domingo, 23 de abril de 2023

Volta Passos, estás perdoado!

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2011


2023


Passos Coelho, caso voltasse a liderar o PSD, ganharia facilmente as eleições e o seu partido obteria uma maioria estrondosa no parlamento. Elegeria para aí dois terços dos deputados. Ou, até mesmo, bastante mais. Isto porque os apoiantes das medidas que tomou enquanto primeiro-ministro são mais que muitos.
Veja-se, já que estamos em época dele, o IRS. Teve, durante a governação PSD/CDS, um aumento brutal. Já as descidas que ocorreram desde dois mil e quinze foram meramente residuais. No entanto, desde a gaja da caixa do supermercado até ao comunista polivalente João Ferreira, ninguém o quer ver reduzido. Paguem, que são ricos. Ou seja, gostaram tanto que só querem que assim continue.
Quando quase metade da população não paga IRS, é fácil perceber o discurso do camarada candidato a tudo. É, no caso, o populismo do bem. E no caso dos que não pagam, também não é difícil entender. É a natureza humana, da qual a inveja é parte integrante, no seu pior.
Como resulta das tabelas de retenção acima, quem em 2011 ganhava mil euros ou mil e quinhentos, tinha uma retenção de 9% e 14%, respectivamente. Hoje a retenção é 11,2% e de 17,1%. Como, apesar de pouco, qualquer um destes vencimentos terá tido aumentos ao longo destes doze anos, é só fazer a conta ao esbulho de que estes desgraçados – a metade dos que pagamos – são a ser vitimas. Coisa do agrado do PCP e de muitos portugueses, pelos vistos. Volta Passos Coelho, que esta malta gosta muito de ti!


 

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