domingo, 19 de abril de 2020

A um morto nada se recusa...e a um velhinho também é melhor não!

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Os velhos são teimosos como o caraças. Quando metem uma ideia na cabeça não adianta contraria-los. Enquanto não levam a deles avante não descansam e ai de algum pateta que ouse sugerir que eles não estão cobertos de razão. Não os critico. Um dia destes – já amanhã, praticamente – estarei nesse grupo e, de certeza absoluta, também serei assim. Até quase garanto que quando chegar esse dia, sem me esforçar muito, estarei acima da média ao nível da teimosia.


É por estas e por outras, que nem questiono - ao contrário do que anda por aí meio mundo a fazer - a realização da sessão comemorativa do 25 de Abril, das manifestações do 1º de Maio ou seja lá o que fôr que os velhinhos saudosistas que mandam nisto tudo queiram comemorar. Não vale a pena lembra-los que Espanha é aqui mesmo lado e que por lá se vive uma situação dramática. Muito pior, em termos de vidas perdidas, do que acontece nos EUA, apesar de toda a propaganda pretender que acreditemos no contrário. Um cenário terrível, potenciado por um jogo de futebol e pelas gigantescas manifestações do dia da mulher que se realizaram por toda a Espanha. Sim, que devia vir um grande mal ao mundo se, tal como o 25 de Abril, um jogo da bola não se realizasse ou as comemorações do 8M tivessem ficado para outro dia. Assim já sabemos que veio...

11 comentários:

  1. Anónimo1:55 p.m.

    Arrear nos velhos está na moda. Por todas as razões e mais uma - no fim de contas, a fundamental para a gajada jovem: os velhos, a «peste grisalha», como tão criativamente alguém (novo, claro está!) lhes chamou, são um fardo económico-financeiro do catano. «Por causa deles é que a gente não vive melhor» é a lógica que preside à posição das gerações de chicos-espertos que já gozaram mais da vida, com a idade que têm, do que pais, avós, bisavós, trisavós e tetra avós juntos, sem terem feito uma ínfima parte do que eles fizeram pelo país. O jeito que daria esta peste que vai aí, se levasse a velhada a eito!
    Os velhos são saudosistas de muita coisa, a começar pelo tempo em que tinham vivas as pessoas que amavam e que perderam - é preciso ser velho para carregar o fardo dessa mágoa. Outra coisa de que são saudosistas é da Revolução dos Cravos, sim, senhor, que lhes deu a liberdade que não tinham (e com na qual os novos já nasceram) e que acabou com a guerra onde perderam a melhor parte da sua mocidade.

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  2. Pois ... é mesmo teimosia!!!


    Beijinhos
    Feliz Domingo!

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  3. Podia escrever que a sua análise enferma de vários erros...mas não. Toda ela é um erro. Não daria jeito nenhum que os velhos batessem a bota nem, sequer, são um fardo. Basta olhar para o interior do país, onde a maioria da população são velhos, e fazer o exercicio bastante simples e ao alcance de qualquer simplório para perceber o que aconteceria se todos ou grande parte deles quinassem. É tão fácil de entender que nem vale a pena explicar...

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  4. Teimosia e tiques ditatoriais...aquilo do "tem e vai ser" é tipico de um qualquer ditador miserável.

    Bom domingo!

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  5. Anónimo4:12 p.m.

    Vale a pena o (nosso) esforço para tentar perceber o que não tem explicação?
    Não compreendo o porquê das celebrações numa altura destas. Mas, com toda a honestidade, não faço o mínimo esforço para tentar perceber. Faço mal? Talvez mas, com a minha idade, não vou nisso que lá se me vão os neurónios.
    Já agora que aqui estou ... não foi o PR Marcelo que não admitiu comemorar o 10 de Junho? Então ... qual é a diferença entre esta data e os 25 de Abril e 1 de Maio? A única diferença, a meu ver, reside no aspecto político que o 10 de Outubro não tem e os outros têm.
    E agora vou beber um chá de príncipe que faz bem ao sistema nervoso.
    Cumprimentos, caro KK.
    Ass: António, o Repórter

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  6. Anónimo4:13 p.m.

    Onde escrevi 10 de Outubro deverá ler-se 10 de Junho.
    Sorry

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  7. Provavelmente a sessão solene que querem realizar respeitará o rácio pessoas/m2 que podem estar num espaço fechado e se calhar até vão todos de máscara ou viseira.

    Quanto à insistência em fazerem a cerimónia até os percebo. Aquilo diz-lhes muito. A mim - a nivel cerimonial, claro - não me diz nada. Já quanto ao resto comemoro o 25 de Abril todos os dias, escrevendo aqui no blog todas as alarvidades que me vão na alma.

    Cumprimentos, caro Repórter!

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  8. Visitando: E não é que eu penso igual ao sábio autor deste texto. As pessoas mais velhas querem lá saber se morrem muitos ou poucos velhotes nos lares ou noutro lugar qualquer.
    Muitos, mas mesmo muitos, viveram o terrível fascismo. Comemorar o 25 de Abril é dar-lhe anos de vida. Não comemorar é tirar-lhes esses anos.
    Não tenho dúvidas nenhumas sobre isso

    Vou linkar o seu blogue ao pensamentos para poder visitar sempre que houverem temas novos.

    Cumprimentos poéticos.

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  9. Subscrevo totalmente o que dizes e com muita razão.

    Abraços de bom dia

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  10. Obrigado. Vou retribuir o link.

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