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domingo, 30 de junho de 2024

Moda?! Tá bem, tá...

Há quem garanta que Estremoz está na moda. Não sei se está. Nem a bem-dizer isso me importa muito. É que, assim de repente, não estou a ver em que essa alegada situação contribui para a minha felicidade. Pelo contrário, deve ser por isso e pela vontade de chular quem nos vem visitar atraído por essa fama que os comerciantes locais inflacionam os preços quase ao nível dos sítios verdadeiramente importantes no âmbito do turismo.


Começando pelo mercado de sábado, vi um molho minúsculo de beldroegas à venda por dois euros!!!! Para quem não sabe, trata-se de uma erva – uma praga, quase - muito apreciada na gastronomia alentejana, que nasce espontaneamente nas hortas e que não requer qualquer investimento nem ocupa tempo de trabalho. Depois o café. Paguei oitenta e cinco cêntimos por umas gotinhas que mal cobriam o fundo da chávena. Aliás, se a inclinasse via mesmo o fundo. Por fim um gelado. Uma bola equivalente a uma colher de sopa custou-me dois euros e meio. De realçar que nenhum dos dois estabelecimentos são especialmente “chiques”. São tascos absolutamente banais, daqueles que existem em todas as terriolas.


Serão, certamente, os custos de viver num local que alegadamente estará moda. Será, tudo isto, o mercado a funcionar. Certamente que sim. Nem eu quero que, como noutros tempos, seja o governo a fixar o preço da beldroega, da bica ou do gelado. Mas, digo eu, convinha ter juízo. É que não acredito ser possível aos comerciantes cá do sitio viver apenas dos que nos visitam. Se espantarem os clientes da terra praticando estes preços especulativos não lhes auguro grande futuro. E isto da moda é, como toda a gente sabe, uma coisa muito passageira...

domingo, 12 de novembro de 2017

O Estado serve, ao certo, para quê?!

Que um policia seja malhado por um meliante não me parece nada de por aí além. É um dos riscos, talvez o principal, que consigo associar à profissão. Inquietante é a ausência de reacção à agressão. Quer o agente agredido quer o colega teriam, como todos os agentes da autoridade, uma arma à cintura. E, ambos, optaram por não a utilizar. Em cumprimento, presumo, de alguma lei ou regulamento que determina o protocolo a seguir numa daquelas situações. Ou, mais inquietante ainda, por receio do que viria a seguir se, por sorte, limpassem o sebo ao agressor. Ora é precisamente aqui que a coisa se torna extremamente preocupante. Se os policias agiram assim quando em causa estava o seu próprio coiro, nem quero imaginar o que fariam se fosse o meu.


Perante situações deste género, a pergunta “para que serve o Estado?” é cada vez mais pertinente. Se abandona o território, deixa as populações à sua sorte e não garante a segurança dos cidadãos não parece que sirva para grande coisa. Excepto, talvez, para aquilo de recolher impostos com vista a satisfazer pensionistas e sindicatos.

domingo, 14 de junho de 2015

Moda

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A moda é uma coisa chata. Sem piada. Nem sei como é que o gajedo – e uns quantos panilhas, também – perdem tanto do seu escasso tempo de vida a falar ou escrever acerca do assunto. Muito mais animado seria se os gajos do marketing conseguissem pôr o pessoal a trajar fatiotas como a da senhora da foto. O limite seria a criatividade dos designers...