domingo, 6 de janeiro de 2019

Xenofobiazinha da boa...

Quando li as declarações de um brilhante atleta português, que já ganhou em Portugal e no mundo tudo o que havia para ganhar, manifestando o seu desagrado pela atribuição da nacionalidade portuguesa a outro atleta de origem estrangeira pensei que dali surgisse mais uma onda de indignação por parte da malta do politicamente correcto. Nomeadamente do SOS racismo, do Bloco de Esquerda, do pessoal da opinião publicada, das redes sociais e correlativos. Mas não. Nicles. Ninguém se indignou. Convém acrescentar que o atleta agastado é negro e foi, também ele, naturalizado português. E ainda bem. De realçar igualmente que o atleta que agora obtém a cidadania nacional é cubano, um concorrente directo na mesma modalidade e até está a obter melhores marcas na disciplina desportiva a que ambos se dedicam.


Que o senhor se sinta incomodado e expresse – por isso ou por outro motivo qualquer – a sua opinião, é lá com ele. Tem todo o direito a fazê-lo. Tal como quando se queixou publicamente de ter sido vitima de comportamentos racistas. Mas esta ausência de repúdio pelas suas declarações, relativamente à naturalização do adversário, é que me deixam boquiaberto. Ninguém reagir pode até ser considerado, no limite, como uma manifestação de racismo. Assim tipo, é preto pode dizer o que lhe apetece que ninguém se importa. Se é assim é porque somos mesmo um país de racistas.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Valorizável é ser criminoso de esquerda...

Vai por aí um imenso chavascal pela aparição de um figuração qualquer, alegadamente conotado com a extrema-direita, num daqueles programas televisivos destinados a donas de casa. O basqueiro é de tal ordem que até já meteu queixinhas numas quantas entidades e tudo.


Não sei o que disse a criatura, nem isso é coisa me interesse. O que me aborrece é a existência de gente que se acha no direito de determinar quem pode ou não aparecer na televisão e de decidir acerca das opinião ou ideias que merecem ou não transmitidas. Chama-se a isso censura e era, para os que não sabem, algo que existia no tempo da ditadura. Seja a de antes do vinte cinco de Abril ou na outra – felizmente breve - que acabou em vinte cinco de Novembro de setenta e cinco.


De resto, se a condição de meliante constitui o motivo para tanta indignação, tenho alguma – para não dizer muita – dificuldade em entender a ausência de igual inquietação quando um conhecido pirata, bombista, assaltante de bancos e sei lá que mais aparece nas televisões. Ou ser de esquerda legitima toda a espécie de crime?

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Cada um sabe de si...

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Não estou, assim de repente, a perceber que mensagem pretende transmitir a criatura que se deu ao trabalho de escrever esta enigmática e perturbadora frase numa parede situada num espaço público. Bem no centro de uma cidade, mais propriamente. Estará, se calhar, a considerar que isto é tudo uma cambada de medricas, cagarolas e fracotes que é o significado que o dicionário de português atribui a “coninhas”. Mas isso, lá está, sou só eu a divagar. Até porque, embora não seja essa a minha intenção, esta leitura pode revelar-se ofensiva para um - ou mais, que sei eu – dos muitos géneros que agora para aí há.


Quanto ao “e picha”, que alguém acrescentou, disso então nem digo nada. Deve ter sido obra de um machista, sexista, misógino, fascista e portador de mais uma infinidade de defeitos, que não respeitou a criatividade do autor do acto de vandalismo.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Ó valha-me o PAN!!!

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Tenho ultimamente lido algumas publicações de criaturas altamente preocupadas com a passarada. Deu-me para isto. Podia ser pior, concedo. Que são cada vez menos garantem uns, reclamam outros da chacina provocada entre as aves pela apanha mecânica da azeitona e lamentam-se mais uns quantos dos efeitos nefastos das pás das torres eólicas. De tal maneira aquilo os inquieta que não falta quem sugira proibir aquele tipo de equipamentos. Preocupante, de facto. Umas fezes, como dizia a minha avó. Ou, como digo eu, uma real chatice. Um aborrecimento, até. Só é pena (!!) que as preocupações daquelas alminhas sensíveis não sejam mais abrangentes. Sei lá, proibir os automóveis e isso. Provocam uma mortandade no passaredo que só visto.

domingo, 30 de dezembro de 2018

Nova PIDE

Parece que um cidadão - membro de uma Assembleia Municipal, embora para o caso essa condição pouco importe – foi notificado para pagar uma multa no valor de umas centenas de euros por, no seu discurso, juntar na mesma frase palavras como “ciganos, romenos e meliantes”, a que terá acrescentado expressões como “incomodar residentes” e “causar desacatos”. A sanção pecuniária terá sido aplicada por uma dessas novas organizações criadas para vigiar a linguagem, os comportamentos e as atitudes de pessoas e instituições. Uma nova PIDE, no fundo. O dito cidadão irá, certamente, recorrer à justiça de tão grave atentado à sua liberdade de expressão. Será, muito provavelmente, absolvido desta acusação. Ficam, no entanto, o incómodo, o aborrecimento e, principalmente, o procedimento pidesco de que foi alvo.


Andam há anos a impingir-nos o papão da extrema-direita, do regresso do fascismo e dos perigos que isso representa para democracia. Temeram, primeiro, a propagação destes ideais pela Europa e começam agora a recear a sua chegada a Portugal. O que, face a ocorrências desta natureza, não constituirá motivo para grande surpresa, diga-se. A PIDE não era propriamente uma organização apreciada pelos portugueses. Nem, tão-pouco, a bufaria é algo que suscite a nossa simpatia. Por mais justificações que procurem encontrar.

sábado, 29 de dezembro de 2018

Sois uns crentes, vós...

Ainda que fugazmente e de forma pouco convicta, cheguei a acreditar que depois de três bancarrotas em quarenta anos os portugueses arrumariam os políticos que nos conduziram à ruína no caixote do lixo da história e adoptariam um tipo de vida que nos precavesse de repetir aquelas tragédias. Esperava esta atitude, por maioria de razão, daqueles que as viveram em idade adulta. Parvoíce a minha. Não só não aprendemos com os erros, como aqueles que passaram por elas estão, agora, entre os que menos parecem ter aprendido. Vamos, alegremente, a caminho do quarto estouro do país e ninguém se importa com isso. Vá lá saber-se porquê acreditamos que quem rebentou com isto das outras vezes desta nos vai conduzir à glória eterna. Ou, então, confiamos apenas que a sorte está do nosso lado. No fundo somos como aqueles ladrõeszecos que roubam raspadinhas. Acreditam que têm prémio e que o conseguem levantar impunemente. Normalmente corre mal. A nós também.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Pelo fim dos animais nas aldrabas

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Gostar de animais é algo natural. Digamos que o cidadão médio é, de alguma forma, alguém que nutre de uma outra outra maneira uma qualquer espécie de afecto pela bicharada. Nem que seja quando os vê no prato que degusta. Ou, vá, gosta deles mas prefere vê-los ao longe. A histeria que nos últimos anos tem vindo a crescer em torno dos ditos direitos – se não têm deveres não sei como podem ter direitos – dos animais é que não faz nenhum tipo de sentido. Desde ideias parvas, comportamentos aberrantes e, até, prática de crimes parece valer tudo quando se alega o bem estar animal. Ou aquilo que os urbanitas alucinados entendem como tal.


No âmbito do ridículo os amiguinhos dos animais não param de nos surpreender. E, depois dos provérbios, desconfio que mais dia menos dia arranjarão outra imbecilidade qualquer para nos divertirem. Sugiro-lhes as aldrabas. Se consideram má a referência a animais nos ditados populares, nem quero imaginar o que pensarão da representação de animais em objectos. Como no caso da imagem acima, em que o desgraçado do pato, mesmo sem dentes, tem de segurar pelo bico o peso de um tartaruga que, coitada, por sua vez é usada, em muitas circunstancias de forma violenta, para matraquear uma porta. Tá mal, pá. Há que pôr fim a estes costumes bárbaros, em nome do progresso, da civilização e coiso…

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Ainda bem que cá não há essa coisa das fake news...

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Esta gente podia fazer um intervalo. Não era pedir muito. Mas não. Insistem no disparate, na burrice e, desconfio, a alimentar causas parvas. Sei, não é preciso que me ensinem, que os números quando torturados dizem o que quisermos que eles digam. Mas há limites. Até para, quando os divulgarmos, não ofendermos a inteligência dos outros. Esta manchete de um jornal de hoje constitui um excelente exemplo. Os funcionários públicos não são aumentados há uma porrada de anos, viram o desconto para a ADSE duplicar, nestes anos o SMN que tem um peso muito maior no privado do que na função pública passou de 485 para 580 euros mas, ainda assim, encontraram uma maneira de promover a ideia que os funcionário públicos viram os seus vencimentos crescer o dobro dos restantes. Brilhante. Ainda bem que os jornais se esforçam tanto a combater o populismo. Pena que não façam o mesmo em relação à demagogia e à pantominice em geral.


 

domingo, 23 de dezembro de 2018

Brutamontes

Esta época natalícia é dada a exageros. Nomeadamente no âmbito do consumismo. O que, por estes dias, faz de uma ida ao supermercado, nem que seja só para ir comprar um item em falta na despensa, um acto quase heroico revelador de uma coragem inaudita. Mesmo nestas paragens desertificadas são hordas de gente por todo o lado a encher carrinhos de compras – com morfes, muitos morfes - como se não houvesse amanhã ou a transformação de Portugal num gloriosa republica socialista estivesse por horas. O que, apesar da quadra, não deixa de ser estranho dado que as famílias são cada vez mais pequenas. Andamos a comer que nem uns alarves, parece-me licito concluir.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Ter smartphone deve ser um novo direito humano

Sair de casa sem telemóvel constitui, nos dias de hoje, um verdadeiro drama. Daqueles mesmo dramáticos. Causadores de elevados níveis de stress, até. Daí que perceba que o telefone portátil seja um objecto de primeira necessidade. Para toda a gente. Para os refugiados, por exemplo. Diz que fogem à fome, à miséria e que nos seus países de origem tudo lhes falta. Tudo menos, pelos vistos, telemóveis daqueles carotes. Atendendo ao que se diz ser o rendimento per capita dos países de onde essa malta é oriunda, faz-me espécie como é que conseguem ter dinheiro para comprar aparelhos daqueles. Mais ainda quando, quase todos, argumentam não ter trabalho ou não ganhar o suficiente para o seu sustento e das famílias. Às tantas anda por aí uma – ou mais, sei lá – uma organização mafiosa qualquer a financiar estas movimentações de massas. De todos os tipos, as massas.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Sejam parvos à vontade...mas não aborreçam!

Ainda sou do tempo em que chamar comunista a alguém constituía uma ofensa da pior espécie. Veio o 25 do A e a injúria passou a ser apelidar alguém de fascista. Anti-comunista também servia. Era, aliás, quase o mesmo. Depois a coisa estabilizou. Até, mais ou menos, ao final dos anos noventa do seculo passado. Por essa altura ser cavaquista era uma cena do piorio. Seguiu-se a fase em que neoliberal foi uma opção a evitar, por ser demasiado mal-vistaMas hoje, no âmbito do insulto, superamos tudo isso. O delírio impera e quem não alinha com a cartilha oficial, ditada quase sempre pela esquerda e outra gente com manias esquisitas, é de extrema-direita, possuidor de inúmeros defeitos quase sempre terminados em “ista” ou “fóbico”. Qual deles o mais parvo, ridículo e demonstrativo da quantidade de imundície acumulada na cornadura de quem assim cataloga todos os que divergem da moral vigente, imposta por meia dúzia de malucos urbano-deprimidos.  


Por mim quero que eles vão todos bardamerda. Não sabem o que dizem nem o que querem.  Usem eles suástica, foice e martelo ou bandeira em arco iris são todos uns filhos da puta. Sem ofensa para as meretrizes.  


 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Os amarelos do colete

Como referi noutro post, não acredito nisso dos coletes amarelos à portuguesa. Pode, até, haver um ou outro bloqueio – basta um camião para bloquear uma estrada – mas uma coisa em grande, como em França, não creio ser possível de replicar por cá. Embora, pelo que leio no Trombasbook que é onde estas coisas “acontecem”, o pagode que alegadamente aderiu à causa propõe-se bloquear tudo e mais alguma coisa. Pontes, portagens e rotundas, nomeadamente. Fazem bem, os valentes.  


Pena é que por aqui não haja disso. Nem, sequer, uma ameaçazita de cortar o trânsito no Rossio, nem nada. Se calhar também não adiantava. O pessoal ia à volta e pronto. Talvez melhor mesmo seja bloquear as zonas de acesso a cafés, restaurantes e afins. Isso é que era transtorno à séria. Fica a ideia. Parva, claro. Como as dos outros, afinal.

sábado, 15 de dezembro de 2018

O gangue, as cabras e as outras

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O gangue das pichagens continua ao ataque. São uns engraçadinhos, eles. Desta vez deu-lhes para borrar as placas de indicação de localidade situadas na entrada – e na saída, também - mais deplorável da cidade. Do mal o menos, portanto. Nas outras, que estão devidamente arranjadas, seria pior. 


Desconheço se isto é ou não uma terra de putas. Dessas coisas não sei nada. Mas posso confirmar que se trata de um caminho de cabras. Tal como sei – eu e toda a gente, diga-se - que não constitui a melhor maneira de receber quem chega e tampouco de dizer “adiós” a quem parte. 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Diz que vão parar Portugal...

Está em curso nas redes sociais uma tentativa de arremedar aquilo dos coletes amarelos. Não me parece que resulte. Nem, sequer, que valha a pena a campanha de descredibilização do alegado movimento, por parte da comunicação social, conotando-o com a extrema direita. Tal conotação, para além de ridícula, é absolutamente desnecessária. Quase apostava as minhas barbas em como a iniciativa não mobilizará muitos mais do que a do outro maluco que promoveu aquela pseudo-manifestação, em frente ao parlamento, contra a corrupção.  


Bem visto quem é que vai protestar e, ao certo, contra o quê? Dos combustíveis caros?  Mas ninguém dá a porra de um passo a pé... Dos impostos elevados? Como assim, se toda a gente exige cada vez mais ao Estado?! Do salário mínimo que é baixo? Sim, talvez, mas se aumentar depois queixam-se do preço da bica, do pastel de nata e de uma infinidade de serviços básicos. 


De resto, desconfio, aos itens das várias listas reivindicativas que por aí circulam, qualquer um pode acrescentar o que muito bem lhe dê na real gana. Assim do tipo carta ao Pai Natal. Há sempre quem acredite.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

PETA que os pariu!

Ao contrário do que tem sido divulgado, o PAN – aquele partido esquisito, constituído por gente esquisita com ideias igualmente esquisitas – não será o responsável pela iniciativa de retirar as referências a animais nos provérbios e ditos populares. Parece que os mentores da ideia serão um grupo de idiotas encartados que se auto-intitulam de PETA. Faz sentido. Até porque se fosse o PAN – acrónimo de pessoas, animais, natureza - a proposta teria de envolver, além da bicharada, os seres humanos e os vegetais. Ou seja, acabar também com expressões como, por exemplo, “vote nas putas porque nos filhos delas não deu certo” ou “de pequenino é que se torce o pepino”. Dichotes atentatórios contra pessoas e natureza, está bem de ver.


Podemos, pois, estar descansados. Pelo menos por enquanto. O melhor é aproveitar para continuar a “afogar o ganso”, a “apanhar uma cadela” ou tirar “macacos do nariz” enquanto as “vozes de burro não chegam ao céu”.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Antes na cadeia que no hospital...

Acho muito bem esta coisa das greves. Que isto, já dizia a minha avó, quem não chora não mama. E agora, ao que parece, todos querem mamar. Coisa que, diga-se, nem é nada de surpreendente. Afinal foi a geringonça, ao propagandear o fim da penúria, que colocou as tetas do Estado à disposição das corporações, das elites, da tropa de choque da extrema-esquerda e de todos que estão de acordo com o governo embora simultaneamente se reservem o direito de exprimir opinião contrária. 


O que acho muito mal é aquilo dos serviços mínimos. Ou, na maior parte dos casos, da falta deles. Nos transportes e na saúde não há disso. Já nas prisões a coisa fia mais fino. Aí os grevistas têm de assegurar o bem-estar dos reclusos. O que não me causa admiração. Nunca tive dúvidas que, para quem governa isto, os criminosos são muito mais importantes do que os trabalhadores e os doentes. Deve ser para dar razão àquele velho provérbio "antes na cadeia do que no hospital". Desde que não vá de transporte público, claro.  

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Género?! Sexo, porra, sexo!

Cuidava eu, na minha imensa alarvidade, que essa cena do Follow Friday era coisa que ocorria religiosamente a cada sexta-feira. Pois que não. Diz que é só quando o Sapo quer, ou isso. Está um gajo para aqui a programar um post para sair altas horas da madrugada – tipo dez e vinte e oito da madrugada - e depois afinal não há cá Follow Friday, nem o camandro. Bem-feita, que isto já dizia a minha avó que as cadelas apressadas parem os cães cegos.


Espero que hoje seja dia disso. É que tenho um blogue mesmo jeitoso para recomendar. O Ideologia de Género [Sexo]. Haja quem tenha coragem de escrever o que a esmagadora maioria da população pensa, mas que não diz por receio de não parecer modernaça. Parabéns à autora.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

O algodão, o recibo e os pantomineiros

Confidenciaram-me um dia destes que estou mais rico do que nunca. Céptico como sou, duvidei da fartura e, acto continuo, fui verificar o meu recibo de vencimento de um longínquo mês do ano da chegada da troika. Aquele conjunto de entidades manhosas que nos resgataram da falência provocada pelos governos do Partido Socialista. A confirmação chegou de imediato. Continuo pobre como sempre. O pequeno pedaço de papel não engana. Aufiro menos umas dezenas de euros do que então.


Calculo que seja este tipo de fake opiniões, também conhecidas como propaganda oficial, que tanto andam a irritar a malta da política e de todos os que gravitam à sua volta. Podem repetir as vezes que quiserem. Podem propagandear e mandar os papagaios de serviços espalhar aos quatro ventos o quanto esta geringonça melhorou a minha vida mas, lamento, o meu recibo de vencimento é como o algodão. Não engana. O resto são fake’s qualquer coisa.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Bestas à solta

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Coisas de gaiatos, dirão. Serão. Mas não apenas. Logo, por não serem costumeiras por aqui. Em mais de trinta anos é o primeiro acto de vandalismo que vejo por perto. Depois, porque os papás dos meninos que fazem estas coisas não são inocentes relativamente ao comportamento dos filhos. Uma besta, por norma, aprende com outra. E, parece-me, há por aí muitas com comichão no lombo...

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Coletes amarelos

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Há por cá uma grande simpatia pelos chamados “coletes amarelos”. Aquela trupe de desordeiros que tem espalhado a confusão, provocado desacatos, vandalizado bens públicos e destruído a propriedade de quem nada tem a ver com os motivos que causaram a ira daquela malta. Pois não concordo nada com as reivindicações - nem, muito menos, com as acções - dessa pandilha. Verdade que a carga fiscal é, lá como cá, sufocante. Agora, como dizia a minha avó, não podemos querer sol na eira e água no nabal. Ou, no caso, ter um Estado social que dá tudo a todos e, simultaneamente, impostos baixos. Pensar que isso é possível é como acreditar no Pai Natal. Mesmo que muita gente acredite em ambas as coisas, não é essa crença que as torna verdadeiras.  


O Macron tem muito a aprender com o Costa. O franciú, para alegadamente combater as alterações climáticas, propunha-se aumentar o ISP lá do sítio. O nosso primeiro propõe-se diminuir o número de vacas. Está bem visto. As bufas do gado vacum podem não produzir o mesmo efeito, mas os protestos dos touros serão muito mais pacíficos

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Uns chatos, estes eleitores.

O drama. O horror. A tragédia. Tudo isso, em simultâneo, aqui mesmo à nossa porta. Os patifes da extrema-direita chegaram ao parlamento regional da Andaluzia. Um escândalo. Uma afronta aos valores da democracia e isso. Desta vez foram os incultos, iletrados, fascistas e mais trezentas coisas acabadas em “ista”, homofóbicos, islamofobicos  e portadores de todas as fobias já inventadas e por inventar que retiraram a maioria ao PSOE e votaram maioritariamente na direita e nos extremistas ainda mais à direita. Não se faz, de facto.  


Ainda assim, o actual chefe de governo espanhol – que por acaso até nem ganhou as eleições gerais – considera que, no caso da Andaluzia, deve ser o partido mais votado a governar. Mesmo sem ter maioria parlamentar. Deve ser uma espécie de direito divino dos socialistas. Ou, então, aquilo da geringonça só é legitimo se for de esquerda.  


Aguardo - com um nível de expectativa bastante reduzido, reconheço -  as reacções de jornalistas, comentadeiros e paineleiros diversos. Todos, presumo, bastante preocupados por, mais uma vez, o eleitorado optar pelas forças populistas ou lá o que chamam a tudo o que escapa aos ditames da doutrina oficial. Que não percebam o que leva os eleitores a estas opções, também não me surpreende. É o que acontece quando em lugar de se ouvir o povo se pretende doutriná-lo. 

sábado, 1 de dezembro de 2018

Eles "andem" aí...

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Uns mais conhecidos do que outros, causando maior ou menor histeria entre os basbaques, isto por aqui, nomeadamente aos sábados de manhã, é um corropio de gente alegadamente famosa. Vagamente conhecida, vá. Com o estranho padrão de, em número significativo e segundo consta, revelarem tendência para a homossexualidade. Coisa que, obviamente, é lá com eles. Nem essa parte os faz menos bem vindos. Estou só a constatar. Que continuem a andar por aí a gastar o dinheiro deles. Assim como assim, com os que cá estão e com os que para cá vêm, já não deve faltar muito para esta terriola se transformar numa espécie de San Francisco à escala do Alentejo. Podia ser pior. Uma Chinatown, por exemplo.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Um delito, não ler.

Cada qual no seu blogue escreve o que muito bem entender. O cocó dos meninos, as maminhas novas ou as travessuras do Rafael – o canito mais pequeno lá de casa – constituirão, não duvido, excelentes assuntos para escrever posts memoráveis. Épicos, quiçá. Terão, acredito, o seu público. E depois há quem escreva bem sobre coisas que realmente importam. O pessoal que escreve no Delito de opinião, por exemplo. A ler. Com follow friday ou sem follow friday.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Touradas. Uma marrada no orçamento.

Diz-se hoje, em forma de lamento, que a redução do IVA das touradas significa um rombo de seiscentos mil euros no orçamento do Estado. Talvez seja verdade. Não sei de onde terá partido aquele número nem, menos ainda, quem fez as contas. Embora, assim de repente, me ocorra que a preocupação deve vir daqueles que se opunham à redução da taxa do imposto. O melhor é decidirem-se. Se apenas em diferencial de receita fiscal se perde isso, então, façam a conta a quanto se perderia, em termos de actividade económica, se os espectáculos taurinos fossem proibidos.


A confirmarem-se estes números, estranho que haja tanta gente com vontade de acabar com elas. As touradas. As que envolvem touros e toureiros, que das outras, as que metem outro tipo de bestas, ninguém quer saber.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

As saudades que eu já tenho de uma grandolada...

Ainda me lembro daquele tempo, quando a direita bafienta governou e como consequência disso as trevas se abateram sobre a terra, em que as mulheres tinham a mania de dar à luz em ambulâncias, as criancinhas desmaiavam de fome nas escolas e os adultos nas filas dos centros de emprego, o SNS estava à beira da rotura, os serviços públicos prestes a sucumbir e os transportes incapazes de satisfazer as necessidades da população. Gritámos, então, que queríamos as nossas vidas de volta, criámos comissões de utentes e cantámos a “Grândola”. Felizmente fez-se luz. O céu azul paira sobre as nossas cabeças e pelas narinas entra-nos o fresco aroma do pinho. As comissões de utentes levaram sumiço e as grandoladas passaram à história. O que mudou, entretanto? Nada. Mas fizeram-nos acreditar que sim. Foi o suficiente para nos convencermos que o sol brilhará para todos nós. Já acreditámos nisso em 1975. Com o resultado que se viu.  

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Processo de esquerdização em curso

O processo de esquerdização em curso prossegue a bom ritmo. Os sinais estão aí para quem os quiser, ou souber, interpretar. O 25 de Novembro, por exemplo. Passaram, ontem, quarenta e quatro anos sobre a data que garantiu a liberdade aos portugueses. Ninguém, pelo que me apercebi, se lembrou. Entidades oficiais, principais noticiários e jornalismo em geral optaram pelo silêncio. Não tarda, por este andar, ainda os vamos ouvir classificar esta data como o dia em que se fecharam as portas que Abril abriu, em que os cravos murcharam ou os sonhos abriláceos se esvaneceram. 


Sem que ninguém - uma alminha, sequer – os cofronte, as forças políticas de esquerda estão a apoderar-se de todas as causas. Desde a tourada à violência contra as mulheres. Como se estupidez tivesse alguma coisa a ver com opções ideológicas. A idiotice chega ao ponto de associar o crescimento da extrema-direita ao aumento dos casos de agressões tendo como alvo as mulheres. Isto enquanto deixa de fora o aumento da imigração, nomeadamente muçulmana, na interpretação do fenómeno. É por estas – e por outras – que não consigo levar estes “movimentos” a sério.  


Também os cantores de intervenção há muito enviados para o caixote do lixo da história estão a ser reabilitados pela rádio pública. Não se aguenta. Para além de “jornalistas” a destilar ódio a tudo o que se desvia da opinião politicamente correcta, temos igualmente de aturar os berros dos cantantes.  É, tudo isto, o preço de temos de pagar por, naquele final de Novembro, uns quantos não terem deixado Jaime Neves terminar o seu trabalho.

sábado, 24 de novembro de 2018

A pedreira não caiu, a pedreira não cairá...

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Desde a queda da parede da pedreira, a tal que arrastou consigo a estrada ali em Borba, esta imagem não pára de ser partilhada pelos internautas. É uma foto, de uma zona que já há mais de dez anos aqui tinha merecido referência, de uma pedreira abandonada dentro do perímetro urbano de Estremoz. O ponto de maior aproximação à avenida que a ladeia não deve chegar a dez metros mas, descansai, o buraco nunca constituiu, não constitui, nem constituirá qualquer espécie de perigo para transeuntes, automobilistas ou camiões que circulam por aquela via. Se não caiu até aqui não vai ser agora, nem num futuro próximo ou distante, que cairá. A menos que se confirmem algumas noticias que começam, insistentemente, a circular e que dão conta de muitos milhões de euros que os fundos comunitários disponibilizarão para resolver estes problemas. Aí sim. Quando o financiamento estiver à mercê dos gulosos do costume, então, a tragédia estará eminente e um cataclismo de proporções épicas prestes a acontecer. Até lá...não passa nada!

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Follow friday

Tenho aversão ao politicamente correcto. Horror, diria se fosse tio. Mas aqui no Sapo nem sempre é fácil encontrar um blogue que fuja a essa condição. Estão, por norma, longe dos destaques que é coisa mais destinada a batons, promoções de supermercado e futilidades diversas. O 31 da Armada é um deles. Dos que segue o seu rumo sem querer saber dessa nova ditadura da correcção politica. Sigo-o há muitos anos. Merece uma visita, nem que seja em dia de follow friday.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Prioridades

Muita gente dirá agora que aquilo da estrada entre Borba e Vila Viçosa era uma tragédia à espera de acontecer. Até podia ser mas, pelo menos com a força necessária, ninguém apertou com os responsáveis. Não tardarão a surgir - a bem dizer até já começaram - vozes a apontar culpados.  Nem, também, figurões a sacudir a água do capote.  Em pouco tempo já se disse e  escreveu muita coisa e o seu contrário. Mas que ali - e, provavelmente, noutros locais - a responsabilidade será da câmara municipal, parece ser a tese que reune mais seguidores. Inclusivamente entre os governantes que já dissertaram sobre o assunto. O que me dá razões de sobra para ficar inquieto. Como é que as autarquias vão garantir a manutenção das estradas quando a sua prioridade é dar empregos aos amigos, camaradas, companheiros e palhaços diversos? E fazer festas com o que sobra...como o pagode que agora os critica tanto aprecia.

Quadrados, pá!

Parece que em Braga foi constituída uma alegada frente, alegadamente antifascista. Não é que ache mal essa coisa das pessoas constituírem cenas. Pelo contrário. Constituir é sempre melhor do que destituir. Faz-me é confusão que se limitem às frentes e descurem a constituição de laterais ou, até, de retaguardas. Os fascistas podem dar a volta e, quando menos se espera, surpreendem esse pagode por trás. A menos que seja propositado. Se calhar esses alegados frentistas, alegadamente antifascistas, gostam de ser surpreendidos pelas traseiras.