terça-feira, 18 de julho de 2023

Activistas fofinhos

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1 – As redes sociais são as paredes das casas de banho públicas dos tempos modernos. Mensagens destas são “aos molhos”. Esta não constitui nenhum perigo, nem pode ser encarada como discurso de ódio, pois não? Qualquer “cantante”, ainda que por outras palavras, dirá mais ou menos o mesmo...


2 - A exposição evocativa dos cinquenta anos do “Expresso”, a que ainda um dia destes aqui fiz referencia, foi toda grafitada. Um deplorável acto de vandalismo, lamenta-se o jornal em questão. Ai agora já não é activismo? Olha-me estes...


3 – Na sequência de uma espécie de geringonça à espanhola, a extrema-direita vai fazer parte do governo da Extremadura. Deverei preocupar-me quando for a Badajoz? Talvez não, que isso é assunto dos espanhóis. O que me inquieta mais é o lado de cá. Nomeadamente se eles começarem a apertar com aqueles indivíduos, cuja etnia não podemos mencionar, que vivem entre cá e lá usufruindo das maravilhas do Estado social...

domingo, 16 de julho de 2023

Decidam-se, porra!

Um destes dias houve quem se indignasse por causa de uma caricatura do primeiro-ministro, exibida nas manifestações de professores. Chegou-se ao ponto do próprio, na falta de melhores argumentos, considerar aquilo um acto racista. Para outros, oportunisticamente mais tolerantes, tratou-se apenas do exercício da liberdade de expressão.


Na semana que passou voltámos ao mesmo. Desta vez por causa de um cartoon, exibido na RTP, em que a pontaria de um policia melhora significativamente à medida que a cor do alvo vai escurecendo. Aqui d’el que estão a faltar ao respeito aos policias e mais não sei quê, reclamaram os que no caso anterior defendiam estarmos perante a liberdade de criação do artista e a liberdade de expressão de quem se manifestava. Por sua vez os que acharam ofensiva e que reprovaram a caricatura do Costa, dizem agora que não senhor, o cartoon não é ofensivo coisa nenhuma e, mais, até acham muito bem que os policias se sintam ofendidos que é para ver se deixam de ser racistas.


É nestas ocasiões que me apetece partir para a violência. Assim tipo estrafegar alguém, ou isso. Não é que a opinião destes sabujos me importe. A irritação que me provoca deriva apenas de uma parte deles integrarem a trupe que nos governa e de todos esses incoerentes terem direito a votar. Tirando isso têm, como é óbvio, toda a liberdade de serem idiotas.

sábado, 15 de julho de 2023

Agricultura da crise

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Na agricultura da crise, nesta época do ano, todos os dias se colhe qualquer coisa. Esta semana foi colhido o primeiro pimentão. O primeiro de muitos, espero, porque ao contrário de anos anteriores as plantas estão com bom aspecto. Quanto aos pepinos... Ando a tentar testar se assustam mesmo os gatos ou se aquilo é apenas uma cena para divertir o pagode que gosta de assistir aos vídeos de gatinhos que proliferam na Internet. No entanto a Senhora Dona Gata não me dá hipótese. É que nem me deixa aproximar para lhe deixar o pepino por perto. Está sempre atenta a todas movimentações e mesmo a comer não baixa a guarda. Mas calculo que não se assuste, até porque está habituada a vê-los no quintal. Isso deve ser coisa dos gatos maricas da cidade.

sexta-feira, 14 de julho de 2023

Verde que te quero castanho

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Reclamei vezes sem conta da bosta de cão na relva que circundava três dos quatro lados do Rossio cá da terra. Uma porcaria. Uma imundície, digamos. Até mesmo para os jardineiros, que ao cortar a relva projectavam merda de cão em todas as direcções. É pois com imensa satisfação que constato estar o problema prestes a ser resolvido. Merda de cão a infestar a relva é agora coisa rara. Acertar numa área relvada exige um nível de precisão ao nível da cagada muito difícil de concretizar para qualquer rafeiro. Porreiro, pá.

quinta-feira, 13 de julho de 2023

É que nem um croquete, pá!!!

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Deparei-me hoje, no jardim municipal de Évora, com a exposição alusiva aos cinquenta anos do semanário “Expresso”. Acabadinha de inaugurar. São cinquenta primeiras páginas, uma por cada ano, que podem ser apreciadas pela primeira vez ou recordadas pelos visitantes.


Estas cenas de exposições e actividades culturais em geral não são a minha especialidade. Mas, calculo eu, os responsáveis pelo conteúdo e pela cerimonia de abertura do evento serão certamente especialistas do mais especializado que há nesta especialidade. Daí admitir humildemente que as minhas expectativas em relação ao acontecimento, para além de manifestamente exageradas, foram notoriamente parvas. Relativamente às capas expostas esperava - vá lá saber-se porquê – que tendo havido, no período de tempo abrangido, três bancarrotas e outros tantos resgates pedidos pelo PS as capas escolhidas referentes aos anos em causa tivessem alguma menção a esses factos. O mais parecido com isso é a primeira página da foto...referente ao ano de 2010! Depois a cerimónia de inauguração. Estranhei a ausência de comes e bebes, mas quero acreditar que, de seguida, terá havido um beberete em local mais recatado. Agora o que me deixou mesmo escandalizado foi a falta de animação artística associada à exposição. É que nem havia um grupo de dança ou uma academia sénior a abrilhantar aquilo. Ou, vá, um grupo de cavaquinhos ou pandeiretas. Uma miséria franciscana, foi o que foi.

quarta-feira, 12 de julho de 2023

Devem ter feito voto de pobreza...

Portugal é um país onde a esmagadora maioria da população, praticante ou não, professa uma qualquer religião. Ora, cuidava eu, que o objectivo de todos os crente seria alcançar o paraíso e que só a ideia de passar a eternidade no inferno era coisa para lhes provocar pesadelos. Mas, afinal, não. O pessoal odeia os que conseguem chegar ao paraíso e não se importa nada de viver no inferno. Se é assim em termos fiscais, se calhar também é no resto.


A divulgação, dias atrás, de um relatório a apontar para o crescimento das transferências para os chamados paraísos fiscais trouxe ao de cima, nomeadamente nas redes sociais e nalguns comentários na comunicação social, aquilo que de pior existe em cada um. A inveja, a maldade, a ignorância e a parvoíce. Entre outros. A generalidade ignora que esse dinheiro não é do Estado, que se trata de uma prática legal e que grande parte desse dinheiro foi transferido para países – a Suíça, por exemplo – cujo sistema bancário tem fama de ser bem mais fiável do que o nosso.


Acho inacreditável como é tolerada a apropriação pelo Estado da riqueza gerada pelas pessoas. O rendimento de qualquer investimento financeiro – sejam depósitos, certificados ou outros - é taxado em vinte e oito por cento. Isto, apesar de quase toda a gente ter depósitos a prazo que hão-de gerar um retorno qualquer, não indigna ninguém. As poupanças são, afinal, de quem? Com que legitimidade se apropria o Estado de uma parte significativa do proveito gerado por capital que já foi escandalosamente tributado quando ganho como rendimento do trabalho? Mas, claro, isto sou eu que não passo de um herege e não gosto de viver em permanente penitência.

terça-feira, 11 de julho de 2023

Então quem mais há-de pagar a ADSE?!

“É injusto que sejam apenas os beneficiários a suportar a ADSE”, proclama um conhecido economista ligado ao PCP, muito apreciado entre a camaradagem e, julgo, com um cargo qualquer naquele Instituto. Sou beneficiário da ADSE e em muitas ocasiões aqui e noutros sítios me insurgi contra discursos que, para além de uma inveja completamente despropositada, apenas revelam desconhecimento do que é hoje e como funciona aquele organismo. Mas opiniões destas não têm defesa possível. Obviamente que faz todo o sentido que sejam os utilizadores a suportar aquilo. O que não faz sentido nenhum é existirem muitos beneficiários isentos de contribuição. Igualmente inconcebível é a impossibilidade do valor descontado no vencimento ser deduzido no IRS, à semelhança do que acontece com os seguros de saúde. E, por mais que alguns não percebam, é isso que é a ADSE. Um seguro de saúde, caro e fraquinho.

segunda-feira, 10 de julho de 2023

Roubo à espanhola

1 – O que faz uma bandeira da Palestina numa manifestação de mariconços e outras criaturas de tendências correlativas? Não lhes vou recomendar que se vão manifestar para aquele território, até porque não lhes desejo mal nenhum, nomeadamente o falecimento que seria o mais provável na remota hipótese de se tentarem exibir naquelas paragens. Uma bandeira palestiniana numa manifestação daquela natureza é uma estupidez. Faz tanto sentido como uma bandeira da Iniciativa Liberal numa manifestação contra a privatização da TAP.


2 – A uma força extremista espanhola que tem governado o país nos últimos anos, ocorreu a ideia de colocar o Estado a dar vinte mil euros, a titulo de “herança universal” aos espanhóis que completem dezoito anos de idade. Como forma de garantir a oportunidade de igualdades, garantem os promotores da ideia. Como o Estado não produz riqueza – nem dinheiro, felizmente - terá de o ir buscar a algum lado. Às heranças e às grandes fortunas, naturalmente, é o que garante a doida que promove a maluquice.


3 – Como seria de esperar também por cá há uns lunáticos a sugerir o copianço da medida e respectiva fonte de financiamento para, dizem eles, corrigir aquilo que chamam lotaria do berço. Mesmo que consigam levar por diante esta intenção nunca irão colocar a pata na esmagadora maioria das heranças. Nesse aspecto de contornar a lei a generalidade dos portugueses é tão boa quanto os políticos. Quanto muito, se quiserem financiar tamanho desvario, terão de elevar o IRS do patamar de roubo para o de escravatura.

domingo, 9 de julho de 2023

Agricultura da crise

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É tempo de colheita na agricultura da crise. Dos figos, lamentavelmente, não há registo fotográfico. Desta vez as alterações climáticas – ou seja lá o que fôr – anteciparam a maturação em cerca de duas semanas. Coisa que deve ter baralhado a passarada, o que permitiu fazer uma colheita antes que os bandos de voadores esfomeados os devorassem.


Os alhos foram vitimas do patife do costume. Levou parte significativa da produção ainda antes de estarem prontos para a colheita. Dá-lhe para isto. O que me faz espécie é que não lhe dá para arrancar as ervas. Uma questão interessante para um estudo cientifico acerca do comportamento humano no âmbito das patologias ao nível da psique.


As primeiras cebolas e os primeiros abrunhos também estão aí. Tudo a IVA zero, sem qualquer produto químico nem corantes ou conservantes. Já do preço de todos estes produtos não sei nada. Estarão ao preço que o mercado estiver disposto a pagar por eles. Pelo menos enquanto o governo não ceder ao pedido de cada vez mais criaturas no sentido de fixar os preços máximos a que podem ser vendidos. Será o primeiro passo para a escassez, mas vá lá perceberem isso...


 

sábado, 8 de julho de 2023

Ralações desnecessárias

1 – Muitíssima razão tem o primeiro ministro quando garante que os portugueses não querem saber destas historietas de indivíduos que assinam contratos de prestação de serviços, no valor de larguíssimas dezenas de milhares de euros, com organismos públicos para a realização de trabalhinhos que fazem em meia-dúzia de dias. Tem toda a razão, reitero, o nosso primeiro. Era o que mais faltava ralar-me com cenas dessas. Até porque, no limite, os tais trabalhinhos podem nem ter existido. Logo, a ser assim, quem é que se vai preocupar com coisas que não existem?! Os portugueses não, que não são parvos.


2 – Noutros tempos o percurso político de muita gente iniciava-se no poder local, seguia-se o parlamento, depois o governo e, finalmente, a administração de uma empresa. Pública ou privada, pouco importava. Hoje começa-se como assessor, daí para chefe de gabinete, depois secretário de Estado e termina-se como arguido. O que não é necessariamente o fim da carreira política. Como lá mais para diante havemos de constatar.


3 – Percebo pouco – nada, vá – de material bélico. Ao contrário dos inúmeros especialistas especializados em bombas de fragmentação, quase todos devotos do Putin e saudosos admiradores do país dos sovietes, que andam para aí preocupadíssimos com os efeitos devastadores que as mesmas terão na guerra da Ucrânia se os malvados dos EUA as fornecerem aos militares do país invadido pela Rússia. Apesar da minha falta de conhecimento em armamento, tenho uma novidade para essa malta. Parece que aquilo apenas é perigoso se explodir. Se os russos voltarem para a terra deles aquela coisa é do mais inofensivo que há.

quinta-feira, 6 de julho de 2023

Doidas, doidas andam as amiguinhas dos animais...

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As amiguinhas dos animais estão cada vez mais insuportáveis. E parvas, também. Queixam-se de tudo, pretendem impor aos outros as suas taras e provavelmente só vão sossegar o pito quando se arranjar uma maneira qualquer de dar aos bichos os mesmos direitos das pessoas.


É célebre a história da maluca – pensava que era anedota, mas diz que não – que pretendia remover os piolhos da cabeça do filho sem matar os parasitas. Cenas parecidas, só que menos conhecidas, acontecem todos os dias e cada vez com maior frequência. Como a desta desgraçada que filmou um galináceo – ela refere galinha, mas considero abusivo presumir que esse é o género com que o bicho se identifica – com uma pata partida. Situação que, relata, denunciou à GNR. Sorte dela que deu com um militar cheio paciência.


Calculo que esta gente se preocupe também com os sentimentos das formigas. Eu ralo-me com isso. Muito, até. Daí que para evitar que elas caiam das árvores do meu quintal – para onde têm a mania de subir, as traquinas – tenho instaladas estas telas dissuasoras, que têm como objectivo impedir que trepem por ali acima pondo em risco a sua integridade física. Muitas, as mais aventureiras, arriscam a travessia e ficam lá coladas a padecer, num sofrimento atroz, até que faleçam. Coitadas. São os danos colaterais em nome de um bem maior.

terça-feira, 4 de julho de 2023

Árvores?! Não temos, não queremos e não gostamos

As reportagens televisivas acerca do calor fazem-me precipitar para o comando da televisão para rapidamente mudar de canal. Aborrecem-me. Nomeadamente aquelas que são feitas no Alentejo. Como se no Verão estar quentinho nestas paragens fosse coisa de espantar. Em lugar de indagarem os habitantes sobre as precauções que tomam para fazer face à canícula podiam, sei lá, ser mais imaginativos. Assim, tipo, perguntar o porquê das árvores, nas vilas e cidades alentejanas, serem um elemento raro da paisagem. Ou, se quisessem ser um bocadinho mais agressivos, tentarem perceber o motivo para os alentejanos não gostarem de árvores.Isso é que era uma cena de relevante interesse público.


De facto a relação amistosa entre alentejanos e árvores é meramente anedótica. Não passa de um mito. No campo já não há gente para se deitar à sombra e nos aglomerados urbanos quase não há arvores. Os habitantes não gostam delas. São mais que muitíssimos os casos em que os moradores solicitam o seu abate às autarquias. As razões invocadas, que vão desde as folhas que sujam os quintais aos pássaros que cagam os automóveis ou perturbam o descanso com o seu chilrear, são todas muito válidas e, como é óbvio, suscitam da parte das edilidades a maior compreensão e rápida intervenção no sentido de satisfazer as reclamações. Que isto, como se sabe, há que manter o eleitorado contentinho não vá dar-se o caso de nas próximas eleições escolher a oposição. Se quando está calor as sombras escasseiam e não existe arvoredo para aligeirar a temperatura é coisa que interessa pouco. Até porque há outras coisas muito mais importantes e divertidas com que a malta se pode entreter.

domingo, 2 de julho de 2023

Ponde as barbas de molho...

É impressionante a condescendência com que a comunicação social e os especialistas especializados na especialidade da delinquência travestida de ativismo social analisam as desordens, protagonizadas por criminosos e outra escória, que por estes dias têm ocorrido em França. Quase me convencem que a criatura, cujo falecimento está na origem do inicio da confusão, era um santo. Sem ofensa, que o gaiato para além de marginal era muçulmano. Obviamente não acho bem que a policia o tenha abatido. O que acho espantoso é a coincidência que estas ocorrências, em França ou noutro qualquer lugar do mundo civilizado, envolvam sempre pessoas ligadas ao crime, trafico de droga e outras actividades lúdicas correlacionadas. Nunca, assim que me lembre, vi uma noticia a dar conta que a policia matou alguém que regressava do trabalho.


A forma de protesto escolhida também não suscita aos ditos especialistas uma critica especialmente convincente. Parecem, até, olhar com benevolência para os tumultos. Deitar fogo a autocarros, bibliotecas, câmaras municipais ou residências com famílias lá dentro não se lhes afigura, a julgar pela apreciações que fazem, algo de particularmente grave. Pilhagens a lojas de luxo e a stands de viatura de gama alta, parecem também um protesto legitimo. Mas, quase todos, ofendem-se com uns cartazes mal-enjorcados a retratar o Costa. Ou seja, para esta gente a liberdade de roubar, pilhar e vandalizar é muito mais valorizável do que a de criticar. Ou, mas isso sou eu a especular, para eles a ilicitude depende da cor da pele e da religião professada pelos intervenientes. 


Segundo alguns uma guerra civil em França será apenas uma questão de tempo. Oxalá estejam enganados. O Maio de sessenta e oito acabou quando a generalidade dos franceses se fartou das maluquices de então. Veremos, desta vez, o que acontece quando a população se fartar destes comportamentos, cada vez mais frequentes, e começar a defender o que é seu. Seja a propriedade, a tranquilidade ou o modo de vida.

sábado, 1 de julho de 2023

Subserviência... respeito é outra coisa.

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Menos mal que por cá ainda não chegaram estas modernices. Não tardarão, certamente. Muçulmanos já temos com fartura e a esquerda, na sua eterna busca de causas fracturantes, mais cedo do que tarde seguirá o exemplo de Espanha – aquilo já não é um país, o Podemos e o PSOE transformaram-na num manicómio a céu aberto – e reivindicará a abstinência relativamente à carne de porco para não faltarmos ao respeito aos seguidores do profeta.


Para ser franco nem me importaria muito. O meu colesterol ia agradecer. É mais uma questão de coerência. Preferia ver a Esquerda, em lugar de reivindicar subsídios,  promover a integração de toda essa malta ensinando-lhes a apreciar  as sandes de coiratos, o vinho, a cerveja e a bela da bifana. Isso é que era integrar à séria. Até eu era gajo para começar a simpatizar com a esquerda. Ou a tolerar os esquerdalhos, vá, que é melhor não me deixar levar pelo entusiasmo.

sexta-feira, 30 de junho de 2023

Miséria engravatada

Os lamentos por causa da exiguidade do salário mínimo nacional têm o condão de me aborrecer. “Vamoláver”, então o SMN anda a aumentar bastante mais do que a remuneração mediana há não sei quantos anos e, ainda assim, continua a ser indigno?! A partir de que valor é que passará, nas sábias palavras da CGTP, a ser digno? O SMN numa economia como a portuguesa, por mais que o governo o aumente, continuará sempre a valer o mesmo. A sua acentuada subida dos últimos anos apenas serviu para desvalorizar o salário médio e, em lugar do efeito pretendido de melhorar a vida de quem ganha o SMN, para aumentar o número de pobres. Ou vulneráveis, como agora se diz no linguajar politicamente correcto da moda. Nunca como agora tanta gente recebeu apoios sociais para tudo, de toda a espécie e oriundos das mais diversas fontes. Se necessitar da caridade do Estado não é ser pobre, então há que rever o conceito de pobreza.

quinta-feira, 29 de junho de 2023

Ó Sol és a minha crença...

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Espanha, que tal como nós sofre as agruras da canícula, proibiu o trabalho ao ar livre nos dias de calor extremo. Uma parvoíce que, espero, não seja replicada por cá. Se for terão muita gente a protestar contra a decisão. A começar pelos ambientalistas, que protestarão por a medida não se aplicar ao trabalho dentro de portas. Nesses dias, argumentarão, o uso intensivo de aparelhos de ar condicionado prejudicará ainda mais o ambiente. Depois os trabalhadores. Provavelmente não lhes agradará a ideia de ficar sem ordenado nem, ainda mais provável, sem os biscates que o chamado horário de Verão lhes permite fazer no pós-laboral. Finalmente todos nós. Parar o país durante dois ou três meses por ano terá um custo significativo que alguém terá de pagar. E nem é preciso ser dado a cenas de bruxaria para saber a quem vai ser apresentada a conta.


Como declaração de interesses… sei o que é trabalhar nessas condições. Passei três Verões a trabalhar alcatroamento de estradas, das oito da manhã às seis da tarde, no Alentejo e grande parte desse tempo no meio de nenhures, onde não haviam arvores ou qualquer outra coisa que fizesse sombra. E, apesar do calor que – pasme-se – já se fazia sentir à época, não derreti. Isto no tempo em que os jovens se queriam ter dinheiro para gastar no que lhes desse na realíssima gana não pediam aos papás. Até porque não adiantava, eles também não tinham.


Este é apenas mais um sinal da chegada ao poder das florezinhas de estufa. Gente que, como diria a minha avó, não sabe o que “custa amar a Deus”. Logo com pouca predisposição para o trabalho e a quem tudo serve de pretexto para não bulir uma palha. De Verão é o calor, de Inverno será o frio, depois o vento ou a geada. Já ir à praia nos dias em que a actividade laboral ao ar livre é proibida não constitui qualquer problema. O Sol, aí, não faz mal nenhum. Mas lixam-se, que nesses dias não há bolinhas… ah, pois é.

quarta-feira, 28 de junho de 2023

Se os manifestantes trabalhassem, o Costa gorvernasse e a Largarde deixasse a inflação em paz...

Mais um dia de greves e manifestações da CGTP. É, entre outras coisas, o habitual desde o fim da geringonça. As reivindicações também são as do costume. Aumentos de ordenado e cenas assim. Tudo menos a redução de impostos. Essa parte não os aflige. Por mim, enquanto não incluírem a luta contra o assalto fiscal ao bolso de quem trabalha, não os consigo levar a sério. Têm apenas o meu desprezo.


A Lagarde, por sua vez, continua a achar o contrário. Para ela essa coisa de aumentar ordenados e dar apoios sociais apenas serve para aumentar a inflação. A continuar assim a coitada da senhora não tem outro remédio senão continuar a subir os juros. O que levará, quase de certeza, o PCP a mandar os seus prosélitos para as manifestações e fará com que o Costa continue a distribuir dinheiro generosamente.


Enquanto isso os portugueses continuarão a fazer a vidinha do costume, incapazes de adaptar o consumo à actual realidade. Ou seja a esturrar o que têm, mais o que não têm, naquilo em que sempre esturraram. A restauração mantêm-se em alta, os espaços de diversão continuam cheios, as férias na estranja não são para prescindir e os carrinhos de supermercado continuam atafulhados dos mesmos produtos de sempre. Ainda bem que assim é. Não precisam é de ser piegas, como dizia o outro.

terça-feira, 27 de junho de 2023

"Volta para a tua terra é ofensivo"? Depende...

Uns quantos nómadas digitais queixaram-se das condições de vida no país, nomeadamente em Lisboa. Tudo demasiado caro, come-se mal e a população não nutre por eles especial simpatia são, entre outras, as principais queixas. A reacção não se fez esperar e foi a óbvia. Vão para a vossa terra, responderam nas redes sociais inúmeros portugueses. A óbvia, digo eu, porque para mim quem não está bem muda-se. No entanto a ausência de reacção das mais variadas “associações”, “observatórios”, “comissões” e intelectualidade variada, que habitualmente se abespinham sempre que essa coisa de regressar à terra de origem é sugerida a alguém, deixa-me perplexo. Será que estamos perante uma forma de intolerância valorizável? Quiçá uma xenofobia do bem, até. Ou a recomendação de voltar para a respectiva terra apenas é considerada ofensa – um crime, quase – em função da cor da pele ou da distância a que fica o país de origem? Se calhar, sim. O que é intolerável, convenhamos.

domingo, 25 de junho de 2023

Abaixo o pequeno capital!

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Mas querem, ao certo – mesmo ao incerto também serve – referendar o quê? Que qualquer cidadão, num momento de aborrecimento ou apenas porque sim, faça um cartaz e vá para a rua reivindicar o que lhe dê na realíssima gana não tem mal nenhum. Antes pelo contrário. È o exercício de um direito legitimo, por maior que seja a excentricidade da reivindicação. Eu é que sou curioso e gosto de saber o que propõem os meus concidadãos no sentido de melhorar a vida de todos. Manias.


No caso trata-se do cartaz de um movimento, supostamente apartidário, que pretende a realização de um referendo local em Lisboa. As perguntas a referendar ainda ninguém sabe quais serão - diz que estão em período de recolha de propostas – mas na página do movimento o alvo escolhido, identificado como principal responsável pela falta de habitação, é o alojamento local. Já quanto aos hotéis de grandes cadeias internacionais, que também ocupam prédios e isso, nem uma palavra. Cá para mim são fachos, ou direitolas. O que, hoje em dia, é a mesma coisa. Gente que prefere atacar quem ganha a vida e se esfola a trabalhar nesse sector e prefere deixar em paz o grande capital, só pode ser da direita mais reaccionária. E bafienta, já se me escapava. Não tarda, ainda estão a culpar os quase oitocentos mil imigrantes, que por cá aportaram, pela falta de casas acessíveis à bolsa dos portugueses. Ou, vá, a pretender referendar se devemos aceitar ou não a vinda de outros tantos que, ao que tudo indica, também irão precisar de casa para morar. Não me admirava, que dessa direita xenófoba espera-se tudo.

sexta-feira, 23 de junho de 2023

As beldroegas da crise

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Lá pela agricultura da crise já é tempo de aparecerem as beldroegas. Há quem não goste e considere que são uma praga. Nada mais errado, embora nasçam espontaneamente. Fazem uma sopa fantástica e constituem um prato típico aqui do Alentejo, o que significa que é bom. E falo apenas no âmbito da comezaina porque, diz, a beldroega terá inúmeras propriedades que favorecem a saúde, nomeadamente da pele, ossos, olhos e sistemas imunológico e cardiovascular. Mas destas últimas cenas não sei nada. Talvez sim, talvez não. Confirmo é são mesmo boas e quem não as come não sabe o que perde. Estas têm a vantagem acrescida de serem completamente grátis. Para mim. Numa loja on-line estão a ser vendidas a sete euros o quilo e um prato delas, num dos restaurantes finórios cá da terra, deve ser igualmente carote. É a vida, a inflação, a ganância ou tudo junto.

quinta-feira, 22 de junho de 2023

Foge, se puderes...

Segundo os especialistas da especialidade, a economia paralela rondará os trinta e cinco por cento do produto Interno Bruto. Por um lado parece-me uma boa noticia. Significa que o governo não consegue pôr a mão numa parte da riqueza produzida no país. O dinheiro, por mais que uns quantos pensem o contrário, não é do Estado. É de quem se esforça para o ganhar. O lado mau é apenas esse número não ser significativamente mais elevado. A carga fiscal assumiu proporções de tal ordem que isto só não dá para o torto por o governo ter conseguido criar uma clivagem entre os portugueses. A metade que não paga IRS devido às manigâncias da tabela, não percebe o crime – sim, crime, que roubar ainda é um acto criminoso - que está a ser cometido sobre a outra metade. Daí que, em consequência desta incompreensão e da completa burrice que em matéria financeira afecta grande parte da população, o governo tenha sempre margem politica para manter este esbulho.


Os impostos que daqui resultariam, no dizer dos especialistas especialmente especializados nesta especialidade, dariam para o Estado fazer coisas. Muitas, garantem. Apesar de não ter especialização em nenhuma espécie de especialidade, não acredito que desse para muita coisa. Daria, quanto muito, para as mesmas. Até porque não estou a ver como é que conseguem demonstrar que, dentro da legalidade fiscal, estas actividades gerariam a mesma riqueza. Provavelmente sem elas o Estado teria de gastar muitíssimo mais em apoios sociais e outras esmolas que tais. O que, parece óbvio, ainda tornaria as contas públicas mais insustentáveis.


Por fim uma questão para qual não vejo resposta. Se quem trabalha sem receber ordenado, apenas a troco de cama, mesa e roupa lavada é escravo, alguém que fica sem trinta, quarenta ou cinquenta por cento do seu salário e, da parte restante, ainda tem de pagar esses itens, é o quê? Meio-escravo? Fica dúvida.

quarta-feira, 21 de junho de 2023

Mulheres de armas

Sou do tempo em que eram raras as mulheres em cargos governativos. Tão poucas que havia quem jurasse por todos os santinhos – nomeadamente Marx, Lenine e outros – que se as mulheres mandassem no mundo existiriam muito menos guerras. Para os mais optimistas – ou feministas, dependendo do ponto de vista – quiçá até acabassem as querelas a envolver meios bélicos e a paz reinasse no mundo. Nunca, como agora, existiram tantas mulheres no poder. Bastantes, por acaso ou não, no cargo de ministras da Defesa. As guerras, no entanto, são mais que muitas. Será apenas coincidência, que não sou gajo muito dado a teorias da conspiração. A única teoria que cai por terra é a dos visionários cheios de certezas quanto ao pacifismo feminino e à capacidade das mulheres em resolver as divergências através do diálogo.

terça-feira, 20 de junho de 2023

Nacionalizem o Sol, pá!

Há uns anos instalar um painel solar para produção de electricidade pareceu-me uma boa ideia. Produzir a própria energia – uma parte, pelo menos – contribuir para proteger o ambiente e, principalmente, reduzir a conta da luz eram os motivos que se propagandeavam para levar o pagode a optar pela energia solar. Até porque o Sol quando nasce é para todos e, excepção aos dias nublados, a poupança que o astro-rei proporciona também.


Mas isto, como tudo na vida, para uns ganharem outros terão de perder. E nisto, como no resto, o Estado nunca fica perdedor. Vai daí inventou as taxas, taxinhas, tarifas e tarifinhas que pagamos na conta da luz. O desgraçado do painel que tenho no telhado, apesar do calor que habitualmente se faz sentir por estas bandas, não consegue produzir energia que compense o saque fiscal que mensalmente me chega a casa disfarçado de factura. Desgraçadamente ainda não existe tecnologia que também produza impostos. E se houvesse inventariam um imposto qualquer para lhe aplicar.

segunda-feira, 19 de junho de 2023

O conceito da noticia aplicado à facada

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Mai’nada, que essa cena do rigor informativo, de esclarecer cabalmente o leitor, o ouvinte ou o telespectador nunca foi grande ideia. Nem coisa apreciada por ditaduras, diga-se. Até porque, está provado cientificamente, o excesso de informação não é nada bom e é, até, capaz de suscitar problemas de vária ordem. Não confundir, obviamente, estas práticas com actividades censórias. Isto é tudo para o nosso bem.


Lamentavelmente esta maneira adequada de reportar os acontecimentos nem sempre é respeitada. Ainda no outro dia uns agitadores quaisquer armados em jornalistas – inflitrados da extrema-direita, quase de certeza – levaram o dia a esclarecerem exaustivamente que o tipo que atacou crianças com uma faca, num parque em França, é cristão. Assim de repente não estou a ver porque, ao contrário do habitual, não terão respeitado as recomendações emanadas superiormente. Se calhar tem a ver com aquilo que, parece, se aprende nas escolas de jornalismo acerca do conceito de notícia. Só é notícia quando é o homem a morder o cão…

Para o ano vai ao Marquês festejar o 39 com o Ventura...

1 – O primeiro-ministro terá ido ver um jogo de futebol utilizando, alegadamente, meios do Estado. Não sei do que se admiram. O dinheiro dos contribuintes é do Estado e o Estado faz com esse dinheiro o que muito bem entender. Nomeadamente ir à bola.


2 – Ainda sou do tempo em que causava indignação generalizada a ida de governantes ao Estádio da Luz. Dizia-se que a proximidade de políticos a gente pouco dada à seriedade não seria benéfica para a credibilidade dos primeiros. Agora tais actividades apenas são criticáveis se o espectador não for do PS e uma das equipas em jogo for o Benfica.


3 – De ora em diante o discurso demagógico e repetido até à exaustão por António Costa, acerca de uma eventual aliança do PSD com o Chega, passa ser ainda mais ridículo. Quem vai à bola com um dos líderes mais extremistas e radicais de direita não terá muita boca para falar acerca dessas coisas.

sábado, 17 de junho de 2023

Xenofobia do bem

Acho piada ao embevecimento demonstrado pela imprensa do regime relativamente ao surto migratório oriundo da Ásia que estará, ao que dizem, a repovoar o Alentejo e torná-lo mais multicultural do que nunca. Circunstâncias que, antevêem, proporcionarão um futuro idílico à região.


Sendo a desertificação humana e o envelhecimento da população o principal problema do Alentejo, a vinda de estrangeiros será sempre positiva. No entanto a mesma imprensa de Lisboa e outros “fazedores” de opinião que por aí pululam, sempre tão empenhados em promover a diversidade, o multiculturalismo e mais uns quantos conceitos manhosos que gostam de inventar não demonstram o mesmo entusiasmo quando os estrangeiros provêem de outras origens mais tradicionais, chamemos-lhe assim. Espanhóis que compram as terras improdutivas, chineses, franceses, britânicos, russos ou brasileiros endinheirados que estão a comprar casas e a mudar-se ou passar parte significativa do ano por estas bandas são, frequentemente, apontados por aquela malta da capital como potenciais descaracterizadores da região alentejana. Gente para quem o turbante é muito mais valorizável do que o sombrero. Complexos de inferioridade mal resolvidos, é o que é.

segunda-feira, 12 de junho de 2023

A batata ilógica

batata


A minha experiência em matéria de agricultura é escassa. Ou, por outras palavras, não percebo nada disto. Sei, ainda assim, que se semear batatas existe uma probabilidade bastante elevada de colher batatas. Foi com essa expectativa que semeei batatas. E, juro, eram mesmo batatas. Presumo por isso que estas plantas estejam a desenvolver batatas. No solo, obviamente. Aquilo que ostentam pendurado do caule não sei o que é. Nunca vi. Posso até garantir, como já dizia alguém cujo nome agora não me ocorre, que “nunca tal eu houvera visto”.


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Já framboesas vejo todos os dias, em número razoável, de boa qualidade e sem esquisitices. Não era grande apreciador, mas estou-lhe a tomar o gosto. Esta foi a colheita do dia. Já foram. Amanhã há mais.

domingo, 11 de junho de 2023

Habituem-se...

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Tenho muito pouca simpatia pela “luta” dos professores ou por qualquer outra peleja, de qualquer outra natureza, que para atingir os seus objectivos prejudique pessoas que nada têm a ver com as causas em questão. No entanto, ainda detesto bastante mais a horda de virgens ofendidas que anda desde ontem a rasgar as vestes de indignação pelos cartazes que foram exibidos ao primeiro-ministro. Confesso-me incrédulo com tanta hipocrisia e selectividade no âmbito da condenação do protesto. São os mesmos que não se indignaram com as orelhas de burro do ministro Gaspar, o coelho enforcado numa recepção ao Passos e que chamam anão ao Marques Mendes e múmia ao Cavaco. Só para recordar alguns exemplos mais mediáticos, que quem vasculhar bem a memória encontrará muitos mais. Parece licito concluir que, para esta gentinha, quando se trata de insultar alguém da direita é liberdade de expressão e quando o insulto é dirigido a alguém de esquerda é má educação, falta de respeito pelas instituições do Estado e, até, racismo.


Os cartazes em causa, mais do que uma questão de racismo, remetem para o “Triunfo dos porcos”. Pese toda a má-educação patenteada pelos manifestantes, não podiam estar mais de acordo com a realidade actual da política portuguesa. Só mesmo os alienados do socialismo ou quem não conhece a obra de George Orwell pode achar o contrário.


Para aqueles que ainda acreditam no discurso sobre o perigo que constituiria o retorno da direita ao poder, está aqui um óptimo exemplo para reflexão. Esqueçam essa coisa de confrontar os governantes. A liberdade é muito bonita e muito querida da esquerda, mas só quando não a molesta.

sábado, 10 de junho de 2023

A inveja devia pagar imposto

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Os portugueses são muito isto. Uns invejosos. E parvos, também. Não raras vezes as duas coisas. Não valorizam o esforço, não apreciam o mérito e consideram que qualquer um que tenha alguma coisa de seu a conseguiu por acaso ou de forma ilícita. Raramente lhes ocorre que há muita gente que poupa, arrisca e investe. E depois, naturalmente, obtém o esperado e merecido proveito. Outras opções de vida, como viajar, gastar o que se ganha em jantaradas, nos copos, em gajas ou noutra coisa qualquer que lhes dê na realíssima gana são absolutamente legitimas. Muito populares entre entre nós, reconheço. Mas ainda assim não dá o direito aos muitos que as praticam de quase apelidar de criminoso quem não segue esse rumo.


Depois há aquela coisa da “distribuição da riqueza”. Qual é a riqueza que pretendem distribuir? A dos outros? Parece-me, atendendo à brutalidade da carga fiscal e à generosidade dos apoios sociais, que no âmbito da distribuição não deve haver motivo para queixumes. Os ordenados são baixos e a parte que cabe ao trabalho na riqueza produzida não é suficiente? Arranjem um segundo emprego. Com a falta de mão de obra que se verifica não deve ser difícil. Há muita gente a fazê-lo, não se queixam e alguns, vejam só, até conseguem tornar-se senhorios...

sexta-feira, 9 de junho de 2023

Pairam sombras sobre os direitos da mulheres

“As forças de direita estão à espreita nas sombras para retirar direitos às mulheres”, escreve hoje num jornal uma criatura com as ideias notoriamente afectadas por um problema qualquer para o qual apenas a medicina terá explicação. Não é a única. Pelo contrário, essa é uma tese muito popular à esquerda.


Não vai ser preciso a direita sair da sombra ou chegar ao poder para as mulheres verem regredir os seus direitos e a sua liberdade limitada ou colocada em causa. A substituição da população local por outra, com outras regras e outros princípios de vida, tratarão do assunto. As mulheres residentes nalgumas localidades do sudoeste alentejano explicam isso melhor do que eu.


Obviamente que o país precisa da imigração e, seguramente, ainda haverá trabalho para muitos mais. Mas a esquerda apenas quer alguns. Nomeadamente aqueles que são oriundos de países onde as mulheres não têm direitos. Aos americanos, suecos, franceses e ocidentais em geral, a esquerda quer fechar a porta. Às claras. Sem ponta de vergonha na puta da cara. Se querem encher o país de gente para quem a mulher é um ser inferior, sem direitos, estão à espera do quê? Depois a culpa é da direita...isto é com cada maluca!