Também fora das cidades, ainda que no perímetro urbano, se multiplicam as vias com quatro faixas. Duas em cada sentido. O que, como é óbvio, não tem mal nenhum. Construtora que faz duas, faz quatro. Até porque o terreno já ali está e nunca se sabe o trânsito, ou os condutores, que o futuro nos traz. Os do presente não querem saber disso. Um deles seguiu-me numa dessas vias, sem ultrapassar, pelo menos umas boas centenas de metros. Quando, já exasperado com a minha lentidão, resolveu finalmente dar uso à faixa da esquerda – completamente disponível e sem utilizadores em todo o espaço livre e visível – buzinou furiosamente no momento da ultrapassagem. E é aqui que não me contenho. Já irritado com os outros, que uns minutos antes dentro da cidade me tinham “perseguido”, colei a buzina e, de janela aberta, vociferei mais insultos do que o capitão Haddock num livro inteiro do Tintim. Acho que o tipo, a julgar pelo sinal dos travões, ainda pensou em parar à minha frente. Lamentavelmente não o fez. Podia-me ter ajudado com o maldito GPS ou explicar-me como chegar ao destino. Eu, em contrapartida, ensinava-lhe como circular numa via daquela natureza.
terça-feira, 4 de junho de 2024
domingo, 2 de junho de 2024
Usem a faixa da esquerda, porra!

De nós dizem que, quando não temos um volante nas mãos, somos o povo mais simpático do mundo. Não me revejo neste estereotipo. Primeiro porque não sou simpático e, segundo, tenho uma paciência de santo para as tropelias dos demais condutores. Desde que não me aborreçam, obviamente. Também se diz que os automobilistas tugas não fazem caso nenhum de campanhas de sensibilização e que apenas ficam sensibilizados – e ainda assim por pouco tempo, porque esquecem estas coisas depressa – quando são multados. Até ontem acreditava nesta premissa. Mas não. É falsa. Estão a ver aquelas campanhas em que, quando existem duas ou mais faixas de rodagem, nos instigam a circular pela mais à direita? Os portugueses adoptaram esse comportamento e agora não querem conduzir de outra maneira. Só mudam de faixa se obrigados à base do estaladão. Que foi, diga-se, o que me deu vontade de fazer como forma de os convencer. Nomeadamente se tivesse menos vinte anos, outros tantos quilos a mais e o meu irritómetro não estivesse programado para disparar um cagagésimo acima.
(Continua amanhã – ou quando calhar – que o texto já vai longo e desconfio que pelo menos quatro dos meus três leitores não tenham paciência para uma leitura demasiado prolongada)
domingo, 22 de novembro de 2015
Hoje fico-me por cá
Embora a qualidade – ou a falta dela – da imagem não deixe perceber, a placa por baixo do sinal de transito proibido diz “excepto veículos afectos ao transporte para o CCVE”. Que é como quem diz Centro de Ciência Viva de Estremoz.
Presumo que o problema se situe mais ao nível da minha compreensão. Talvez, reconheço, não revele grande capacidade para assimilar todos os conceitos que envolvem a ciência da colocação da sinalética de trânsito. A incompreensão que manifesto quanto à sinalização do meu bairro é disso um bom exemplo. Mas, neste caso em concreto, sempre gostava de saber para que serve ao certo – ou até mesmo ao incerto - aquele sinal.