sábado, 11 de junho de 2016

Uma chatice, isso do nuclear. E da coerência, também.

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A central nuclear de Almaraz, que em linha recta ficará a cerca de duzentos quilómetros da minha casa, tem chamado por estes dias a atenção de alguma comunicação social e das forças politicas mais à esquerda. Parece que já passou do prazo de validade, as avarias serão frequentes e corre-se o sério risco daquilo rebentar levando-nos a todos para os anjinhos. Uma maçada.


Os espanhóis também não tinham nada de construir o mamarracho mesmo à nossa beira. São uns chatos. Tal como a minha vizinha, que também não gosta nada que eu asse as sardinhas ou grelhe uma febras mesmo junto ao muro que serve de fronteira aos nossos quintais.


Chatos são também os comunistas e outros esquerdistas que agora andam preocupados não vá aquilo estourar. Eu ainda sou do tempo em que essas coisas não tinham importância nenhuma. Lembro-me perfeitamente de, para essa malta, as preocupações que o ocidente manifestava relativamente ao desastre de Chernobyl serem, nos dias a seguir à tragédia, apenas propaganda que visava atacar a gloriosa União Soviética. Isto do nuclear bom e do nuclear mau tem muito que se lhe diga...

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Cães que andam de trotinete também contam?!

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A histeria colectiva em torno dos animais ultrapassou já os limites do bom senso. Todos os dias se dá mais um passo no sentido de humanizar os bichos tentando fazer com que fiquem, em termos de direitos, iguais às pessoas. Chamam-lhe evolução. Parece-me outra coisa. Mas isso sou eu que me atrevo a pensar que sei melhor o que é a “natureza” do que aqueles que viveram toda a vida encaixotados em apartamentos e de verde apenas conhecem o jardim onde levam o cão a cagar.


Agora – dentro de dias – vai ser discutida na Assembleia da República uma petição visando proibir a circulação de veículos de tracção animal na via pública. Nem vou analisar a idiotice do projecto pelo lado das consequência económicas que a sua aprovação provocaria em diversos sectores. Limito-me, apenas, a considerá-lo racista e provocatório em relação às comunidades nómadas de etnia cigana que ainda restam. Nomeadamente no Alentejo. Mas isso pouco importará aos amiguinhos dos animais. Um cigano, para essa gentinha, deve valer muito menos que um cavalo ou um burro.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Academias de voto

 


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Não deve existir terra, terrinha ou terriola que não tenha a sua “academia sénior”, "universidade senior" ou outro nome qualquer mais ou menos inspirado. Uma invenção - interessante, diga-se - que serve para manter os reformados entretidos, garantir votos ao autarca local e que, por norma, funciona à conta das autarquias respectivas. De nós todos, portanto, que subsidiamos com os nossos impostos gente que de necessitada pouco terá.


Que não paguem propinas, tenham aulas, festas de abertura ou de encerramento de ano lectivo, visitas de estudo, passeatas diversas, bolinhos, champanhe e festas de índole variada – no corpo todo ou das outras – tudo à pala, não são coisas que me causem particular inquietação. Deve ser pela força do hábito. O que me deixa ligeiramente preocupado – mas não muito, confesso – é que não me lembro de ouvir falar de finalistas nestas academias. Será que ninguém conclui o curso? Ou não fazem festas alusivas a esta parte? Ou, sendo mesmo bera, pode substituir-se aquilo do “fazer tijolo” por “tirar o doutoramento”?!

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Amiguinhos dos animais escarnecem e maldizem a festa do Gil Vicente

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O presidente do Gil Vicente é, por estes dias, um homem manifestamente feliz. Tem, como sabe quem acompanha as movimentações futebolísticas, razão para isso. Daí que, para comemorar, prometa festa rija. Bem regada, também. E com dez porcos e outros tantos vitelos na brasa que é para o pessoal festejar à maneira. Um por cada ano que a justiça tardou.


Esta parte das celebrações está a deixar indignados, como seria de esperar, os parvos do costume. Aqueles para quem um animal vale tanto como um ser humano. Ou mais, dependendo se o humano se rege ou não pelos mesmos princípios de vida do amante da bicharada. As alarvidades a que já estamos habituados, contra o abate de “animais inocentes” e outras idiotices parecidas, já são mais que muitas por essa Internet fora. Deviam querer que os adeptos gilistas comemorassem com tofu...


Agora só faltam os outros maluquinhos. Aqueles da igualdade do género, ou lá o que é, virem reclamar por o homem se ter referido apenas a porcos e vitelos. No masculino. Claramente sexista, a festarola. Então os suínos e bovinos do sexo feminino, gays, lésbicas, transsexuais, bissexuais não têm direito à vida? Quer dizer, à morte? Tá mal, pá.

terça-feira, 7 de junho de 2016

O que é que tem a Caixa que, para a esquerda, é diferente dos outros?!

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O buraco na Caixa Geral de Depósitos que os contribuintes terão de tapar será, ao que rezam as crónicas mais pessimistas, superior aos do BNP e do BANIF somados. O que, tratando-se de um banco público, se afigura assaz estranho. Quase uma impossibilidade, diria. Pelo menos a acreditar na retórica esquerdista, que defende a nacionalização do sector bancário por forma a proteger-nos dos desmandos dos banqueiros privados. Vê-se. A julgar pela amostra nem é necessária grande capacidade imaginativa para calcular a tragédia em que estaríamos metidos se toda a banca fosse pública…


Estranho – ou, às tantas, talvez não – é que os Galambas, Jerónimos, Mortáguas e outros arautos da transparência e da honestidade não andem já por aí a malhar nas sucessivas administrações da Caixa. Mais estranho ainda não terem já proposto a constituição de uma comissão de inquérito para apurar a que se deve o descalabro da CGD. Terão, se calhar, medo das conclusões. Ou, então, já “concluíram” tudo. À excepção de uns quantos patetas, encandeados com o brilhantismo intelectual auto proclamado da esquerda, toda a gente percebe o que aconteceu. E também percebe que a esquerda não queira que se saiba.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

A cereja da crise

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Sim, no singular. Não há mais nenhuma. Nem para mim, nem para os melros. Era apenas esta. Não é que a árvore tenha sido nacionalizada. Por enquanto ainda não chegámos aí. Ou que tenha havido por aqui uma reforma agrária. As restantes – e eram muitas, este ano – a todas a intempérie levou. O que não é muito diferente em termos de resultado. Embora, ainda assim, o mau tempo seja ligeiramente mais generoso. Pelo menos deixou uma...

domingo, 5 de junho de 2016

Sem ciência

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Será que todas as moscas, mosquitos e esvoaçantes variados que faleceram dentro desta garrafa, afogados numa mistura de vinagre e açúcar para onde foram atraídos, sofreram uma morte horrível e dolorosa? Ficaram apavorados quando perceberam a sua incapacidade de encontrar o caminho de volta à liberdade? Se calhar não. Mas isso, a bem dizer, não interessa nada. O importante é que o insecticida caseiro, nesta e noutra dúzia de garrafas, está a matá-los.

Quem decide a relevância das noticias?!

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Terá dito, em tempos, a Ferreira Leite que o alinhamento dos telejornais era um assunto demasiado sério para ser deixado ao critério dos jornalistas. Se não foi isso, foi algo parecido mas com o mesmo significado. Tinha toda a razão. Todos os dias os noticiários televisivos fazem questão de o demonstrar.


Foi através de um desses espaços informativos que ficámos, logo de seguida, a saber dois factos importantíssimos para as nossas vidas e, quiçá, para o destino colectivo da humanidade. Que uma professora de vinte e poucos anos terá violado, de forma continuada, um aluno de treze. Tendo, até, engravidado do dito. Coitado do moço. Desgraçado. Presumo que tenha ficado traumatizado. Se calhar agora, para a história ser perfeita e fazer disparar ainda mais os níveis de inveja de noventa e nove por cento da população masculina, até vai ser indemnizado. A outra ocorrência relevante do dia dava-nos conta de um puto de seis anos que telefonou para o número de emergência a denunciar uma infracção de trânsito cometida pelo pai. Nada que um par de tabefes não resolva. Se o objectivo era transformar o gaiato num herói duvido que o tenham conseguido. Foi apenas promovido a bufo.


Entretanto tropelias à séria, como as que os seguidores de um determinado profeta vão praticando pela Europa, são intencionalmente escondidas do grande público. Deve ser isso do critério editorial, ou lá o que é.

sábado, 4 de junho de 2016

Uma relíquia, esta botija

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Ainda bem que, por todo o lado, existem feiras, mercados e locais onde se promove o encontro entre quem tem necessidade de vender e vontade de comprar. Ou vontade de vender e necessidade de comprar, dá igual. Sejam lá os bens a transaccionar os que forem. Só não concordo que se chamem “velharias”, “antiguidades” ou qualquer outro nome vagamente relacionado com coisas antigas de relativo valor. Considerando o que se vende nestes eventos, quase me parece melhor chamar-lhes feiras de “velhacarias”.


Estas botijas de gás por exemplo. Apenas um delirante exercicio de imaginação as pode enquadrar no conceito de velharia. Ou de antiguidade. Eu próprio tenho uma no meu quintal. Que ciclicamente troco por outra, assim que o conteúdo se esgota, diga-se. E, pasme-se, onde a vou trocar há muitas iguais, ainda que não seja uma feira nem uma loja de antiguidades, ou lá o que chamam agora a estas modernices.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Coisas de bicha

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Sempre atenta às dificuldades dos portugueses, bem como aos seus mais profundos anseios, a geringonça tratou de legislar sobre esse problema que tanto tem afectado a vida de todos a gente. As bichas. Outra vez. Agora daquelas a sério. As constituídas por um conjunto de pessoas que se colocam umas a seguir às outras, normalmente à espera de qualquer coisa.


Nos supermercados, bilheteiras, cafés, paragens de transportes públicos e todos os locais onde a imaginação nos queira levar vamos ter gente que, em função da sua condição, terá prioridade no atendimento. Curioso será aplicar isto nos restaurantes quando se está à espera de mesa. Num grupo de pessoas – quatro ou cinco, vá – em que apenas uma delas apresenta os “sintomas” que lhe permitem ultrapassar a bicha, quantas é que a vão poder acompanhar? Uma questão inquietante capaz de tornar o livro de reclamações um dos objectos com mais uso no estabelecimento...


 

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Stress pós-masturbatório

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Um acto destes, praticado por um idiota qualquer, terá sido suficiente para colocar metade da policia da cidade onde a cena ocorreu atrás do cavalheiro. A noticia, no seu desenvolvimento, esclarece-nos que as duas espectadoras involuntárias da ocorrência saíram ilesas. Ainda bem, mas, assim à partida, não estou a ver que tipo de lesão podia ter provocado na assistência a condenável actividade do sujeito.


Também não estou a enxergar motivos minimamente razoáveis para a senhora, com vinte nove anos ao que reza a crónica, ter ficado assim tão traumatizada. Com aquela idade, de certo, já viu pior. E melhor, provavelmente, também.


Tudo isto para dizer – escrever, no caso – que anda toda a gente muito sensível. Ainda que, no âmbito da sensibilidade, muito selectiva. Confrontados com cenas de violência, roubo ou qualquer outra espécie de crime viram a cara para o lado e seguem como se não fosse nada com eles, mas, perante situações patéticas como a relatada, até se dão ao trabalho de incomodar a policia. Deve ser mais ou menos como aquilo de ter o sapato com o atacador desapertado. Ninguém liga. Já se for a braguilha aberta não há quem não olhe.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Temei, velhinhos, temei...

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Depois dos petizes que esturram mealheiros e quase passam fome para jogar no Placard, eis que surge algo igualmente perverso no âmbito da jogatina. Diz que há para aí – deve ser lá para o norte, pois por aqui ainda não soa que tal ocorra – um esquema manhoso de apostas ilegais onde os catraios gastam as mesadas e os velhotes derretem as reformas.


Suspeito que, mais uma vez, a coisa não será bem como a pintam. Com tanta oferta de jogo devidamente legalizado, seja o da Santa Casa ou na Internet, apostar em jogo clandestino parece-me uma coisa assim a modos que um bocado parva. Nomeadamente pelo risco envolvido e, digo eu, pelos prémios que dificilmente serão mais apelativos.


E depois é aquilo dos velhotes. Sempre os velhotes. Até dá a ideia que, lá por terem mais idade, são palermas. Brasileiras, jogo, burlões, filhos a gamarem-lhes as reformas...Só perigos a atormentar a existência dos idosos. Ainda bem que ali entre os dezoito e os setenta anos – ou outra idade a partir da qual se é oficialmente velho - são todos espertos e imunes a qualquer espécie de ameaça. Haja pachorra!

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Depois do colégios seguir-se-à a saúde que a esquerdalha tem pressa de tornar isto numa Venezuela.

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Portugal está a ser vitima de um despique entre o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda. Cada um a tentar impor a sua agenda e a fazer o que pode para ganhar o eleitorado do outro.


A nenhum importam as contas públicas, a poupança de recursos ou, sequer, o bem estar dos portugueses. Está, apenas e só, em causa uma agenda ideológica. Isto do ensino privado constitui apenas mais um exemplo. A poupança, se existir, será diminuta. Mas também não é isso que importa. Seguir-se-à, mais mês menos mês, a saúde. Atacar as convenções, que permitem aceder a cirurgias e a exames complementares de diagnóstico – em tempo útil e em condições, por norma, mais favoráveis quer ao Estado quer ao utente – constitui a já anunciada nova demanda dos esquertontos. Que é como quem diz, vão brincar com a nossa saúde.


Talvez um destes dias acordemos com uma foice e um martelo - ou uma estrela de cinco pontas - na entrada dos edifícios públicos. A história é feita de ciclos. Mas esse, tal como o PREC que esta gentinha pretende recriar, não durará muito. Num Novembro qualquer o povo tratar-lhe-à da saúde. Outra vez.

domingo, 29 de maio de 2016

Também há escolas públicas a mais...

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Acho muita piada à indignação que por aí corre contra o financiamento público ao ensino privado. A sério. Valorizo muito que as pessoas se indignem contra o desperdício – como é o caso – do dinheiro público, espanta-me é a selectividade com que o fazem. Surpreende-me que não demonstrem igual relutância em relação ao financiamento do Estado ao cinema, por exemplo. Quem quiser fazer filmes que os pague, acho eu. Ou à música. Sim, quem quiser assistir a espectáculos musicais que vá ver os que são promovidos pelas entidades privadas, que o Estado não tem nada de andar a dar música ao pessoal.


Mesmo no campo da educação pública também há muito por onde o pagode se indignar. A construção de escolas que foi, como dizia a outra, uma festa. Um festim, para uns quantos. Ou será que ninguém conhece exemplos de Municípios onde foram construídas três ou mais escolas, esturrando dezenas de milhões de euros, para alunos que cabiam todos numa só?!

Sim, as vacas voam. E os crocodilos também.

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Se lá para as terras dos amanhãs que cantam os crocodilos voavam não estou a ver razão nenhuma para duvidar que, por cá, as vacas possam esvoaçar. Principalmente quando os que agora acreditam nas capacidades voadoras do gado ovino são os mesmo que se babavam com as acrobacias aéreas daqueles répteis.


Não me aborrece que acreditem nessa possibilidade. Da palha que lhe põem na manjedoura cada um come a que quer. O que me incomoda é, por falar em coisas que esvoaçam, quererem fazer o ninho atrás da minha orelha. Não gosto. É, por assim dizer, algo que me chateia.


A corja que tomou o poder e os seus sequazes insistem em fazer de nós parvos. A julgar pelo que vou lendo admito que possam ter sucesso. Pelo menos enquanto a maioria for comendo a ração que lhes deitam na gamela eles podem ir colocando em prática o plano V. A Venuelização do país.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Uma ponte cara demais

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Cada um acredita no que quer e desconfia do que lhe apetece. Há quem acredite que uma santa senhora pairou sobre uma azinheira e quem desconfie que o homem nunca pousou na Lua. A mim é aquela coisa dos “estudos”. Não acredito neles. Na maioria deles, pelo menos. Isto porque desconfio dos estudiosos e das suas intenções. Por norma cheira-me que trazem, invariavelmente, água no bico.


É o caso do custo das pontes. Se relativamente às de betão fazer uma estimativa ou um apuramento de custos é relativamente fácil, já quanto às outras – aqueles dias entre feriados e fins de semana – a coisa fia mais fino. Cada uma custará, segundo os estudos do tais estudiosos, cento e oitenta milhões de euros. Ignorante como sou não percebo como chegam a este valor. Sei apenas que uma ponte é um dia de férias. Se, por absurdo, alguém fizer vinte e duas pontes ao longo do ano não gozará um único de férias. Assim que diferença faz, em termos de custos, que uma criatura tenha ou não ponte? Não estará exactamente os mesmos dias sem trabalhar?! Não sei, digo eu que apesar de fazer algumas pontes tenho sempre o mesmo número de dias de férias.


Cada um, reitero, acredita no que quiser. Por mim acredito mais na hipótese do Sporting um dia ser campeão do que na seriedade desses estudos.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Alegada vitima de racismo alegadamente homofobica

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Sabe-se como as minorias protestam contra a discriminação de que, alegadamente, serão vitimas. Não gostam de se sentir discriminadas. Conseguiram, até, que a mais pequena referência à sua condição minoritária fosse considerada como um crime. Lá terão – e o legislador também – as suas razões.


Esta legislação é potencialmente causadora de situações assaz curiosas. Hilariantes, mesmo. Em muitas circunstâncias, presumo, capazes de deixar horrorizados os bem-pensantes do politicamente correcto. Nomeadamente quando os alegados discriminados se vitimizam e insultam em simultâneo. Como aquela cidadã de etnia cigana que, indignada, terá berrado com quanto ar tinha nos pulmões: “Racista! És um paneleiro! Queres é levar no cú!”. Isto, alegadamente, contra um pacato cidadão que não é nem uma coisa nem outra e que, para o lado do traseiro, nem uma seringa gosta de ver apontada. Se uma coisa destas chegasse a tribunal estaríamos, se calhar, perante um imbróglio jurídico.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Estacionamento tuga

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É um carro muito engraçado. Não tem rodas e já não tem quase nada. Mas, ainda assim, continua ali. Sem se saber ao certo porquê.


O titulo do post está, reconheço, relativamente desajustado da situação retratada. Este não é bem um caso de estacionamento. Será, talvez, mais de policiamento tuga...

segunda-feira, 23 de maio de 2016

A sério que o problema são as 35 horas?!

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Continuo sem perceber qual é a dificuldade da geringonça em repor o horário de trabalho das trinta e cinco horas. Nem, tão pouco, percebo a razão deste tema causar tanta comichão às instituições europeias que nos tutelam, ao Marcelo, ao ministro das finanças, à opinião pública em geral e aos opinadores com palco na comunicação social em particular. Todos parecem vivamente incomodados com a perspectiva da função pública voltar ao horário de trabalho antigo.


Foram rasgados contratos que custarão, no seu conjunto, milhares de milhões de euros aos portugueses. Foram aprovadas medidas de aumento de despesa e de redução de receita que atirarão, mais cedo do que tarde, novamente o país para os braços da troika. Anda a ser “vendido”, como constituindo mais uma grande oportunidade, um novo quadro de financiamento comunitário que nos endividará em mais cinco mil milhões de euros. Mas, estranhamente ou talvez não, o problema são as trinta e cinco horas para a função pública!!! É pá, tratem-se.

domingo, 22 de maio de 2016

Já foste. Tarde, que devias ter ido muito mais cedo!

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Terei sido dos poucos benfiquistas a exultar com a saída do anterior treinador. Não sou mal-agradecido pelos títulos que deu ao clube mas não esqueço tudo o que, ingloriamente, perdeu. E foi muita coisa. Nem olvido as humilhações por que fez o Glorioso passar. E foram muitas. Isto quando teve ao seu dispor plantéis com os quais nem os Lopeteguis desta vida conseguiriam perder. É por tudo isso que não concordo com o autor desta mensagem dirigida ao actual treinador do clube do Lumiar, afixada nas imediações do local onde joga a agremiação agora treinada pelo antigo técnico do Benfica. Não tem, obviamente, mérito nenhum na conquista do 35. Nem por aquilo que disse ao longo da época e que, segundo alguns, motivaram os jogadores do Enorme. Nada disso. Também no futebol as vozes de burro não chegam ao céu.

sábado, 21 de maio de 2016

Banca publica, vícios privados. Ou o contrário. Não sei...estou confuso!

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Diz que o governo se prepara para injectar mais quatro mil milhões de euros na banca. Dinheiro, claro está, que sai do bolso dos contribuintes. Mais uma vez. Tudo porque a banca está na mão de banqueiros e capitalistas que a saqueiam para satisfazer os seus interesses. Ou seja ficam com os lucros e fazem-nos pagar os prejuizos, os patifes. Logo, para acabar com este estado de coisas, toda a actividade bancária devia estar nas mãos do Estado. Nacionalizar os bancos e não permitir que constitua negociata de privados. Isso é que era. Assim já não precisávamos de pagar os tais quatro mil milhões que o governo quer dar à Caixa Geral de Depósitos para que esta se recapitalize. É mais ou menos isto, não é? 

quinta-feira, 19 de maio de 2016

O gato inútil

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Estão a ver aquela cena dos garrafões cheios de água para afugentar os gatos? Esqueçam isso. Não resulta. Os bichanos não se assustam, nem tal coisa os incomoda. Ou então já se habituaram. O gato maricas da vizinha até parece gostar. É o lugar preferido para dormir longas sestas enquanto devia era andar à caça. Que é para isso que um gato serve. Mas não. Este tem medo dos pássaros.  Um mariconço é o que é.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Causas fraturantes. Ou parvas, simplesmente.

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Ultimamente a política portuguesa é feita, quase em exclusivo, de temas fraturantes. Aí está mais um. A legalização da prostituição. Cada qual, argumentam os proponentes, faz o que muito bem entende com o seu corpo. Parece-me muito valorizável isso de ficar à livre escolha de cada um o que fazer com o respectivo coiro. Este ponto vista, a vingar, permitirá não apenas alugar o corpo por inteiro ou apenas uma parte dele como, também, vendê-lo. Total ou parcialmente. Quiçá, até mesmo, fazer um leasing.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Sancionem-nos, se fazem favor

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Afinal as tais sanções da União Europeia por incumprimento do défice, que tanto estão a aterrorizar a classe politica, podem, afinal, revelar-se uma excelente noticia. Ao que parece o castigo aplicado ao mau comportamento dos governos portugueses – este e o anterior – consistirá, segundo algumas fontes, no congelamento dos fundos estruturais. A tal pipa de massa a que muitos se andam a afiambrar. Compreendo o desespero. É com esse dinheiro que se faz obra. Com tudo o que isso implica. Desde ganhar eleições até à melhoria da qualidade de vida de uns quantos. Poucos. A parte boa é que não haverá dinheiro para os “Santos Silvas” desta vida. Azarinho.

domingo, 15 de maio de 2016

Geringonças locais

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Parece que o conceito de geringonça será para repetir ao nível local nas próximas eleições autárquicas. Não acho mal. Nem bem. Antes pelo contrário. Estou assim a modos como o Arménio da CGTP quando interrogado se a manifestação pró-trinta e cinco horas era a favor ou contra o governo.


Os geringonços terão concluído, digo eu, que em determinados locais será a única maneira de tirar determinadas pessoas que parecem determinadas em ficar no poder por tempo indeterminado ou, pelo menos, o determinado pela lei. E estarão, também, determinados em colocar lá outras que estão determinadas em agarrar um determinado lugar. O pior é que em determinados concelhos parece que determinados partidos se mostram determinados em não aceitar determinados candidatos. Ainda que putativos.

sábado, 14 de maio de 2016

Para parecermos tolerantes não toleramos a liberdade de expressão

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O drama. O horror. A tragédia. O fim dos tempos, até. É mais ou menos isso que, para sermos politicamente correctos e parecermos inteligentes, devemos pensar de uma possível vitória de Donald Trump na corrida à Casa Branca. Não é que goste particularmente da criatura, mas começo a preferi-lo à Cliton. Ao que consta, a senhora – talvez na ânsia de ganhar votos entre a comunidade muçulmana – estará a equacionar a hipótese de, caso ganhe, impor nos States a chamada lei da blasfémia. O que, a verificar-se, será qualquer coisa de parecido com o retorno à idade das trevas. Algo, convenhamos, muitíssimo mais dramático, horroroso e trágico do que as parvoíces do “Trampas”. Embora muito mais do agrado das esquerdas e dos parolos do politicamento correcto.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

E do halal, ninguém diz nada?

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Anda por aí uma paranóia em relação aos animais que começa a ser preocupante. Touradas ou matança tradicional do porco, então, é a histeria. Daqui a pouco nem aranhas, lesmas ou cobras se podem matar. Está tudo maluco. Só estranho uma coisa. Ninguém bufa contra os matadouros halal. E existem vários no país. Porque será? Se calhar é aquilo do multi-culturalismo. Ou da tolerância. Não quererem ofender alguma minoria, talvez. Ou, então, são apenas parvos. Voto nesta última hipótese.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Coisar sai caro ao contribuinte...

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Isto de comprar em grandes quantidades terá algumas vantagens. O preço, nomeadamente. Mas, convenhamos, é muito preservativo. E muito dinheiro, também. Mais de seiscentos e vinte mil euros só para a malta coisar devidamente protegida. Significa que se fornica bastante, por cá. Ou que os portugueses andam todos a f****-se uns aos outros. E às outras, que é uma coisa assim mais dentro da normalidade.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Ainda se pode criticar a Merkel ou isso agora é coisa de perigoso porco-fascista?!

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Valem o que valem, as sondagens. É, pelo menos, o que se costuma garantir relativamente a todas elas e às indicações que transmitem. A de hoje, aquela segundo a qual os portugueses dão nota negativa à maneira como os países europeus estão a reagir à entrada massiva de invasores refugiados, não fugirá à norma. Vale o que vale. Mas, é por demais evidente, a Europa está mesmo a reagir muito mal. Excepto, talvez, a Polónia e a Hungria que parecem ser os únicos a saber dizer não a Ângela Merkel. Atitude que, recorde-se, até há pouco tempo atrás constituía uma exigência de vastos sectores da opinião publica - e publicada - europeia relativamente aos seus lideres.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Taxa de corrida

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Grande ideia. Nem sei como é que ainda ninguém se tinha lembrado disso. Mas - alguém havia de ter a ideia primeiro - um autarca inglês lembrou-se de cobrar uma taxa a quem pratica corrida num parque da sua cidade. É que isso de andar por aí a correr tem custos e alguém os tem de pagar. Aquilo a que se chama o utilizador pagador, portanto.


Por cá também temos taxas dentro do mesmo género. A taxa de dormida ou a de desembarque no aeroporto é mais ou menos a mesma coisa. O que me está a deixar ligeiramente preocupado. Não que ande por aí a correr e mesmo que o fizesse posso ficar descansado que o presidente cá do sitio não é gajo para fazer uma barbaridade dessas. Mas convém recordar que a paternidade das taxas e taxinhas de Lisboa é do fulano que, sabe-se lá como, chegou a primeiro ministro. Ora, sabendo a apetência que a criatura demonstra para taxar coisas, quem sabe se o plano B para equilibrar as contas do Estado não inclui uma taxa a aplicar a todos os que correm ou praticam caminhada pelos espaços públicos deste país? E se não quiserem pagar fiquem no sofá!