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sexta-feira, 27 de julho de 2018

O elogio da invasão

Por estes dias a merda de comunicação social que temos relatou, entusiasmada, a forma heroica como cerca de oitocentos candidatos a migrantes invadiram o território espanhol. A notícia, como sempre, é dada na perspetiva do alegado desgraçado que procura o el-dourado europeu, enaltecendo sempre os mil perigos que passaram até ali chegar e criticando as barreiras que, pelo caminho, se vão erguendo para tentar evitar a sua vinda. Do resto, nem uma linha. Uma palavra, sequer. Nomeadamente sobre os guardas da fronteira que, coitados, impedidos legalmente de reagir, pouco ou nada puderam fazer. Ainda assim foram atacados com cal viva pelos invasores, tendo uma vintena deles ido parar ao hospital. Mas isso, no tempo em que o meliante virou herói, não interessa nada.  


   

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

A tia que agora é boazinha

Ainda me lembro – mas devo ser só eu – do tempo que a Merkel era considerada uma besta. Desde politicos, mesmo daqueles que não eram muito à esquerda, a comentadores de todas as origens tinha a chanceler alemã na pior das considerações. Até qualquer borra-botas, daqueles que têm opinião acerca de tudo mesmo sabendo nada seja do que for, estava em condições de garantir que a criatura era o diabo em pessoa. Uma malvada, em suma. A responsável máxima pela crise europeia e que, graças à sua teimosia, intransigência e desprezo pelos países do sul nos fazia andar para aqui a penar.
Hoje, miraculosamente, tudo mudou. A senhora foi, quase de repente, foi transformada numa espécie de divindade. Não que – tanto quanto se sabe – tenha mudado de opinião acerca do que devem ser as opções da Europa em termos de política orçamental. Nem, também quanto é conhecido, a sua posição se tenha alterado em relação a qualquer outro daqueles assuntos que antes suscitavam a ira dos seus críticos.
O que terá, então, motivado esta súbita mudança na opinião pública, na opinião publicada e naqueles políticos merdosos de esquerda que antes passavam o tempo a critica-la? Os refugiados, claro está. A mulher escancarou as fronteiras alemãs e europeias aos invasores e, com isso, apressou o fim da sociedade ocidental tal como a conhecemos. Coisa que, naturalmente, deixa feliz muito javardo.

sábado, 3 de setembro de 2016

O porcos também têm direito a ir à praia...

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Não será, de certeza, a melhor solução. Mas não importa. É por uma boa causa, tem piada e, acima de tudo, estará a cumprir os objectivos a que os autores da ideia se propuseram. Expulsar as gajas dos burkinis e os muçulmanos em geral das praias corsas. Pena que estas e outras coisas que se estão a passar na Europa – esfaqueamentos diários levados a cabo “pessoas com problemas mentais”, por exemplo - não constem do alinhamento noticioso dos mé(r)dia europeus. A censura instituída no ocidente, que faz parecer a do Estado novo uma brincadeira de meninos, não permite à população ter acesso a este tipo de informação. Mesmo sites, blogs e páginas de diversas redes sociais que se dedicam a denunciar as tropelias praticadas pelos invasores, estão a ser sistematicamente encerrados. Diz que é para não criar sentimentos de ódio em relação às pessoas que professam a religião da paz. Aquelas criaturas boas, simpáticas e tolerantes para quem a nossa forma de vida constitui uma ofensa. Culpa nossa, obviamente.