
Desde que chegou ao poder as preocupações da esquerda em matéria de ordenados têm-se resumido ao salário mínimo nacional. É uma opção. A tradicional para aquelas bandas do espectro político. Quem ganha o SMN fica contente com o aumento, apesar de continuar igualmente pobre. Condição que, por força da estagnação salarial que ocorre daí para cima, se vai alargando todos os anos a mais trabalhadores. Ao fim de algum tempo o objectivo de atingir a igualdade na pobreza estará alcançado.
Apenas um idiota ou um esquerdista – passe o pleonasmo – não percebe que o salário mínimo será sempre sinónimo de miséria franciscana. Por mais que a pretendam engravatar. A economia adapta-se a estes aumentos e o poder de compra continuará igual. E isto nem sou eu dizer, até porque destas matérias percebo tanto como um barbeiro. Basta-me ter presente o que aconteceu no pós 25A quando o SMN foi criado e fixado em três contos e trezentos. Apesar de então o vencimento de milhões de trabalhadores ter triplicado, veja-se o resultado disso. Mas, ao contrário de qualquer animal, a esquerda tropeça sempre na mesma pedra. E gabam-se disso.




















