quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Rendimento Básico Incondicional

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O Rendimento Básico Incondicional – essa ideia maluca de dar dinheiro a toda agente só porque sim – está a ganhar adeptos e adversários um pouco por toda a Europa. E por cá também. Inesperados, muitos deles. Quer na parte dos adeptos quer quanto aos adversários. Por mim, confesso, estou prestes a tornar-me um fervoroso defensor desta causa. O facto de Francisco Louçã e mais uns quantos esquerdistas serem contra, constitui um dos mais poderosos argumentos para me fazer mudar de ideias.


A ideia, convenhamos, é estapafúrdia. Mas não menos idiota se me afigura a tese dos novos detratores do RBI, segundo a qual ele apenas deveria ser atribuído aos mais necessitados. Ora, que eu saiba, incondicional significa independente de qualquer condição. Não importaria por isso ser velho ou novo, trabalhador ou desempregado, pobre, rico ou remediado. Teria de ser para todos. Do nascimento até à morte. Apenas assim faria jus ao nome e se concretizaria a intenção de quem se lembrou de tal coisa. Ou seja, também quero!

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Apostar na desportiva...

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Há coisa de dois anos, na ausência de melhor destino a dar ao pecúlio, decidi apostar o conteúdo do mealheiro dos "pretos" no Placard. De então para cá os prémios - poucos e pequenos, diga-se – que vou obtendo voltam para o dito mealheiro até que se gaste o que antes amealhei. Um ciclo que se repete desde então, mas que, a julgar pela inacreditável sucessão de palpites errados, estará prestes a terminar por insolvência da "banca". Ou do mealheiro, no caso. 


Nisto das apostas gajo mais azarado do que eu, não há. É, estatística e matematicamente, impossível. Se aposto na vitória de um clube que não perde há três jogos, aquilo é derrota certa. Sai-me tudo, mas rigorosamente tudo, ao contrário. É por isso que, de hoje em diante, vou alterar a estratégia. Só apostarei nas vitórias de porto e sporting – propositadamente em minúsculas - pelas razões que já estarão a adivinhar. É falhanço garantido. Um deles, de certeza, não ganhará na maioria das ocasiões. Vai uma aposta? 

domingo, 28 de janeiro de 2018

Novas Pides

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O governo das esquerdalhas e de outros malucos, sustentado por uma base social constituída maioritariamente por grupos de interesse, doidos varridos de vários quadrantes, militantes de causas desprezíveis e uma comunicação social ao serviço destas e de outras matilhas vai, pouco a pouco, limitando as liberdades dos cidadãos e transformando o país num amplo manicómio a céu aberto.


Para lá das opções políticas rumo ao socialismo a que temos assistido desde que a geringonça tomou conta disto, não falta de legislação a condicionar as escolhas de cada um, a imposição - sob diversas formas - da censura e, pior, a manipulação da informação. Voltou-se a proibir a emissão de programas de televisão e agora, ao que parece, preparam-se para proibir o acesso à Internet, sem autorização dos pais, aos jovens até aos dezasseis anos.


Nem vou questionar aquela cena dos “Magalhães”. Igualmente me abstenho quanto à maneira como pensam aquelas mentes censórias aplicar essa legislação. Mas ninguém, pelo menos por enquanto, me pode impedir de pensar nas mais que prováveis consequências desta tramóia. Até parece que já estou a ver as tais CPCJ’s a chamarem à sua presença os papás que autorizarem os rebentos a navegar livremente pela rede. E outras coisas mais de que as novas pides do politicamente correcto se hão-de lembrar.

sábado, 27 de janeiro de 2018

Vaucher, email ou azelhice?

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Que me lembre – e já me lembro de muita coisa – nunca o país assistiu a um ataque dirigido a ninguém, nem a nenhuma instituição, como aquele de que o Benfica está a ser alvo. O desespero pela ausência de vitórias pode, admito, servir de justificação. Não pode é justificar tudo. Sejam os depósitos nas contas dos árbitros, a invasões dos locais onde os mesmos se treinam ou a violação do sistema informático de uma empresa cotada em bolsa. Tudo perante o alheamento da justiça – da desportiva e da civil – e o gáudio da miserável comunicação social que temos.


Não ponho, obviamente, a mão no fogo por ninguém. Ando cá há anos suficientes para saber que não há inocentes. Mas o que de verdade me surpreende, ainda mais do que outras coisas, é não haver uma alma que se lembre de esmiuçar os auto-golos e os penáltis do Tonel – ah, espera, esses beneficiaram o Porto e o Sporting – nem aquele falhanço inacreditável do Bryan Ruiz que tirou o campeonato aos lagartos. Uma azelhice daquelas ainda hoje me cheira a marosca. Investigue-se...

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Síndrome de Estocolmo

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Pelo segundo Janeiro consecutivo quando olho para o recibo do vencimento constato que, mais uma vez, o meu ordenado mensal foi vitima de nova redução. Pouco me importa o consolo que outros procuram na tese de, lá para Junho e Novembro, a média mensal subir para valores relativamente parecidos aos que auferia há nove anos. Hoje, neste preciso dia, recebo menos. É um facto. Tal como também é um facto – ou, até, dois factos - que estou a fazer um empréstimo forçado à minha entidade patronal e outro, através do IRS, ao Estado. E, neste último caso, a coisa é ainda pior. Estão a burlar-me. Ficam, a cada mês, como uma parte do meu vencimento que seria escusado ficarem. Tudo para depois, a três meses das eleições, ma devolverem. Deve ser para me sentir reconhecido pela deferência de me darem o que é meu e que já devia estar na minha posse há mais de um ano e ir, como reconhecimento, votar neles. Coitados. Devem pensar que somos todos burros, os geringonços.


Uma estratégia inteligente, essa. Que, admito, está a dar os seus frutos. Trata-se da aplicação à política daquela coisa do síndrome de Estocolmo, ou lá o que é que se chama aquilo da vitima simpatizar com o criminoso. As sondagens não deixam dúvida quanto a isso. Somos roubados e ainda agradecemos ao ladrão. Porreiro, pá!

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

E quem toma conta dos filhos dos que tomam conta dos filhos dos outros?!

Fala-se hoje da abertura aos sábados de creches financiadas pela segurança social para receberem os filhos dos trabalhadores da Auto-Europa que, coitados, vão ter que ir produzir automóveis naqueles dias da semana. Contrariados, ao que parece. Que, por vontade deles, preferiam ficar em casa. Ou noutro sitio qualquer, não interessa. Não é que me importe muito com a polémica em torno do horário que os malvados capitalistas pretendem impor a estes desgraçados. Na verdade não me importa nada. Mas, confesso, tenho mesmo curiosidade em conhecer a opinião daquela malta que tem andado por aí a mandar postas de pescada acerca do assunto. Nomeadamente quanto àquilo das educadoras e demais funcionárias das creches, mobilizadas para tomar conta dos filhos dos novos escravos do capital, terem, também elas, de ir trabalhar ao sábado. Desconfio que, a concretizar-se, esta ideia do governo em lugar de resolver um problema vai criar outro e que, por isso, vamos assistir aos protestos do PC e do BE. A duplicar.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Putos com demasiada comichão ao nível do lombo...

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Movido pela curiosidade, resultante da polémica criada em torno da tal “Supernanny”, também eu perdi parte do meu serão a ver aquele programa da SIC. Já conhecia o conceito – era espectador relativamente frequente do programa do César Millan – mas, confesso, esperava outra coisa. Aquilo é, apenas, um espectaculo de caça talentos no âmbito da representação. E o sacana do puto do último episódio tem queda para o teatro. Já os restantes intervenientes podem pensar em mudar de vida, que o jeito para as artes cénicas não é nenhum. Nem mesmo a CPCJ, que se prestou a representar o papel de censor. Ninguém lhe ligou peva. E ainda bem. Sim, porque isto nem que seja o Papa a dizer-me que cenas como aquelas são verídicas e que adultos dotados de vontade própria toleram comportamentos daqueles aos filhos, eu vou acreditar.

domingo, 21 de janeiro de 2018

Os nossos impostos são o brinquedo dos autarcas...

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Não terei muito a ver como noutros concelhos do país se esturram os impostos dos respectivos munícipes. Podem até, admito, gostar da maneira como os seus representantes autárquicos o fazem. A mim, obviamente, preocupa-me mais como os meus são gastos. Mas, aprecie ou não a forma como levam sumiço, não posso deixar de manifestar a minha satisfação por quem os gasta ainda não se ter lembrado fazer “equipamentos” deste género. Um parque canino!!! Tá – para usar o português de primeiro ministro – tudo maluco. Depois há quem se ria e ache ridícula a sugestão de construir um centro de acolhimento a visitantes de outros planetas…


Isto, a bem dizer, é o mundo ao contrário. Quando devia ser a posse de cães a financiar o sistema de impostos, é exactamente o inverso que é feito. Vamos longe assim, vamos.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Deve ser uma questão de mercado...

É com preocupante e inusitada frequência que vemos, ouvimos e lemos cada vez mais noticias de crianças retiradas aos pais. Presumo que quem decide sobre tão dramática medida o fará de acordo com aquilo que se convencionou chamar de superior interesse da criança e de mais ninguém. Quero, também, acreditar que serão pessoas competentes, com sobejos conhecimentos de causa e desprendidas de outros valores que não o bem estar dos pirralhos todas aquelas que têm por função tratar destes assuntos.


Pena que não exista uma CPVI. Uma Comissão de Protecção de Velhos e Idosos ou algo parecido. Ou, se existir o equivalente para protecção da velharia, não seja tão eficiente quanto a dos catraios. É que se há coisa que me faz confusão é a facilidade com que se arranjam instituições para acolher as crianças sonegadas aos progenitores, por oposição à dificuldade que se verifica para encontrar um lugar onde um velhote viva com dignidade os seus últimos dias. Vão ver é a lei do mercado a funcionar. As crianças são poucas, logo valiosas. Velhos são muitos, portanto rendem pouco. Investigue-se, como diz o outro.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Paineleiros...

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Os homens não se medem aos palmos, já garantia a minha avó. Medem-se, queria a minha antepassada dizer na dela, pelo carácter. Entre outras coisas, acrescento eu. Daí que, pese a ausência de ambos, não pretenda gozar com o cavalheiro da imagem. Até por não conhecer os motivos que levam o sujeito a colocar as almofadas debaixo da peida. Ele lá saberá o que andou a fazer antes de ir para o estúdio. Há, no entanto, quem garanta que será tudo uma questão de tamanho. Por mim, que há muito deixei de ouvir as patacoadas da alimária, que seja apenas isso do tamanho. Dele ou do outro.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Azar é ter políticos que não cumprem...

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Quando vi a noticia que a Câmara de Vila Viçosa teria, a partir do próximo dia um de Fevereiro, tolerância zero em relação aos cocós dos cães pensei para com os meus fechos de correr que, finalmente, alguém estaria disposto a justificar o ordenado que os contribuintes lhe pagam para manter o espaço comum relativamente limpo. Pelo menos no que a merda de cão diz respeito. Afinal, compulsada a noticia, o titulo revela-se manifestamente exagerado. Trata-se, apenas e só, da entrada em vigor de umas quantas alterações ao regulamento municipal de resíduos urbanos, limpeza e higiene urbana, daquela localidade vizinha. Ou seja, lá como cá e pelo caminho, continuará tudo na mesma.


Pouco, nada mesmo, adianta que a coima prevista para quem não recolha os dejectos do bicho seja, no caso do município calipolense, no valor mínimo de duzentos e cinquenta euros. Ninguém será autuado nem, muito menos ainda, pagará a respectiva coima. Era o que mais faltava incomodar o cidadão eleitor, visitante, turista ou investidor com assuntos de caca. Mas, como sempre digo, quem não tem cão também vota. E quem pisa merda também.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Desde o sismo que não paro de cismar...

Estão a ver essa cena dos simulacros de sismos e isso? Assim tipo aquela coisa patrocinada pela Protecção Civil, “A Terra treme” ou lá o que é, em que à hora marcada a malta manda-se toda para debaixo da secretária e fica lá durante um minuto à espera que o planeta se acalme?!Esqueçam. Para a próxima fiquem sossegados e deixem-se de figuras tristes. Hoje, por cá, a Terra abanou mesmo de verdade e, tanto quanto sei, os que estavam sentados não mexeram o rabo da cadeira e os que estavam de pé, como era o meu caso, não se mandaram em voo picado em busca da protecção de nenhuma mesa. Ninguém se lembrou. Vá lá que, depois da sacudidela ter passado, alguém teve a ideia de mandar tudo para a rua. Mas pelo menos a evacuação correu lindamente. Nas calmas. Tirando eu, que fui em corpinho bem feito, ninguém se esqueceu dos casacos, malas, telemóveis e, outras coisas que dão sempre jeito ter à mão em caso de cataclismo. O que, dado o frio que se faz sentir por estas bandas, me fez voltar para trás. Uma imprudência, reconheço.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Para quando um imposto canino?

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Volto hoje ao tema que popularizou este blogue. Popularizou é, obviamente, uma força de expressão. Digamos antes que o tornou um bocadinho menos desconhecido. Embora, sem falsas modestias, reconheça que a data altura – graças a umas quantas citações em determinados locais e coiso – o Kruzes se tenha tornado uma referência incontornável no âmbito da merda de cão.


Se assim o quisesse podia todos dias publicar um post acerca do assunto. Motivos não faltam. Como esta bosta, ainda fresquinha, com que me cruzei logo pela manhã. Provavelmente é resultado de algum javardo ter sido obrigado a madrugar por força dos hábitos intestinais do canito. Nem vou reclamar de o dito cujo não ter procedido à recolha do “presente”. Ninguém o faz. Questiono-me antes acerca da moralidade de quem legisla em matéria fiscal e de quem, no terreno, aplica a mais que permissiva legislação existente.


Se olharmos para as facturas da água ou da luz que todos os meses nos chegam a casa constatamos que pagamos um infindável rol de taxas e taxinhas. Todas, se nos dermos ao trabalho de pesquisar a sua finalidade, alegadamente relacionadas com o ambiente. Mas a água e a electricidade são bens essenciais. Um cão não é. Em meio urbano é apenas um apetrecho de luxo. Ou de vaidade. Que, na maior parte das circunstâncias, polui e incomoda os outros. Daí que me seja difícil entender a razão porque não é devidamente taxado como tal.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Delinquência de Estado

Que o Estado não é uma pessoa de bem não constitui nenhuma espécie de novidade. Ladrão, vigarista e trapaceiro são alguns dos epítetos mais comummente usados para qualificar a sua postura perante os cidadãos. E, como todos os que evidenciam estas características, possui uma imaginação prodigiosa. Tanta que, nunca sendo suficiente para as suas sempre crescentes trafulhices aquilo que surripia aos nossos rendimentos, mantém uma busca continua de novas fontes que lhe permitam continuar a fazer vida de rico. A ele e, se calhar, aos protegidos. Não precisava era de seguir o caminho da delinquência. O roubo, furto ou sequestro são, parece-me, coisas que se enquadram nesse âmbito.


Por falar em delinquentes. Lembrei-me do Trump. E, também, dos que o criticam por tudo e, principalmente, por nada. O homem não gosta que os habitantes daquilo a que classificou como países de merda migrem para os Estados Unidos. O que deixou manifestamente indignados os habitantes dos países visados. Indignação que, para além de legitima, se compreende. O que já não percebo é por que raio, ainda assim, esses mesmos habitantes continuam a insistir em migrar para um país governado por um gajo daqueles.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Não gosto de vocês, seus malucos!

Continuo a achar que receber os subsídios de férias e Natal por “atacado” não é bom para ninguém. A não ser, claro, para o Estado. Mas, reconheço, pertenço a uma esmagadora minoria que tem este ponto de vista acerca do assunto. A maioria prefere, vá lá saber-se com que lógica, receber daqui por seis ou onze meses aquilo que já hoje é seu por direito. E, confesso, os que mais espanto me causam são os reformados. É certo que qualquer um pode bater a bota a qualquer momento. Novo ou velho, reformado ou não. Mas, se digo os reformados, é por se tratar das pessoas de mais idade e que, pela ordem natural da vida, irão morrer primeiro. Isto para dizer, só a titulo de exemplo e para fundamentar a minha tese, que para aqueles que quinarem até junho o Estado fica-lhes com um mês de reforma. Seis duodécimos do subsidio de “férias” mais outros tantos de subsidio de “Natal”…


Por causa dessa concentração dos subsídios em dois únicos meses vou, no ano que agora se inicia, novamente ver o meu vencimento mensal reduzido. Coisas da geringonça e daqueles que se arrogam no direito de determinar a maneira como devo gerir o meu dinheiro. O que mais me chateia nem é ver que a quantia inscrita na linha do “liquido a receber” do meu recibo é umas dezenas de euros mais baixa. O que verdadeiramente me irrita é depender da vontade de uns quantos malucos que nem a vida deles sabem governar mas que acham que sabem governar a minha.

domingo, 7 de janeiro de 2018

Faliram?! Desenrasquem-se!

Ciclicamente somos confrontados com noticias que nos dão conta do estado de penúria a que, alegadamente, terão chegado pessoas ligadas ao meio artístico. Nada de mais. Nem de menos. Pode acontecer a todos e a cada um de nós. O irritante da coisa é, por norma, o facto dessa malta – quase sempre secundado por quem elabora a noticia – achar que a sociedade ou o Estado têm a obrigação moral de lhes resolver o problema.


Pouco – nada, mesmo – me importa a maneira como esturraram as pequenas ou grandes fortunas que possam ter arrecadado. Divertiram-se, deram aos pobres ou acenderam a lareira com as notas. Que lhes tenha feito bom proveito. Não queiram é agora que os outros sintam alguma culpa por eles estarem no limiar da miséria. Já todos contribuímos para o seu bem-estar. E não contribuímos pouco. Para além da retribuição pelos serviços que prestaram, direitos de autor, direitos conexos e mais uma infinidade de taxas e taxinhas que todos somos obrigados a pagar parecem-me mais do que suficientes para a malta das artes manter uma vidinha muito confortável. É que isto, convém não esquecer, até uma simples uma pen paga uma taxinha para beneficio desse pagode. É por isso que já não as uso. Agora prefiro colocar tudo na cloud. Num servidor qualquer, lá para as bandas da Nova Zelândia.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Tendencialmente parvos

Diz que lá para o sudoeste asiático a última moda em matéria de alterar aquilo com que nascemos é o branqueamento do pénis. A coisa, segundo as crónicas, fica em quinhentos euros, é feita à base de laser e dói como o caraças. Quanto ao objectivo de tão patética opção a doutrina divide-se. Embora tenda, na sua maioria, a considerar que deve ser pela mesma razão que as pessoas optam por pintar as paredes de branco. Faz parecer a sala maior, garantem os decoradores de interiores. Por mim duvido. É só parvoíce. O que não admira, já que a maioria dos clientes serão gajos com tendências esquisitas. Daqueles que se auto-intitulam LGBTurbo, ou lá o que é. Paneleiragem e afins, portanto.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Os chatos querem as cidades só para eles

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Fazem-me alguma confusão as polémicas em torno do turismo. Nem, por mais turistas que andem por aí e em particular nas principais cidades, consigo entender o conceito de excesso de visitantes. Vão mas é passear com essas ideias. É graças a eles que a economia está a melhorar qualquer coisita, que o desemprego tem diminuído e que muitas ruínas têm sido recuperadas. Querem morar no centro de Lisboa e os proprietários – esses malandros – preferem apostar no mercado turístico?! Azarinho. Os prédios são deles e era o que mais faltava que não os pudessem rentabilizar. Pelo menos por enquanto. Quando isto for uma “Venezuela” logo se verá. E quanto aos turistas, que venham todos. Até os camafeus.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Vão roubar para a estrada!!! Ah, espera, eles já fazem isso...

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Entretanto no país onde tudo corre pelo melhor e onde toda a gente anda satisfeita com o fim da crise, da austeridade e dessas coisas, os impostos continuam a aumentar a um ritmo cada vez mais alucinante. Deve ser, presumo, para acompanhar as benesses que vão sendo distribuídas aos grupos de interesses que sustentam a geringonça.


Veja-se o caso do ISP. Aumentou outra vez. Quando, ao contrário daquilo que este mesmo governo garantiu, devia baixar sempre que o preço dos combustiveis subisse. Coisa pouca, convenhamos. Mas preocupante e reprovável seria se tivesse sido a direita bafienta a dar o dito pelo não feito. Ainda bem que nos livramos deles, desses malandros. Que agora, mesmo com mais este roubo, até a gasolina tem um refrescante odor a pinho…


Perante este cenário não devem tardar as romarias aos postos de combustíveis do lado de lá da fronteira. Com uma diferença de preço acima dos trinta cêntimos – mais sessenta escudos – começa a valer a pena ir pagar impostos aos espanhóis.


 

domingo, 31 de dezembro de 2017

Demonstração dos resultados

Não gosto de balanços. Prefiro a demonstração dos resultados. Manias. E os resultados a demonstrar relativamente ao ano que hoje finda não são grande coisa. Foi mais do mesmo. Ou, admitamos, o país está melhor os portugueses é que ainda não sentem nada na carteira. Excepto, vá, os reformados mais abastados, quem recebe o salário mínimo e os funcionários públicos com vencimentos mais elevados. Para todos os restantes alguém que me explique quais são as melhoras que eu não dou por nada. Tirando a continuação - imperdoável este meu esquecimento - deste refrescante odor a pinho que agora se respira em lugar daquele horrível bafio que antes tinhamos de suportar...

sábado, 30 de dezembro de 2017

Erva em demasia...

Aquele grupo de pessoas que só quer o nosso bem – governo ou lá como se convencionou chamar – já decidiu o que podemos ou não comer nos bares, cafetarias e similares dos estabelecimentos de saúde. Por enquanto ficam-se por aqui. Mas, não tarda, a obrigação há-de estender-se aos restaurantes e, um dia, às nossas casas. Tentativas disso são já conhecidas algumas. Outras, certamente, se seguirão.


Vá lá que ainda não foi desta que limitaram a oferta alimentar destes estabelecimentos à comida vegetariana. Fica, certamente, para a próxima. Por enquanto ficam-se pela recomendação do consumo de carnes brancas acompanhadas de uma salada de alface, tomate ou cenoura ralada. Para beber aconselham uma infusão de ervas. Sem açúcar. Só podia. Esta gente tem uma fixação pela erva...



quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

O Maduro que estique o pernil

Uma vergonha – ou pior, até – essa cena de boicotar o Natal dos outros. Não se faz. Como o camarada Maduro não se cansa de salientar, trata-se de mais um infame ataque, por parte do grande capital e das forças imperialistas, à revolução bolivariana e ao povo venezuelano. Não bastava destruírem toneladas de comida e medicamentos, só para chatear o povo e deixar mal vistos os lideres revolucionários, agora os fascistas ainda têm o descaramento de perseguir os navios gigantes que iam para a Venezuela atafulhados de pernil. Tudo, ao que se sabe, por causa de uns trocos miseráveis. E do lucro. E da ganância. E de mais umas quantas cenas capitalistas que agora não me ocorrem. 


Pena que ao camarada Maduro não lhe tenha dado para esticar o pernil. Refiro-me, obviamente, ao stock que ainda possa existir no país e que ele, assim tipo aquele truque da multiplicação dos pães ou lá o que era, tratasse de multiplicar por muitos. 


Nisto só duas coisas me surpreendem. A fraca indignação que o assunto suscitou e a ausência de um movimento de solidariedade para ofertar pernil aos venezuelanos. Os profissionais da indignação e dos movimentos solidários devem estar ocupados com outra indignação e com outra desgraça qualquer.


 

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Rabos de palha

Gosto da democracia. É cá uma mania minha. Aceito, por isso, de bom grado que parte dos meus impostos sirva para financiar os partidos. Por mim – mas, admito, posso estar errado – é preferível que seja o orçamento de Estado a financia-los do que ter um Santos Silva qualquer a meter lá dinheiro à sorrelfa. Parece-me óbvio que este último método nos fica muito mais caro e que se paga na mesma com os nossos impostos.


Infelizmente o actual sistema de financiamento partidário não é carne nem é peixe. Depois dá nisto. E um dia destes noutra coisa. São as consequências de legislar à socapa, ao sabor das indignações das redes sociais e de não ter políticos sem “rabos de palha”. Mas esses, nos países onde existem, são os que nós chamamos populistas, ou lá o que é.

domingo, 24 de dezembro de 2017

Todos os ajuntamentos são criticáveis, mas alguns são mais criticáveis que outros...

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(Imagem obtida na internet) 


Acho alguma piada às criticas fáceis ao denominado consumismo desenfreado que se verifica nesta época do ano e que por norma são documentadas por fotografias de superfícies comerciais a abarrotar de gente. A comunicação social e as redes sociais em geral, por estes dias, repetem-nas sem parar. É lá com eles. Ou com quem define a linha editorial e determina aquilo com que nos devemos indignar. Pena que, pelo menos de vez em quanto, não mostrem imagens do Metro de Lisboa. Mas percebe-se que não o façam. Criticar um serviço concessionado ao Partido Comunista é capaz de não ser, nos tempos que vivemos, muito popular.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Caloteiros de olhos em bico

Uma ou outra vez não me importo nada de concordar com os comunistas. É por isso que estou inteiramente de acordo com a medida do governo chinês que visa limitar a vida quotidiana dos caloteiros que não pagam as prestações dos empréstimos. Nomeadamente, entre outras coisas, impedindo-os de frequentar hotéis de luxo e viajar de avião ou comboio.


Por mim, reitero, acho bem. O mesmo, presumo, devem achar o PCP, o BE e aquela parte esquisita do PS. Bem que podiam, aproveitando a paixão assolapada que vivem entre eles, aprovar a aplicação de idêntico procedimento cá pelo rectângulo. Até porque, se não o fizerem, um dia destes estaremos todos a salvar mais um banco. Ah, não, espera. A esquerda, tirando o BPN e a Caixa Geral de Depósitos, não salva bancos nem perdoa dividas a grandes empresas que não se chamem Soares da Costa.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Injustiças

Isto da justiça - aquela que é praticada nos tribunais por homens, mulheres e demais almas que não se revejam nesses estereótipos – tem muito que se lhe diga. Cada vez menos em seu abono, refira-se. Para isso muito têm contribuído inúmeras decisões que de justo pouco aparentam ter. Mesmo deixando de lado aquelas que atingem um grau de mediatismo que as torna impossíveis de ignorar. Podemos ficar por outras, longe do foco mediático, mas nem assim menos dignas de causar revolta e indignação. Principalmente, como é óbvio, entre as vitimas, os condenados ou, até, entre aqueles que nada têm a ver com o assunto mas que tendem a aborrecer-se com as injustiças.


Como, por exemplo, obrigar um cidadão que aufere o salário mínimo a pagar uma pensão de alimentos no valor de duzentos e cinquenta euros mensais. Cidadão esse que, mesmo assim, ainda se pode dar por feliz por a extorsão não ir a valores mais elevados. É que, segundo a legislação em vigor, quarenta e três por cento do IAS - cento e oitenta e um euros – chegariam muito bem para o infeliz espoliado viver com dignidade. Embora, pelas mesmas contas, igual quantia não chegue para a dignidade da criança. Nem, quiçá, da progenitora. Mas essa, se encontrar mais uns quantos alarves, terá uma vidinha descansada por muitos anos.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

O diabo está nos conceitos

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Quando se fala de alegada má gestão no chamado terceiro sector é de bom tom, logo para inicio de conversa, afiançar que não se deve confundir a árvore com a floresta e que poucas serão as instituições que não possuem uma administração a pautar-se pelos mais estritos conceitos de bem gerir. Pois. Será.


É que o problema está precisamente nisso. Nos conceitos. Levar uma família a fazer uma doação – seja em dinheiro ou em espécie – a uma IPSS para que um idoso tenha lugar no lar da terceira idade – coisa que nem sei se acontece – pode, a suceder, ser considerado um excelente acto de gestão. Ou uma Organização Não Governamental, cansada de esperar por refugiados, ir buscá-los directamente aos portos líbios para garantir o apoio governamental por cada cabeça resgatada, também poderá – lá está, a acontecer – constituir uma boa estratégia de negócio.


Há, depois, o descaramento. Ou, como outros preferem, o deslumbramento. Daí que algumas entidades – neste caso em Espanha, mas estas coisas têm tendência a globalizarem-se – promovam campanhas de caça à herança com o alto patrocínio, imagine-se, das Nações Unidas. Que isto convém sempre dar um ar de seriedade à coisa. Por cá também se contam muitas histórias de heranças e de como elas terão, segundo a voz do povo, melhorado a vida de alguns. Ou não, dependendo do conceito.


 

sábado, 16 de dezembro de 2017

O cone

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Se eu fosse um gajo com queda para a dissertação desatava para aqui a tecer considerandos acerca da época natalícia. Mas não tenho esses dotes. Nem, a bem dizer, dissertar seja coisa que me apeteça por aí além. Fico-me pelo cone. Que, sem se saber ao certo como nem porquê, se tornou no mais recente símbolo de Natal. Deve ser para não ofender os amigos dos pinheiros, ou isso. Mas, seja lá qual for o motivo, agora todas as terras têm um. Nós, por cá, também. E está janota, o sacana do cone.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Justiça à moda da esquerda. Torta, portanto.

Gosto dessa coisa da justiça social, ou lá o que é, que o fantástico governo das esquerdalhas associadas tratou de restabelecer depois daqueles maléficos governantes que os antecederam terem espalhado injustiças, miséria e sei lá que mais.


Gosto tanto que não posso deixar de me congratular com o anuncio de mais uma medida que visa repor um pouco de justiça na sociedade portuguesa. O aumento das reformas. É justo. Não podia estar mais de acordo. Assim como já estava em concordância com o bando quanto à decisão de aumentar o salário mínimo. Aliás só uma besta é não se regozijaria por os reformados – os que ganham mil e quinhentos euros, por exemplo – terem um aumento de vinte euros. Também só um idiota chapado não exultaria com o crescimento do SMN em vinte e três euros.


Ainda assim nada que se compare com o júbilo que sinto por, o mesmo bando, ter decidido que os funcionários públicos - misteriosamente são os seus principais lambe botas – que auferem, digamos, setecentos ou oitocentos euros não vão ter um cêntimo a mais no seu ordenado. Pelo sétimo ano consecutivo. A mim parece-me socialmente justo. É bem feito. Tanto que, se isto continua assim, ainda voto neles. Deixo é um apelo aos meus leitores. Nesse dia internem-me.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

A culpa é do Passos, pá!

Parece que aquela cena da Raríssimas já tem um culpado. Ou responsável, vá. E não, não é o actual ministro da Segurança Social que, para além de tutelar a instituição, até foi vice-presidente da assembleia geral daquela coisa, onde, pelos vistos, fazia como a Cristas enquanto ministra.


Desengane-se, também, quem esteja com ideias de culpabilizar os restantes membros de todos os outros corpos sociais da associação. Não viram nada, não sabiam de nada e coisa nenhuma lhes levantou suspeita. Livrem-se, igualmente, de suspeitar que os serviços públicos competentes – é, obviamente, uma força de expressão – possam ter no caso, ainda que ao de leve, alguma responsabilidade no assunto. Não tiveram. Nunca têm.


A culpa, como ando desde ontem a ler e a ouvir, foi do Passos Coelho. Nem podia ser de outro. E não vale a pena perguntar porquê. Os acusadores disparam, de rajada e à queima-roupa, um infindável rol de motivos que, todos juntos, me deixam convencido da sua razão. Desde aquilo de ter reduzido o Estado ao mínimo indispensável, à promoção da caridade, ao retirar o apoio que o Estado devia dar a tudo e mais alguma coisa para passar essa função para os privados, até apenas porque sim e porque Passos é Passos, tudo tem servido para culpar o ex-governante pelas alegadas tramóias que agora vieram a público.


Nada disto é surpreendente. A culpa, seja do que for, nunca pode ser de ninguém de esquerda. Nem, sequer, a solução que a canhota apresenta para que casos destes não se repitam causa grande espanto. Ponha-se o Estado a prestar todos esses serviços de assistência social, defendem. Assim estilo ex-União Soviética e outros paraísos felizmente extintos.