1 – Ao que é noticiado o antigo ministro Manuel Pinho terá admitido que fugiu ao fisco, mas que está arrependido dessa sua fuga. Não o critico na parte da tentativa, pelos vistos fracassada, de se escapulir à voracidade fiscal. Todos os que podem fazem o mesmo. E bem, que isto em matéria de fiscalidade tenho dificuldade em perceber quem é o “ladrão” e quem é o “policia”.
2 – O que a mesma criatura não admite é a parte da corrupção. Nega peremptoriamente e apresenta uma testemunha acima de qualquer suspeita para corroborar a sua inocência. José Sócrates, um homem que topa um corrupto mal o vê. Tudo isto alegadamente, claro.
3 – Não há direitos absolutos, nem sequer o direito à vida. Partindo deste curioso ponto de vista, uma minoria ruidosa inventou um rebuscado conceito sobre o direito à propriedade segundo o qual outros direitos, nomeadamente o direito à habitação, se sobrepõem ao primeiro. Se calhar, digo eu, não será muito boa ideia ir por esse campo da sobreposição. É que, por exemplo, o direito à greve também não é um direito absoluto que se possa sobrepor a outros. Nomeadamente o direito ao trabalho, ao ensino, à livre circulação ou o direito à prestação de um serviço pelo qual já se pagou.
1 - Também tenho essa dificuldade, não consigo perceber quem é o "policia" e quem é o "ladrão"
ResponderEliminar2 - Claro, José Sócrates, o Imaculado
3 - Esta da sobreposição dos direitos dá muito jeito
Beijinhos, Kruzes
Feliz Dia
Isto, já dizia o outro, é só gente séria e honesta. Pena é os sérios não serem honestos e os honestos não serem sérios
ResponderEliminarCumprimentos