Mostrar mensagens com a etiqueta clima. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta clima. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 27 de julho de 2023

Nacionalize-se tudo. Até a mãezinha que os pariu.

Longe de mim pretender questionar essa coisa das alterações climáticas. Era o que mais faltava ousar pôr em causa as opiniões especializadas dos especialistas especializados na especialidade. Ainda assim tenho o direito – inalienável, convém reforçar – a desconfiar que o combate às tais alterações está a servir de pretexto para aumentar impostos e taxar tudo o que até agora achávamos ter direito.


No Público de hoje – um pântano onde a intelectualidade gosta de chafurdar na sua autoproclamada superioridade moral – há quem sugira que “Portugal deve avaliar se águas subterrâneas devem ser pagas”. Ou seja, criar mais uma taxa para quem usa a água do poço para, por exemplo, regar os tomates. Do ponto de vista de um urbanita, nomeadamente daqueles esquerdalhos que acham que tudo pertence ao Estado e permanentemente suspiram por mais e mais impostos para os outros pagarem, deve ser uma coisa do mais lógico que há. Aquilo é gente que acredita que tudo o que comemos nasce por geração espontânea nas prateleiras dos supermercados e que o custo que daí adviria não teria nenhuma repercussão no acesso da população aos alimentos. É, ao ler coisas destas, que sinto uma imensa saudade do tempo em que os animais não escreviam.


Por mim, faz-me uma certa confusão a ideia de, eventualmente, ter de pagar a água que nasce no meu poço ao Estado.Aliás já acontece, ainda que vagamente, o mesmo com a produção de energia solar e eólica. Ou seja, o Sol, o vento e a água são do Estado? O que se segue? O ar que respiramos? Se calhar sim, já que ao respirar estamos a usar um recurso que, tal como a água, não é nosso. Faz sentido. Ou não fosse isto a quinta onde os porcos triunfaram.

sábado, 6 de maio de 2023

Gente de bem

IMG_20230418_192233


 


1 – Os apanhados do clima voltaram à carga. Meia dúzia de catraios feiosos, mal-vestidos e de aspecto deplorável prometem importunar pessoas até conseguirem não sei o quê. E eles, provavelmente, também não. Para além de, aparentemente, não darem grande importância à higiene e, assim, contribuírem para a poupança de água, seria bom que nos elucidassem acerca do que eles próprios fazem para proteger o planeta. Por mim - que ando a pé, tenho painéis solares para aquecimento de água e produção de energia, faço compostagem e agricultura biológica – não aprecio conversas da treta de meninos mimados e dispenso lições de moral de quem ainda mal largou os cueiros.


2 – O PCP exalta o nascimento de Karl Marx, considerando a criatura uma referência incontornável no caminho da libertação da exploração capitalista e na empolgante tarefa da construção da sociedade nova, que é, dizem, o socialismo e o comunismo. Pois. Deve ser, deve. Exaltados ficaram os alemães que tiveram o azar de ficar do lado de lá do muro. A exaltação foi tanta que desataram todos a correr para Ocidente, empolgados com a possibilidade de serem explorados pelo capitalismo. Parvoíces de quem não apreciava viver na miséria proporcionada pela tal sociedade nova que o PCP não se cansa de pretender criar.


3 – Diz que a Santa Madre Igreja terá arrendado um imóvel a um alegado mafioso italiano. Escândalo, bradam uns quantos. Não estou a ver porquê. Ao que garantem os responsáveis eclesiásticos, o dito cavalheiro até pagava a renda a tempo e horas. Coisa que outros, aparentemente muito sérios e armados em gente de bem, não fazem.

sábado, 12 de novembro de 2022

Os activistas do clima que vão mas é semear batatas!

IMG_20221112_131657.jpg


Por alturas do PREC havia manifestações todos os dias. Com gente ao magotes, todas elas. Ajuntamentos por tudo e por nada, também.  Em relação a todos, independentemente da causa ou dos protagonistas, tive um antepassado que invariavelmente sentenciava, com evidente desprezo e muitos decibéis acima do razoável, um categórico “vão mas é semear batatas!”


Foi o que me ocorreu hoje quando vi um grupo de gente mal apessoada e de aspecto pouco recomendável a tentar invadir – ou ocupar, nem sei ao certo – a sede da Ordem dos Contabilistas. Pareceu-me apropriado. Se calhar, caso se dedicassem a essa actividade agrícola que o meu antepassado sempre sugeria, estariam a fazer muito mais pelo clima do que a entrar num prédio onde, parece, estaria um ministro que eles não apreciam por aí além. Mas isso de semear batatas não será, presumo, coisa que lhes suscite especial interesse. Faz calos nas mãos e dores nas costas. Até porque podem sempre manda-las vir, já devidamente fritas e embaladas, por um estafeta que se desloque numa mota movida a combustível fóssil.

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Apanhados do clima

Tenho pouco apreço por activistas. Seja qual for a causa do seu activismo. Por estes dias o clima constitui a desculpa para umas quantas criaturas fazerem disparates. Desde atirar sopa a quadros famosos ou a barricar-se em lugares públicos, parece valer tudo para levar a comunicação social a falar deles.


Posso, até, achar a causa pela qual se manifestam muito valorizável. E, se alguma pode integrar o rol das causas valorizáveis, a do clima está à frente de todas. Apesar disso continuo a detestá-los. Nem, sequer, lhes consigo dar razão. Basta-me olhar para eles para saber que, por piores que sejam os governantes que agora decidem sobre essas e outras temáticas, se esta gentinha um dia chega ao poder o mundo será um lugar muitíssimo pior.


Também se me afigura assaz estranho que sejam, esmagadoramente, pessoas ligadas às “artes” e às “letras” - daquelas que seguiram essa via por não terem aproveitamento escolar que lhes permitisse tirar cursos a sério -  a integrarem estes protestos. Não tenho nada contra os palhaços nem, em geral, contra os filósofos ou outras criaturas que vivem no mundo da fantasia. Só não os consigo levar a sério.

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

É preciso ter lata!

IMG_20211124_191547.jpg


Esta coisa da luta climática, da protecção do  planeta, do combate ao desperdício e de outras causas aparentadas faz-me espécie. Percebo que se encerre uma central a carvão e se opte por comprar electricidade produzida noutra central a carvão se esta última estiver lá longe. Também compreendo que o preço dos combustíveis tenha de reflectir o seu impacto no ambiente enquanto, ao mesmo tempo, se admite que uma viagem de avião de Lisboa para outra capital europeia custe quinze ou vinte euros. Mais ou menos o mesmo do que um bilhete de autocarro entre Estremoz e Lisboa. Deve ser porque os “aeroplanos” de agora são muito económicos. Ou desengatam nas descidas, se calhar. Até o fim dos sacos, das palhinhas e dos talheres de plástico não se me afigura de todo desapropriado. Tratei atempadamente de constituir um stock apreciável destes itens que me permitirá continuar a usufruir deles durante muito tempo.


O que verdadeiramente me aborrece é o tamanho desmesurado das embalagens face ao conteúdo das mesmas. Um gajo compra uma “lata” de não sei quê e vai daí aquilo vem meio. Agora imagine-se isto em milhões de latas. Um atentado à mãe-natureza e um esbanjamento inqualificável dos recursos do planeta, é o que é. Está mal, pá. Isto, digo eu, é coisa para roubar a infância a qualquer catraio. Até eu me sinto roubado!

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Apanhados do clima

Longe de mim pretender negar seja o que for em matéria de alterações climáticas. Apesar de, também entre os cientistas, isso não ser assunto consensual. Essas coisas eles é que estudaram, leram os livros e, portanto, eles que opinem. Mas lá que não gosto dos activistas dessas causas, isso não gosto. Nem, tão pouco, consigo aceitar como boas as ideias de criaturas que – maneira geral – têm mau aspecto, berram nas ruas, ameaçam partir tudo e reivindicam opções que nos levariam num ápice à miséria e à fome generalizada.


Desconheço se existe – muita gente afiança que sim – uma agenda oculta por detrás de todos estes movimentos alegadamente ambientalistas e de pessoas aparentemente preocupadas com o clima. Será, provavelmente, apenas uma teoria da conspiração, que é um peditório para o qual não dou. O certo é que à conta disso vão aparecendo novos impostos, vão sendo criadas proibições que até à alguns anos julgávamos impensáveis e vão-nos impingindo novos hábitos até agora apenas seguidos por meia-dúzia de malucos. Enquanto isso, por cá, generalizar o uso de painéis solares por parte do cidadão comum, transportes públicos de qualidade em todo o território ou plantação de árvores nas localidades – nomeadamente no Alentejo – é cena que não assiste a quem manda nem, sequer, a quem reivindica.

terça-feira, 10 de agosto de 2021

Agricultura da crise

IMG_20210809_203422.jpg


Pouco percebo de alterações climáticas. Mas, se calhar, na perspectiva de alguns fundamentalistas isto constitui uma heresia. Um crime, quase. Seriam gajos, se vissem a foto, para se questionar acerca da quantidade de água que foi precisa para produzir estes produtos e, provavelmente, suscitar mais umas interrogações sobre a sustentabilidade do planeta que a mim, pobre agricultor das horas vagas, nem me ocorrem.


Confesso o meu cepticismo sobre as teorias dessa malta do clima. Tão grande, ou parecido, com o que tinha acerca dos resultados da agricultura da crise quando tudo isto foi plantado. Vá lá que não se concretizou e o resultado está à vista. Tudo isto, mais as colheitas anteriores e o que ainda há para colher. Para principiantes a coisa não está má. E, esclareça-se, tudo verdadeiramente natural. Do mais que há. É que estes, ao contrário dos ditos biológicos que podem incorporar até cinco por cento de ingredientes não biológicos, não têm um único produto químico. Zero por cento. Mais biológico é impossível.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

E a patada ecológica?!

Os apanhados do clima escolheram as vacas como um dos seus principais alvos a abater. Não se cansam de marrar com as coitadas. Excepto, claro, as da Índia. Essas não padecem de flatulência. São umas vaquinhas ecológicas e amigas do ambiente, as fofinhas.


Quem, segundo um estudo de uma universidade da Califórnia vá lá saber-se porquê pouco divulgado, também deixa uma enorme pegada ecológica são os cães e os gatos. Produzir ração para alimentar tanto bichano e tanto canito emite uma quantidade absolutamente parva de gases com efeito de estufa. Sendo que, ao contrário das vacas, esta bicharada na sua imensa maioria não serve para nada. A não ser para alimentar o ego de gente solitária, urbano-depressiva ou simplesmente idiota. E também, convém não esquecer, alimentar negócios de muitos milhões. Embora, disso, os ambientalistas de pacotilha que agora andam preocupados com o planeta prefiram não falar. Vão ver, quando toca a cães e gatos, o capitalismo sempre é um bocadinho verde.

sábado, 21 de setembro de 2019

Apanhados do clima!

A comunicação social e os seus escribas avençados lamentam a fraca adesão dos portugueses, nomeadamente dos estudantes, às acções de luta, protesto ou seja lá o que for, contra as alterações climáticas. Diz que nem cinquenta chegavam a ser. Mas, justificam, a culpa foi do tempo. Faz sentido. É, de facto, uma justificação bem esgalhada.


Mas para a próxima é que é, asseguram. Se o tempo ajudar, digo eu. Ou seja, se as alterações climáticas aparecerem, ao contrário de hoje, que o clima resolveu voltar a ser o sempre foi. A coisa mete uma espécie de greve global e tudo. A uma sexta-feira. Sabe-a toda, esta malta.


Presumo que as vacas constituirão, para os promotores do evento, um alvo a abater. Tal como, ao que sugere um dos grupelhos que se associa à iniciativa, o fim da importação de combustíveis fósseis. Com ideias destas como é que querem que estejam mais de cinquenta alminhas nas manifestações?

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

"Deslarguem" o meu bife!

protesto-vegetariano.jpg


Cada um é tão parvo quanto muito bem quiser. Ninguém tem nada a ver com isso. Nem, tão pouco, com as parvoíces que cada qual entende dizer, fazer ou, simplesmente, pensar. Desde que, obviamente, não as imponha aos demais. Chama-se a isso liberdade, ou lá o que é.


Mas isso era dantes. A liberdade individual é um conceito ultrapassado que, actualmente, apenas se aplica às causas valorizáveis, definidas como tal pelos novos guardiões da nova moral e dos novos costumes. Gente inteligente, bem pensante, urbana e que sabe o que é bom para o mundo em geral e todos em particular. Malta de esquerda, em suma.


A causa valorizável do momento é o ambiente. Ou, desconfio, a alimentação. Um grupo ridiculamente pequeno de gente ridícula, pretende impor a toda a sociedade os seus pontos de vista acerca daquilo que devemos ou não comer. Em nome, querem que acreditemos, do ambiente.


Aborrecem-me estes maníacos. Se querem tanto preservar os recursos do planeta arranjem uma gruta e mudem-se para lá. Deixem o conforto dos vossos lares, não façam outro tipo de deslocações ou viagens que não a pé, encontrem um buraco qualquer no meio do mato e vivam de forma sustentável daquilo que a tal mãe natureza lhes oferecer. Se as vossas teorias estiverem certas seremos todos muito mais felizes. Principalmente nós.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

"Deslarguem" o meu bife!

D5F.jpg


Uns quantos jovencitos, convencidos da sua sapiência, garantem que temos de mudar de hábitos por causa do clima, do planeta e, até, da nossa sobrevivência enquanto espécie. Nomeadamente alterar os hábitos alimentares, alegam. Isto porque, dizem, a criação de gado constitui uma enorme fonte de poluição, ou lá o que é, pelo que, sugerem uns iluminados, o melhor é reduzir a coisa ao mínimo ou, assim que possível, extinguir a actividade. Embora, para já, a sugestão fique pelo aumento do preço. Que assim só os ricos é que a comem e os pobres vão-se desabituando.


O que também contribui – e muito – para o drama ambiental que alegadamente vivemos é o turismo. As viagens de avião baratas fazem com que mais gente viaje por esse mundo fora e isso está a causar um efeito devastador em inúmeros locais. Não falta quem, farto de tantos turistas, equacione impor restrições no acesso a monumentos e, até mesmo, a cidades ou regiões. Mas, assim que me lembre, não dei por a gaiatagem ter incluído nas suas reivindicações uma medida qualquer que limite estas passeatas.


É por estas e por outras que não consigo levar esta gente a sério. Acho-os desprezíveis, mesmo. Se a alimentação humana consome uma quantidade assinalável de recursos, a deslocação de pessoas – seja qual for o meio de transporte – não consome menos. Não podemos é exigir que se limite ou proíba apenas aquilo de que não gostamos, como fazem os alegados “activistas” do clima. Poder, podemos. Mas é parvoíce e não merece credibilidade.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Greve climática

Greves há muitas. Umas mais valorizáveis, outras menos, dependendo se o sindicato ou a causa estão ou não nas boas graças da esquerda. Que é, como se sabe, quem tem legitimidade moral para decretar se uma paralisação laboral constitui, ou não, uma legitima forma de luta ou, pelo contrário, não passa de uma misera provocação patrocinada pelo grande capital.


Parece que lá para o fim de Setembro vamos ter mais uma greve. Geral, desta vez. Por causa do clima, ou lá o que é que anda agora a preocupar alguns jovens. Poucos, desconfio, a julgar pelos hábitos de consumo e a ausência, pelo menos em público, de comportamentos que indiciem preocupações ambientais.


Presumo que essa vai ser uma das greves mais valorizáveis do ano. Talvez consiga, até, a maior adesão de sempre. Nomeadamente entre aquela malta das cidades. Que é onde está aquele pagode que sabe o que é bom para o planeta, o ambiente em geral e o mundo em particular. Propaganda na comunicação social de certo não lhe faltará e finórios a apelar à mobilização das massas também não. Um assunto a acompanhar com toda a atenção que o acontecimento merece, portanto. E todo o desinteresse, também. Eu, se puder, irei trabalhar.

domingo, 28 de abril de 2019

Ambientalistas...mas com vista para o mar!

download.jpeg


Se toda a gente garante – desde sábios reconhecidos a idiotas com vontade de serem conhecidos – que as alterações climáticas são culpa da humanidade e que constituem uma ameaça ao nosso futuro, não serei eu, pobre ignorante, a duvidar de tão evidente evidência. Até porque, garante também um rol imenso de gente entendida no assunto, Portugal será dos países mais afectados. Nomeadamente por causa da subida do nível do mar. Dizem os especialistas especializados nesta especialidade que vai subir como o caraças. Uma chatice. Ou não, pois vendo a coisa pelo lado positivo, passamos a ter a praia mais perto.


O que me deixa desconfiado nisto do clima, mais do que a sua mudança, são os gajos que andam por aí a reclamar por alteração de comportamentos de forma a minimizar os estragos que temos feito ao ambiente. É que, não sei se já alguém reparou nisso, mas os grandes investimentos públicos – e privados, também – são todos no litoral. Mesmo junto à costa, em muitas circunstâncias. E, vejam lá o meu espanto, ninguém reclama nem rasga as vestes contra eles. Ou, no mínimo, exige a sua localização no interior. Assim de repente e já meio enervado, recordo-me da Fundação Champaulimaud, daquele museu da EDP ou, agora, do novo aeroporto. Tudo para ficar submerso, se as previsões se concretizarem. Nada que incomode ambientalistas e outros sábios. Vá lá saber-se porquê. Ou, se calhar, até sabemos.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Apanhados do clima (II)

 


p841f1sqlkg21.jpg


Uma campanha publicitária actualmente em curso questiona-nos se podemos mudar o mundo sentados no sofá. Uma questão pertinente, essa. Mas, tal como os criativos que a engendraram, também acho que se pode contribuir para isso mesmo sem sair de casa. Pode-se até, disso tenho a certeza, fazer muito mais do que aqueles profissionais do protesto - há quem lhes chame activistas - que passam a vida em manifestações patéticas.


Como aquela de Londres, por exemplo, onde uns quantos apanhados do clima estão acampados em protesto, dizem, contra as alterações climáticas e a falta de medidas para as combater. Calculo que tenham muitas ideias e que, individualmente ou em conjunto, se fartem de contribuir para um planeta mais saudável. Embora, assim de repente, não pareça nada. Deixando de lado certas práticas que, desconfio, a maioria daquela malta não prescinde, basta olhar para os cabelos pintados em cores sortidas, que quase todas as manifestantes exibem, para se perceber quanto estão preocupados e o que contribuem para a preservação do ambiente. Ou vão alegar que a tinta para tingir o cabelo não polui nadinha?!

sábado, 16 de março de 2019

Apanhados do clima

Uns quantos gaiatos resolveram fazer gazeta às aulas por, alegadamente, estarem muito preocupados com as alterações climáticas. Compreendo-os. Também me dava jeito uma alteração do clima. Que chovesse, nomeadamente. Que isto o quintal está todo seco e as culturas em risco de murchar. Mas, sim, fazem bem em abraçar esta causa. E outras, que as causas são cenas bué carentes que gostam de ser abraçadas. Eu próprio, nos meus tempos de estudante, abracei também umas quantas.


Para além da comunicação social, que se babou com o tema, a iniciativa mereceu uma estranha simpatia da intelectualidade em geral e da classe política em particular. Vá lá saber-se porquê. É que, daquele espalhafato todo, não saiu uma proposta concreta para melhorar o estado das coisas contra as quais se manifestaram. Não se me consta que tenham exigido que os papás deixassem de os transportar até à porta das respectivas escolas. Não me recordo de ter ouvido a reivindicação do direito a usar a roupa que deixou de servir ao irmão ou primo mais velho. Nem, tão-pouco, propostas para boicotar os restaurantes de fast-food que, desconfio, devem poluir como o caraças. Ou, numa de grande malucos, tentarem convencer os progenitores a mudarem-se com a família para o campo, onde a vida é muito mais saudável e de acordo com os padrões de sustentabilidade que garantem ser necessários praticar.


Mas isto sou só eu a dizer. Um gajo que para além de andar a pé, fazer de tudo para reduzir a factura energética e não comer “comida de plástico”, se está nas tintas para essas macacadas das alterações climáticas.

domingo, 4 de março de 2018

Anormalidades

IMG_20180303_183337.jpg


 


Uns quantos ramos de árvore caídos, ruas com um palmo de água e um ou outro telhado que vem abaixo por causa dos alegados temporais não constituem – excepto, obviamente, se envolveram a perda de vidas humanas – qualquer espécie de drama. É normal. Devia ser o pão nosso de cada Inverno. Drama, tragédia, horror e toda a categoria de cataclismos que quisermos é regatos como este, que há cinquenta anos corriam durante seis meses, não correrem agora mais do que seis dias. Se calhar, digo eu, é capaz de ser mais anormal do que as ondas galgarem a marginal quando uma qualquer tempestade coincide com a subida da maré...