quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A poluição pode ser um conceito muito abrangente...

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Acho piada aos que se manifestam contra a exploração petrolífera ao largo do Algarve. Nomeadamente os autarcas que argumentam ser esta actividade incompatível com o turismo. Apesar de, ao que se sabe, tal exploração ser feita muito longe do mais apurado dos olhares.


Curiosamente li um destes dias que existirão vários presidentes de câmara algarvios a demonstrar uma enorme vontade de acolher mais refugiados na região. Parece-me manifestamente contraditório. Deixa-me perplexo, até.  Pensava eu que isso de ter  bandos de refugiados em zonas turísticas era capaz de ser um bocadinho mau para o turismo. Basta ver o que aconteceu, no Verão passado, nas zonas de veraneio da Grécia e do sul de Itália que, por estarem povoadas desse pagode,  viram o número de turistas diminuir drasticamente.


Entre exploração de petróleo que não se vê e refugiados à vista de todos não existirão grandes dúvidas entre o que mais prejudica o turismo. E, não sendo Portugal um país rico, não pode prescindir de explorar os seus recursos. Sejam eles o petróleo ou o turismo. Quanto ao resto…”cabeças de saco” já temos que sobrem!


 

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Em tempos houve outro que queria um imposto europeu...

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Como era de esperar a proposta de Rui Rio, no sentido de criar um novo imposto com a receita consignada ao pagamento dos juros da divida portuguesa, deixou os profissionais da indignação à beira de um ataque de nervos. Nem, diga-se, outra coisa seria de esperar. Por várias razões. Uns não percebem do que está o homem a falar. Embora, como se viu e leu, isso não os impeça de dar uso aos dedos para vilipendiar a ideia. Outros, mesmo não pagando impostos nem sabendo ao certo o que isso é, martelaram furiosamente o teclado só porque sim. Ou, relativamente à proposta, porque não.


Por mim não acho que a sugestão seja grande coisa. Ou, sequer, valha a pena perder tempo e criar burocracia com novos impostos que, parcialmete, substituam os existentes. A intenção seria fazer sentir a cada um de nós – aos poucos que pagam – quanto nos custa a divida. Talvez assim, pensará o aspirante a líder do PSD, percebamos melhor o esforço colectivo que estamos a fazer para pagar os desvarios dos governantes. Mas não. É escusado. Não queremos saber. Nem tão-pouco nos importamos com a forma como eles esturram aquilo que nos custa a ganhar. Veja-se o caso do IMI. A barbaridade de dinheiro que nos sacam é descaradamente esturrada nas nossas barbas sem que ninguém se irrite com isso. Ou, vá, gentilmente peça contas ao gastadores. Pelo contrário. Muitos até gostam de o ver a arder. Sem aspas. Propositadamente.


 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Cada coisa no seu lugar...

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Há quem goste de dar aos objectos um uso diferente daquele para que foram inventados. Atitude que, reconheça-se, revela em muitas circunstâncias uma elevada capacidade de imaginação. Noutras, há também que reconhecer, é apenas parvoíce. Como, por exemplo, aquilo de introduzir coisas em determinados orifícios. O que pode causar graves transtornos quando os ditos orifícios não reúnem as características minimamente recomendáveis para aconchegar a coisa que se pretende introduzir. Nestes casos o resultado pode ser catastrófico.


Já o uso que estas senhoras, aparentemente encaloradas, estão a dar aos crucifixos constitui para mim um enigma. Assim de repente não estou a apanhar a mensagem que, suponho, pretendem transmitir. Se a ideia é manifestar o seu desprezo por aquilo que o objecto representa, insinuar que o vão enfiar rabo acima é um bocado estúpido. É mais auto-flagelação. O que, digo eu que sou pouco dado à religiosidade, parece mais cena de crentes. Mas, se a ideia é essa, acho que deviam ser radicais à séria. Metiam aquilo ao contrário. Se calhar até nem lhes fazia muita diferença.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Eles que vão...

Parece que os dados oficiais apontam para cerca de duas centenas os refugiados que, depois de trazidos para Portugal, já se puseram a andar. Há, no entanto, quem aponte para outros números. Bem mais elevados, ao que consta. Pese a preocupação de alguns partidos, que até já aborreceram a ministra da tutela por causa disso, ou o transtorno que isso possa provocar às instituições que os acolheram, não há como negar que a ida desta gente para outras paragens constitui uma boa noticia. Eles que vão. Desamparem a loja.


Diz que não gostam dos nossos hábitos. Como, por exemplo, trabalhar por pouco dinheiro e isso. Nomeadamente quando noutros países não precisam de bulir para obter subsídios várias vezes superiores ao que ganhariam aqui a trabalhar oito horas. E, melhor ainda, em grandes cidades onde se podem divertir, chatear os nativos e beneficiar das maravilhas de uma civilização que odeiam. Já por cá, coitados, são colocados nas terriolas três dias para lá do sol-posto. Ou, com sorte, naquelas onde Judas perdeu as botas. O que, convenhamos, desagradaria a qualquer um. Mais ainda a refugiado de guerra. Habituado à bombas, tanto sossego até lhe devia causar stress.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Cenas que não fazem a esquerda perder a cabeça. Por enquanto.

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O que seria impensável estará agora a acontecer em várias cidades da Europa central e do norte. Tudo isto perante a passividade, o silêncio, a cumplicidade e não raras vezes o apoio dos governos, da justiça, da comunicação social e das múltiplas comissões, comités e associações de solidariedade com tudo e mais alguma coisa que envolva migrantes, minorias e multiculturalismo. Afinal, como dizia o outro, quando o dinheiro fala tudo o resto se cala... Depois admiram-se que a extrema-direita obtenha resultados eleitorais que a colocam às portas do poder em inúmeros países europeus ou eleja o Trump presidente nos EUA. Até eu, se visse porcos na minha rua, votava nessa malta.

Populistas à portuguesa.

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A esquerda em geral, a intelectualidade em particular, a imprensa politicamente correcta e até alguns papalvos que nem desconfiam o que isso significa andam extremamente preocupados com o populismo que, segundo eles, estará a ganhar uma inusitada e preocupante força na Europa e nos Estados Unidos. Ora, segundo o dicionário Priberan, populismo será uma política que procura obter o apoio da população através de medidas que aparentemente lhe são favoráveis. Então, segundo esta definição, o actual governo e os partidos que o apoiam constituem, em Portugal, a expressão maior do populismo. Fácil é também concluir que o anterior terá sido, desde que me recordo, o menos populista de todos os governos.


Parece-me descortinar aqui uma estranha incoerência. Ou, então, não. Talvez não tenha nada de estranho. Nem de incoerente. A esquerdalha, a intelectualidade, a imprensa politicamente correcta e demais papalvos apenas apreciam a pluralidade de opiniões quando estão de acordo com eles. Ou detêm a maioria. Como sobejamente sabemos o populismo é sempre de direita. À esquerda até a mais abjecta das ditaduras é tolerada. Ou, mesmo, elogiada como não se têm cansado de fazer em relação ao Fidel.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Inferno fiscal

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Desconheço se o proprietário deste imóvel estará ou não sujeito ao imposto da gaiata Mortágua. Ignoro, igualmente, o valor que lhe foi atribuído pelo fisco. Mas, suspeito, não deve ser assim tão pouco. O prédio está à venda há alguns anos e, pelos vistos, ninguém lhe pega. É disto que por aqui escrevo de vez quando. Do valor manifestamente exagerado da avaliação fiscal, dos impostos a que os imóveis estão sujeitos e da pouca ou nenhuma rentabilidade que, em muitas circunstâncias, os proprietários deles obtêm. Pode, admito, nada disto se aplicar a este caso em concreto. Agora o que não se pode é presumir que alguém, pelo simples acaso de possuir algum património, é automaticamente um ricaço da pior espécie e por isso merece ser tributado ao nível do esbulho.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Vêm aí as obras publicas. Cuidado com a carteira!

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Há já membros do governo a anunciar o regresso para 2018 das obras públicas megalómanas ou, como eles preferem chamar-lhes, grandes projectos de infraestruturas. O grave da coisa não é o anúncio. Nem, tão pouco, a evidente vontade de voltar a esturrar dinheiro naquilo a que gostam de chamar de investimento público. Percebo que o queiram fazer. Afinal é isso que faz circular o guito de uns bolsos para os outros. É isso que faz uns quantos ficarem bastante mais ricos. Nomeadamente os que decidem investir. É sempre assim. Ao contrário de outros investimentos, em matéria de obras públicas o investidor ganha sempre. E os que perdem, invariavelmente, são sempre os mesmos. Os contribuintes. Ainda que com isso poucos se preocupem.


Mas, escrevia, mais alarmante nem é esta intenção. Preocupante é aquela gente não ter percebido nada do que aconteceu ao país nos últimos vinte cinco anos. Nem eles, nem a quantidade de tugas que aplaudem veementemente a ideia. Pior. Eles nem sequer percebem que não podem repetir a maluqueira. Desta vez já não há quem empreste dinheiro. Agora nem o Espírito Santo lhes vale.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Deve ser aquilo das expectativas, ou lá o que é...

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A propósito do estranho sentimento que sem se saber ao certo porquê se generalizou entre os portugueses, escreveu alguém que as pessoas não têm mais dinheiro na algibeira, acreditam é que têm mais dinheiro na algibeira. Tem, esta afirmação, uma certa piada. Já o sentimento, esse, não tem piada nenhuma. É, apenas e só, uma parvoíce. Mas, já dizia o outro, a economia é feita de expectativas. Ou como garantia a minha avó, essa sábia senhora, em terra de cegos quem tem um olho é rei. E, no caso vertente, quem manda nesta terra de ceguetas tem dois e bem abertos. Podia até acrescentar que tem mais olhos do que barriga mas, olhando para o figurão, não chego tão longe. Ainda assim, reconheça-se, o homem é esperto. Não só nos convenceu que estamos mais ricos – ou menos pobres, para quem vê o copo meio vazio – como conseguiu fazer transbordar de alegria os funcionários públicos por, no próximo ano, lhes pagar o subsidio de Natal por junto. Ainda que, em Janeiro e nos meses seguintes, o recibo do vencimento mostre que recebem um bocado menos. Há, mas isso não constitui novidade, gente que acredita em tudo. Até no Pai Natal. Ou no António Costa, o que é quase a mesma coisa.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Tragam mais refugiadas, mas é....

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Não sei do que se admiram. Nem do que estavam à espera. O gajo que violou a sem-abrigo fê-lo porque no seu país e para a sua cultura é uma coisa mais ou menos banal. Outros farão o mesmo. Tal como fazem noutros lados onde são recebidos muitos cavalheiros oriundos daquelas paragens, iguais aos que uns quantos benfazejos insistem em acarretar para cá.


Estas ocorrências significam, entre outras coisas, que o acolhimento a estes senhores não estará a ser o mais indicado. Existirão, presumo, muitas lacunas na integração destes amáveis cidadãos. Não basta dar-lhes alojamento, alimentação, roupas e dinheiro. Nem só disso vive o homem. Há que proporcionar-lhes, igualmente, uma vida sexual de acordo com as suas necessidades. E orientações, também. Embora, neste caso, há quem diga que preferem orientado para Meca.


Mas, é cá uma desconfiança minha, esta deve ter sido a primeira e última vez que ficámos a saber que um pacato refugiado cometeu uma atrocidade destas. Noutras ocasiões, que seguramente existirão, a referência à origem do valentão será omitida. Para não discriminar o homem, coitado. Bem basta a sua aflição.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Sim, o PCP apoia, sustenta e é solidariamente responsável pelo governo

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Imagem obtida aqui


 


Percebo o embaraço do partido comunista quando confrontado com o apoio claro, inequívoco e empenhado que presta ao governo. É tramado estar de alma e coração com um executivo que gosta da união europeia, aprecia o euro e faz questão de, mesmo concordando pouco com elas, respeitar as regras europeias quanto à disciplina orçamental. Daí que os comunistas se esforcem por garantir o contrário. Tanto que até chega a ser ridículo. Não vale a pena. Não se cansem. A malta compreende o vosso drama. E, descansem, isto de estar de acordo e simultaneamente de opinião contrária em relação às políticas do Costa, não será coisa para colocar em causa a tão enaltecida coerência comunista. Se andar dezenas de anos a chamar “ilha da liberdade” a Cuba não colocou, não vai ser agora isso de fazerem parte da geringonça que manchará a reputação. 

sábado, 3 de dezembro de 2016

Luzinhas de Natal

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Foto gamada ao Jorge Pereira


 


Não, não é que ache mal essa coisa das luzinhas de Natal. Deve é haver moderação. Iluminar apenas os locais onde se concentra o comércio e um ou outro espaço público mais simbólico parece-me mais do que suficiente. Se é para iluminar tudo, mesmo onde praticamente não existe actividade comercial como acontece na generalidade das terras da província, então que o façam também nos parques de estacionamento do Continente, Jumbo, Pingo Doce, Lidl e outros que tais. Pelo menos aí há gente...


 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Congresso do PCP

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Esta manhã, no congresso do PCP, centenas de camaradas gritavam em uníssono e a plenos pulmões: “Cuba vencerá!”, “Cuba vencerá!”. Tantas vezes repetiram que, até eu que sou um céptico relativamente a bitaites alheios, fiquei convencido perante tanta convicção. Mas foi por pouco tempo. Depressa constatei que toda aquela malta estava redondamente enganada. Por isso apostei no México. Cuba nem sequer joga hoje.


 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Deve ser para afastar as trevas da crise...

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Devia constituir, para todos nós, motivo de vergonha que ciclicamente tenha de vir cá alguém dizer como nos devemos governar. Mas parece que não. Em situações de desespero absoluto aceitamos, contrariados, que nos orientem as contas e nos digam onde – ou no quê – devemos poupar, para que não andemos sempre com “as calças na mão”. Mas, mal nos deixam por nossa conta, rapidamente voltamos ao mesmo. A esturrar que nem uns malucos o dinheiro que não temos mas que esperamos que alguém nos empreste.


Depois de alguma contenção – pouca, diga-se – nos últimos anos, as autarquias portuguesas voltaram este ano a fazer aquilo que melhor sabem. Gastar. Seguem, afinal, o exemplo do governo. Agora são as luzinhas de Natal. Quem fez as contas garante que, em relação ao ano passado, os gastos autárquicos com iluminações natalícias quase duplicaram. Devem achar que dá votos. E, se calhar, até têm razão. O povo contenta-se com poucochinho.

E tricampeão, pá?

Olha, afinal não. Populismo não faz parte da escolha para palavra do ano. Enganei-me, pronto. A que também não faz – vá lá saber-se porquê – é tricampeão. Seria, sem dúvida, a minha favorita. Mas era pedir de mais a essa malta que escolhe estas coisas. Devem ser muito criteriosos, eles.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Populistas, dizem eles...

Populismo – ou populista, tanto faz – integrará, quase de certeza, o leque de candidatas a palavra do ano. Está na moda chamar isso aos que, por este ou aquele motivo, se desviam da linha de pensamento único vigente. Mesmo que, na maior parte das vezes, essa designação vise criticar aquilo que dita o senso comum, a opinião do homem médio ou a conduta do bom pai de família. Ou, como diriam outros, a maioria silenciosa. Conceitos que, cada vez menos, significam alguma coisa para uma minoria, a cada dia mais pequena, de pessoas que se arrogam no direito de determinar o que é, ou deixa de ser, correcto.


Por mim quero que eles se lixem. Fazem-me lembrar uns quantos habitantes de um determinado resort. Quando apanhados a roubar no supermercado das cercanias, chamam racistas aos seguranças que lhes solicitam a devolução dos itens roubados. O contexto é, mais ou menos, o mesmo. Um dias destes, quando enriquecerem o vocabulário, talvez substituam o alegado insulto. Populista parece-me adequado. É mais fino.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Má sorte não ser secretário de estado...

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Diz que o final do arco-íris assinala a localização do pote de ouro. Quiçá. Não confirmei se, neste caso, seria assim. Mas, tratando-se de instalações da Galp, é bem possível que a sinalética esteja correcta. Pode é depender de quem procura. Eu, desconfio, não encontraria nada. Já um qualquer secretário de estado era gajo para ter mais sorte...


 

domingo, 27 de novembro de 2016

Costa, o ilusionista. Ou conversa para enganar parolos.

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Já sobre a evolução do consumo interno, António Costa admitiu que as medidas de reposição de rendimentos e de redução da sobretaxa de IRS poderão não se ter traduzido imediatamente num aumento da procura interna.


 


"Certamente, muitas famílias tinham sistemas de endividamento informal que aproveitaram para ir resolvendo ao longo deste ano", justificou.


 


Estes dois excertos de uma entrevista de António Costa - o ilusionista - ao “Jornal de Negócios” são elucidativos acerca da ignorância do homem em tudo o que tem a ver com números, economia, finanças e afins. Promover a evolução do consumo interno não é, de todo, uma ideia parva. Repor rendimentos e reduzir impostos, com a finalidade de estimular a procura interna, também não. Agora esperar que o consumo e a procura cresçam sem fazer nenhuma dessas coisas é que me parece bastante idiota. Ninguém deve ter explicado à criatura que os funcionários e reformados a quem foram repostos rendimentos são uma minúscula fatia destes grupos sociais. Gente para quem as importâncias líquidas cortadas terão um valor pouco mais do que simbólico e que não constituíram motivo para alterar o seu padrão de consumo. O mesmo com os impostos. Verdade que baixou a sobretaxa. Sim, e daí?! O que aumentou - acertadamente, quanto a mim - nos impostos indirectos levou isso e muito mais.


E aquilo do endividamento informal?! Ao certo, isso é o quê?! O crédito ao consumo, concedido pelos bancos e outras entidades, não deve ser. Esses, ainda que poucas, requerem umas quantas formalidades. Nem, se calhar, estará a pensar naqueles empréstimos entre amigos, familiares ou conhecidos. Ou, tão pouco, nas contas por pagar no talho, na mercearia ou no tasco onde se toma o pequeno-almoço.  Nestes casos, se as famílias liquidarem estas dívidas, o dinheiro entra na mesma na economia e contribui para o seu crescimento.


E é isto. É este o primeiro ministro que temos. Um ilusionista. O que não é necessariamente mau. As pessoas precisam de ilusões. O que é preocupante é que as levem a sério.


 

sábado, 26 de novembro de 2016

Já vai tarde...

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Deixemos de merdas. Fidel Castro era um ditador. Pode ter sido um líder histórico, carismático e um revolucionário amoroso como hoje a generalidade da comunicação social o pinta. Franco, Salazar, Stalin e outros terão sido, também, isso tudo. Não merecem, vá lá saber-se porquê, é os mesmos encómios que o agora defunto déspota cubano. Uma ditadura é uma ditadura e todos os ditadores são uns filhos da puta. Por mais que a  pandilha do politicamente correcto se esforce por me convencer que umas ditaduras e uns ditadores sejam mais fofinhos que outros.


 

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Europa 2029


 

Da série comecem a despedir-se da geringonça

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A acreditar na sondagem hoje divulgada o PS estará à beira da maioria absoluta. Assim de repente não me ocorre nenhuma razão para acreditar no resultado do estudo de opinião. Exemplos recentes de falhanços épicos de estudos análogos -  escuso de os citar de tão frescos que estarão na nossa memória colectiva - levam-me, pelo contrário, a não levar estas previsões a sério. Embora, caso se confirmasse o seu acerto, não constituisse de todo uma má noticia. Excepto, claro, para comunistas e bloquistas. O Partido Socialista com maioria absoluta seria o pior cenário para aquele pagode. Coitados. Divulgar uma noticia destas num dia particularmente triste para a esquerda radical portuguesa é mesmo lixado.   

A propósito da sexta-feira preta

A minha relação com as lojas é pouco menos que inconciliável. Nomeadamente as de indumentária. Permanecer num desses antros por um período de tempo superior ao estritamente necessário para adquirir aquilo que me obrigou a entrar equivale a tortura.


Cada um é para o que nasce. Já garantia a minha avó, essa sábia senhora. Daí que considere muito respeitável - apesar de incompreensível, para mim - o entusiasmo com que a maioria das gajas se dedicam à actividade de passear em lojas de farpela. Ou, até mesmo, alguns gajos. Jovens, quase todos. Alguns praticamente em êxtase por remexerem nos trapinhos. Deve ser da textura.


 

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Tão bem dito que podia ser eu a dizer...

"Na política vale quase tudo. No fim ganha quem melhor consegue enganar a opinião pública. E quem perde é sempre o contribuinte."


 


João Vieira Pereira, diretor-adjunto do Expresso.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Um dia destes ganhamos todos o salário mínimo...

Já li e ouvi muitos argumentos em defesa do aumento do salário mínimo nacional. Mas hoje gostei particularmente de um. Quem ganha o SMN gasta tudo, defendia um expert destas coisas. O que não será difícil, digo eu. Nem ser dotado de uma imaginação prodigiosa ou possuir gostos relativamente extravagantes. Gastando tudo, por pouco que seja, é dinheiro que de imediato entra na economia, criando, assim, mais riqueza, crescimento económico e impostos. Parece-me bem visto. Por acaso, ou talvez não, até penso mais ou menos o mesmo. Com uma nuance. Eu ia mais além. Seria mais ambicioso. Aumentava também as pessoas que ganham quinhentos e oitenta ou seiscentos euros. E, já agora que ali estava, ia por aí acima. Quando déssemos por nós estávamos com uma economia mais pujante do que a chinesa. Enquanto, simultaneamente, se fazia justiça social e promovia a igualdade. É que, não sei se já alguém reparou, um trabalhador que em 2014 ganhava 485€ por mês, ganhará 557€ em 2017. Mas, enquanto isso, outro que até pode ser o colega do lado, continuará a auferir mensalmente 560€, tal como ocorria há dois anos atrás. Justo, dizem eles. Ninguém o manda ser um malvado aforrador.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Todos uns piegas, é o que é...

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Diz que, por comparação com 2015, há em Portugal mais mil trezentos e tal milionários. Condição a que se chega quando o património da criatura atinge, mais ou menos, o milhão de euros. O número, ao que consta, tende a aumentar. E muito, ao que parece. Segundo os gajos e as gajas que estudaram isto da riqueza acumulada – a tal que a filha do ex-terrorista Camilo quer atacar – nos próximos cinco anos a quantidade de ricaços com este nível de fortuna deve ultrapassar os setenta e seis mil.


Não farei, quase de certeza, parte desse número. A menos que as bolas do euromilhões acertem com os palpites da sociedade em que invisto nesse jogo do demo. Mas, mesmo assim, fico satisfeito por haver cada vez mais gente endinheirada. O que me desagrada é ver a indignação que o facto suscita. Uns invejosos, é o que é. Por mais que chorem baba e ranho, ou vertam lágrimas de crocodilo pelos probrezinhos coitadinhos, não me comovem. Querem lá eles saber. Nem, tão pouco, acredito naquela treta do cada vez mais ricos e cada vez mais pobres. Tretas, reitero. A mesma análise revela que a riqueza média de cada português também subiu em relação ao ano passado e que mais de 55% dos tugas possui um património entre dez e cem mil dólares. O que confirma, se tal ainda fosse necessário, tudo aquilo que os geringonços têm vindo a afirmar acerca da tragédia a que o governo do Parvus conduziu o país...

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Se calhar é uma espécie de mensagem subliminar...

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Deve haver, presumo, uma regra qualquer que determine a altura a que uma caixa multibanco deve ser colocada. Ou, pelo contrário, será coisa para deixar ao livre arbítrio do gajo que instala o equipamento?! Quiçá seja algo mais ou menos aleatório. Nuns sítios mais acima, noutros mais abaixo. Talvez os bancos tenham assim uma espécie de estudo acerca dos clientes e determinem a colocação das ditas traquitanas em função da altura média dos mesmos. Ou conforme o número de baixotes. Se estes forem a maioria a máquina fica mais baixa e o contrário se os mais espigados estiverem em superioridade numérica.


Independentemente do motivo parece-me que a esmagadora maioria está demasiado próxima do solo. Uma chatice. Um gajo tem de curvar para sacar o dinheiro. Pior. Se a visão ao longe já não fôr a melhor mal se distinguem as teclas. Um problema inquietante, este. E que urge resolver. Em menos tempo do que os tipos da CGD levam para entregar uma declaração de rendimentos, de preferência.

domingo, 20 de novembro de 2016

Olívia patroa, Olívia costureira...


O nível de coerência de comunistas e bloquistas é algo que não pára de me surpreender. Ou, a bem dizer, nem por isso. Daquela gente espera-se tudo. Até que deputados e destacados dirigentes do partido comunista e do bloco de esquerda declarem o seu entusiástico apoio aos manifestantes que protestam contra o governo que os seus partidos apoiam no parlamento. Devem ter-se inspirado naquela rábula da Olívia patroa, Olívia costureira...

sábado, 19 de novembro de 2016

Vade retro, satanás!

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As noticias acerca da vinda do diabo foram manifestamente exageradas. O mafarrico, com aparição anunciada para Setembro, não deu, afinal, sinais de vida. Atrasou-se, se calhar. Ou, então, preferiu infernizar a vida a outros. Não sei qual terá sido a opção do canhoto. Talvez nos ache demasiado insignificantes, o chifrudo. Mas sei que um lado evidencia uma certa frustração por belzebu não ter entrado em cena e que o outro parece estar a fazer tudo o que pode para trazer lucifer até nós. Por mim, que não acredito nem em deuses nem em demónios, acho que isto vai acabar mal. E, não, não sou pessimista, catastrofista ou essas coisas que os despesistas costumam chamar a quem gosta de olhar para os números de forma cautelosa. Sou apenas um optimista informado que já teve razão da outra vez. Daquela, em que se fez tudo exactamente como agora.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

As saudades que eu já tinha de uma greve!

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Diz que amanhã vai haver greve da função pública. Daquelas com manifestação e tudo. Não era sem tempo. Já tinha, confesso, saudades destas coisas. Não sei ao certo o que está, desta vez, em causa. Nem, dada a falta de noticias sobre o assunto, se é mesmo a sério. Deve ser da falta de treino. É que dantes, quando governavam os maus, isto era noticia para ser repetida até conhecermos de cor e salteado todas as reivindicações. Mas, seja o que for que estiver a ser reivindicado, estou completamente de acordo. Presumo que a jornada, apesar dos fantásticos avanços conseguidos e das não menos maravilhosas medidas já tomadas por este espectacular governo de esquerda que entende os justos anseios dos trabalhadores, vise reivindicar qualquer coisa em prol da generalidade dos trabalhadores do Estado. Uma só que seja. É que para mim está exactamente igual ao que estava antes. Reitero, exactamente. Por mais que o sindicalista gordo e comuna que de vez em quando ciranda cá pela terra, enalteça os feitos da geringonça e se esforce ingloriamente por demonstrar o contrário.


 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Cuidado com o que desejas!

Há pessoas relativamente às quais não são precisos grandes dotes adivinhatórios para lhes prever o futuro. Qualquer adivinho de vão de escada, se conhecer o seu passado, não terá dificuldades de maior em lhes diagnosticar o futuro. E este, o futuro, às vezes é uma coisa lixada. Como, de resto, o passado está farto de demonstrar.


Este texto não é um exercicio de adivinhação. Nem pretende ser. Mas podia.


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