Mais um dia de greves e manifestações da CGTP. É, entre outras coisas, o habitual desde o fim da geringonça. As reivindicações também são as do costume. Aumentos de ordenado e cenas assim. Tudo menos a redução de impostos. Essa parte não os aflige. Por mim, enquanto não incluírem a luta contra o assalto fiscal ao bolso de quem trabalha, não os consigo levar a sério. Têm apenas o meu desprezo.
A Lagarde, por sua vez, continua a achar o contrário. Para ela essa coisa de aumentar ordenados e dar apoios sociais apenas serve para aumentar a inflação. A continuar assim a coitada da senhora não tem outro remédio senão continuar a subir os juros. O que levará, quase de certeza, o PCP a mandar os seus prosélitos para as manifestações e fará com que o Costa continue a distribuir dinheiro generosamente.
Enquanto isso os portugueses continuarão a fazer a vidinha do costume, incapazes de adaptar o consumo à actual realidade. Ou seja a esturrar o que têm, mais o que não têm, naquilo em que sempre esturraram. A restauração mantêm-se em alta, os espaços de diversão continuam cheios, as férias na estranja não são para prescindir e os carrinhos de supermercado continuam atafulhados dos mesmos produtos de sempre. Ainda bem que assim é. Não precisam é de ser piegas, como dizia o outro.













