoje menos de quatro euros e dava uma bela refeição para quatro pessoas. Os restantes custos não me parecem significativos e, ainda assim, compensam pela qualidade. De resto quem não quiser ter trabalho...pois que pague o imposto. Que a extrema esquerda use isso como argumento é que acho mal.

    Bom fim de semana!

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