Também fora das cidades, ainda que no perímetro urbano, se multiplicam as vias com quatro faixas. Duas em cada sentido. O que, como é óbvio, não tem mal nenhum. Construtora que faz duas, faz quatro. Até porque o terreno já ali está e nunca se sabe o trânsito, ou os condutores, que o futuro nos traz. Os do presente não querem saber disso. Um deles seguiu-me numa dessas vias, sem ultrapassar, pelo menos umas boas centenas de metros. Quando, já exasperado com a minha lentidão, resolveu finalmente dar uso à faixa da esquerda – completamente disponível e sem utilizadores em todo o espaço livre e visível – buzinou furiosamente no momento da ultrapassagem. E é aqui que não me contenho. Já irritado com os outros, que uns minutos antes dentro da cidade me tinham “perseguido”, colei a buzina e, de janela aberta, vociferei mais insultos do que o capitão Haddock num livro inteiro do Tintim. Acho que o tipo, a julgar pelo sinal dos travões, ainda pensou em parar à minha frente. Lamentavelmente não o fez. Podia-me ter ajudado com o maldito GPS ou explicar-me como chegar ao destino. Eu, em contrapartida, ensinava-lhe como circular numa via daquela natureza.
Não sei se o meu comentário ficou porque faltou a luz:(
ResponderEliminarNão ficou...
ResponderEliminarMas a faixa da direita serve para se conduzir a uma velocidade mais reduzida ... porque ele não ultrapassou pela esquerda uma vez que estava disponível? è burro?
ResponderEliminarBeijinhos, Kruzes
Feliz Dia
É. E a estrada está cheia deles. Bom, a bem dizer o país também...
ResponderEliminarCumprimentos
Dizia eu que concordo contigo, mas não deves refilar porque o gajo ao abrandar à tua frente jamais seria para te ajudar. É por estas e por outras que já vi agressões e outros ões!
ResponderEliminarBeijos e um bom dia