segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Todos igualmente pobres

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Desde que chegou ao poder as preocupações da esquerda em matéria de ordenados têm-se resumido ao salário mínimo nacional. É uma opção. A tradicional para aquelas bandas do espectro político. Quem ganha o SMN fica contente com o aumento, apesar de continuar igualmente pobre. Condição que, por força da estagnação salarial que ocorre daí para cima, se vai alargando todos os anos a mais trabalhadores. Ao fim de algum tempo o objectivo de atingir a igualdade na pobreza estará alcançado.


Apenas um idiota ou um esquerdista – passe o pleonasmo – não percebe que o salário mínimo será sempre sinónimo de miséria franciscana. Por mais que a pretendam engravatar. A economia adapta-se a estes aumentos e o poder de compra continuará igual. E isto nem sou eu dizer, até porque destas matérias percebo tanto como um barbeiro. Basta-me ter presente o que aconteceu no pós 25A quando o SMN foi criado e fixado em três contos e trezentos. Apesar de então o vencimento de milhões de trabalhadores ter triplicado, veja-se o resultado disso. Mas, ao contrário de qualquer animal, a esquerda tropeça sempre na mesma pedra. E gabam-se disso.

domingo, 9 de janeiro de 2022

A liberdade está a ir-se embora daqui...

Mudam-se os tempos mudam-se as vontades, já escrevia o outro. Com os tempos e com as vontades mudam-se também os insultos, acrescento eu que de poeta nada tenho. É o que dá não ter herdado a queda para a rima de um avô que, parece, tinha um certo jeito para versejar.


Vem isto a propósito de ultimamente as expressões “liberal”, “neoliberal” ou “ultraliberal” serem frequentemente usadas com o objectivo de tentar insultar - ou manifestar desprezo, sei lá - a quem se aborrece com o nível de esbulho a que chegou a nossa fiscalidade. Pensava eu, na minha imensa ignorância, que ser liberal, fosse qual fosse o grau, se tratava de uma coisa boa. Mau, acreditava, era se fosse fascista, comunista ou defensor de outra ideologia igualmente criminosa.


Também estava convencido que o roubo, independentemente de quem o pratica, é sempre um acto hediondo. Mas, não. Segundo a maioria dos meus compatriotas, se fôr o Estado a roubar, trata-se de uma coisa virtuosa. Daí que bovinamente engulam as pantominices que são sendo ditas e escritas acerca da chamada “taxa plana” de irs e, pior, as repitam evidenciando uma ignorância que dá náuseas. Podem gostar de ser roubados, chulados ou o que quiserem. É também perfeitamente legitimo defender a progressividade do imposto e alegar a perda, no curto prazo, de um valor significativo de receita que adviria da aplicação da dita taxa. O argumentário em uso, baseado apenas na iliteracia e na inveja, é que é absolutamente asqueroso.

sábado, 8 de janeiro de 2022

Que tradição mai'linda...

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Cada terra tem as suas tradições. Por este país fora há muitas e belas tradições que os autóctones se empenham em preservar. Desde deitar fogo a um gato, tourear bois até à morte a pôr pirralhos de seis anos a fumar, há de tudo um pouco. Cada uma muito genuína e ancestral, garantirão as gentes desses locais.


Por cá também temos essa coisa das tradições. Mas ao contrário dos gajos que chamuscam felinos, matam touros ou enfiam cigarros na boca dos gaiatos, que reservam um único dia do ano para essas parvoíces, nós gostamos tanto das nossas tradições que as praticamos todos os dias. Não vão cair em desuso ou o zelo dos serviços de limpeza da autarquia leve a melhor.


Numa zona da cidade existe a antiquíssima tradição de atirar o lixo do alto da muralha em direcção ao terreno circundante. É um costume respeitável – deve remontar aos tempos das invasões castelhanas ou francesas - que as sucessivas gerações de moradores se têm esmerado em transmitir aos seus descendentes. É, como se pode apreciar, uma coisa linda. Lamentavelmente a autarquia limita-se a ciclicamente retirar os despojos do local. O que é, há que dizê-lo com toda a frontalidade, manifestamente pouco. Esta tradição encerra em si todo um potencial que merecia outro aproveitamento. Explorar aquilo do ponto de vista turístico, nomeadamente. Criar, por exemplo, um concurso para premiar o atirador que conseguisse lançar o lixo a uma distância maior. Ou, quiçá, para quem lançasse o objecto mais pesado ou mais original. Em colaboração com os habitantes podia até criar uma actividade em que os turistas lançavam, também eles, o lixo por ali abaixo. Era uma experiência, como agora se diz. Fica a dica.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

E sair de casa para me abster, posso?

Afinal, quase dois anos depois, estamos prestes a concluir que proibir as pessoas de sair de casa é inconstitucional. Desde que essa proibição, como é evidente, envolva coisas importantes. Daquelas que todos temos de fazer. Como, por exemplo, passear o cão ou votar. Já para banalidades como trabalhar ou comprar comida é óbvio que a proibição se mantém. Devidamente respaldada pela lei fundamental, como é bom de ver. Ou seja, nesta terra de malucos qualquer badameco decide, quando muito bem lhe apetece, acerca de direitos que podem ou não ser violados.


Arrenego todas as teorias dos negacionistas desta pandemia mas, começo a achar, que não são os únicos doidos varridos. É que isto, do lado dos especialistas na especialidade e dos políticos, não falta gente empenhada em lhes dar motivos para acharem que têm razão. Depois, num próximo confinamento geral e obrigatório, venham para cá convencer o pagode que não podemos sair para comprar cerveja, visitar a sogra ou – loucura das loucuras – ir trabalhar.

domingo, 2 de janeiro de 2022

Pobres?! Nah...só ligeiramente menos ricos do que os outros!

Há gente que fica muito incomodada quando se lhes faz ver que, apesar de toda a propaganda, caminhamos a cada ano e em passo acelerado para os últimos lugares do ranking da riqueza ao nível da União Europeia. Acredito que um dos motivos do desagrado será por lhes ser cada vez mais difícil culpar o “malvado governo da direita”, com as suas políticas de direita, pelo definhar do país. É que isto, parecendo que não, já lá vão seis anos de políticas de esquerda, daquelas que privilegiam os interesses nacionais, nomeadamente os dos trabalhadores e do povo. O resultado está à vista.


Numa tentativa patética de justificar a ultrapassagem das economias dos países de leste há quem já me tenha garantido que lá, por causa das “políticas neoliberais” que os gajos adoptaram, os trabalhadores vivem numa miséria franciscana. Sem direitos e a ganhar pouco. É tudo uma questão de médias, garantem. É capaz disso, é. Por mim, que dessas coisas da economia sei tanto como um barbeiro e ligeiramente menos que um taxista, para perceber o nível de pobreza a que esquerda nos condenou prefiro olhar para a origem dos imigrantes que chegam aqui à região. Antes vinham europeus de leste. Agora vêm nepaleses, paquistaneses e indianos. Como não sou de fazer perguntas parvas nem vou questionar porquê...

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Especulações

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Diz que existe uma crise qualquer no sector da habitação. Parece que não há casas disponíveis para arrendar, ou lá o que é. A culpa, como não podia deixar de ser, é do Passos. Consta que foi na sequência da chamada “Lei Cristas” que a desgraça se instalou. Daí para cá arrendar uma casa num sitio jeitoso constitui um suplicio financeiro, garantem os entendidos no assunto.


Por mim, que não percebo nada de imobiliário, limito-me a citar a minha avó. Nem todos podem morar na praça, dizia a velhota. Ou então, acrescento eu, há que fazer opções. Sacrifícios, como se dizia noutros tempos. Mas isso, receio, é um conceito desconhecido para a esmagadora maioria. Do que lhes sobeja conhecimento é acerca das soluções para o alegado problema habitacional. Passam todas por “proibir”, “limitar”, “impedir” ou “penalizar” os legítimos proprietários e por o Estado facilitar tudo e mais alguma aos aspirantes a inquilino.


Soluções como a da imagem que acompanha este post agradarão a muitos. Mas isso ainda que com outro nome, não sei se o pagode se lembra, era mais ou menos o que existia antes da tal lei do tempo do Passos. Provavelmente também já ninguém se recordará que, até então, os centros das cidades estavam a cair aos pedaços. Como, de resto, ainda estão na generalidade das localidades do interior, onde não há gente que possa rentabilizar a recuperação desses imóveis. Nem gente, nem Robles. Mas isto, claro, sou só eu a especular.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Os amanhãs que cantam da Bloca

Nem sei por que me dou a esse exercício, mas na falta de outra ocupação deu-me para ler as propostas eleitorais do Bloco de Esquerda. Que aquilo é um conjunto de alucinados, não constitui novidade nenhuma. Que apenas gente igualmente desprovida de bom senso vota naquela organização de malucos, também não. Daí que o arrazoado que aquele bando enjorcou para levar meia dúzia de papalvos a votar neles não passe de “tiradas” bacocas e, simultaneamente, confirme o ódio que aquelas criaturas têm pela liberdade.


No âmbito das bacoquice destacaria a intenção de “transformar Portugal num país feminista”. Não sei se tal propósito violará ou não algum preceito constitucional, que dessas coisas não percebo nada, ou se será apenas mais uma idiotice da Bloca. Também aquela cena de pretenderem “salvar o Serviço Nacional de Saúde” se afigura assim a modos que estranha e, quiçá até, reveladora de uma preocupante falta de memória da malta que redigiu o programa. É que nos últimos seis anos (seis, porra, seis anos!!!) foram eles que apoiaram o governo que, pelos vistos, andou a destruir o SNS.


O resto da lista não é melhor. Inclui, entre outras propostas, tirar os velhinhos dos lares e colocá-los em casa onde seriam cuidados por funcionários do Estado (ia ser uma coisa linda de ser ver, ia), limitar os valores das rendas e estabelecer um período mínimo de cinco anos para um contrato de arrendamento. Mesmo que o inquilino só queira ficar um ano terá de pagar os cinco, presumo.


E é nisto que uns quantos milhares – poucos, espero - de portugueses irão votar daqui por um mês. O voto de um demente valer o mesmo dos outros é, talvez, maior custo da democracia.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Existe "contentor B"...

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Se há coisa que me aborrece é gente preguiçosa, desmazelada ou que se está nas tintas para respeitar regras básicas. Daquelas que até um animal minimamente treinado consegue cumprir. É por isso que deparar-me com cenas destas faz subir uma coisa por mim acima e descer outra por mim abaixo que, ao encontrarem-se a meio caminho, me deixa completamente possesso. Estes burgessos nem estão para andar uns míseros dez passos e deixar o papelão no sitio certo. Fica logo ali. E depois são finos, defendem o ambiente e o camandro. Andar até ao “contentor B” é que tá quieto...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

A ocasião faz o ladrão e a oportunidade faz o oportunista...

O tal Rendeiro pode até ser um patifório da pior espécie. Terá - alegada ou comprovadamente, – tratado de se abotoar com cenas que não seriam suas. Pode, em suma, tratar-se de um meliante que merece apodrecer na choça. Disso, reitero o que escrevi noutro post aqui há atrasado, nada sei. O que sei é que não conheço ninguém que tivesse tido conta no BPP, o banco onde o cavalheiro em causa terá praticado as alegadas manigâncias. O que também julgo saber, na sequência da premissa anterior, é que os clientes daquela instituição seriam todos gente cheia de graveto. O que eu e toda a gente igualmente sabe é que outros patifórios que terão igualmente gamado muito dinheiro, seja ao Estado ou a criaturas menos endinheiradas, continuam a pavonear-se por aí. Se calhar, mas isso devo ser eu a divagar, às tantas o homem teve azar com as vitimas.


É provável que tenha igualmente tido falta de sorte com a data das eleições, como sugere o Rio. Não sou de intrigas nem, muito menos, adepto de teorias da conspiração, mas ouvir a reacção entusiástica da pequena líder do Bloco de Esquerda às noticias da prisão do ex-banqueiro deixou-me com a pulga atrás da orelha. Aquilo, a menos que ela tivesse bebido ou fumado qualquer cena marada, não foi normal. Não reagiu assim quando detiveram o Sócrates, o Berardo ou o Vieira. Pessoas pelas quais, presumo, nutrirá igual desprezo. Afinal, entre este e os outros, a diferença traduz-se em quê, mesmo? Na oportunidade. Que, por norma, faz o oportunista.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Se não é arte...bem que podia ser!

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O 4L foi um dos mais icónicos modelos produzidos pela Renault. Aquilo tinha uma durabilidade que nunca mais acabava. Tanta que, inclusivamente, chegou a participar no Paris-Dakar. Era um carrito resiliente usado por gente igualmente resiliente, dirão os letrados em matéria automobilística que apreciem o linguarejar moderno.


Foram muitíssimos – ainda são alguns – os que circularam pelas estradas e campos do Alentejo. Daí que me pareça extremamente bem esgalhada a ideia de, em jeito de homenagem ao automóvel e aos seu utilizadores, enquadrar um exemplar daquele modelo neste espaço urbano. Não sei se a coisa envolve ou não algum conceito de arte. Pouco me importa. Gosto de o ver ali e isso chega-me. Só receio é que aquilo ainda fique conhecido pelo parque “Fór éle”. Detesto estrangeirismos...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Iluminações de Natal

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O país está outra vez cheio de luzinhas de Natal. Não é que ache mal. Antes pelo contrário. Acho até uma coisa catita. Só não sei é se vale a pena. Nomeadamente numa altura em que tanto se fala, escreve e protesta contra o preço da eletricidade e se reclama dos recursos usados para a produzir. Depois há, também, a questão da desertificação dos centros urbanos - onde todas essas luzes são colocadas – e que na esmagadora maioria das localidades são zonas praticamente desertas durante quase todo o tempo em que a iluminação está ligada. Já é tempo de alguém inventar um sistema em que aquela parafernália de lâmpadas só acende quando alguém for a passar. Poupava-se uma fortuna. 

sábado, 4 de dezembro de 2021

Já lançavam um imposto, uma taxa ou o que fosse...

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Já me faltam as palavras para adjectivar o comportamento das pessoinhas que, mesmo habitando em zonas urbanas, insistem em ter um canito. Como se o bicho fosse um brinquedo ou a sua posse constituísse uma espécie de necessidade qualquer. Depois dá nisto. Merda por todo o lado.


Agora que tanto se fala da transição energética e dos muitos milhões que vão ser precisos para a financiar, seria uma boa altura para acabar com os benefícios fiscais concedidos aos donos da bicharada. Mais do que isso, se este é o momento em que se apela ao reforço da tributação sobre as fontes poluidoras então, por maioria de razão, quem possui animais domésticos devia ser chamado a contribuir para o esforço fiscal que vai ser preciso fazer para manter o planeta o mais saudável possível. É que isto, já dizia a minha avó, quem quer ter gostos que os pague. Taxar o luxo, o supérfluo e o desnecessário parece-me da mais elementar justiça.

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Agricultura da crise

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Estão feitas as primeiras sementeiras e plantações de inverno. Dali brotarão, nomeadamente, vegetais. Espera-se. Se sair outra cena qualquer será, para além de assaz estranho, motivo para equacionar a ocorrência de um fenómeno de difícil explicação. Coisa que, de resto, caracteriza quase todos os fenómenos. Se isso acontecer a culpa terá de ser imputada ao gajo que me vendeu as sementes. Ou, até mesmo, a essas multinacionais do grande capital que, alegadamente, andarão a fazer umas manigâncias quaisquer com as sementes. Por mim, desde que vejo ervilhas cor-de-rosa, já acredito em tudo.

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Não gostam do deserto...preferem a selva!

Diz que o programa engendrado pelo governo para atrair novos moradores para o interior não teve procura. Nem um, ao que parece. Pouco me admira. Nem, a bem dizer, acho que tal programa faça sentido. Eles que fiquem lá pelo litoral e venham cá só ao fim de semana deixar os euros. Somos todos muito mais felizes assim. Até porque, quando se junta por aqui muita dessa malta, sou o primeiro a achar que ainda não existe desertificação suficiente.


Se o governo pretende povoar o interior – e não estou convencido que queira – podia, em primeiro lugar, tentar manter os que cá vivem. Nomeadamente através de uma fiscalidade mais favorável para cidadãos e empresas. Caso as taxas de IRS e IRC, para sempre e para todos, fossem metade ou um terço do que se paga no litoral era capaz de haver que colocasse a hipótese de vir viver para cá ou, os que cá estão, não abalarem. Como há tão pouca gente, o impacto fiscal seguramente não seria de grande relevância.


Depois uma política de imigração à séria. Que traga para cá muita gente. Nomeadamente daquela cheia de dinheiro e da outra que o quer ganhar a trabalhar. Mas isso, está quieto. Nenhum desses interessa. O que interessa trazer é malta para viver do subsidio e que, também ela, fica no litoral.

domingo, 28 de novembro de 2021

Deixem-se de pieguices, sejam resilientes

O que têm em comum Marta Temido e Passos Coelho? Pouca coisa, aparentemente. A não ser a capacidade de irritar, cada um deles, uma parte significativa dos portugueses.


Ainda me lembro do tempo em que Passos Coelho sugeriu aos portugueses que procurassem trabalho noutro lado. Que emigrassem, já que por cá não encontravam o emprego e a remuneração que pretendiam. A sugestão provocou um verdadeiro escândalo – um rasgar de vestes, diria – entre uma certa esquerda que, por acaso, até mostra um especial carinho pela mobilidade humana e nutre uma indisfarçável simpatia pelos movimentos migratórios em direcção a ocidente de gente que, garantem, apenas pretende uma vida melhor. Pessoas que, no fundo, seguem os conselhos dos “Passos” do respectivo país. Nada que a mim, habituado desde pequeno a apreciar a coerência da esquerda, me surpreenda por aí além.


Marta Temido, um dia destes, sugeriu o contrário do então primeiro-ministro. Criticou quem procura um ordenado melhor e sugeriu até que o SNS devia recrutar pessoas que se contentem em ganhar menos do que aquilo que, muito legitimamente, podem auferir noutro lado. Da canhota – sinistra, como dizem os italianos e eles lá saberão porquê – nem um pio. Nem admira. Eles gostam é de salários mínimos. Preferem um país onde todos ganhem e vivam de acordo com aquilo que o Estado determinar.


São dois conceitos de sociedade diametralmente opostos. Os portugueses, parece inequívoco, revêem-se maioritariamente no modelo defendido pela doutora Temido. Em resultado disso seremos, não tarda, o país mais pobre da União Europeia. Mas, ao menos, poderemos dizer todos ufanos que somos pobretes mas resilientes.

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

É preciso ter lata!

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Esta coisa da luta climática, da protecção do  planeta, do combate ao desperdício e de outras causas aparentadas faz-me espécie. Percebo que se encerre uma central a carvão e se opte por comprar electricidade produzida noutra central a carvão se esta última estiver lá longe. Também compreendo que o preço dos combustíveis tenha de reflectir o seu impacto no ambiente enquanto, ao mesmo tempo, se admite que uma viagem de avião de Lisboa para outra capital europeia custe quinze ou vinte euros. Mais ou menos o mesmo do que um bilhete de autocarro entre Estremoz e Lisboa. Deve ser porque os “aeroplanos” de agora são muito económicos. Ou desengatam nas descidas, se calhar. Até o fim dos sacos, das palhinhas e dos talheres de plástico não se me afigura de todo desapropriado. Tratei atempadamente de constituir um stock apreciável destes itens que me permitirá continuar a usufruir deles durante muito tempo.


O que verdadeiramente me aborrece é o tamanho desmesurado das embalagens face ao conteúdo das mesmas. Um gajo compra uma “lata” de não sei quê e vai daí aquilo vem meio. Agora imagine-se isto em milhões de latas. Um atentado à mãe-natureza e um esbanjamento inqualificável dos recursos do planeta, é o que é. Está mal, pá. Isto, digo eu, é coisa para roubar a infância a qualquer catraio. Até eu me sinto roubado!

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Deixem o desgraçado em paz, pá!

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Serei dos poucos portugueses que não dizem do ex-banqueiro Rendeiro aquilo que Maomé não diz do toucinho. Nem, sequer, ainda disse ou escrevi umas pretensas graçolas mais ou menos jocosas acerca do seu rocambolesco sumiço. Nem pretendo fazê-lo. O homem, coitado, não merece. Pode, até, ter praticado umas quantas patifarias, ludibriado uma quantidade apreciável de gente e levado a efeito um determinado número de manigâncias. Os tribunais, diz, já terão concluído que sim pelo menos relativamente a umas tantas dessas proezas.


Não é que nutra qualquer estima ou apreço pela criatura. Mas, convenhamos, o agora fugitivo à justiça e auto candidato a indulto presidencial também foi bem enganado. Isto a ser verdade aquilo que as tv´s um destes dias nos mostraram. O que aparece na imagem acima será, ao que noticiaram, um quadro. Tratar-se-á de uma pintura – uma obra de arte, alegam - de um artista qualquer que o tal Rendeiro terá adquirido por umas centenas de milhares de euros. Nem é preciso ser crítico de arte para topar que o senhor foi burlado. Aquilo toda a gente vê logo que são uns rabiscos manhosos, feitos por um espertalhão qualquer, para sacar graveto aos desgraçados que querem parecer cultos. E se aquele é assim o que serão os outros. Não admira pois que a Maria não saiba onde os pôs. A mim acontece-me o mesmo. Nunca me lembro onde arrumo a tralha.

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

O vento não foi, certamente...

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Ao que dei conta a noite passada não terá sido particularmente ventosa ao ponto de derrubar o quer que seja nem, aqui pelas redondezas, os meliantes se dedicam a práticas que envolvam um esforço físico significativo. Daí que o facto de o contentor do lixo estar de pantanas esta manhã se deverá a um qualquer acidente envolvendo, provavelmente, algum dos muitos “recicladores” que por aí cirandam. Aquilo é malta que revolve tudo. Inclusivamente chegam a meter-se lá dentro à procura de algo que, para eles, tenha algum valor. Não é que condene a prática mas, ao menos, podiam arrumar tudo outra vez. Tempo para isso é coisa que não lhes deve faltar.

domingo, 21 de novembro de 2021

Baixar os impostos aos que não pagam impostos é que era uma grande ideia...

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Estamos naquela época do ano em que, por todo o país, os municípios fixam, dentre os cinco por cento que lhes pertencem, a parte do IRS que pretendem receber. Ou, vendo a coisa pelo lado mais prático, a percentagem do referido imposto de que abdicam a favor dos respectivos munícipes. Significa isso que o nosso rendimento é tributado consoante a vontade da autarquia a que pertencemos. Que é como quem diz, dos autarcas que elegemos.


Há muitos eleitos locais e fiscalistas de pacotilha que não concordam com este alivio fiscal. Estão, obviamente, no seu direito. Não devem é utilizar argumentos intelectualmente desonestos nem, depois, encher a boca em defesa de melhores salários ou passar o tempo a garantir que estão ao lado dos trabalhadores e do povo. Têm, reitero, todo o direito de achar que os impostos sobre os rendimentos estão bem como estão ou, até, deviam ser mais elevados. Assim de repente nada me ocorre que os impeça de defender isso mesmo. Ficava-lhes bem que o fizessem, em lugar de debitarem baboseiras acerca do nenhum beneficio que isso traz a quem não paga IRS. Seguindo esta lógica absolutamente parva, interrogo-me se também defendem a devolução dos dez cêntimos por litro de combustivel aos que não têm carro...

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Selvagens urbanos

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A canzoada está cada vez mais esquisita. Deve ser efeito da convivência cada vez mais intima com gente maluca que partilha casa e mais o que calha com os animais de estimação. Criaturas que, a bem dizer, vivem com os bichos e como os bichos. Deve ser por isso que, uns e outros, ostentam comportamentos cada vez mais estranhos. Os cães, por exemplo, cagam nos locais mais inusitados. A um deles deu-lhe para arrear o calhau no para-choques de um automóvel. Uma obra de arte, quase, que não escapou ao perspicaz olhar do repórter “Kruzes” no local nem, de certeza, passará despercebida ao azarado automobilista. Uma merda, isto de sermos obrigados a aturar pessoas que deviam viver na selva, é o que é. 

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

As piadas sobre os portugueses são tão giras, não são?

Um bocado parva aquela lei do governo que proíbe o contacto entre empregador e empregado - e vice versa, se calhar - para lá do horário de trabalho. Verdade que o tempo de descanso de cada um deve ser respeitado, mas chegar ao ponto de fazer uma lei nestes termos parece-me igualmente abusivo. É que, a continuar assim, um dia destes acordamos e temos todos os aspectos da nossa vida laboral e social regulamentados pelo governo. Desde o temos que podemos estar no wc até à obrigatoriedade de apanhar sol um período mínimo do dia.


Como seria de esperar esta proibição motivou a risota de muita gente além-fronteiras. E, como também não podia deixar de ser, levou a que fossem proferidos comentários jocosos acerca de Portugal e dos portugueses. Coisa que – vá lá saber-se porquê – deixou os tugas extremamente irritados. Sinceramente não vejo razão para tanta indignação com as piadolas dos estrangeiros a nosso respeito. É que eu ainda sou do tempo em que dizer graçolas acerca de alentejanos e da nossa alegada pouca apetência para o trabalho, constituía uma espécie de desporto nacional. Aceitar ser alvo de chacota era, até, visto como um sinal de inteligência e reclamar desses dichotes – como fiz em inúmeras ocasiões – um sintoma de ausência dela. E de sentido de humor também, esclareceram-me outros mais benevolentes com a minha azia em relação às anedotas de alentejanos.


Por isso, caros compatriotas, encaixem o gozo da estrangeirada. Sejam inteligentes, tenham sentido de humor e saibam rir de vós próprios. É, afinal, apenas colocar em prática aquilo que durante tantos anos aconselharam outros a fazer.

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Novos ricos, novas modas.

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Por acaso não. Tornar-me vegetariano foi coisa que nunca me ocorreu. Já tive, reconheço, muitas ideias parvas, mas equacionar a possibilidade de deixar de comer carne não está entre elas. Isto é mais uma cena que assiste a meninos mimados e a gente que da vida, como diria a minha avó, não sabe o que é peixe-agulha.


Quando leio ou ouço mensagens deste tipo recordo-me sempre de, em criança, apenas comer carne por altura da matança do porco ou frango aos domingos. E outros nem isso. Chegou-me esse tempo em que fui semi-vegetariano à força. Daí que nutra por gentinha desta estirpe um profundo desprezo. Eles que façam a alimentação que quiserem, mas não aborreçam. É que isto fazer opções, mesmo as mais idiotas, é sempre mais fácil de carteira cheia do que de barriga vazia.

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

E para limpar, não se mobilizam?

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Felizmente não é frequente o aparecimento de animais errantes aqui pelo bairro. Daqueles que os donos – tutores, na novilíngua dos malucos que mandam nisto tudo, agora são isso – abandonam à sua sorte quando deles se enfastiam. Mas basta aparecer um, seja cão ou gato, para o mulherio se mobilizar com o intuito de proporcionar o conforto possível ao bicho. O que, apesar de pouco conforme com normas, regulamentos e bom senso em geral, não me parece mal de todo. Há coisas piores. Até porque um animal a viver em condições desumanas devia-nos envergonhar a todos, como dizia um dias destes uma jornalistazeca da televisão.


Mas - isto há sempre um mas - as diligentes protectoras da bicharada deixada ao Deus dará podiam evidenciar um pouco mais o seu sentido cívico. Nomeadamente limpando a porcaria que os seus protegidos vão deixando na área circundante. Era bonito.

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Parcerias

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O turismo constitui um sector importantíssimo para o país. Convém, portanto, que recupere rapidamente. Será, de certeza, bom para todos. E, ao que se vê, os empresários do sector estão a apostar tudo e mais um par de botas na retoma. Ele são descontos, promoções e ofertas variadas. Tudo, está bem de ver, para conquistar mais clientes. Há até quem promova a oferta de outro parceiro aos hospedes. O que, assim de repente, não me parece mal. Nisto dos negócios as parcerias costumam contribuir para a dinamização dos mesmos. Principalmente quando satisfazem todos os parceiros.

domingo, 7 de novembro de 2021

Não há?! Não os procuram...

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Leio no semanário Sol desta semana que a pousada de Estremoz não reabre portas por escassez de mão de obra. Leio também, nos muitos comentários a esta noticia, que a culpa de não encontrarem pessoal para trabalhar terá a ver com os baixos salários praticados. Todos - não tenho motivo nenhum para pensar o contrário – terão razão. Há apenas um graozinho nesta engrenagem de causas e consequências que me está a atazanar. É que a autarquia cá da terra não teve problema nenhum em, nos últimos anos, recrutar mais de cem pessoas a ganhar o salário mínimo, nem nenhuma dessa centena de pessoas teve qualquer espécie de problema em aceitar um emprego a auferir a retribuição mínima. Das duas uma. Ou foram todos para a Câmara e agora não sobeja ninguém para trabalhar nas empresas, que é onde se produz a riqueza que permite pagar os vencimentos da função pública, ou, então, os donos daquela chafarica não estarão muito interessados em voltar à actividade. Aliás, se estivessem já teriam trazido brasileiros, asiáticos ou africanos. E só não digo europeus de leste, como faziam há vinte anos atrás, porque quase todos esses países já nos ultrapassaram em termos de riqueza.


Um dos comentários que li acerca desta noticia alguém sugeria que o município tomasse conta daquilo. Uma boa ideia, essa. Pelo menos candidatos a ir para lá de certeza que não iam faltar. E se assim fosse, a julgar por amostras públicas e visíveis, aquilo era coisa para gerar para aí uns duzentos empregos. Ou mais.

sábado, 6 de novembro de 2021

Miúfa da direita

Uma deputada afirmar em pleno debate parlamentar que todas as mulheres têm medo físico da direita, podia constituir apenas um pretexto para fazer uma quantidade de piadolas brejeiras de gosto duvidoso. Ou, no caso da família, recorrer a serviço medico especializado no sentido de, se ainda for a tempo, lhe recuperar a saúde. Tratando-se de uma destacada deputada da maioria que apoia o governo o caso suscita alguma inquietação. Não tanto pela declaração destrabelhada da senhora. A isso já estamos habituados. Mas, isso sim, pela “qualidade” das pessoas que decidem sobre as nossas vidas. Afirmações deste tipo dizem muito acerca do estado a que chegámos. Voltar a integra-la na lista de candidatos a deputados e, pior ainda, reelegê-la dirá também muito acerca de quem a candidatar e de quem contribuir para a sua reeleição.

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Apanhados do clima

Longe de mim pretender negar seja o que for em matéria de alterações climáticas. Apesar de, também entre os cientistas, isso não ser assunto consensual. Essas coisas eles é que estudaram, leram os livros e, portanto, eles que opinem. Mas lá que não gosto dos activistas dessas causas, isso não gosto. Nem, tão pouco, consigo aceitar como boas as ideias de criaturas que – maneira geral – têm mau aspecto, berram nas ruas, ameaçam partir tudo e reivindicam opções que nos levariam num ápice à miséria e à fome generalizada.


Desconheço se existe – muita gente afiança que sim – uma agenda oculta por detrás de todos estes movimentos alegadamente ambientalistas e de pessoas aparentemente preocupadas com o clima. Será, provavelmente, apenas uma teoria da conspiração, que é um peditório para o qual não dou. O certo é que à conta disso vão aparecendo novos impostos, vão sendo criadas proibições que até à alguns anos julgávamos impensáveis e vão-nos impingindo novos hábitos até agora apenas seguidos por meia-dúzia de malucos. Enquanto isso, por cá, generalizar o uso de painéis solares por parte do cidadão comum, transportes públicos de qualidade em todo o território ou plantação de árvores nas localidades – nomeadamente no Alentejo – é cena que não assiste a quem manda nem, sequer, a quem reivindica.

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Escavacar o mensageiro

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As noticias nos últimos tempos não têm sido as melhores. Para alguns, que isto o que é mau para uns não é necessariamente ruim para outros. O dono deste aparelho estará, quase de certeza, incluído no primeiro grupo. Mas, como sempre acontece, matar o mensageiro constitui uma má opção. Ainda que alguns mensageiros mereçam tal sorte. Mas isto sou eu a imaginar que o triste fim do televisor se deveu a uma súbita irritação do proprietário pela queda da geringonça, pelo golo que deu o empate ao Estoril ou outro acontecimento igualmente inesperado. Se foi isso tratou-se de uma tonteria. Só um tonto se surpreenderia com o desfecho de um ou do outro cenário.


 

domingo, 24 de outubro de 2021

A Merkel agora é boazinha?!


 


Comovente a despedida que tem sido feita à Merkel. Hoje praticamente toda a gente elogia a senhora. Até aqueles que, ainda não há assim tanto tempo, apoiavam cartazes tão bonitos como estes.


Isto de um gajo se esquecer das coisas não é maleita que afecta apenas o Salgado. Políticos, comunicação social, comentadores, malta que manda postas de pescada nos blogues ou no Facebook e o povo em geral padecem do mesmo mal. Ou, se não perderam a memória, perderam a vergonha.


Ao que se sabe a governante alemã não alterou as suas opções políticas. Tanto quanto é público não mudou de partido e continua a defender o mesmo rumo para o seu país e para a Europa. Daí que esta mudança radical de opinião em relação à personagem se afigure absolutamente ridícula. Tanta adoração virá, presumo, da sua decisão de abrir as fronteiras alemãs aos refugiados. Independentemente da bondade - ou não - de tal decisão, julga-la apenas por isso, para além de ridículo, evidencia bem a inteligência de quem o faz.

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Os diabretes esquerdalhos do nosso contentamento

O governo tem andado numa roda viva para aprovar o orçamento. PCP, BE e PAN pedem e o Costa dá. Mais ou menos como aqueles putos irritantes a quem se dá a mão e os pirralhos querem tudo até ao ombro, assim são aqueles três pequenos partidos extremistas.


O pessoal, aparentemente, está a gostar. Não surpreende. É sempre assim o caminho para o socialismo. Mais tarde, quando chegar a conta, o saco de pancada – criminoso da pior espécie – será o “Passos” que na altura estiver do poder.


As medidas no sector laboral propostas por PCP e BE – excelentes do ponto de vista de quem tem emprego – fazem-me lembrar os tempos do PREC. Por essa altura eram os sindicatos que iam às herdades e impunham aos respectivos donos a contratação do número de trabalhadores que muito bem lhes dava na real gana. Mesmo que não fizessem falta nenhuma ou nem sequer houvesse qualquer trabalho para realizar, o agricultor, que até nem precisava de ser muito abastado, tinha de os aceitar e pagar o ordenado. Talvez num dos próximos orçamentos se lembrem de algo assim para combater o desemprego, integrar migrantes ou só por que sim. Isto, claro, se entretanto o diabo não aparecer por aí...