Mostrar mensagens com a etiqueta raspadinhas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta raspadinhas. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 15 de março de 2023

Raspadinhas

1 – A raspadinha é um vicio com o qual muitos idosos esturram as reformas, ficando depois sem dinheiro para as necessidades mesmo necessárias. Atentas ao problema, já há autarquias dispostas a intervir. Se não desconfio das intenções – boas, obviamente – duvido da eficácia. Isto não vai lá com sensibilização. Melhor seria comprar o stock de raspadinhas postas à venda no respectivo concelho, juntar os velhinhos numa mega-festarola onde raspariam gratuitamente aquilo tudo e no fim distribuir de forma equitativa os ganhos por todos os idosos residentes. Ficava toda a gente feliz.


2 – Não são apenas os jogos de azar a “rapar” a reformas. Aquelas moçoilas oriundas de outras paragens, especialmente da América do sul, também dão uma ajuda. Mas, ao que se sabe, não consta que as autarquias se tenham debruçado sobre esta adição. E, se calhar, bem. Que isto, suspeito, ainda há-de aparecer um qualquer especialista a garantir que até se trata de uma terapia adequada à promoção de um envelhecimento activo, ou isso.


3 – Por falar em raspadinhas, idosos e moçoilas sul-americanas lembrei-me de um velhote que encontrei em inúmeras ocasiões num café cá da terra a comprar essas cenas. Mesmo vendo os cartões no expositor à frente do seu nariz, perguntava invariavelmente à vendedora: “têm a raspadinha?”. Já morreu. Atendendo ao olhar fulminante com que a moçoila, sul-americana, lhe respondia só me admira que tenha sido de morte natural.

domingo, 21 de fevereiro de 2021

Raspar é um direito que não pode ser cofinado!

Ciclicamente vemos noticias que nos dão conta das verdadeiras fortunas que os portugueses gastam em jogo. Na “raspadinha”, nomeadamente. Diz que, apenas nessa lotaria, são esturrados perto de 4,5 milhões de euros por dia. Um problema, para alguns. Embora, como sempre, para outros seja uma maravilha. Um volume de vendas desta ordem é excelente para a Santa Casa, Estado e revendedores. E, já agora, para um ou outro sortudo que teve o bambúrrio de ganhar uma massas jeitosas.


A bem-dizer, não me surpreende nada que tanta gente gaste tanto dinheiro nesse e noutros jogos. Mas, em relação a esta temática, há uma cena que me intriga. Uma coisinha de nada - com a qual nada tenho a ver, diga-se – mas a que ninguém é capaz de responder de forma objectiva. Por que raio é que há tanto comunista e outras pessoas que odeiam o capital e tudo o que se lhe está relacionado, a raspar todos os dias e a toda a hora? Eu bem os questiono mas, lamentavelmente, não articulam uma resposta coerente. Dado o ódio visceral que manifestam a gente endinheirada, calculo que joguem apenas para ajudar o Estado, essa entidade que tanto endeusam. Ou, se calhar, são comunas não praticantes.

sábado, 30 de janeiro de 2021

Confinados, mas pouco...

Diz que vivemos uma espécie de confinamento. Não parece. Continua a haver gente na rua que, aparentemente, não terá necessidade nenhuma de lá estar e mantêm-se abertos serviços públicos e estabelecimentos comerciais que bem podiam estar fechados. Apenas dois exemplos. Serviços municipais e casas de apostas, lotarias e afins.


No caso dos serviços camarários, se calhar, chegavam os serviços essenciais. Recolha do lixo, piquetes e pouco mais. Compreendo que, nesta fase, haverá muito trabalho a desenvolver tendo em vista as eleições mas, que diabo, desconfio que eleitor morto é eleitor que não vota. Pelo menos na maioria das circunstâncias. O mesmo, com as devidas adaptações, se aplica aos putativos candidatos e respectiva vassalagem.


Quanto às casas de apostas, a justificação para as manter abertas raia o domínio da demência. O jogo não constitui nenhuma espécie de bem essencial. Os jornais, ou seja o que for que mais é vendido nesses sítios, também não. Até porque alternativas online não faltam. E nem vale a pena o argumento dos velhinhos, coitadinhos que ficam sem raspadinha. Que, assim de repente, vem-me logo à memória aquela coisa que afinal não era – mas enquanto foi, vi muitíssima gente a achar muito justa – da proibição do ensino à distância para garantir a igualdade entre as criancinhas.