Mostrar mensagens com a etiqueta 25 de abril. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 25 de abril. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 24 de abril de 2025

Não gostam!? Comam croissant!!!

“Não foi para isto que se fez o 25 de Abril” foi uma das frases mais pronunciadas, a par de outras, nos anos que se seguiram ao golpe de Estado. Não queria, obviamente, dizer nada de relevante. Nem quem a pronunciava sabia ao certo – quando muito supunha, embora com uma elevada dose de incerteza - as razões do levantamento militar que derrubou o governo até então no poder.


Apesar de caída em desuso, apetece-me hoje repristinar esta ideia. Isto a propósito da proibição da iniciativa, promovida por uns quantos portugueses, que envolvia, entre outras actividades garantidas pela Constituição de Abril, uma comezaina que teria um porco assado no espeto como principal ingrediente. Alega quem decidiu proibir o evento, tão tipicamente português, que a existência de imigrantes de origem muçulmana nas redondezas poderia dar origem a confrontos entre as partes.


Não me parece que, só por si, haver quem nas imediações não aprecie porco seja razão suficiente para proibir a degustação do bacorito. Até porque quem se manifestou indignado nem foram os estrangeiros. Foram os esquerdalhos. Uma espécie de “Miguel Vasconcelos” dos tempos modernos que, apesar de poucos – muitíssimo menos do que os estrangeiros que cá vivem, é bom que se tenha noção disso – conseguem impor as suas ideias à vontade da esmagadora maioria da população. Por este andar, se continuarmos a dar importância a estes “doidinhos da aldeia”, dentro de pouco tempo os portugueses nem uma boa febra vão poder comer…

quinta-feira, 25 de abril de 2024

Jornada de luta

IMG_20240424_203703.jpg


Isto dos feriados tem que se lhe diga. Só são bons para quem não tem onde cair morto, garantia um vizinho dos meus tempos de gaiato. Na altura não percebia bem o alcance do dichote, mas há muito que lhe dou razão. Hoje, entre pinturas e restauros diversos, trabalhei mais de dez horas. E não fui o único. O vizinho da frente, que tem uma “agrária” nos arredores da cidade, fez mais ou menos o mesmo horário e outro vizinho plantou batatas o dia todo. Até os pintores que andam a pintar um prédio aqui na rua trabalharam como em qualquer outro dia. Trabalham por conta própria e, feriado ou não, dia em que não pintam é dia em que não ganham.


Ontem desloquei-me a uma grande superfície especializada em toda a espécie de equipamentos eléctricos, electrónicos e afins. Não tinham em stock o item que precisava, mas a jovem funcionária afiançou-me que se optasse por comprar me seria entregue hoje em minha casa por uma transportadora. Recordei-lhe que hoje seria feriado, o que adiaria a entrega para sexta-feira e inviabilizaria a compra. Com a maior das naturalidades disse-me que não, que ficasse descansado pois de certeza o objecto estaria hoje na minha posse. E estava. Foi-me entregue ao principio da tarde. Questionei os jovens funcionários da empresa de transportes sobre o facto de estarem a trabalhar nesta data e a resposta foi a mais óbvia. Há que ganhar mais “algum”. Afinal este é, também, o espírito de Abril. Lutar por uma vida melhor. Não com balelas, mas lutar à séria.

terça-feira, 16 de abril de 2024

Os ignorantes de Abril

Não sei se ouvi bem, mas pareceu-que o realizador de um filme, recentemente estreado, sobre o golpe de Estado de 25 de Abril de 1974 terá confessado, numa entrevista televisiva, que desconhecia terem naquela data falecido cinco pessoas vitimas dos tiros disparados pela PIDE sobre a multidão. Terá sido por isso que, quando soube, teve a ideia de realizar um filme sobre o assunto. Provavelmente muitos das gerações mais novas também não saberão. Nem isso nem outros dramas que se sucederam nos meses seguintes. Sabem pouco mais do que a visão romanceada que lhes é transmitida pela propaganda. Alguns até acreditam que o PCP lutou pela liberdade dos portugueses, pasme-se. É, contudo, esta gente que hoje me quer dar lições acerca do significado da “Revolução de Abril”. Talvez pelo entusiasmo deste pessoal quase me deixar comovido – a ingenuidade das pessoas tem o efeito de me comover – evito o mais que posso as dissertações sobre a época revolucionária daqueles que não a viveram. Lamento, mas se não estiveram lá não sabem nada. Há coisas que não se explicam, têm de ser vividas para as perceber. E aquilo, apesar de tudo, foi bonito de viver.

terça-feira, 25 de abril de 2023

Valores. Ou falta deles.

hhhhhh


 


1 – Ando há quarenta e nove anos a tentar descobrir o que são os “valores de Abril” e, passado este tempo todo, ainda ninguém me esclareceu com clareza e honestidade intelectual acerca do que são esses tais valores. Deve ser, presumo, uma coisa mais ou menos equivalente à “ética republicana”. Todos falam deles, mas ninguém sabe ao certo o que são. Para alguns esses valores passam por matar, com requintes de malvadez, aqueles que ousam ter uma opinião diferente, como defendeu em tempos um “capitão de Abril” que já foi desta para a melhor. Outros vão ainda mais longe. Mesmo que gostem do 25A, se não festejarem é po-los a fazer o pino. Abril pode até ter valores. Esta gente, seguramente, não.

2 – Entretanto o ex-presidiário que preside ao Brasil, lá discursou na Assembleia da República. Tirando a má-criação de uns quantos deputados, tudo normal. O homem deve ter-se sentido em casa. De repente, da esquerda à direita, desataram todos a gostar dele. Estranho. Dantes, desta gente, dizia-se que era só a mãe quem gostava.


3 – Sem que se tenha dado muita atenção ao assunto e assim meio à socapa, o parlamento aprovou a autodeterminação de género na escola. Ou seja, o Manuel já pode ser Maria. Só não pode é comer um bolo.

segunda-feira, 25 de abril de 2022

Agricultura de 25 de Abril, só hoje!

IMG_20220423_153647.jpg


IMG_20220423_183826.jpg


IMG_20220423_183838.jpg


 


O meu jeito para romancear é praticamente nulo. Daí que, embora nutra um especial apreço pelos acontecimentos que hoje se comemoram, nunca me deu para dizer que o vinte cinco de Abril é isto ou aquilo e representa seja lá o que for. Até porque seria mentira. Aquilo foi um dia como outro qualquer. Diferente apenas por um grupo de militares, com a complacência de todos os restantes, o ter escolhido para acabar com um regime que já chateava toda a gente. As odes que entoam à data não significam nada e servem só para entreter o pagode. O que resultou daquele dia – ainda que nos meses seguintes tenham tentado acabar com ela – foi a democracia. Algo absolutamente normal na parte do mundo em que vivemos.


Ao contrário dos oprimidos e explorados, do proletariado e da classe operária, dos trabalhadores e do povo, não fui celebrar a coisa. Em vez de cravos manuseei outras plantas. Entre colheitas e sementeiras, foi também dia de plantação de tomate e cebola, lá na agricultura da crise. Algo mais útil, convenhamos. Ou não fosse a terra de quem a trabalha e a sopa de tomate - bem como a bela da salada - que daqui possam resultar, uma conquista de Abril.

domingo, 19 de abril de 2020

A um morto nada se recusa...e a um velhinho também é melhor não!

download.jpeg


Os velhos são teimosos como o caraças. Quando metem uma ideia na cabeça não adianta contraria-los. Enquanto não levam a deles avante não descansam e ai de algum pateta que ouse sugerir que eles não estão cobertos de razão. Não os critico. Um dia destes – já amanhã, praticamente – estarei nesse grupo e, de certeza absoluta, também serei assim. Até quase garanto que quando chegar esse dia, sem me esforçar muito, estarei acima da média ao nível da teimosia.


É por estas e por outras, que nem questiono - ao contrário do que anda por aí meio mundo a fazer - a realização da sessão comemorativa do 25 de Abril, das manifestações do 1º de Maio ou seja lá o que fôr que os velhinhos saudosistas que mandam nisto tudo queiram comemorar. Não vale a pena lembra-los que Espanha é aqui mesmo lado e que por lá se vive uma situação dramática. Muito pior, em termos de vidas perdidas, do que acontece nos EUA, apesar de toda a propaganda pretender que acreditemos no contrário. Um cenário terrível, potenciado por um jogo de futebol e pelas gigantescas manifestações do dia da mulher que se realizaram por toda a Espanha. Sim, que devia vir um grande mal ao mundo se, tal como o 25 de Abril, um jogo da bola não se realizasse ou as comemorações do 8M tivessem ficado para outro dia. Assim já sabemos que veio...

quarta-feira, 25 de abril de 2018

25 de Abril sempre! Populismo nunca mais!

humor-politicos-p.jpg


 


Devem ter engolido uma cassete. Ou, para ser mais modernaço, fizeram todos download da mesma música. Hoje, nas comemorações do 25 do Abril, a propósito de tudo e de nada não houve político que não aproveitasse para incluir em cada frase a palavra “populismo”. Um perigo, essa coisa. Deus nos livre de tal.


Percebo a ideia. Principalmente agora que há por aí uns quantos políticos a contas com a justiça e nada garante que, caso haja zangas entre as comadres, muito mais “material” venha a ser conhecido. Nomeadamente acerca daqueles nomes esquisitos que constam de um certo livro “razão” escriturado por um certo contabilista. Como o “Batman”, por exemplo, que, desconfio, deve ser uma figura grada do regime. Daquelas de quem sempre se fala em dias como o de hoje, talvez.


Bramir contra os “populistas”, como hoje fizeram os nossos políticos, é uma estratégia velha. E sábia, reconheço. Uns quantos indivíduos que têm por hábito apropriar-se de itens alheios, quando apanhados em flagrante, usam-na sempre. Guincham “raciiiistas” até os deixarem em paz. Às vezes resulta.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Uma espécie de desígnio nacional

Estou comovido. Tanta sensibilidade deixa-me assim. Isto porque o Costa acaba de anunciar, como desígnio nacional, “chegar ao dia 25 de abril de 2024 — quando comemorarmos os 50 anos da revolução – podendo dizer que eliminámos todas as situações de carência habitacional”. Acho bem. A sério. Se eu fosse gajo de lágrima fácil estaria agora a sacar de um lencinho. 


Tal como me parece muitíssimo bem que, num momento de rara sagacidade, tenha deixado cair aquela ideia parva e pró-comunoide de aplicar o conceito da reforma agrária às habitações devolutas. Era, de facto, pouco digno de um país democrático. 


Desconfio, porém, que se esteja prestes a criar outro problema. Maior, até, do que aquele que se pretende resolver. Aos idosos e deficientes, no caso. Pretende-se agora que os contratos de arrendamento que envolvam estas pessoas sejam renovados automaticamente e se garanta a impossibilidade de despejo. Já estou mesmo a ver os senhorios a franzirem o sobrolho -  e a deitarem contas à idade do outro - quando lhes aparecer alguém com alguma idade a pretender arrendar uma casa...  

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Valores?! Devem estar a brincar...

Há quem garanta, todos os anos, que falta cumprir Abril. Quem, sem nunca se esquecer, lamente a perda dos valores de Abril. E, este ano, quem sugira que graças à geringonça os tais valores e o tal Abril vão ser cumpridos. Pois. Deve ser, deve. Seja lá o que for que essa cantilena de velhinhos queira dizer.


A mim o 25 de Abril lembra-me a reforma agrária. Se calhar se vivesse noutro local lembrar-me-ia ocupação de fábricas. Ou manifestações que acabavam em pancadaria. Ou malucos a colar cartazes e a pintar paredes. Mas não. É mais gente mal apessoada a querer pendurar pessoas nos candeeiros do Rossio entre um e outro assalto a propriedades privadas.


Reforma agrária lembra-me, também, agricultura da crise. E é a ela – à agricultura da crise – que me dedico hoje. Às alfaces, batatas, couves e morangos. E aos poejos e tomilhos, que lá por serem ervas não devem ser discriminadas.


IMG_20160423_121930.jpg


IMG_20160423_191759.jpg


 


 


 


IMG_20160423_121622.jpg


 


IMG_20160424_150042.jpg


 


IMG_20160423_121639.jpg


 


IMG_20160423_121730.jpg


 


IMG_20160423_121906.jpg


 


IMG_20160424_150016.jpg


 

sábado, 31 de outubro de 2015

Estranho conceito de democracia...

Captura de ecrã - 31-10-2015 - 16:42:31.jpg


 


Bastou um grupo de três indivíduos, cada um por si, ter a ideia de sugerir a realização de uma manifestação em frente à Assembleia da República contra um eventual governo de esquerda, para deixar os comunistas e outros esquerdalhos à beira de um ataque de nervos. Pelos vistos a rua é da esquerda. O direito ao protesto é da esquerda. O direito à liberdade de expressão só pode ser exercido se for para exprimir opiniões favoráveis à esquerda. Apenas a esquerda se pode manifestar nas ruas. Tem o exclusivo, devem achar as criaturas. Era assim em setenta e cinco. Pelos vistos querem que assim continue em dois mil e quinze. E isto ainda sem estarem no governo...