quinta-feira, 9 de abril de 2026

O fascinio das ditaduras encanta os europeus

Os portugueses adoram ditaduras. Deve ser por isso que mais de metade dos eleitores votaram em partidos que defendem abertamente, toleram ou apreciam discretamente regimes ditatoriais. Cuba, Venezuela e mais recentemente o Irão são apenas os exemplos mais mediáticos. Isto enquanto odeiam ferozmente os Estados Unidos da América. Aquele país, recorde-se, a quem devemos a sorte de  não  falar  alemão ou russo.  Nada  que  interesse muito a   esses      seres iluminados e devidamente doutrinados pelas sucursais da Al-Jazeera, que são os canais televisivos nacionais. 
 
Felizmente que as guerras mundiais ocorrem já lá vão muitas décadas. Se fosse agora  estaríamos tramados. Primeiro, porque o imbecil que os americanos escolheram para presidente não viria em nosso auxílio. Segundo, mesmo que viesse, com o grau de loucura que por aí anda, a oposição da população europeia à intervenção americana seria de tal ordem que os tipos seriam vistos como invasores e rapidamente passaria a apoiar os nazis. E, finalmente, ainda que nada disso acontecesse e os americanos fossem vistos como aliados, seria impossível nos dias de hoje vencer a Alemanha. Os bombardeamentos que arrasaram cidades inteiras e causaram centenas de milhares de mortos entre os civis alemães, não seriam tolerados pelas florzinhas de estufa em que os europeus se tornaram. Nem os mariconços dos actuais dirigentes teriam tomates para os ordenar. 
  
Não falta gente, na Europa e por cá, a torcer pelo Irão. Putin, que financia a extrema-direita europeia, também torce pelos aitolas. Curiosa coincidência. Ou talvez não seja coincidência. Nem curioso. Quiçá apenas uma natural convergência de pontos de vista. E de convicções.

Sem comentários:

Enviar um comentário