Andam há anos a convencer-me que o futuro das pensões está assegurado. Tudo graças, explicam-me a mim e aos restantes incautos, aos muitos imigrantes que demandaram o nosso país e que, com as suas contribuições garantem o futuro da segurança social tal como a conhecemos. Se os especialistas especialmente especializados na especialidade – leia-se votantes do PS e outros esquerdistas - o dizem, não sou eu, um simples mortal quase analfabeto, que os vou contrariar. Até porque apenas leio “A Bola” e só quando o Benfica ganha. Ou seja, leio pouco.
Podiam, para eu os levar a sério, ficar apenas por aquela parte da necessidade da imigração para o país não parar. Mas não. Não resistem. É que até aí ainda consigo acompanhar. O pior é quando passamos ao sucessivo aumento, ano após ano, da idade da reforma. Já vai em 66 anos e 7 meses, em 2027 será de 66 e 11 meses e, consta, aumentará para 67 anos – ou 67 e 1 mês – em 2028. E é aqui que fico com uma espécie de nó cerebral. Por mais que disfarcem, eles – os esquerdistas sabedores destas cenas – também. Com tanta gente jovem e relativamente jovem a entrar no país e a contribuir para a sustentabilidade do sistema, o constante aumento da idade de acesso à reforma parece um contra-senso.
Obviamente que existe aquilo da esperança média de vida. Uma forma manhosa que arranjaram para tirar à generalidade das pessoas o que dão de bandeja aos Centenos desta vida. Isso, mais a necessidade de pagar uma miríade de subsídios aos profissionais da subsidio-dependência. Ou de, no futuro, pagar as pensões daquelas tipas de fatiotas esquisitas, vindas do outro lado do mundo a reboque dos maridos, que todos os dias vejo a bronzear os cascos ao sol. Actividade que, ao que se saiba, ainda não paga contribuições. É, portanto, para isto que serve o crescimento da minha esperança em viver mais tempo. Ainda bem que há quem faça de mim um altruísta. Involuntário.
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