domingo, 11 de setembro de 2022

Cortar é bom? Depende do "costureiro"...

Que António Costa é um gajo esperto já quase todos sabíamos. Um finório, vá. E com muita sorte, principalmente. Desta vez foi a morte de uma velhota inglesa a ocupar a cem por cento o espaço noticioso – como se o falecimento da criatura tivesse alguma relevância para a vida dos portugueses - e a atirar completamente para fora de órbita o desmascarar do logro das pretensas medidas “anti-inflação”. Nomeadamente para o conjunto de eleitores - os reformados – que mais contribuem para os resultados eleitorais do Partido Socialista. Aquilo, de facto, é de mestre. Representará, num futuro próximo, qualquer coisa de muito semelhante ao tão falado “ir além da troika” quando Passos Coelho sugeriu o tal corte dos seiscentos milhões de euros nas reformas. Sem nunca ter tido a coragem de concretizar, como é público e notório. Presumo, apesar disso, que os reformados terão, quanto a isto, uma indignaçãozinha selectiva e rapidamente perdoarão mais esta afronta ao seu idolozinho de estimação.


O anúncio destas medidas apanhou-me a meio das férias. Não lhe liguei grande coisa, portanto. Também ainda não pensei onde vou esturrar os meus cento e vinte cinco euros. Algo – assim a atirar para o extravagante, espero – me há-de ocorrer. De quem tenho pena é dos donos dos animais. Como já por aí li, se por cada criança “dão” cinquenta euros, também faria todo o sentido darem pelo menos trinta euros por cada cão e por cada gato. Foi pena o Costa ter-se esquecido dessa parte da família.

terça-feira, 30 de agosto de 2022

Terão sido "desperdidos"?

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O patronato capitalista, malvado e causador de todo o mal, despede trabalhadores quando pretende reduzir a massa salarial. Disso – e bem – nos dá conta a comunicação social, que a malta precisa estar informada acerca das manigâncias que esses patifórios andam por aí a fazer a quem trabalha.


Já o Bloco de Esquerda, mesmo quando vê as suas receitas descerem drasticamente, não despede ninguém. Nada disso. Apenas perde funcionários. O que, como toda a gente sabe, é algo completamente diferente.


E é assim o país, segundo a comunicação social que somos forçados a aturar. Depois ainda há quem se admire de serem cada vez menos os que lêem jornais.

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Afinal o tamanho importa...

O que têm em comum as ratazanas de Lisboa e os javalis no Alentejo? Pouco, certamente. Excepto ambos constituírem uma praga. Na capital, dada a falta de limpeza, aqueles roedores são mais do que muitos e aqui pelo Alentejo os javalis são mais do que as mães. Uns e outros são um perigo para as pessoas, mas em Lisboa exige-se que a Câmara, as juntas de freguesia ou seja lá quem for extermine aquela bicharada. Já nós, os que por aqui moramos, também gostaríamos que fosse quem fosse abatesse um número muito significativo de javalis, mas parece que cometemos um crime quando defendemos isso. Os defensores dos animais, quase todos mulheres urbano-depressivas, chamam-nos tudo menos pai se ousarmos exprimir essa ideia. Desconheço se o que está em causa é o tamanho do bicho, se a região afectada pela praga ou se a saúde e segurança das pessoas de Lisboa importam mais do que as do restante território.


Das ratazanas de Lisboa não se conhecem vitimas. Dos javalis do interior já se contam umas tantas. No entanto as ratazanas são para exterminar e os javalis para preservar. Afinal uns são mesmo mais iguais que outros. Os animais e as pessoas.

sábado, 27 de agosto de 2022

Guerra especulativa

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De que modo a guerra na Ucrânia influencia o preço da alface no mercado de Estremoz? Esta inquietante questão persegue-me desde que, a meio da manhã, o produtor/vendedor habitual de alfaces me garantiu que o aumento de preço em vinte e cinco por cento, face ao sábado passado, daquele vegetal constituía uma das consequências da invasão da Ucrânia. Perante a minha estupefação – justificada por, de uma semana para a outra, nenhum dos componentes do processo produtivo da alface ter aumentado em valores sequer parecidos com aquela percentagem – acabou por me assegurar que os restantes vendedores de alfaces também praticavam aquele preço e que, portanto, ele não era mais parvo que os outros para estar a vender mais barato. Estratégia que revela claramente a existência um fenómeno de concertação de preços. Procedimento muito usual em todos os sectores de actividade, diga-se, sem que as entidades fiscalizadoras se importem muito com isso.


Não vou, obviamente, comparar o drama da guerra com a carestia de vida. São coisas incomparáveis ainda que a segunda seja, nalgumas circunstâncias, consequência da primeira. Mas, tal como os ucranianos, também a nossa carteira está sob ataque. A subida vertiginosa dos preços constitui, em muitos casos, uma manobra especulativa  sustentada pela ganância. Gosto do lucro, aprecio o mercado e não vou pela conversa do camarada Jerónimo e outros malucos que defendem o tabelamento dos preços. Nem mesmo o da alface. Prefiro o principio da livre escolha. Eles escolhem especular e eu escolho plantar as minhas próprias alfaces.

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Dia do cão de apartamento

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Diz que hoje há quem ache que se comemora o dia do cão. Não sabia da alegada efeméride. Nunca tinha lido ou ouvido nada acerca da pretensa comemoração de mais esta idiotice. Conheço é o “dia de cão”. Uma expressão caída em desuso e da qual já poucos conhecem o significado. Ou, então, atribuem-lhe um sentido completamente diferente atendendo à vida regalada que a canzoada leva hoje em dia.


Por mim podem comemorar o que muito bem entenderem. Mas podiam aproveitar a data para fazer alguma coisa de útil. Limpar a merda dos passeios ou desinfectar os postes e as paredes confinantes com a via pública usados como mictórios caninos e que constituem verdadeiros viveiros de pulgas. Mas não aproveitam. De certeza que preferirão praticar outras actividades. Todas muito modernas, civilizadas e reveladoras do seu amor pela bicharada. Até porque, como eles dizem citando o Gandhi, “a grandeza de um país e o seu progresso podem ser medidos pela maneira como trata os seus animais”. Se, ao entrar num prédio, levar com um bafo a cão e ouvir uma sinfonia de uivos constituir um indicador desse desenvolvimento, então, de certeza que estamos no rumo certo quanto a isso do progresso e da grandeza. Ao nível da estupidificação, pelo menos.

terça-feira, 23 de agosto de 2022

O inalienável direito a ser maluco

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Actualmente cada um identifica-se como muito bem lhe apetece. Há homens que se sentem mulheres, mulheres que se identificam como homens, pessoas que se sentem animais e toda uma panóplia de situações cujo limite é apenas o da imaginação. Todos exigem que as suas escolhas sejam respeitadas e o legislador a todos tem feito a vontade. E, naturalmente, muito bem que isto o que importa é que cada qual se sinta feliz. Se, por exemplo, o meu vizinho me garantir que é um balde de merda e exigir ser tratado como tal, é óbvio que terei todo o gosto em lhe fazer a vontade, que eu cá não sou de desrespeitar ninguém.


Tenho, reitero, o maior respeito por toda esta gente. Eu próprio, confesso, não me sinto identificado com o que insistem em identificar-me. Sinto-me um funcionário público com setenta anos, mas, ao contrário de todos os outros malucos, ninguém me leva a sério. A começar pela Caixa Geral de Aposentações. Para já não falar dos gajos do cartão do cidadão. Por mais que lhes garanta que me sinto um septuagenário, insistem em não reconhecer essa minha condição. Já se fosse para mudar de sexo ai deles que me contrariassem... e depois ainda dizem que não há discriminação. Ai não, que não há.

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

Barrasquices...

Uns quantos cidadãos estrangeiros terão ido, propositadamente, de Lisboa a Santarém com o intuito de gozar as delícias decorrentes da utilização de um parque aquático. Uma decisão aceitável, pese a maçada da deslocação. Mais difícil de aceitar é terem decidido que iam usufruir daquilo, incluindo a parte da água, inteiramente vestidos. Situação que, diga-se, começa a ser normal mesmo entre os portugueses. Por cá já ocorreram cenas parecidas. Mas, por maior que seja a compreensão manifestada pelos média ou outros defensores de todas as minorias, ir com a roupa que se traz vestida para dentro de uma piscina é completamente parvo. E próprio de javardos, também. Aquilo, graças aos produtos químicos com que tratam a água, estraga a fatiota toda em menos de um  ápice. Embora isso, obviamente, seja problema deles. O que incomoda os demais utentes é a “barrasquice” associada a esse comportamento. Por muito bonito que seja o multiculturalismo, o respeito pelas regras de higiene e a saúde pública são muito mais. Até porque, em matéria de lavagem de roupa, não consta que as lavandarias tenham uma prática discriminatória.

sábado, 20 de agosto de 2022

E as empoderadas do regime, não dizem nada?!

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Adia e continuará a adiar. À esquerda, sempre com a boca cheia de racismo, xenofobia, direitos e o que mais lhe convém no momento, este assunto importa pouco. Até porque, resolver-se ou pelo menos mitigar o problema, seria menos uma “bandeira” do Chega. O que, como toda a gente sabe, não interessa nada ao PS. Nem, tão-pouco, às inúmeras feminazas que por lá andam. É que isto do feminismo é muito giro, mas apenas quando podemos considerar opressor quem nos dá jeito.

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Agricultura da crise

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Vá lá perceber-se esta coisa da agricultura. O intenso calor que nos tem andado a chatear – já perdi a conta aos dias com temperaturas acima de quarenta graus – não tem ajudado nada a produção da agricultura da crise. A cebola e os tomates, ainda assim, foram os que melhor se aguentaram. O resto ficou tudo a atirar para o estiolado. Menos as abóboras - nasceram por acaso, ser serem semeadas – e a erva. A esta última não há calor que a incomode. Cresce por todo o lado e medra de dia para dia. Erva daninha, bem entendido, para lamento daquela malta das furgonetas brancas que se agarra a tudo o que pode. E doutra, também.

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Não roubarás o saco de plástico alheio

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Quem nunca roubou um saco de plástico que atire o primeiro impropério. Desde que um ministro do ambiente esparveirado – um tipo que um dia destes queria ser lider do PSD - se lembrou de criar uma taxinha sobre os sacos de plástico, estes praticamente desapareceram das grandes superfícies. Daí que os que ainda se podem usar sem pagar uns cêntimos em beneficio do Estado-ladrão tenham uma procura significativa. Será o caso. Já terão roubado tantos que o comerciante se viu forçado a apelar que não lhe roubem mais. Desconheço se do apelo resultou uma menor actividade furtiva. Se calhar não. É como a taxa. Também não resulta. O que cobram mal dá para pagar ao assessor Figueiredo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Divagações ao Sol

Um dos muitos famosos – ou vagamente conhecidos, vá - que por aqui têm segunda, terceira ou quarta habitação perorava um destes dias acerca do estio que se faz sentir por estas bandas. Entre outros considerandos o homem manifestava o seu lamento pela pouca abundância de árvores no espaço urbano. Coisa que, até porque se mete pelos olhos dentro, salta à vista de qualquer um. A menos que se seja vítima de cegueira ou se pertença ao conjunto de políticos que, no último meio século, tem governado o concelho.


Parece, desde que me lembro, que existe por aqui uma estranha aversão às árvores. De todos. A população, auscultada sobre o assunto, opta por um arranjo do Rossio – um dos maiores largos do país - que não contempla, para além de uma pila de dinossauro espetada no meio, uma única árvore num espaço equivalente a dois campos de futebol. Pior, chegou-se mesmo ao ponto de abater árvores em zonas habitacionais só porque os pássaros que nelas se acolhiam cagavam os carros aos moradores e as folhas sujavam os respectivos jardins. Não há inocentes nisto. Nem os políticos, que preferem fazer festas, festarolas e festinhas ou espalhar betão por todo o lado, nem nós os cidadãos que os elegemos e, qual os temerosos das trovoadas, apenas nos lembramos das árvores quando o calor aperta. Estamos bem uns para os outros, portanto.


Quanto ao resto do artigo, não acompanho os demais considerandos que o autor – no caso o senhor José António Saraiva - tece ao longo da sua escrita. Estremoz não era, à época que refere, uma cidade mais pobre do que qualquer outra, nem os seus habitantes trajavam uma indumentária diferente do que eram, na época, os ditames da moda. Nem desconfio de onde é que o cavalheiro em causa tirou esta ideia, mas, se calhar, foi só para encher mais uma linhas. Se receber ao “caracter” qualquer parvoíce dá jeito.

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Alqueva

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Ainda me lembro da maior parte dos argumentos daqueles que se opunham à construção da barragem de Alqueva. Eram muitos. Os opositores e os argumentos. Felizmente não foram ouvidos e quem tinha de decidir resolveu fazê-lo sem atender às opiniões dos que – e são muitíssimos – não fazem nem deixam fazer. Ou como dizia o meu tio-avô preferido, “não f**** nem saem de cima”.


Estes anos todos depois está mais do que à vista que valeu a pena. Só um tolinho ou um daqueles espécimes que está sempre do contra – o que, no fundo, é a mesma coisa – defenderá o contrário. Não me interessa se a terra está nas mãos de empresários espanhóis, americanos ou chineses. Pouco me importam essas e outras minudências com que certos figurões estão sempre a embirrar. O que verdadeiramente importa é que agora existe algum progresso – infelizmente ainda não o bastante – há emprego e, sobretudo, água onde antes só havia pastos e calhaus. O resto é conversa fiada. Ah, e também praias fantásticas, de águas mornas logo ali quase ao virar da curva.

sábado, 6 de agosto de 2022

Contribuintes vão dar casa a mais de 52 mil...

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O que eu gosto destas noticias que envolvem aquele conceito tão fixe de o Estado dar coisas. Por norma - até porque fica sempre bem - aos pobres e desfavorecidos desta vida. Sejam estes últimos, os desfavorecidos, quem forem. O leque desta malta é vasto e o Estado, nomeadamente quando gerido pelo partido socialista, evidencia especial apreço em financiar a sua existência. Vai desde os que padecem de alergia ao labor aos sofrem da permanente vontade de se governar à conta do Orçamento. E quem, quando no poder, assim não fizer pode encomendar o funeral político. Veja-se o caso de Passos Coelho por ter recusado, contra o que ainda hoje defende o PS, financiar o Ricardo Salgado quando da queda do BES.


Mas há, também, o reverso da medalha. Muitos destes cento e oitenta e cinco autarcas – ou outros, se a dádiva não for cumprida neste mandato - vão tê-lo nas próximas autárquicas. No Alentejo não existe o hábito de “dar casinhas” e os resultados desastrosos dessas oferendas, nos poucos concelhos onde isso aconteceu, tem servido de “vacina” para que outros não enveredem por esse caminho. Não posso ter a certeza absoluta que aqueles que derem casas vão perder as eleições, que isto há sempre quem não se importe com a maneira como esturram o dinheiro dos seus impostos. O que sei é que, garantidamente, não levam o meu voto.

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Uma sombra só para mim

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Com a canícula a teimar em não dar tréguas, vale tudo para conseguir um lugar à sombra. Nomeadamente se estivermos num parque de estacionamento, o sol estiver a pino, a temperatura andar pelos quarenta graus e estivermos no Alentejo que, como diz a canção, não tem sombra a não ser a que vem do céu.


Não, não vou implicar com a criatura que deixou o carro estacionado em posição contrária ao que indicam as marcas. Prefiro fazê-lo com todos aqueles que ao longo dos tempos – desde que me lembro, mas já antes devia ser a mesma coisa – têm optado por não plantar árvores na cidade. Nesta e em quase todas as outras do Alentejo. E nem venham, como já ouvi argumentar, com a falta de água. As árvores ao fundo da minha rua só são “regadas” quando chove e continuam verdes e frondosas.


Não tenho os autarcas alentejanos na conta de incompetentes. São mas é uns malandrecos – um ou outro será, quando muito, um malandro, mas isso é outra história – que preferem manter o Alentejo apenas com as sombras que vêm do céu, para que as “Marias” desta vida se cheguem para a sombra do respectivo chapéu...

domingo, 31 de julho de 2022

Deixem o "Kompanheiro" sossegado lá no caixote do lixo da história

Que os políticos tenham, com inusitada frequência, ideias parvas é coisa a que já estamos habituados. Todos nós, nas nossas vidas, padecemos dessa maleita. A diferença é que quando eu tenho uma ideia parva – e tenho muitas, confesso – tudo o que daí resultar é apenas problema meu. Com as ideias dos políticos não é assim. As consequências, nomeadamente ao nível dos custos, são para todos. E quando escrevo custos estou a pensar não só nos económicos mas, principalmente, noutros.


Isto a propósito da intenção da Câmara de Lisboa erigir uma estátua, busto ou seja lá o que for em homenagem a Vasco Gonçalves. Se a ideia viesse dos comunistas – a muralha de aço daqueles tempos - ainda se percebia. Seria coerente com os princípios absolutamente loucos e inaplicáveis à vida em sociedade que defendem. Tão inaplicáveis que nem eles os conseguem aplicar à sua própria vida. Mas essa intenção provir de gente oriunda de partidos democráticos, que lutaram contra as ideias daquele maluco, constitui algo de absolutamente inexplicável. Ou então, no caso do autarca de Lisboa, será algum resquício de infância ainda por resolver. Mas disso não têm os lisboetas, nem os portugueses em geral, culpa nenhuma. Se for o caso, então que construa um monumento ao “companheiro Vasco” no quintal da casa paterna e não incomode quem gosta da democracia. Que é como quem diz a esmagadora maioria dos portugueses. Por enquanto.

quarta-feira, 27 de julho de 2022

Lucros excessivos...até do Estado!

Algumas das maiores empresas a operar em Portugal apresentam, nos primeiros seis meses do ano, um lucro no montante de algumas centenas de milhões de euros e isso provoca a ira generalizada. No mesmo período o governo anuncia um excesso de cobrança fiscal, face ao previsto, superior a mil e cem milhões de euros e ninguém parecer ficar chateado. Vá lá perceber-se esta gente.


Por mim – lá está, é a minha mania de ser do contra - gosto do lucro. É um conceito que aprecio. Quando é razoável deve estar sujeito a impostos razoáveis e quando elevado devido a circunstâncias extraordinárias, como é agora o caso, taxado também de forma extraordinária. O mesmo, obviamente, em relação à receita do Estado. Se ela é muito superior à prevista, então é porque está a cobrar impostos em excesso e das duas uma. Ou os baixa ou paga as dividas.


Na boa tradição socialista nada disso ocorrerá. O governo não taxará as empresas com lucros elevados não vão esses empresários ficarem aborrecidos e já não os contratarem quando passarem à condição de ex-governantes. Igualmente não baixarão o IRS ou outro imposto. Nem, menos ainda, amortizarão a divida pública. Pelo contrário. Vão esturrar tudo. Sabem que o povo gosta de circo. Tanto que até escolhe palhaços para o governar.

terça-feira, 26 de julho de 2022

Mictorium caninus

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Nesta zona da cidade não existem cães abandonados. Quando muito um ou outro gato, apenas. Mas os bichanos não mijam assim e gente não será, certamente. Daí que não restem grandes dúvidas acerca dos autores desta javardice. São os canitos residentes. Alguns deles conduzidos pelo respectivo dono - ou tutor, como dizem agora – e outros libertados do cativeiro para a mijinha da ordem.


Ninguém, presumo eu, gosta de ter à sua porta, na sua rua ou no seu bairro uma porcaria destas. Por mim, que passo ali todos os dias, atravesso para o outro lado da rua. Espanta-me é que os moradores tolerem algo assim e, pior ainda, que alguns deles até aguardem pacientemente que o seu “patudinho mai’lindo” esvazie a bexiga. Podiam arranjar-lhes um penico, ou assim. Mas não. Preferem incomodar os demais. Acham-se no direito de consporcar o espaço público e fazem-no com toda a impunidade. Esse é que é o mal. Não haver quem lhes passe a respectiva "factura". 

domingo, 24 de julho de 2022

Vou mas é a pé...

As férias constituem quase sempre um tempo em que as leituras são postas em dia. Foi o que fiz nestes últimos dias. Dado que pouco ou nada sabia acerca do tema, aproveitei para ler umas cenas sobre automóveis eléctricos. Prática que sempre sigo quando me quero informar sobre assuntos em que o meu nível de conhecimento anda perto do zero.


Aquilo é coisa que gera paixões assolapadas e ódios de estimação, especialmente entre os especialistas especializados na especialidade. Os argumentos a favor são, maioritariamente, a defesa do ambiente e a alegada poupança com a sua utilização. Contra, o preço, a autonomia e a pouca durabilidade das baterias. Diz que ao fim de oito anos estão capazes de ir para o lixo e substitui-las, parece, custa tanto como um carro novo.


Mas nem precisava de tanta leitura. Bastou ouvir o tipo que há trinta anos e tal anos me vende automóveis. Garante-me o cavalheiro que com um “eléctrico” acessível à minha carteira – aquele em que deixo no stand o automóvel antigo e as notas no montante da diferença – uma carga da bateria dará para ir a Badajoz e voltar. Se, acrescentou, não vier por aí a conduzir à maluca. O que, obviamente, é motivo mais do que suficiente para obstaculizar aquela opção. Não estou para isso. Já não tenho idade para andar constantemente a meter e a tirar a ficha na tomada.

sábado, 23 de julho de 2022

Não mexam no meu “rodinhas”!!!

 


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Costa - o primeiro ministro – pode fazer coligações com partidos extremistas e de ideologia totalitária, manter ministros com vocação para a trapalhada, rebentar com o SNS, endividar o país a um nível nunca visto, sufocar-nos com a maior carga fiscal que as gerações actuais já conheceram ou trapacear-nos com as mais variadas promessas. Poucos se importam com isso. E os raros que manifestam alguma preocupação com esta tragédia são rapidamente silenciados pelo imenso clamor que sai em defesa do governante.


O coro de adoradores do socialismo vigente apenas desafina quando em causa está o carrinho. Tem sido assim com o elevado preço dos combustíveis – área onde a “muralha de aço” de defensores da criatura já revela algumas fissuras - e, a julgar pelas reacções, será ainda pior se António Costa continuar a investir contra o automóvel.


Desta vez o homem foi racional e disse o óbvio. As cidades têm de se habituar a viver sem o carro e “o melhor a fazer é estacionar o automóvel”, acrescentou. Para os portugueses foi demais. Não se importam de serem governados por comunistas e outros malucos, não terem médico de família ou atendimento decente nos hospitais também é como o outro e toleram que lhes vão à carteira com o maior descaramento, mas deixar de lado o carrinho é que nem pensar. Se persistir nesta demanda está tramado. Bem pode distribuir subsídios aos fiscalmente pobres, iludir os reformados e a malta do salário mínimo com aumentos ou anunciar pela octingentésima décima segunda vez os milhões do PRR. De nada lhe vai servir de continuar a implicar com “ai Jesus” dos portugueses.

sexta-feira, 22 de julho de 2022

As cebolas da crise

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Começou a colheita, apressada face às investidas do amigo do alheio, das primeiras cebolas da produção deste ano. Outras se seguirão, caso as medidas de contenção entretanto tomadas evitem os assaltos que tem sido perpetrados à agricultura da crise e, à conta dessa espécie de “reforma agrária”, desapareça o resto.


Que há para escrever acerca de cebolas? Nada, a bem dizer. A não ser que têm boa aparência. Como os agricultores da crise, afinal.

quinta-feira, 21 de julho de 2022

0,5%?! Só? Isso é para meninos!

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O Banco Central Europeu fez saber que aumentou a taxa de juro em meio por cento e, a julgar pelas primeiras reacções, vem aí o drama, a tragédia, o horror e muito possivelmente o caos, também. Tudo em simultâneo, para piorar as coisas. Só que não. Mesmo não sendo um especialista especializado nesta especialidade parece-se que o problema não é esta subida. Terão sido, isso sim, todo estes longuíssimos anos em que os juros estiveram estranhamente baixos. Baixos em demasia, convenhamos.


Ainda sou do tempo em que os juros do crédito à habitação ultrapassavam os dez ou doze por cento. Nessa altura toda a gente, tal como agora, comprava casa e poucos eram os que não cumpriam com o seu pagamento. Não me vou dar ao trabalho de procurar os dados, mas tenho quase a certeza que o incumprimento seria até bem menor do que actualmente.


Na compra de casa, que é onde se estima que este aumento tenha mais impacto, os compradores nada ganharam por as taxas serem historicamente baixas. Pouparam nos juros, mas precisaram de muito mais capital. O que, para quem paga, não faz grande diferença.


Quem, obviamente, também não ganhou nada foram os depositantes. Nem vão ganhar, mesmo que o BCE continue a subir as taxas. Na sequência deste meu post, um leitor enviou-me o print de um extracto bancário que mostra a remuneração do seu depósito. À primeira nem percebi o valor. Aquilo, além de ridículo, é ofensivo. Evidencia de maneira bem elucidativa quem é que tem estado a ganhar com juros tão baixos. Os que têm depósitos e os que contraem créditos é que não são...

terça-feira, 19 de julho de 2022

Que as lágrimas lhe sejam amargas...

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Este ano temos um "ajudante" lá na agricultura da crise. O patife aparece quando não estamos e serve-se do que muito bem lhe apetece. Assim que se note tem manifestado preferência pelas cebolas. Já levou, seguramente, mais de meia-dúzia. Por este andar não sei se chego a colher alguma. Apesar de ainda não estarem devidamente prontas para a colheita já são, pelos vistos, do inteiro agrado do amigo do alheio que frequenta o quintal. Este criminoso, ao contrário dos demais, volta sempre ao local do crime. Rouba uma, ou duas no máximo, de cada vez. Facto que é fácil de constatar por no terreno ficar a marca onde a cebola foi arrancada e, também, por se tratar de um espaço tão pequeno e com tão poucas plantas que qualquer uma que se arranque dá logo para perceber a sua falta.


Não sei, obviamente, quem é o meliante. Tenho as minhas suspeitas, mas não será de admirar se estiver enganado. Aqui há um bom par de anos eram os chuchus que evidenciavam uma estranha tendência para desaparecer. Após montar um intrincado esquema de vigilância – basicamente ficar a espreitar à janela, sem ser visto do exterior – o meu pai apanhou o larápio com a boca na botija. Ou, no caso, a mão no chuchu. Era o carteiro.

domingo, 17 de julho de 2022

É cultura, contribuinte...

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Não tenho a certeza se a imagem do ministro da cultura, ladeado por uma senhora, junto a um amontoado de tijolos queimados é falsa, se aquilo pretende passar por uma obra de arte ou se foi obtida durante a deslocação do governante a uma zona do país fustigada pelos incêndios. Como gosto sempre de seguir aquela máxima de “não deixar que a verdade estrague uma boa história”, prefiro acreditar que a “chapa” foi obtida numa exposição qualquer e que aquele monte de tijolos calcinados é mesmo apresentado como sendo uma criação artística. É que isto, quando se fala em cultura, já pouca coisa me surpreende. Fazer macacadas como esta é, afinal, tão comum como esturrar o dinheiro dos contribuintes a – dizem eles - cultivar o povo.


Aqui no quintal também temos arte. E da boa, pelo menos em comparação com os tijolos queimados da tal exposição. Lamentavelmente não é criação minha. Os meus dotes artísticos não chegam a tanto. Os responsáveis pela magnifica criação são uns artistas disfarçados de mestres de obras que contratei para umas remodelações cá na maison. Amanhã vou indagá-los acerca do significado de tão magnifica peça. Não é por mim, que isso pouco me interessa, é só para não fazer má figura na vernissage...

sábado, 16 de julho de 2022

Tudólogos

O calor trouxe de volta os incêndios e, com eles, os especialistas em matagais, fogaréus e afins. Todos têm soluções para resolver este flagelo e poucos hesitam em apontar o dedo aos proprietários dos terrenos, esses patifes gananciosos. A ideia que qualquer sub-urbano tem de um proprietário rural é a de alguém cheio de dinheiro que apenas por velhacaria ou sovinice não cuida dos seus terrenos. Esquecem-se, ou não sabem, que em muitas circunstâncias são pessoas pobres, velhas, ou que não conseguem tirar a rentabilidade necessária para pagar a limpeza anual das propriedades. Sim, surpreendam-se, aquilo é coisa que se tem de fazer todos os anos porque a natureza não está sempre como o urbano-depressivo a vê na televisão ou quando esporadicamente vem à “província”.


Aflige-me que aos especialistas da especialidade, paineleiros televisivos de ocasião e comentadores de rede social, quando debitam as mais variadas e estapafúrdias alarvidades acerca do tema, nunca lhes ocorra que se as suas ideias fossem alguma coisa de jeito existiria uma elevada probabilidade de já terem ocorrido aos espanhóis, franceses, italianos ou gregos. A menos que esses também desconheçam que onde há floresta, muito calor e pessoas existe sempre uma forte hipótese de haver incêndios.

sexta-feira, 15 de julho de 2022

Não sejam piegas, pá!

Nunca, como agora, os bancos tiveram tanto dinheiro depositado. Contudo os portugueses continuam a chorar-se. Ou seja, a lamentar-se da falta de guito. Ora, partindo do principio que não são os estrangeiros que vêm cá depositar o seu dinheirinho, há aqui qualquer coisa que não bate certo. É que isto parece o dia seguinte às eleições. Ninguém votava no Ventura mas, vai-se a ver, o homem teve o resultado que se sabe. Com o dinheiro é a mesma cena. Quase todos garantem não ter a ponta de um chavo, mas que “ele” está amontoado na banca lá isso está. De resto os sinais exteriores de riqueza do tuga estão aí. Audi’s, BM’s e outros que tais são aos pontapés. Gasolina e gasóleo a mais de dois euros (quatrocentos e quatro escudos, porra!) cada litro e, mesmo assim, o transito é o que se vê...


Apesar da comiseração que suscita a magreza do salário mínimo, desconfio que até aos que o auferem lhes dá para muito mais do que apenas para os alfinetes. Admito estar enganado, mas da observação do parque automóvel dos quatrocentos (ou serão quinhentos?) funcionários do município cá da terra – 80% ganham o SMN ou pouco mais - não consigo tirar outra conclusão. Não que, obviamente, isso constitua qualquer espécie de problema. Antes pelo contrário. Chato, chato é estarem sempre a queixarem-se. De barriga cheia, pelo que aparentam.

quarta-feira, 13 de julho de 2022

Os tomates da crise

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Ter tomates não será indispensável. O que há mais é gente que não os tem e não é por isso que não continua a andar por aí a comer a sua saladita. Mas tê-los dá jeito. No sitio, de preferência. Ainda mais quando o sitio é ali quase ao virar da esquina e os ditos são produto da agricultura da crise.

segunda-feira, 11 de julho de 2022

É mais ou menos o mesmo que o assaltante queixar-se que levou nas trombas...

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Para os média russos – e para os comunistas portugueses, também - o país agressor é a Ucrânia. A Rússia, coitada, apenas se está a defender do ataque infame que perpetrado pelos ucranianos apoiados pela Nato e restante camarilha europeia. Que cidadãos russos acreditem, não é caso para admirar. Afinal não têm acesso a outras fontes de informação para além daquelas que o regime lhes fornece. Que no ocidente haja quem assim pense é para lá de deplorável. É gente, apesar do discurso mais condicente com o estatuto de vencedora de um qualquer concurso de beleza, que apoia convictamente a Rússia. Estou mesmo convicto que se um dia Putin resolver avançar até ao extremo mais ocidental do continente europeu, isto é malta para ir esperar as tropas russas à fronteira e distribuir-lhes cravos vermelhos ao som da Grândola vila morena.


PS-Hesito quanto à bondade da ideia de proibir a emissão da RT na União Europeia. Admito que a guerra possa suspender a democracia, mas, neste caso, bloquear aquele canal russo só beneficia a própria Rússia. Se os comunistas o vissem, perante tanto disparate, seria quase impossível continuarem a acreditar naquelas patranhas. Ou, se continuassem, ficariamos definitivamente a saber que ainda são mais burros do que aquilo que pensamos.

domingo, 10 de julho de 2022

Criatividade dispensável

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Hambúrguer vegan já não constitui motivo para assombração. A nova tendência do mercado é inventar coisas parvas para agradar às minorias. Não que isso, só por si, seja mau. Deplorável é pretenderem, quase sempre dissimuladamente, que essas aberrações se transformem no novo normal. E parece que nada lhes chega. Querem ir sempre mais longe. Como se o conceito não fosse já suficientemente aberrante, uns macacos quaisquer tiveram a ideia de criar um hamburguer que, além de vegan, terá sabor a carne humana.


Preocupante, nisto, nem são as cenas esquisitas que aquela macacada inventa. Nem, tão-pouco, o que come. Se gostam de ervas que comam, fumem ou o quer que façam com elas. Inquietante é aquilo do sabor. Como é que eles sabem o sabor da carne humana? E quem, com o juízo em razoável estado de conservação, vai querer comer uma coisa dessas? Afinal o outro é que tem razão...isto do veganismo, mais do que malucos, é coisa de gente perigosa.

sábado, 9 de julho de 2022

"Isto é tudo um putedo!"

Segundo se relata na imprensa lá do sitio uma viatura de uma autarquia terá sido avistada à porta de uma casa de alterne. Daí, obviamente, não vem qualquer mal ao mundo. A menos que se cumpram, cumulativamente, três requisitos. Primeiro que o respectivo condutor seja funcionário ou eleito da autarquia proprietária da tal viatura. Segundo que se encontre em horário laboral. Terceiro que esteja no interior do estabelecimento a exercer funções diferentes daquelas para que é pago pelos contribuintes. Se todas estas premissas estavam preenchidas é coisa que o inquérito da ordem, já mandado instaurar, vai ou não confirmar. Mas, independentemente das  conclusões que venham a ser concluídas pelos inquiridores, o homem não merece ser alvo de qualquer punição. Alegadamente, em dia de jogo na segunda circular, o que não faltam – ao que dizem, que eu dessas coisas não sei nada – são viaturas identificadas como propriedade dos municípios nas imediações dos estádios e, que se saiba, ninguém foi condenado por causa disso. A diferença, acho eu, até nem será muita. Afinal, como garantia o saudoso camarada Arnaldo Matos, isto é tudo um putedo.

terça-feira, 5 de julho de 2022

A promoção dada não se olha o desconto

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O que eu gosto de uma boa promoção...até daquelas onde a poupança ronda, assim mais coisa menos coisa, os zero euros. Gosto tanto que quase me apetece, apesar de ser ali ao passar da curva, usufruir deste fantástico desconto na ordem dos zero por cento. Bom, se calhar e vendo o anúncio por outro prisma, ao menos o preço não aumentou, o que nestes tempos de regresso da inflação já não será mau de todo.