A Associação de imprensa terá proposto uma taxa sobre tarifários móveis destinada a apoiar os média. Ou seja, se esta ideia for aprovada quem tem telemóvel – toda a gente, portanto - estará sujeito ao pagamento de mais uma taxa. Depois de já termos salvo a banca, parece que chegou a hora das empresas de comunicação social serem socorridas com nosso dinheiro. Outras, de outros sectores igualmente em dificuldade, certamente se seguirão a exigir uma taxa sobre qualquer coisa para salvar o seu negócio. Os CTT reclamarão uma taxa por cada e-mail, os cafés uma taxa sobre as cápsulas, os revendedores de combustíveis uma taxa os automóveis elétricos e por aí adiante até tudo ser taxado e vivamos, enfim, felizes e contentes numa espécie de ditadura da taxa.
Aflige-me esta cultura do subsidio. Devo ser só eu que acho uma falta de vergonha alguém ter, sequer, a ideia como, pior ainda, atrever-se a defendê-la publicamente. O mesmo relativamente aos muitos que concordam com isto. Nomeadamente aqueles que rasgam as vestes quando o Estado concede benefícios fiscais a empresas que criam riqueza e agora demonstram uma inusitada simpatia com a possibilidade de todos passarmos a ser financiadores directos de empresas privadas que, em muitas circunstâncias, apenas servem para difundir a propaganda das forças políticas a que a redação é afecta.























