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segunda-feira, 1 de maio de 2023

Urbanitas chanfrados

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1 – Esta malta dos sindicatos, centrais sindicais, manifestantes e dirigentes partidários que não perdem uma manifestação para aparecer à frente de um microfone nem no primeiro de Maio consegue inovar. A insistência, única e exclusiva, no aumento de salários é patética. Podiam também reivindicar uma redução do IRS que, recorde-se, ainda está praticamente igual ao que Passos Coelho deixou quando, após a terceira “falência” do Estado provocada pelo PS, teve de governar sob as ordens da troika.

2 – Esta gente dos impostos não nos dá descanso. Agora é o IMI. Um dos impostos mais estúpidos do mundo. Nomeadamente quando é cobrado a quem tem um imóvel destinado a habitação própria. É que pareceu-me ter lido ou ouvido em qualquer lado que a “habitação é um direito”. Se assim é, desde quando se tributam os direitos? Ou essa cena apenas se aplica em determinadas circunstâncias e deixa de fora quem habita em casa paga pelos impostos dos outros e, muitas vezes, sem pagar renda nenhuma?


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3- Um destes dias os urbanitas chanfrados que mandam nisto tudo vão inventar um imposto qualquer para os bens que produzimos para auto-consumo.   A justificação envolverá a salvação do planeta, a escassez de recursos ou a parvoice que, então, lhes ocorrer. Deem-lhes tempo. Enquanto isso não acontece vou-me deliciando com os morangos da agricultura da crise completamente biologicos. Eles, os urbanitas, que comam os repletos de pesticidas.

domingo, 1 de maio de 2022

Sindicatos, os melhores aliados do fisco.

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A CGTP – aquela organização que está para o PCP como, no futebol, o Portimonense está para o Porto – apresenta no seu cartaz evocativo do primeiro de Maio um conjunto de reivindicações muito jeitoso. Não desfazendo, como gostava de dizer a minha avó. Lamentavelmente esqueceram-se, como sempre, de reivindicar uma redução da carga fiscal sobre o trabalho. Mas, para isso, seria preciso que esta organização tivesse um pingo de seriedade e deixar de apenas se preocupar em constituir um boneco de ventríloquo do PCP.


Tenho a certeza que, por aquelas bandas, sabem fazer contas. Sabem, por isso, muito bem que cerca de metade da reivindicação de um aumento de noventa euros para cada trabalhador levaria sumiço por causa dos impostos. No caso de alguém que aufira mil euros mensais – casado, dois titulares e sem filhos mas dá igual ou parecido noutra qualquer situação – passaria de um vencimento liquido de 777,00€, para 827,31€. O que daria para o trabalhador um acréscimo na carteira de 50,31€ e para o Estado um aumento de receita de 51,17€. Se calhar é por causa destas contas manhosas que cada vez mais trabalhadores conseguem um aumento do rendimento liquido por via da desfiliação sindical e consequente poupança do valor da quota.