domingo, 28 de maio de 2023

Imposto é roubo e esquerdista é bandido

1 – O fisco vai ficar a saber o que “ganhamos” com vendas na internet. Não será por curiosidade ou simples bisbilhotice, vai ser mesmo para taxar. À semelhança, provavelmente, do que acontece  no manicómio aqui ao lado, também conhecido por Espanha, onde estas vendas pagam imposto de acordo com o lucro obtido e a compra é taxada em de quatro por cento a favor do fisco. Ou seja, pagámos iva no momento da compra e pagaremos outro imposto qualquer no momento da venda. A isto chama-se, acho eu, dupla tributação. Ou roubo, vá.



2 – Mas há quem goste e até aplauda. É lá com eles. Cada um sabe de si e cada qual tem os prazeres que quiser. Por mais esquisitos que se afigurem do ponto de vista estritamente racional. Se pagar impostos é um deles que lhes faça bom proveito.



3 – António Costa já felicitou a nova líder do BE. Com a qual, afirma “espera um dialogo construtivo e uma acção comum para o progresso de Portugal e a melhoria de vida dos portugueses”. Preocupante. Mas se os portugueses quiserem ir por aí, força com isso. Segundo uns dados que vi publicados um destes dias estaremos, enquanto povo, a enfrentar um problema de obesidade que urge resolver quanto antes.

sábado, 27 de maio de 2023

PPP - O papão, a pinga e a perninha.

1 – Costa diz que a classe média é a chave para combater a extrema-direita. Seria, certamente. Para isso e para derrotar o Partido Socialista, se este tipo não a tivesse destruído e reduzido ao miserabilismo tão do agrado da esquerda. Desde que chegou ao poder nunca se preocupou com aqueles que se entende constituírem a “classe média”, criou um país de subsidio-dependentes e sufocou os restantes com impostos. Entretanto vai acenando o papão do Chega e da extrema-direita. Como se o problema fosse uma dúzia de palhaços no parlamento e não ele próprio e todos os outros de quem se rodeou.



2 – Santos Silva, o individuo a quem deram o lugar de segunda figura do Estado, garante que “a expressão mais forte e legítima do liberalismo em Portugal é o PS, não é a IL”. Não sei que raio anda o homem a beber, mas também quero. Deve ser mesmo pinga da boa.



3 – Entretanto por cá tem hoje lugar um evento qualquer envolvendo velhos. Maioritariamente velhas - muitas, provavelmente, mais novas do que eu - que nestas como noutras coisas elas estão muito à frente dos homens. Velhas ou, como agora se diz, seniores. Embora algumas, assim de relance, aparentem estar em condições de ainda fazerem uma perninha nos juniores. Disseram-me, que eu até nem vi bem...

sexta-feira, 26 de maio de 2023

Agricultura da crise e outras cenas

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1 – Cá pela agricultura da crise do quintal doméstico é tempo de framboesas. Desta vez, contrariando uma velha e jocosa piadola de família, em quantidade suficiente para engasgar até o mais garganeiro. Por falar em ganância, especulação e defeitos correlativos… estão a mais de nove euros o quilo.



2 – Diz que um Município da região de Lisboa vai acolher um projecto de mobilidade eléctrica aérea. Um vertiporto, ou lá o que é. Diz que se chama isso a uma base de aeronaves e veículos eléctricos com descolagem vertical. Parece-me bem, que tudo o que envolve inovação e mobilidade provoca-me sempre um inaudito entusiasmo. Embora, dadas as circunstâncias, o assunto me suscite suspeitas que pode haver o risco de estarmos perante uma inovadora forma de mobilidade monetária.



3 – A TVI andou, um destes dias, a aborrecer um autarca aqui da zona. Não se faz. Causar aborrecimento seja a quem for é um comportamento reprovável. Aquilo é uma terra pacata onde, como em quase todas as terras pequenas e pacatas, todos são primos e primas. Admira-me, dadas as circunstâncias, que o jovem repórter não tenha sido untado. Safou-o a câmara, certamente. A de filmar.

quinta-feira, 25 de maio de 2023

Tutti putedo

1 – Na sua coluna habitual no pasquim das causas, uma senhora – jeitosa, por sinal – disserta contra o que considera ser a russofobia existente na sociedade portuguesa. Coisa que, obviamente, lamenta e para a qual não encontra justificação. Não lhe ocorreu aquilo de, até há poucos anos ser a pátria do comunismo e de, mais recentemente, terem invadido um país soberano. Duas cenas capazes de causar um elevado sentimento de repulsa a qualquer ser minimamente decente.



2 – Parece que a Comissão Europeia avisou o governo português que terá de cortar dois virgula cinco mil milhões de euros na despesa pública. Surpreendente, este aviso. Logo agora que estava tudo a correr tão bem. Desconfio que, mais uma vez, as vitimas vão ser os reformados. Não os actuais, que nesses, por maiores e desproporcionadas que sejam as suas pensões face à realidade actual, não se mexe. Fácil, socialmente justo e democrático será cortar na minha reforma. Aquela que, com sorte, terei num futuro relativamente próximo.



3 – Apenas um “anjinho” ou quem esteja completamente por fora da realidade – nem precisa ser da realidade política, basta ser a realidade em abstrato – pode estranhar ou ficar surpreendido com as revelações trazidas a público pela TVI a propósito da tal “operação tutti frutti”. Vão por mim. Ou pelo saudoso camarada Arnaldo Matos, se preferirem. Isto é tudo um putedo.

quarta-feira, 24 de maio de 2023

Burlas, burlas e mais burlas

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1 - PS e PSD ter-se-ão, alegadamente, entendido para encontrarem candidatos merdosos de forma a distribuírem, mais ou menos harmoniosamente entre si, os lugares nas freguesias da capital do reino. Desconfio que os entendimentos não se têm ficado por aí. Nem por Lisboa, pelas autárquicas nem, sequer, por aqueles partidos. O que, diga-se, só por si não tem nada de mal. Não andamos todos a clamar por consensos? Então não sejamos sonsos.



2 – Todos os dias surgem uns activistas quaisquer a reclamar do racismo que alegam existir na sociedade portuguesa. Poderá, em circunstâncias, haver razão de queixa para isso, mas quando a argumentação se baseia no uso de expressões vulgarmente usadas na língua portuguesa, a coisa vai para lá do risível e atinge o nível da parvoíce extrema. Uma dessas criaturas insurgia-se um destes dias com o uso da palavra denegrir. Ridículo. Na nossa língua o negro e a escuridão não estão associados à cor da pele. Estão, isso sim, associados à religião, nomeadamente àquela cena das trevas. Podem não ter obrigação de saber isso, mas não precisam ser parvos.



3 – Agradeço o aviso de que se não fizer não sei o quê deixarei de ter acesso a uma conta que não tenho num banco de que não sou cliente. Confesso, no entanto, que me aborrece que ora me tratem por você (sua conta) ora, cheios de confiança, sejam tu cá tu lá comigo (não te preocupes). É pá, decidam-se. Ou, então, aprendam convenientemente o português que se usa deste lado do Atlântico.

terça-feira, 23 de maio de 2023

Organizem-se quanto a isso das ofensas

Mandar alguém de “volta para a tua terra” constitui uma ofensa racista e xenófoba que todos devemos condenar e combater. Já um “volta para a barriga da mãe” é perfeitamente aceitável e não suscita qualquer espécie de indignação embora, assim de repente, pareça claro que ambas as afirmações visam ofender o interlocutor ou a pessoa a quem são dirigidas. A não ser que sejam proferidas por alguém de esquerda e direcionadas para alguém que não esteja nas boas graças da opinião publicada. Nessas circunstâncias não há quem condene e até merecem o aplauso dos idiotas esquerdistas, passe o pleonasmo. De qualquer forma mandar alguém voltar para a barriga da mãe é só parvo. É, ao contrário do regresso à terra natal, uma impossibilidade prática. Como, de resto, as ideias políticas de quem o proferiu. Faz sentido.

segunda-feira, 22 de maio de 2023

Levem lá a bicicleta...

1 – Sempre que o Cavaco fala a esquerda rasga as vestes. Na falta de argumentos para contraditar o homem recorrem ao insulto, à ofensa rasteira e a um inacreditável rol de disparates. Calculo o quanto ainda lhes doa a evidência, por comparação com os anos do cavaquismo, do falhanço do modelo de governação do Partido Socialista. Como dizia o outro, habituem-se. Quantos mais anos o PS estiver no poder mais evidente vai ficar a nulidade das suas opções políticas.


2 – Entretanto, lá pelo parlamento foi aprovada a tal lei que pretendia promover o combate ao turismo e à propriedade. Digo pretendia porque, olhando para o texto daquela coisa, aquilo não vai dar em nada. São excepções para tudo e todos e o que não é execpcionado é inaplicável ou facilmente contornável. Da recuperação do património devoluto do Estado é que continuamos sem noticias..


3 – Pela Ucrânia aquilo continua quase tão mau como no Ministério das Infraestruturas. Diz que é porrada que ferve. O que constitui, quer num quer noutro caso, motivo para indisfarçável gáudio de gente muito pacifista e empenhada na paz. Com sorte ainda o hei-de ver propor que, em vez de armas, se forneçam bicicletas às tropas ucranianas para estas as arremessarem contra os russos.

domingo, 21 de maio de 2023

O mundo ao contrário

Embora por cá apenas muito raramente seja noticia, em Espanha a ocupação ilegal de casas constitui um dos maiores problemas do país vizinho. Principalmente desde que os esquerdalhos malucos chegaram ao poder. A loucura é de tal ordem que, recentemente, foi apresentado no parlamento espanhol uma proposta de lei que visava ilegalizar as empresas que se dedicam a desocupar as propriedades. Uma réstia de bom senso de alguns deputados do PSOE impediu mais esse passo na direcção da anarquia aboluta.
Um proprietário que veja a sua casa ocupada - há casos em que bastou a ausência de umas horas - não pode, face à legislação espanhola, correr com os meliantes que a ocuparam. Nem, sequer, mandar desligar a água, a luz, o gás ou as telecomunicações. Tem de continuar a pagar como se lá morasse e, se não o fizer, verá o salário penhorado pelos respectivos fornecedores para pagamento das dividas. Pode, naturalmente, recorrer à justiça. Terá, com sorte, o problema resolvido cerca de um ano e meio depois. Isto se for a primeira habitação. Caso se trate de uma segunda o melhor é esquecer. Nunca mais de lá tira a vadiagem.
Este cenário levou ao surgimento de inúmeras empresas especializadas em colocar os okupas ao fresco. Estas empresas actuam dentro da legalidade e, que se saiba, raramente têm sido condenadas pelos tribunais por actuações contrárias aos limites da legislação. E é isso que a esquerda quer evitar ao tonar ilegal a desocupação. Se um dia o conseguir criará um problema muitíssimo maior. Entre os muitos milhares de proprietários existirão sempre alguns menos pacientes que tenderão a resolver as coisas pelas próprias mãos. E isso, por norma, não costuma acabar bem.

sábado, 20 de maio de 2023

Ratos voadores

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Apenas a imensa estupidez humana permite que a cena retratada seja hoje, infelizmente, comum à generalidade das esplanadas. Isto quando, recorde-se, ainda há pouco tempo o mundo se fechou em casa com receio do contacto próximo entre as pessoas e, mesmo hoje, muitos se sintam constrangidos com a proximidade de estranhos. Os pombos são uma praga, transmitem inúmeras doenças, mas o pagode não se importa. Em nome da igualdade entre as espécies, suponho. Por mim recuso-me a ser igual aos que assim pensam. Se querem ser iguais aos bichos é com lá eles. Façam-no é onde não aborreçam ninguém, nem o seu comportamento ponha em causa a saúde e o bem estar dos demais.
Escrevi um destes dias que, em breve, os fumadores terão menos direitos do que um cão. Não se poderão sentar, por exemplo, em muitas esplanadas a fumar o seu cigarrito, não vá o fumo incomodar – e, por vezes, incomoda – o vizinho da mesa ao lado. No entanto os pombos, para uns quantos anormais, são bem-vindos. Ai de quem os enxote. Levanta-se de imediato um coro de indignações. Embora isso não adiante, porque eles voltam. O melhor mesmo é torcer-lhes o pescoço. Mas com cuidado. O bicho é frágil e cabeça separa-se com facilidade do resto do corpo, como ocorreu um destes dias num local que me escuso a identificar. É que depois jorra sangue por todo o lado. O que é um bocadinho chato, diga-se.

quinta-feira, 18 de maio de 2023

Malucos

1 – “É preciso dar dinheiro aos pobres”, argumenta uma conhecida economista alegadamente próxima do Bloco de Esquerda e, graças a isso, com muito tempo de antena no espaço mediático. Deve padecer de uma espécie de degenerescência ideológica qualquer, a senhora. Já se esqueceu daquela máxima – repetida até à exaustão pela malta de esquerda, noutros tempos – de não dar um peixe ao pobre, mas sim uma cana de pesca.


2 – Com tanta trapalhada o mais provável é o país acabar em eleições mais dia menos dia. Desnecessariamente, diga-se. Costa vencerá e, quase de certeza, com outra maioria absoluta. Sim que o Ibaneleitor, toda a pessoa que tem atracção eleitoral por aquele político que lhe transfere dinheiro para a conta sem ser necessário mexer uma palha, não vai deixar cair o seu benfeitor.


3 – Entretanto lá pela agricultura da crise o maluco do costume voltou ao ataque. Desta vez foram os alhos. Dois regos completos. É o que dá os serviços de saúde, a assistência social ou sei lá quem mais arranjar todas as desculpas – até a liberdade individual, imagine-se - para não fazer o que até qualquer analfabeto vê que deve ser feito. Ou, então, é como aquilo do gajo com o passo trocado na parada, os malucos somos nós.

segunda-feira, 15 de maio de 2023

Javardotes

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Confesso que a minha fé na humanidade é reduzida. É é menor ainda naquela parte da humanidade que coabita com um cão. Mas, se calhar, preciso de rever alguns conceitos. No caso da foto, por exemplo. O javardote – estão a ver? Linguagem inclusiva, para que ninguém se sinta excluíde – ainda não atingiu o grau civilizacional suficiente para recolher os dejectos do bicho, mas já está naquele patamar que o faz limpar o cú ao canito depois deste arrear o calhau. Ou, então, tem medo que a patroa lhe vá à figura se o cão limpar as cagaitas na carpete...

domingo, 14 de maio de 2023

Estacionamento tuga

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Não adianta ser bem educado. Nomeadamente quando a coisa mete automobilistas em disputa por um lugar de estacionamento. Por norma quem disputa não mede bem as palavras. Daí que tanta delicadeza não seja adequada à circunstância. Sugiro, em alternativa, algo parecido com “Não estacionem à frente da porta, seus cabrões”. "Que o lugar é para mim", também pode ser o caso...

sábado, 13 de maio de 2023

Agricultura da crise

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Desconheço a que preço o gajo das alfaces as está a vender lá na sua banca. Calculo que muito mais baratas do que aqui há uns tempos. Se, na altura, foi célere a incorporar no preço do produto as consequências da invasão da Ucrânia, o custo dos combustíveis e electricidade também agora, com os produtos petrolíferos e a energia a preços pré-guerra, deverá ter reduzido significativamente o preço de venda das alfaces.
Sendo a economia feita de expectativas certamente não o fez. Manterá a expectativa que as pessoas lhas continuem a comprar pelo valor que ele pede. Já eu tenho a expectativa que, lá pela agricultura da crise, as alfaces continuem a crescer. É a economia.

sexta-feira, 12 de maio de 2023

Um dia lindo de morrer...

1 – Não consigo ter uma opinião definitiva sobre a eutanásia. Cada um sabe de si e, já dizia a minha avó, “quem passa por elas é que sabe”. De toda a conversa que o assunto suscitou retenho apenas a intervenção de uma deputada que, bem ao seu estilo, teve mais uma intervenção patética. A aprovação da medida, constituiu no dizer na senhora, “um dia lindo”. Por melhor que seja a lei, convém recordar que se está a falar da morte. Para ela uma coisa linda, certamente. E é isto que nos representa...


2 – Para um certo tipo de gente os senhorios são uma cambada de especuladores. Uns patifórios do piorio, para a esmagadora maioria das pessoinhas. Segundo dados conhecidos há mais de um ano, sempre escondidos do debate público pois isso não importa nada, cerca de sessenta por cento dos senhorios têm mais de sessenta e cinco anos sendo uma parte muito significativa deles pouco mais do que pobres. São estas pessoas que o governo persegue e que muita gente, alegadamente bem formada e com elevada consciência social, odeia.


3 – Inacreditável como existe tanta criatura iletrada em matéria financeira. Condição que associam à inveja e à manifesta parvoíce. Reconhecem-se facilmente. Basta alguém por perto lamentar o valor que mensalmente lhe é subtraído ao salário para, de imediato, soltarem cheias de convicção a sua certeza quanto à elevada renumeração auferida pela vitima dessa organização criminosa também conhecida por Estado. Coitadas, nem adianta explicar que, em termos líquidos, a diferença mal dá para encher um depósito de combustível. Nomeadamente daqueles carros em que essas pobrezinhas se passeiam.

quinta-feira, 11 de maio de 2023

Ainda bem que temos um governo de esquerde...

1 – Felizmente temos um governo que se preocupa com as coisas realmente importantes para os portugueses. Com a saúde, por exemplo. Por isso é que vai fazer uma lei que visa proibir o pagode de fumar em praticamente todo o lado. Para o nosso bem, obviamente. Só não vê quer não quer ou é da oposição. Médicos de família que não há, urgências fechadas, consultas só no privado...com isso preocupem-se vocês, pá, que o governo não está lá para perder tempo com questões de lana caprina.


2 – Outro problema de premente importância nacional será também resolvido em breve: A possibilidade dos pais poderem optar por dar nomes neutros aos filhos. Há muito que as famílias portuguesas o reivindicavam e agora, finalmente vão poder concretizar esse seu sonho há tanto adiado. Desconfio até que, só por causa disso, a malta – ou deverei dizer malte? – vai ter filhes como nunca se viu. Mas, se mal pergunto, não deviam ser nomes neutres? Começa mal, o raio da lei.


3 – Ao que tudo indica a Senhora Dona Gata está de esperanças. Dada a manifesta dificuldade em, nos primeiros dias de vida, saber se são bichanos ou bichanas vou já aplicar aos gatídeos nascituros essa coisa do Neutro. Outro será a Neutra. E todos bichanes.

terça-feira, 9 de maio de 2023

Descaramentos...

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1 – Só um patife da pior espécie se atreveria a tratar os portugueses como adultos. Ou um maluco. Talvez alguém profundamente desconhecedor da realidade nacional também o fizesse. Os portugueses são crianças grandes, mimadas na sua maioria e que querem viver à conta dos outros. Dos pais, dos filhos ou do Estado. Ou dos três, de preferência.


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2 – Quando se pensa em crianças e criancices na política o Bloco de Esquerda ocorre de imediato ao pensamento. Esta proposta é disso apenas mais um exemplo. Este grupelho de idiotas organizados ter feito parte da solução governativa anterior e, provavelmente, ir fazer parte da próxima diz muito acerca do triste estado a que o país chegou.


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3 – Há dez anos os motoristas desmaiavam com fome. Hoje, com uma inflação não sei quantas vezes superior, uma carga fiscal nunca vista e a suportarem rendas ou empréstimos caríssimos acontece-lhes o quê? Não sabemos, que isso agora não interessa nada, que a propaganda continua eficazmente a determinar aquilo que importa. Desconfio que, na pior da hipóteses, só sentem um ratinho...

segunda-feira, 8 de maio de 2023

Supermercado público - De certeza que vai correr bem

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Os Podemitas – equivalente espanhol aos bloquistas portugueses – pretendem implementar em Espanha uma rede de supermercados públicos. O objectivo será fazer baixar os preços ao consumidor, pagar justamente aos produtores e proporcionar melhores condições laborais aos empregados. Uma excelente ideia, concordo. Em prática já, ao que julgo saber, em países como Venezuela, Cuba ou Nicarágua e que por cá também tem um ou outro simpatizante. Não muitos, que o BE e o PCP, excepto nas redações da comunicação social, têm poucos seguidores.


É verdade que nunca, pelo menos nos tempos mais recentes em França, Alemanha ou Reino Unido se fez tal experimento, mas isso, se calhar, não interessa nada. Ainda assim, reitero, agrada-me a iniciativa e, logo que for posta em prática, serei gajo para atravessar a fronteira para abastecer a despensa nessa nova maravilha do consumo. Só há um cena que me está a inquietar ligeiramente. A consumir, como diria a minha avó. Se a coisa promete funcionar assim tão bem, por que raio é que é preciso ser o Estado a tratar do assunto? Não podiam, pura e simplesmente, ser os Podemitas – ou por cá o BE ou o PCP, através dos seus militantes mais dinâmicos – a tomar a iniciativa, aplicando exactamente os mesmos princípios? Qual é a dificuldade? Parece-me um negócio seguro e com tudo para correr bem.

sábado, 6 de maio de 2023

Gente de bem

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1 – Os apanhados do clima voltaram à carga. Meia dúzia de catraios feiosos, mal-vestidos e de aspecto deplorável prometem importunar pessoas até conseguirem não sei o quê. E eles, provavelmente, também não. Para além de, aparentemente, não darem grande importância à higiene e, assim, contribuírem para a poupança de água, seria bom que nos elucidassem acerca do que eles próprios fazem para proteger o planeta. Por mim - que ando a pé, tenho painéis solares para aquecimento de água e produção de energia, faço compostagem e agricultura biológica – não aprecio conversas da treta de meninos mimados e dispenso lições de moral de quem ainda mal largou os cueiros.


2 – O PCP exalta o nascimento de Karl Marx, considerando a criatura uma referência incontornável no caminho da libertação da exploração capitalista e na empolgante tarefa da construção da sociedade nova, que é, dizem, o socialismo e o comunismo. Pois. Deve ser, deve. Exaltados ficaram os alemães que tiveram o azar de ficar do lado de lá do muro. A exaltação foi tanta que desataram todos a correr para Ocidente, empolgados com a possibilidade de serem explorados pelo capitalismo. Parvoíces de quem não apreciava viver na miséria proporcionada pela tal sociedade nova que o PCP não se cansa de pretender criar.


3 – Diz que a Santa Madre Igreja terá arrendado um imóvel a um alegado mafioso italiano. Escândalo, bradam uns quantos. Não estou a ver porquê. Ao que garantem os responsáveis eclesiásticos, o dito cavalheiro até pagava a renda a tempo e horas. Coisa que outros, aparentemente muito sérios e armados em gente de bem, não fazem.

sexta-feira, 5 de maio de 2023

Velhofobia futebolística

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Esta coisa do racismo já enjoa. A parvoíce é de tal ordem que basta alguém ficar chateado, por um motivo fútil qualquer, para desatar a berrar que foi vitima de racismo. Faz-me lembrar umas certas criaturas que, quando apanhados a roubar e obrigados a devolver o produto do roubo, guincham estridentemente “aiiii raciiiiiistas”!!!!!
Agora foi um jogador de futebol, com mais de quarenta anos e sobejamente conhecido por atitudes pouco próprias dentro de campo – recorde-se aquela barbara agressão a um adversário quando jogava num clube espanhol – que terá apresentado queixa por racismo na policia por um jogador da outra equipa lhe ter chamado “mono”. Não percebo porque razão se ofendeu. “Mono” é, em Portugal, o nome dado a um objecto doméstico, geralmente velho e de grandes dimensões. Parece-me apropriado que alguém lhe tenha chamado isso. É grande,  velho para jogador  e a sua atitude em campo constitui um estorvo ao futebol. Nomeadamente àquele que se joga com lealdade e sem atitudes manhosas. Tratar-se-á, quando muito, de velhofobia futebolística.

quinta-feira, 4 de maio de 2023

Catástrofes

Tivemos um Presidente que deglutia bolo-rei em público. Agora temos um que devora gelados à frente de toda a gente. Nada de mais, a bem-dizer, até porque a alimentação é um acto perfeitamente natural e há muito que o pecado da gula – tal como os outros, de resto – já caíram no esquecimento. Só me lembrei disto por causa daquela coisa do “com gelados e bolos se enganam os tolos”. Não é bem assim, mas é verdade na mesma.

Sobre a guerra na Ucrânia, um comunista vagamente conhecido escreveu no seu perfil no Facebook que “com a integração de alguns milhões de ucranianos na Europa as consequências económicas e sociais na UE, já em deriva, agravam-se drasticamente e vão determinar a revolta em massa das populações europeias e responsabilizar os políticos que venderam a Europa a outros interesses”. Felizmente o homem enganou-se, mas é preocupante saber que, para além da extrema direita racista e xenófoba, há gente que na legislatura anterior apoiava o governo da geringonça e que voltará a apoiar se a experiência se repetir, a achar que a vinda de refugiados é coisa para causar uma catástrofe.

quarta-feira, 3 de maio de 2023

Vulnerabilidade mental

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1 – Com muita pompa e não menos circunstância foi anunciado que a divida pública estava diminuir. Afinal parece que não. Mas isso, na verdade, já todos sabíamos. Menos o governo. Ou, então, estavam a mentir. O que é perfeitamente normal, segundo o que um governante, deputado ou socialista detentor de outro qualquer tacho veio um dia destes admitir. E que também já sabíamos, diga-se.

2 – Apesar de toda a converseta acerca da cobrança de impostos impulsionada pela inflação estar a melhorar as contas públicas, as benesses distribuídas pelo governo aos reformados e vulneráveis continuam a ser feitas com recurso ao endividamento. Ou seja, é como se eu fosse pedir um crédito ao banco para dar esmola aos pobres. A diferença é que nem a minha generosidade chega a esse ponto nem, se o fizesse, seriam outros a pagar as consequências da minha insanidade.


3 – Por cá, desde que se soube que os contribuintes iriam dar casinhas, a população dita vulnerável – o que eu gosto destas modernices da novilingua – tem aumentado significativamente. Garantem alguns, que eu dessas coisas nada sei até porque não os contei. O que dá para ver a olho nu é que isto se está a tornar um lugar mal frequentado. Não é que seja especialmente medricas, mas existem locais onde quando passo olho por cima do ombro. Não é que tenha medo, mas a verdade é que, em caso de necessidade, já não consigo fugir tão rapidamente...

segunda-feira, 1 de maio de 2023

Urbanitas chanfrados

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1 – Esta malta dos sindicatos, centrais sindicais, manifestantes e dirigentes partidários que não perdem uma manifestação para aparecer à frente de um microfone nem no primeiro de Maio consegue inovar. A insistência, única e exclusiva, no aumento de salários é patética. Podiam também reivindicar uma redução do IRS que, recorde-se, ainda está praticamente igual ao que Passos Coelho deixou quando, após a terceira “falência” do Estado provocada pelo PS, teve de governar sob as ordens da troika.

2 – Esta gente dos impostos não nos dá descanso. Agora é o IMI. Um dos impostos mais estúpidos do mundo. Nomeadamente quando é cobrado a quem tem um imóvel destinado a habitação própria. É que pareceu-me ter lido ou ouvido em qualquer lado que a “habitação é um direito”. Se assim é, desde quando se tributam os direitos? Ou essa cena apenas se aplica em determinadas circunstâncias e deixa de fora quem habita em casa paga pelos impostos dos outros e, muitas vezes, sem pagar renda nenhuma?


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3- Um destes dias os urbanitas chanfrados que mandam nisto tudo vão inventar um imposto qualquer para os bens que produzimos para auto-consumo.   A justificação envolverá a salvação do planeta, a escassez de recursos ou a parvoice que, então, lhes ocorrer. Deem-lhes tempo. Enquanto isso não acontece vou-me deliciando com os morangos da agricultura da crise completamente biologicos. Eles, os urbanitas, que comam os repletos de pesticidas.

domingo, 30 de abril de 2023

E o cão, pá?!

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Nos últimos dias tem decorrido por cá mais uma edição da FIAPE. Um dos maiores eventos no âmbito das festividades relacionadas com a agricultura e actividades correlativas, no dizer do especialistas especializados na especialidade de dizer coisas. Não vou perorar acerca da manifesta qualidade dos espectáculos, que certamente será muita, nem da excelência dos produtos em exposição que, de certeza, não ficarão atrás dos melhores. Tão pouco me importam as vacas leiteiras e as tristes figuras das inúmeras bebedeiras. Faz tudo parte da festa. O que me intriga é a necessidade que algumas criaturas têm de levar os bebés para os espectaculos musicais. Parece-me que, se outras razões não existissem, o adiantado da hora e o nível de decibéis já seriam motivos mais do que suficientes para desaconselhar qualquer pai, no seu perfeito juízo, a fazê-lo. Só faltou levarem o cão. Confesso que tive esperança que o fizessem.

quinta-feira, 27 de abril de 2023

Bandidagem

1 – Ainda sou do tempo em que, a propósito de tudo e de nada, os comunistas exigiam a demissão do governo dia sim, dia não. Desde dois mil e quinze que essa mania lhes passou. Das duas uma. Ou estão contentes e felizes com as políticas praticadas desde então ou estão com medo de ir a eleições. As greves e os protestos que patrocinam são cada vez mais aquela coisa do “agarrem-me senão vou-me a eles”.

2 – O primeiro-ministro confessou uma certa inveja por não falar português com sotaque brasileiro. Conversa de parvo e de quem não tem nada de interessante para dizer aos seus concidadãos. Por mim, que tenho orgulho no meu sotaque alentejano, pouco me importam as preferências dos outros. Nomeadamente do dito senhor. Ele que vá bardamerda, mas é.


3 – As ocupações de habitações são muito comuns em Espanha. Desalojar os ocupantes revela-se, graças à protecção que lhes é concedida pela legislação espanhola, promovida por socialistas e podemitas, uma missão quase impossível. Daí que tenham surgido muitas empresas que prestam serviços de desocupação de propriedades invadidas. Um negócio que, também por cá, pode prosperar. Dentro da legalidade, obviamente, que proibir alguém de entrar naquilo que não é seu não parece ter nada de ilegal. Pode é haver pouca vontade de contrariar a bandidagem.

terça-feira, 25 de abril de 2023

Valores. Ou falta deles.

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1 – Ando há quarenta e nove anos a tentar descobrir o que são os “valores de Abril” e, passado este tempo todo, ainda ninguém me esclareceu com clareza e honestidade intelectual acerca do que são esses tais valores. Deve ser, presumo, uma coisa mais ou menos equivalente à “ética republicana”. Todos falam deles, mas ninguém sabe ao certo o que são. Para alguns esses valores passam por matar, com requintes de malvadez, aqueles que ousam ter uma opinião diferente, como defendeu em tempos um “capitão de Abril” que já foi desta para a melhor. Outros vão ainda mais longe. Mesmo que gostem do 25A, se não festejarem é po-los a fazer o pino. Abril pode até ter valores. Esta gente, seguramente, não.

2 – Entretanto o ex-presidiário que preside ao Brasil, lá discursou na Assembleia da República. Tirando a má-criação de uns quantos deputados, tudo normal. O homem deve ter-se sentido em casa. De repente, da esquerda à direita, desataram todos a gostar dele. Estranho. Dantes, desta gente, dizia-se que era só a mãe quem gostava.


3 – Sem que se tenha dado muita atenção ao assunto e assim meio à socapa, o parlamento aprovou a autodeterminação de género na escola. Ou seja, o Manuel já pode ser Maria. Só não pode é comer um bolo.

domingo, 23 de abril de 2023

Volta Passos, estás perdoado!

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2011


2023


Passos Coelho, caso voltasse a liderar o PSD, ganharia facilmente as eleições e o seu partido obteria uma maioria estrondosa no parlamento. Elegeria para aí dois terços dos deputados. Ou, até mesmo, bastante mais. Isto porque os apoiantes das medidas que tomou enquanto primeiro-ministro são mais que muitos.
Veja-se, já que estamos em época dele, o IRS. Teve, durante a governação PSD/CDS, um aumento brutal. Já as descidas que ocorreram desde dois mil e quinze foram meramente residuais. No entanto, desde a gaja da caixa do supermercado até ao comunista polivalente João Ferreira, ninguém o quer ver reduzido. Paguem, que são ricos. Ou seja, gostaram tanto que só querem que assim continue.
Quando quase metade da população não paga IRS, é fácil perceber o discurso do camarada candidato a tudo. É, no caso, o populismo do bem. E no caso dos que não pagam, também não é difícil entender. É a natureza humana, da qual a inveja é parte integrante, no seu pior.
Como resulta das tabelas de retenção acima, quem em 2011 ganhava mil euros ou mil e quinhentos, tinha uma retenção de 9% e 14%, respectivamente. Hoje a retenção é 11,2% e de 17,1%. Como, apesar de pouco, qualquer um destes vencimentos terá tido aumentos ao longo destes doze anos, é só fazer a conta ao esbulho de que estes desgraçados – a metade dos que pagamos – são a ser vitimas. Coisa do agrado do PCP e de muitos portugueses, pelos vistos. Volta Passos Coelho, que esta malta gosta muito de ti!


 

sexta-feira, 21 de abril de 2023

Do lado certo ao lado errado em cinquenta anos...

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1 – Lembrei-me desta fotografia a propósito dos cinquenta anos do Partido Socialista. Não sei - nunca entrei em nenhuma - se está pendurada nalguma parede de alguma sede daquela partido. Se não está, devia estar. Tal como o seu significado devia ser ensinado a todos os que se iniciam na militância socialista. Desconfio que entre os actuais dirigentes não são muitos os que a apreciam e que serão bastantes os que não nutrem por aquilo que ela representa um especial apreço. Tenho mesmo a certeza que, se aquela luta fosse travada hoje, o PS estaria do outro lado da barricada.


2 – Uma mulher foi atacada, ao sair de casa, por cinco cães de raça pitbull. O ataque não ocorreu no meio do mato, num descampado ou nas imediações de uma quinta. Foi em Lisboa. E é isso que me faz confusão. Que espécie de gentalha tem necessidade de, numa cidade, ter cinco bichos daqueles? O abate dos seis parece-me uma medida da mais elementar higiene.


3 – Por falar em bicharada. A defesa dos animais já chegou aos ratos com asas, também conhecidos como pombos. Diz que há por cá quem não queira – e até ameace com queixa na justiça – que se tomem medidas para controlar essa praga. Que os mantenham por perto, já que gostam tanto deles. As empresas de oxigénio medicinal, mais cedo do que tarde, vão-vos agradecer essa opção.

quinta-feira, 20 de abril de 2023

Meio país a sustentar a outra metade

Quase metade dos portugueses não pagam IRS. Muitos deles, a maior parte provavelmente, começaram hoje a receber mais um dos múltiplos apoios que o Estado, na sua imensa generosidade, lhes concede. Muita dessa gente são verdadeiros profissionais no ramo dos benefícios sociais e convictos praticantes do levantamento do copo, lançamento da beata e raspagens diversas. Incluindo nestas últimas a popular “raspadinha”, a carteira dos velhotes mais alarves ou a conta bancária de algum cidadão menos prevenido. Isto enquanto usufruem gratuitamente de tudo o que é serviço público e desfrutam de todos os direitos que os outros, os que têm deveres, lhes pagam. No âmbito dos direitos, reconheça-se, têm um nível de informação invejável. Trata-se de uma pratica que cultivam durante toda a vida e que vão, sabiamente, transmitindo de geração em geração. Se numa terra escassamente habitada como a minha são às centenas, nem quero imaginar quantos serão no país. Mas, claro, o problema que urge resolver é o da meia-dúzia de nómadas digitais e de uns milhares de estrangeiros endinheirados a quem é concedida a isenção de IRS durante dez anos. Nós gostamos é de pobrezinhos. Especialmente daqueles que podemos manter na nossa dependência. Deve ser uma espécie de mania da superioridade.

quarta-feira, 19 de abril de 2023

É a "Comprativa", camaradas!

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1 – Nem desconfio quem propõe idiotices destas, mas, presumo, será um fedelho ignorante. Nem nos anos do PREC o pessoal era tão burro que pretendesse meter o Estado no negócio das mercearias. Optou-se, então, pelas cooperativas de consumo. Deram no que deram. É falar com os mais velhos que eles explicam porque faliram ao fim de poucos anos. Hoje nem conseguiam aguentar um mês.

2 – Segundo estimativas do governo a pirataria, nomeadamente ao nível do audiovisual, será responsável pela perda de mais de duzentos milhões de euros em impostos. Não sei como chegaram a este número, mas acho piada que falem em “perda”. Por mim, se por acaso utilizasse esses esquemas manhosos para ver os jogos do Benfica, só o faria por ser à borla. Pagar SporTv, ou outros que tais, é coisa que nem equaciono. Portanto esqueçam lá a ideia de algum colocar a mão nesses tais duzentos milhões...


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3 – Nunca compreenderei o que leva alguém a co-habitar com um cão. Menos ainda a razão porque o leva à rua para cagar. Se o tratam como uma pessoa, se partilham com ele a cama e o que mais calhar parece esquisito que não possam partilhar igualmente a casa de banho.

terça-feira, 18 de abril de 2023

Agricultura da crise

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1 – Obviamente que ninguém – excepto o governo, eventualmente – estará à espera que a entrada em vigor do “Iva zero” faça baixar o preço seja do que for. Já lá para Novembro, quando esta suspensão acabar, poucos duvidarão que todos estes quarenta e seis produtos verão o seu preço crescer seis por cento. Na falta de melhor, chamar a isto especulação parece-me adequado.

2 – Por falar em especulação, especuladores e manigâncias diversas ocorreu-me o mercado de sábado cá da terra. Deve ser por tudo isso que, nos tempos que correm, as bancas de vendas de plantas hortícolas (daquelas para plantação) são as mais concorridas. Não é que não especulem, mas assim como assim não somos todos os sábados vitimas da inflação. Nem da ganância.


3 – É por estas e por outras que a agricultura da crise constitui uma actividade cada vez mais relevante. Pelo menos enquanto não aparecer uma qualquer Susana Peralta desta vida a exigir a aplicação do IVA ao auto consumo no âmbito horticultura. Ou a inventar um imposto patético que vise corrigir a “lotaria do quintal”...