1 – “Os portugueses virem a ser minoria no futuro é bom, vão finalmente entender o que nós pessoas racializadas sentimos”, declara uma senhora, dirigente do BE e vereadora na Câmara de Lisboa. Nem sabia que a senhora em causa é “racializada”, seja o que for que isso quer dizer. Ou será que nas suas funções, políticas e autárquicas, age e decide em função da “raça”? Se sim parece-me perigoso. Eventualmente, até, capaz de configurar algo assim do tipo criminoso, ou isso.
2 – O eventual regresso de Passos Coelho está deixar muita gente com nervoso miudinho, alarmada com as malfeitorias que o homem terá feito durante a sua governação. Compreendo e, em parte, até posso subscrever uma ou outra preocupação. O que não compreendo são as razões que os levam a preferir o Partido Socialista. Era suposto o PS ter melhorado a educação e não há aulas há três meses. Ir melhorar a ferrovia e, afinal, não só os comboios não andam como até na Ucrânia circulam mais do que cá. Melhorar o SNS e, vai-se ver, as urgências estão fechadas em todo o lado. A TAP, com eles, seria pública e prestaria um serviço muito melhor e, três mil milhões depois, vai ser privatizada outra vez. Parece-me óbvio que o melhor para todos é o PS parar de tentar melhorar seja o que for...
3 – Os portugueses não gostam dos ricos. Nem, tão-pouco, daqueles que têm um pouco mais do que eles. Das três uma. Ou é daquela coisa da tradição católica de ver a pobreza como uma virtude, dos resquícios do Estado-novo que promovia a pobreza na sua propaganda ou, prefiro esta última, é apenas inveja. Mas, se odeiam tanto a riqueza, por que raio gastam diariamente tantos milhões em jogos de azar na tentativa de ficarem ricos? Pobres coitados.