O Bloco de Esquerda, aquele partido do deputedo único que goza de uma estranha promoção mediática, tem sempre propostas criativas, chamemos-lhe assim, para tudo e mais alguma coisa. Todas elas, diga-se, já experimentadas noutros países onde fracassaram redondamente. Como é normal com tudo o que envolve aquela ideologia política.
Ocorreu-lhes agora propor a criação de mercearias públicas. Mais ou menos como aquele maluco, que os igualmente malucos eleitores de Nova Iorque elegeram para presidente da Câmara lá do sitio. A ideia será o Estado vender comida mais barata. Que o arroz, as batatas e restantes comestíveis comprados com o dinheiro dos contribuintes possam ser colocados pelo Estado-merceeiro à disposição dos fregueses até, concedo, pode funcionar durante um tempo. Pouco, seguramente. Nem é preciso ser bruxo para saber que não iria funcionar. Melhor seria que as pessoas a quem ocorre esta ideia se juntassem, constituíssem uma empresa e criassem uma cadeia de mercearias. Se acham que podem vender os bens alimentares a preços mais acessíveis – e, acredito, talvez possam – é meter mãos à obra. Serei cliente.
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