Sempre atenta às dificuldades dos portugueses, bem como aos seus mais profundos anseios, a geringonça tratou de legislar sobre esse problema que tanto tem afectado a vida de todos a gente. As bichas. Outra vez. Agora daquelas a sério. As constituídas por um conjunto de pessoas que se colocam umas a seguir às outras, normalmente à espera de qualquer coisa.
Nos supermercados, bilheteiras, cafés, paragens de transportes públicos e todos os locais onde a imaginação nos queira levar vamos ter gente que, em função da sua condição, terá prioridade no atendimento. Curioso será aplicar isto nos restaurantes quando se está à espera de mesa. Num grupo de pessoas – quatro ou cinco, vá – em que apenas uma delas apresenta os “sintomas” que lhe permitem ultrapassar a bicha, quantas é que a vão poder acompanhar? Uma questão inquietante capaz de tornar o livro de reclamações um dos objectos com mais uso no estabelecimento...