

As amiguinhas dos animais estão cada vez mais insuportáveis. E parvas, também. Queixam-se de tudo, pretendem impor aos outros as suas taras e provavelmente só vão sossegar o pito quando se arranjar uma maneira qualquer de dar aos bichos os mesmos direitos das pessoas.
É célebre a história da maluca – pensava que era anedota, mas diz que não – que pretendia remover os piolhos da cabeça do filho sem matar os parasitas. Cenas parecidas, só que menos conhecidas, acontecem todos os dias e cada vez com maior frequência. Como a desta desgraçada que filmou um galináceo – ela refere galinha, mas considero abusivo presumir que esse é o género com que o bicho se identifica – com uma pata partida. Situação que, relata, denunciou à GNR. Sorte dela que deu com um militar cheio paciência.
Calculo que esta gente se preocupe também com os sentimentos das formigas. Eu ralo-me com isso. Muito, até. Daí que para evitar que elas caiam das árvores do meu quintal – para onde têm a mania de subir, as traquinas – tenho instaladas estas telas dissuasoras, que têm como objectivo impedir que trepem por ali acima pondo em risco a sua integridade física. Muitas, as mais aventureiras, arriscam a travessia e ficam lá coladas a padecer, num sofrimento atroz, até que faleçam. Coitadas. São os danos colaterais em nome de um bem maior.













