sexta-feira, 28 de junho de 2024

Foge cão que te fazem banqueiro

A banca portuguesa – ou a operar em Portugal, se calhar é mais rigoroso – constitui um exemplo de eficiência, modernidade e de outras cenas mais. Tem quem lhe pague os prejuízos e salve da falência quando o negócio dá para o torto, cobra juros altos e paga juros baixos, fecha balcões e obriga os clientes a fazer o trabalho pelo qual antes pagava aos seus funcionários e ainda lhes cobra por isso. De refereir que no âmbito de sacar dinheiro ao próximo por tudo e por nada, manifesta uma capacidade imaginativa fora do vulgar para inventar comissões só superada pela imaginação do PS a criar taxas quando está no governo. Com a diferença que este partido, quando na oposição, revela igual imaginação a acabar com elas e os bancos não acabam com nenhuma mesmo quando têm lucros extravagantes, chamemos-lhe assim.


Sempre na busca da evolução permanente a banca pretende ser agora mais inclusiva. Seja lá isso o que for. No caso a inovação tem a ver com a criação de agências “pet-friendly”. Ou seja daquelas onde os clientes podem entrar com os seus bichinhos de estimação. O que me parece bem. Há que acabar com a limitação de acesso a qualquer lugar em função do número de patas. Não sei como anda aquilo do crédito mal parado, mas perante este cenário nunca a expressão “vou ali ferrar o cão” foi tão apropriada.

12 comentários:

  1. Anónimo2:39 p.m.

    Tens Razão. Pagamos Serviço de Net. Global e fazemos nós o trabalho e quando estamos a fazê-lo não se consegue. O serviço que pagamos é caro e
    não funciona.

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  2. Manuel da Rocha3:19 p.m.

    Não se preocupe. É só a AD puxar o Ventura e lá vamos pagar 500 a 600000 euros de comissões anuais, por cada conta bancária. O novo ministros das finanças fez parte de uma equipa de 730 economistas que, em 2016, exigiu que nunca fossem criados os serviços mínimos bancários e que cabia à banca subir e descer as comissões conforme o mercado o exija. Vimos isso quando passaram a cobrar 170 a 600 euros anuais, de comissões de manutenção e só pagaria os 170 quem gastasse mais de 3000 euros anuais, com o cartão de crédito.
    Agora já estão no governo, não se preocupe que a banca vai chegar aos 60000 milhões de lucros e pagar 20 milhões de impostos anuais, além de passar a beneficiar de 800000 milhões de isenções e benefícios fiscais, principalmente com a novidade do próximo orçamento de estado, que vai incluir a descida do IRS/IRC para a distribuição de dividendos, dos 28% para 15% e já deixando margem para passar para 10% em 2026. Ao mesmo tempo também as mais valias bolsistas vão ver uma redução de 50% (de 12 meses a 60 meses) a 100% (mais de 96 meses). O que vai deixar a banca passar a cobrar comissões 400 a 70000 vezes acima das actuais, pelas carteiras de títulos e as suas movimentações, pois deixarão de ganhar 287200 milhões (2023) das comissões de compra-venda e vão precisar de cobrir isso aumentando, gigantescamente, as comissões da manutenção das carteiras de títulos. E acabam por passar a cobrar 30 a 800 euros mensais, pela manutenção da conta bancária, 60 euros anuais pelo cartão de débito, 60 euros anuais pelo acesso por homebanking, 60 euros anuais pela utilização da App do banco e 10% por cada levantamento de dinheiro em máquinas automáticas. O cartão de crédito poderá ter taxas inferiores, apesar de a UE ter bloqueado o pagamento dos vendedores em 0,6%, quando por cá já havia bancos a receber 11% (em 2016) por cada recebimento, em POS, de cartões de crédito não portugueses. Um serviço que dá 27000 milhões de euros anualmente e que 99,91% dos portugueses não sabem que é pago, pois quem paga é quem recebe os seus pagamentos. Mais de 6 milhões de portugueses acreditam que os POS são gratuitos e que o que pagam ao banco já inclui pagamentos gratuitos com o seu cartão multibanco e que não há mais nenhuma comissão a pagar... daí a banca sacar 180 milhões de lucro diário.

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  3. Não escreveria melhor, pois não! Retrato perfeito.
    Mas tanto mais ridícula esta do “pet-friendly” quando na realidade têm políticas de atendimento que afastam os clientes, quer reduzindo os funcionários,horários de atendimento, automatização dos atendimentos, etc.
    Por mim até sou capaz de levar o meu cão, que pesa aí uns 50 Kg, só para lhes mijar nos pés ou arriar na borda do balcão. E quero acreditar que o “pet-friendly” significa que alguém da casa virá com o saquinho de plástico ou a esfregona limpar os "presentes". Falta é saber se pagarei mais comissão por isso. Expliquem-se!

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  4. Vou comprar um cavalo. Ao depois sempre quero ver…

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  5. Quem sabe qualquer dia estão a vender a crédito barracas do cão, com a devida hipoteca, bem entendido.
    Ui, ui e se começam a ser os bancos a avaliar o valor da barraca, qualquer dia começam os cães a falar (talvez latir seja o termo mais correto) que há falta de casas no mercado canino.

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  6. A culpa é do grande capital!

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  7. Não pago comissões bancárias. Já mudei várias vezes de banco por causa das comissões e mudarei as que forem preciso, mas enquanto houver no mercado UM que me isente desses pagamentos é desse que serei cliente.

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  8. Uma real cagadela em cada balcão é que era uma coisa bem feita!

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  9. Que lhes dê uma valente parelha de coices!

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  10. Barraca?! Para o cão?! Não se desgrace! Os cães agora vivem em casa, dormem na cama dos donos e alguns, ao que vejo, se calhar até servem para outras coisas...

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  11. Adorei este post
    E tanta verdade!

    Beijinhos, Kruzes
    Feliz Dia

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  12. Obrigado, Luísa.

    Cumprimentos

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