domingo, 10 de novembro de 2019

Podem não noticiar...mas não podem esconder!

Percebo que os canais de televisão não queiram maçar os telespectadores com minudências. Uma manifestação de algumas centenas de pessoas, numa terriola quase despovoada muito mais perto de Espanha do que de Lisboa, não constitui assunto para aparecer nas noticias nem justifica a deslocação de uma equipa de reportagem. Ainda se fosse para descrever a maneira de confecionar uma açorda ou para revelar ao país toda a magnificência de um prato de migas…


Manifestações a merecer honras de espaço televisivo são aquelas que metem um milhão de pessoas no Terreiro do Paço ou, como no tempo da troika, as que conseguiam mobilizar duzentos mil manifestantes naquela espécie de largo em frente ao Parlamento. Devia ser estarem dispostos em várias camadas, certamente.


A causa em questão, reconheça-se, também não era a melhor. Nem a mais valorizável. Pelo contrário, não era daquelas que a esquerda fofinha – passe o pleonasmo, que a esquerda é toda fofinha – aprecia e aprova. Fica para a próxima. Quando alguém – bombeiro, médico, professor – se “passar” e arrefinfar um tabefe nas trombas a um cigano. Ou a um jornalista.

6 comentários:

  1. Eu diria pior, Kruzes, é que os poucos que noticiaram foi para dizer que o andré ventura foi lá!

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  2. Anónimo7:19 p.m.

    Completamente de acordo. Com o autor do blog.

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  3. Deve ser por não perceberem o barril de pólvora que por aqui se está a armar...

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  4. Anónimo8:50 p.m.

    Em pé, numa multidão parada, calcula-se que caibam 4 a 5 pessoas por metro quadrado.
    Há um título do Público que diz: «Terreiro do Paço, onde não cabem 180 mil».
    Abraço

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  5. A propaganda comunista já lá enfiou um milhão!!!!

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