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quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Carcereiros de animais

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Os amiguinhos dos animais estão a organizar uma manifestação onde, ao que garantem, para além de exaltarem o seu alegado amor pela bicharada pretendem evitar que o Tribunal Constitucional opte por declarar definitivamente a inconstitucionalidade da lei que criminaliza os maus tratos aos animais.


Apesar de perigosa esta gente tem, obviamente, todo o direito a manifestar-se. O problema é que muitas destas criaturas são radicais, evidenciam um comportamento doentio em relação aos bichos e, quase sempre, manifestam desprezo pela vida humana quando em causa está aquilo que acreditam ser a defesa dos interesses dos animais. Que é como quem diz, cães e gatos. E o mais estranho disto é que, na sua imensa maioria, são as mulheres que demonstram um preocupante nível de exagero na militância a favor desta causa.


Os juízes do TC alguma razão terão para duvidar da constitucionalidade da lei. Eles é que estudaram e, acredito, saberão muito mais do assunto do que as malucas e porcazinhas que, por exemplo, percorrem as cidades a espalhar comida de cão e de gato por onde calha. Com as consequências que daí resultam e que só aquelas doidas varridas não reconhecem.


Se calhar convinha, digo eu, que antes fosse definido o conceito de “maus-tratos” e que tipo de bichos e em que circunstância se podem ou não maltratar. É que, parece-me óbvio, ter um cão ou um gato encarcerado uma vida inteira dentro de um apartamento constitui uma forma de maus tratos. Isto para não falar de um pássaro, qual prisioneiro condenado a prisão perpétua, fechado numa gaiola para deleite de um qualquer amiguinho dos animais. Ou deverei dizer carcereiros?

domingo, 10 de novembro de 2019

Podem não noticiar...mas não podem esconder!

Percebo que os canais de televisão não queiram maçar os telespectadores com minudências. Uma manifestação de algumas centenas de pessoas, numa terriola quase despovoada muito mais perto de Espanha do que de Lisboa, não constitui assunto para aparecer nas noticias nem justifica a deslocação de uma equipa de reportagem. Ainda se fosse para descrever a maneira de confecionar uma açorda ou para revelar ao país toda a magnificência de um prato de migas…


Manifestações a merecer honras de espaço televisivo são aquelas que metem um milhão de pessoas no Terreiro do Paço ou, como no tempo da troika, as que conseguiam mobilizar duzentos mil manifestantes naquela espécie de largo em frente ao Parlamento. Devia ser estarem dispostos em várias camadas, certamente.


A causa em questão, reconheça-se, também não era a melhor. Nem a mais valorizável. Pelo contrário, não era daquelas que a esquerda fofinha – passe o pleonasmo, que a esquerda é toda fofinha – aprecia e aprova. Fica para a próxima. Quando alguém – bombeiro, médico, professor – se “passar” e arrefinfar um tabefe nas trombas a um cigano. Ou a um jornalista.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Apanhados do clima (II)

 


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Uma campanha publicitária actualmente em curso questiona-nos se podemos mudar o mundo sentados no sofá. Uma questão pertinente, essa. Mas, tal como os criativos que a engendraram, também acho que se pode contribuir para isso mesmo sem sair de casa. Pode-se até, disso tenho a certeza, fazer muito mais do que aqueles profissionais do protesto - há quem lhes chame activistas - que passam a vida em manifestações patéticas.


Como aquela de Londres, por exemplo, onde uns quantos apanhados do clima estão acampados em protesto, dizem, contra as alterações climáticas e a falta de medidas para as combater. Calculo que tenham muitas ideias e que, individualmente ou em conjunto, se fartem de contribuir para um planeta mais saudável. Embora, assim de repente, não pareça nada. Deixando de lado certas práticas que, desconfio, a maioria daquela malta não prescinde, basta olhar para os cabelos pintados em cores sortidas, que quase todas as manifestantes exibem, para se perceber quanto estão preocupados e o que contribuem para a preservação do ambiente. Ou vão alegar que a tinta para tingir o cabelo não polui nadinha?!

domingo, 30 de outubro de 2016

A rua é do povo, pá! Ou não?!

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Procissões sujeitas ao pagamento de uma taxa para o cortejo dos procissantes atravessar uma estrada?! Diz que sim. Prejudica o transito e inferniza a vida das pessoas, admito, mas, assim de repente e apanhado de surpresa, parece-me manifestamente uma ideia peregrina. E, quase sem querer e já prestes a concordar, surgiu-me agora uma questão pertinente: o dinheiro da tal taxa vai para onde? Ou, melhor, para quem? É entregue, a titulo de compensação pelo tempo perdido, a todos os que ficaram parados à espera que os crentes acabassem de procissar? Não?! Então, está-se-me a escapar qualquer coisinha…


Parvo foi o Coelho – o Parvus – em não se ter lembrado disso. A quantidade de manifestações que os comunas e outros trastes fizeram durante os quatro anos e tal de vigência do governo anterior, teriam chegado e sobrado para pagar a divida. Sim, que nisto prejudicar a livre circulação de pessoas não deve existir discriminação de manifestações. Seja lá qual for a fé que os manifestantes professem. E só a CGTP, a uma média de um milhão de participantes por cada manifestação, teria dado um contributo decisivo. Lá teriam contribuido com algo de útil para a sociedade...

sábado, 31 de outubro de 2015

Estranho conceito de democracia...

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Bastou um grupo de três indivíduos, cada um por si, ter a ideia de sugerir a realização de uma manifestação em frente à Assembleia da República contra um eventual governo de esquerda, para deixar os comunistas e outros esquerdalhos à beira de um ataque de nervos. Pelos vistos a rua é da esquerda. O direito ao protesto é da esquerda. O direito à liberdade de expressão só pode ser exercido se for para exprimir opiniões favoráveis à esquerda. Apenas a esquerda se pode manifestar nas ruas. Tem o exclusivo, devem achar as criaturas. Era assim em setenta e cinco. Pelos vistos querem que assim continue em dois mil e quinze. E isto ainda sem estarem no governo...