quinta-feira, 9 de março de 2023

Merceeiros, pantomineiros e badalhocas

1 – Os ovos do campo no mercado cá da terra – vendidos ao público directamente pelo produtor, saliente-se – são, em alguns casos, vendidos a quatro euros a dúzia. Um aumento de quase cem por cento face ao preço de um ano atrás. Para além da ganância das criaturas e da mais que evidente especulação, apenas vejo uma razão para os fulanos os venderem por aquele valor. A parvoíce de quem os compra. Ah, e não sei se tinha escrito, são produtores.

2 – As redes sociais estão invadidas por perfis que se multiplicam a publicar “boas noticias” e a tentar reescrever a história. Mesmo a mais recente. Ou, talvez seja mais acertado, a tentar fazer-nos de parvo. A idiotice chega ao ponto de pretenderem que acreditemos que foi Passos Coelho quem chamou a troika. Idiotice ou, se calhar, desespero. Mas têm de se esforçar mais. Até o Francisco J. Marques consegue ser mais convincente nas suas permanentes investidas contra o vermelho.


3 – Uma mulher, gestora de topo – um daqueles lugares onde chegam tão poucas mulheres que até querem estabelecer quotas – foi despedida de uma empresa publica. Foi substituída por um homem, por decisão de outros dois. Todos brancos e, possivelmente, heterossexuais. Ontem, dia da mulher, não houve feminista, activista ou empoderada que protestasse contra isto. Estranho.

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