
A inauguração deste sofisticado sistema de rega gota a gota dá inicio a uma nova era na agricultura da crise. Diria que será uma pequena gota para um morangueiro e um dilúvio para o quintal. Ou algo parecido, vá.

A inauguração deste sofisticado sistema de rega gota a gota dá inicio a uma nova era na agricultura da crise. Diria que será uma pequena gota para um morangueiro e um dilúvio para o quintal. Ou algo parecido, vá.
Parte do país acordou este fim de semana como se estivesse em Pequim ou Pyongyang. O centro das principais cidades foi poluído por centenas de bandeirolas encarnadas com foices e marretas amarelas. Foi a maneira imbecil que os comunistas portugueses encontraram para dar nas vistas a propósito do centenário do partido que os representa. Por cá, felizmente, não tive o desprazer de me deparar com tal coisa. É a vantagem de morar numa cidade pequena e, principalmente, quase não haver comunistas. Pouco mais do que um por cada ano que o dito partido está a celebrar, com azar.
Também os jornais e as televisões se desfizeram em elogios ao PCP. Estão no seu direito. O mesmo direito que comunistas e outros anti-democratas têm a expressar as suas ideias. Por mais erradas e criminosas que a história demonstre que são. Fazer-nos acreditar que os portugueses devem alguma coisa ao partido comunista, é que já é um bocadinho demais. Eles, de facto, foram os principais lutadores contra a ditadura salazarista. Lá isso ninguém nega. Mas não lutavam, como depois do 25 de Abril se viu, nem pela democracia nem pela liberdade. Lutavam por outra ditadura. Como aquela que vigorou em inúmeros países que ainda hoje admiram e onde os mortos que esses regimes causaram se contam em muitos milhões. Pode argumentar-se que isso são coisas do passado. Talvez. O pior é que a história tende a repetir-se. E a histeria, às vezes, também.

Naquilo a que chamamos factura da água pagamos uma quantidade de taxas, taxinhas e roubalheira diversas. Água é, por assim dizer, o menor dos males. Uma das componentes com um peso cada vez maior nessa “dolorosa” é a taxa de resíduos sólidos. Ainda que, valha a verdade, não esteja a ser inteiramente suportada pelo consumidor. Pelo menos de forma directa. Que isto, se não há almoços grátis, os restos também se pagam. Muitas autarquias, embora legalmente não o devam fazer, estão a assumir uma parte dos custos. Mas, a bem dizer, não havia necessidade. O pior é que ninguém se importa. Parece que somos todos ricos, pouco nos importamos com o dinheiro e do ambiente só queremos saber porque é uma cena bué de modernaça.
A compostagem doméstica – ou em pontos públicos, como já acontece em algumas autarquias que levam o ambiente e a gestão dos recursos à séria – iria tirar milhares de toneladas de lixo dos aterros sanitários e poupar milhões de euros aos cofres públicos e às algibeiras privadas. Para tanto nem é preciso um compostor, desses todos pipis que por aí se vendem. Basta um balde. Ou, até, algo mais rudimentar no caso de um quintal com alguma dimensão. Depois é só aproveitar o composto, misturar na terra e plantar umas alfaces.


Disparates cada um diz – ou escreve – todos os que lhe dê na realíssima gana. Eu digo e escrevo muitos. Ainda bem que, até ver, todos temos liberdade para isso. Embora, parece-me, a discriminação já esteja a chegar ao direito ao disparate. Ou seja, uns têm direito a disparatar e outros nem por isso.
O cavalheiro que escreveu a mensagem acima publicada tem todo o direito a defender que os impostos sejam cobrados em função da cor da pele. A ele, enquanto negro, ninguém o aborrece por estas idiotices. Nem a ele nem a outros que, noutras paragens, sugerem este tipo de coisas há largos anos. Já a mim, um branco que no Verão fico um bocadinho a atirar para o escuro, se me atrever a sugerir que em Portugal não existe essa cena de discriminação em função da “raça” – seja lá isso de raça o que for – aparecem logo as gajas das causas, os idiotas úteis e outros parvos a apelidarem-me de racista.
Igualmente quando, mesmo sustentado em dados irrefutáveis – pode não se concordar com o principio, mas isso é outra conversa – defendo a aplicação da “taxa plana de irs”, tenho logo umas alminhas indignadas a tecer considerações pouco abonatórias. As mesmas que, curiosamente ou talvez não, não abrem o bico em relação a dichotes como o deste senhor. Para além da ignorância, alguma razão haverá. Desconfio que a cor do homem é capaz de ter alguma coisa a ver. Nos dias de hoje convém não discordar de um negro...
Há quem garanta que as dificuldades colectivas despertam sentimentos de solidariedade entre as pessoas. Não acredito. Acho que a coisa, nessas circunstâncias, é mais pelo salve-se quem puder ou pelo primeiro eu e depois os outros logo se vê.
Atentem-se nisto das vacinas contra a Covid-19. Todos fazem o que podem para serem vacinados o mais depressa possivel. Toda a gente se considera prioritária e argumentos, mais ou menos delirantes, para defender esse seu inalienável estatuto não lhes escasseiam. Depois de algumas “picadelas” alegadamente questionáveis de que todos já ouvimos falar, professores, alunos e pessoal de educação parece que são agora os novos prioritários. Mas, atendendo ao risco, os gordos e deficientes já se perfilam como sendo quem se seguirá na fila das prioridades. Quiçá taxistas, cabeleireiros, empregados do comércio, prostitutas ou criadas de servir reivindiquem também a sua inclusão no grupo dos fura-filas. Ou, de caminho, os funcionários públicos. É que se por acaso o vírus chinês se mete lá onde os gajos fazem os pagamentos das reformas, do RSI ou do subsidio de desemprego é capaz de se dar uma grande chatice. E a esses, parece-me, ainda ninguém se lembrou de dar prioridade.
Se isto é solidariedade, vou ali e já volto. É apenas cada um a tentar ser mais esperto do que os demais. Por mim dispenso essas guerras. No dia em que me quiserem vacinar, lá estarei. Posso, até, ser o último. Só para ver se, por causa disso, apareço na televisão...

Nos últimos dias recebi para cima de meia-dúzia de avisos destes. Deve ser a consequência da massificação do acesso à Internet e da distribuição gratuita de computadores como se de amendoins se tratassem. Depois dá nisto. Qualquer “compadre” ali de Campo Maior aprende a fazer estas cenas, ensina ao “primo” de Estremoz e, eles mais uns quantos “corrécios”, desatam a burlar qualquer incauto.
Presumo que muita gente considere esta actividade bastante valorizável. Nomeadamente aqueles para quem os piratas informáticos são uma espécie de heróis, justiceiros do teclado ou algo assim. A esses deixo o meu incentivo a que respondam as estas mensagens. Eu, lamento, mas não posso. Não uso o MB WAY.

Esta gente aborrece-me. São uns porcos javardos de merda. Como diz alguém cujo nome não será aqui mencionado, quando quer ofender outrem mesmo à séria. Alternativas não faltam a quem deseja ver-se livre dos monos que lhe atrapalham a sala. Podiam, sei lá, deixá-los num local ermo ou, até, vendê-los por bom dinheiro no Facebook. Quiçá, mesmo, chamar os serviços competentes – que neste caso são mesmo isso – para tratar do assunto. À borla e tudo. Mas não. Preferiram gastar tempo, combustível e energia para os abandonar à beirinha da estrada. São uns trastes. Os sofás e as bestas que aqui os largaram.
O racismo, a discriminação e afins estão por todo o lado. Há que estar atento e acabar com tudo o que é discriminatório. Queimem-se livros, destruam-se filmes, censurem-se obras de arte e faça-se o que for preciso para acabar com este flagelo. É nossa obrigação combate-lo e todos somos poucos para ganhar este combate. É por isso que o Kruzes, imbuído de um inusitado espírito de luta contra tudo o que é discriminatório, se junta a esta causa. Nobre, claro cor neutra está.
Nada melhor do que começar esta guerra na própria casa. Tudo o que por cá existia susceptível de representar cenas preconceituosas – de todo o tipo – teve o lixo como destino. Na verdade não foi muita coisa. A bem dizer só mandei fora o tabuleiro de xadrez e as respectivas peças. Nunca mais me dedico à prática desse jogo racista, em que as brancas têm o estranho privilegio de fazer sempre a primeira jogada. Pelo menos enquanto não mudarem as regras e as pretas não brancas continuarem a ser discriminadas na abertura das partidas.
Vá, toma, Mamadou, desta nem tu te lembraste. Embrulha e vai buscar!

Nos primeiros anos de trabalho integrava um restrito grupo de jovens trabalhadores extremamente mal pagos. Ninguém, na organização, ganhava menos do que nós. Situação que, obviamente, me desagradava e contra a qual manifestava de forma mais ou menos veemente o meu protesto. Recordo-me de um ou outro episódio em que a coisa só não foi a pior porque os “camaradas” me aconselharam, digamos assim, a não fazer muitas ondas. Até porque, fizeram questão de me recordar, eu era um burguês e que não podia estar para ali a comparar o meu com os vencimentos significativamente superiores dos colegas operários. Estes, coitados, trabalhavam sob as agruras do clima enquanto eu, um privilegiado do sistema, passava o dia num gabinete, sentado a uma secretária e ao abrigo das intempéries, borrascas, do sol abrasador e demais devaneios climatéricos. Ou seja, ganhava pouco – aquilo pouco passava do salário mínimo – mas estivesse caladinho.
Este discurso patético está de volta. Hoje é esta criatura que opina nos jornais. Esta senhora pode ser doutorada naquilo que quiser mas, por mais livros que carregue ou cursos que tire, uma besta será sempre uma besta. Defender uma barbaridade destas está ao mesmo nível do argumentário daqueles que achavam que o gajo que varria a rua devia ganhar bastante mais do que o tipo que lhe fazia o ordenado. Mas aqueles, infelizmente, eram praticamente iletrados e desta realidade pouco mais conheciam do que lhes ensinavam no partido. O que esta “economista” propõe é ainda pior. Não se limita a discriminar o trabalhador em função do seu local de trabalho como - independentemente do vencimento e alguns ganham pouco mais que o SMN - quer que sejam penalizados fiscalmente por isso.
A falta de vergonha desta gentinha de esquerda não me espanta. Tenho, como referi, uma vasta experiência a lidar com ela. O que ainda me surpreende é ver tantas pessoas inteligentes, ponderadas e de bom senso, acharem que o caminho é seguir estas ideias.

Tempos houve em que para trabalhar na administração pública era necessário declarar que se era avesso a ideais comunistas. A democracia pôs – e bem – fim a essa parvoíce. Até porque o potencial candidato a ganhar um vencimento miserável no Estado podia não ser comunista na altura em que se candidatasse e vir a sê-lo mais tarde. Ou, ao contrário, também podia dar-se o caso de, sendo comuna, um tempo depois deixar de ser parvo.
Esse tempo está de volta. Parece que para ingressar nas polícias há quem proponha algo parecido. Os novos fascistas, tal como os anteriores, também não querem lá quem pense de maneira diferente daquilo que nos é permitido pensar. Desta vez não se contentam com declarações. Vão mais longe. Propõem um comité de psicólogos para efectuar testes aos candidatos e outro para monitorizar o que estes escrevem nas redes sociais. Em nome da liberdade, dizem eles.
Este é um caminho que não iniciámos hoje. É apenas mais um passo numa caminhada que não sabemos onde nos leva. Mas que, a julgar pelas sondagens, os portugueses querem percorrer. Um dia destes vai ser tarde para voltar atrás. Ou matamos o maluco da flauta ou estamos lixados.
P.S – A parte da matança é metafórica, obviamente.
Não é hábito aqui no Kruzes. Mas isto, já dizia a minha avó, nem sempre nem nunca. E este texto, da autoria de Leonardo Santana-Maia publicado no Mirante, merece a excepção. Com a devida vénia, claro.
"Enquanto, em Espanha, um rapper é condenado a pena de prisão por ter criticado, de forma ofensiva, a monarquia e as instituições espanholas, em Portugal é o presidente do Tribunal Constitucional que tem de engolir à pressa o que escreveu há uns anos para não perder o cargo.
Pelos vistos, nem os portugueses, nem os espanhóis, perceberam ainda, apesar das condenações sucessivas pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, que não há democracia liberal sem liberdade de expressão e que o direito à liberdade de expressão, como muito bem explicou um juiz numa célebre sentença americana, “não protege o direito a ter razão, mas o direito a não a ter».
O direito à liberdade de expressão, como ensinou Karl Popper, o pai das sociedades abertas, é a trave-mestra das democracias liberais: “A liberdade de expressão deve ter primazia sobre o nosso desejo de não ofender”; “Quando evitar ofensas constitui a nossa principal preocupação, rapidamente se torna impossível dizermos livremente seja o que for.”
Em todo o caso, basta ouvir a cantiga do rapper para constatar que a sua letra é de uma violência extrema, quer contra a monarquia espanhola, quer contra os juízes, quer contra regime constitucional, fazendo apelo, inclusive, ao terrorismo, muito para além das expressões usadas por André Ventura contra o regime constitucional português. Com efeito, André Ventura ainda não teve a coragem de chamar a Marcelo e aos juízes “ladrões”, “mafiosos” e “corruptos”, nem sequer de fazer apelo ao terrorismo para atacar a nossa Constituição. Não deixa, no entanto, de ser curioso que as mesmas pessoas que defendem o direito à liberdade de expressão do rapper, sejam as mesmas que queiram silenciar e, inclusive, ilegalizar aqueles que se manifestam contra o regime constitucional português. Vamos lá a ver se nos entendemos. O direito à liberdade de expressão vale para todos e não é sujeito à censura prévia das elites bem-pensantes que querem controlar o que se pode dizer no espaço público. Como cantava Manuel Freire, “Não há machado que corte a raiz ao pensamento/ não há morte para o vento/ não há morte.”
Quanto ao escândalo público criado pelo texto do actual Presidente do Tribunal Constitucional, ainda é mais revelador do mundo às avessas em que vivemos.
Com efeito, independentemente de se concordar ou discordar com o teor ou a forma do texto, a verdade é que aquele texto representa o que uma larga maioria de portugueses espontaneamente pensa. Ora, a reacção das nossas elites bem-pensantes, exigindo a retratação pública do juiz e pondo em causa a sua independência para o exercício das funções, só vem demonstrar que existe um clima de intimidação cultural contra aquilo que o homem comum espontaneamente pensa. Isto é a prova provada da revolução cultural fascista-leninista que tomou conta do espaço público e que pretende impor à maioria das pessoas uma mundovisão cultural contrária àquela que a maioria das pessoas tem.
Além disso, o fanatismo ideológico dos fascistas-leninistas impede-os de conseguir compreender uma coisa óbvia para o homem comum: a competência profissional é independente das convicções ideológicas. Ou seja, o facto de um médico, advogado, juiz ou pedreiro ser católico, budista, socialista, benfiquista ou homossexual não faz com que trate melhor um cliente que partilhe as mesmas convicções do que um que tenha convicções radicalmente opostas".
A generalidade dos portugueses não percebeu a ideia daquele deputado de terceira linha – mas com evidente vontade de se chegar à frente – do Partido Socialista. Deste partido socialista 2.0, sublinhe-se, que o outro, o verdadeiro, tinha por lá alguma gente séria.
Mas, escrevia, quando o homem manifestou vontade de deitar abaixo o padrão dos descobrimentos todos levaram aquelas declarações para a lado revolucionário, esquerdalho e, sobretudo, bandalho que vai por aquelas paragens políticas. Até pode ser que, em parte, seja isso. Desconfio, contudo, das intenções da criatura. Mais depressa acredito que na “família” exista alguém com interesses numa empresa de demolições.
Já a outra parte das declarações, aquela que lamentava a quase ausência de falecimentos na sequência do 25 do A, pouco me surpreendem. Cresci a ouvir idênticos lamentos. A ele, até por ser da minha geração, deve ter acontecido o mesmo. Pelos vistos aquilo ficou-lhe. É pena. Mas é, também, a prova que os burros – mesmo que doutores - não mudam de ideias. Serão sempre parvos.
Ciclicamente vemos noticias que nos dão conta das verdadeiras fortunas que os portugueses gastam em jogo. Na “raspadinha”, nomeadamente. Diz que, apenas nessa lotaria, são esturrados perto de 4,5 milhões de euros por dia. Um problema, para alguns. Embora, como sempre, para outros seja uma maravilha. Um volume de vendas desta ordem é excelente para a Santa Casa, Estado e revendedores. E, já agora, para um ou outro sortudo que teve o bambúrrio de ganhar uma massas jeitosas.
A bem-dizer, não me surpreende nada que tanta gente gaste tanto dinheiro nesse e noutros jogos. Mas, em relação a esta temática, há uma cena que me intriga. Uma coisinha de nada - com a qual nada tenho a ver, diga-se – mas a que ninguém é capaz de responder de forma objectiva. Por que raio é que há tanto comunista e outras pessoas que odeiam o capital e tudo o que se lhe está relacionado, a raspar todos os dias e a toda a hora? Eu bem os questiono mas, lamentavelmente, não articulam uma resposta coerente. Dado o ódio visceral que manifestam a gente endinheirada, calculo que joguem apenas para ajudar o Estado, essa entidade que tanto endeusam. Ou, se calhar, são comunas não praticantes.

Cavar é das actividades que mais detesto. Manobrar uma enxada, picareta ou qualquer outro objecto destinado a revolver a terra desprovido de motor é das coisas que mais me desagrada e aborrece. Em simultâneo. Daí que estas maquinetas, mecânicas ou eléctricas, constituam uma inovação que muito me apraz. A melhor invenção desde a roda, quase.
Esta podia ser uma nova frente da agricultura da crise. Mas não. A praga de gatos que existe na zona desaconselha vivamente qualquer investimento nesse sentido. E agora, que aquilo está praticamente livre de ervas, é que vai ser cagar à vontadinha. Bem que os amiguinhos dessa bicheza os podiam levar para casa!
O André Ventura – um Mamadou Ba de sinal contrário – é frequentemente contestado por defender penas mais pesadas para determinado tipo de crimes. É até, embora o homem não se canse de desmentir, acusado de defender a reimplantação da pena de morte. O que para a maioria das alminhas – eu incluindo – constituiria uma espécie de retorno à barbárie.
Lamentavelmente esta indignação transforma-se em tolerância quando são outros a defender a pena de morte. É aquela cena da indignaçãozinha selectiva que tanto me aborrece e me faz desprezar profundamente quem a pratica. Um destes dias, a propósito da morte de um dos militares portugueses mais condecorados, um conhecido militante do Bloco de Esquerda que anda sempre pelas televisões, quando confrontado com os fuzilamentos de ex-soldados africanos que combateram por Portugal na guerra das colónias, saiu-se com esta tirada: “Acho mal os fuzilamentos se não tiveram um julgamento justo”. Permito-me, assim, concluir que para a criatura, desde que na sequência de um julgamento justo, não haverá problema nenhum em ser aplicada a pena de morte. Aguardo, desde então, que o país se indigne e as redes sociais se incendeiem…
O meu apreço por petições – os abaixo-assinados dos tempos modernos – é diminuto. Menor ainda quando os peticionários têm como alvo as opiniões de alguém. Sejam elas, as opiniões, quais forem e o opinador quem quer que seja. Mesmo que umas e outro envolvam um tal Mamadou Ba, de sua graça.
O homem, por mais que digam dele o que Maomé não disse do toucinho, assimilou nestes anos de permanência entre nós quase todas as características de um verdadeiro tuga. É benfiquista, fura-vidas, tem tiques racistas e demonstra uma elevada propensão para a parvoíce. Daí que me pareça uma idiotice pensar em mandar a criatura de volta para a terra que o viu nascer. Ele, embora não nos faça cá falta nenhuma, afinal é um de nós. Pode ser parvo, mas é o nosso parvo. Já não é o parvo dos senegaleses.
É, também, um idiota útil. Isto do Marcelino da Mata é só mais um exemplo. Quando as criticas deviam estar a ser orientadas para as televisões, que fizeram o possível por censurar a morte do ex-comando, surgiu o senhor Ba a mandar postas de pescada. Alarvemente os idiotas inúteis foram a reboque. Como se as opiniões desse cavalheiro tivessem alguma relevância e a doutrinação que os canais televisivos fazem aos portugueses não tivesse importância nenhuma.

Não sei se esta traquitana, ainda embrulhada e com aspecto de estar quase pronta a estrear, é ou não o que eu penso que é. Mas - reitero - no caso de ser o que eu penso que seja, não se deve fazer velha naquele local. Nem, sequer, ganhar ferrugem. O sitio, de certeza, terá sido escolhido após um aturado estudo. Elaborado por renomados especialistas na especialidade de instalar coisas destinadas a fazer cenas, quase aposto. Sou, no entanto, céptico relativamente à escolha. Apesar de dentro da cidade é, à noite, um sitio ermo. Daqueles que os amigos do alheio apreciam para desenvolver as suas actividades. Daí que, até a mim na minha imensa ignorância, me pareça uma “provocação” à malta do gamanço a instalação daquela coisa, naquele sitio. Seja lá para o que for que seja ou para que sirva.

Estava assim o regato – uma ribeira, na verdade - que corre lá pela propriedade. Pode não parecer grande caudal mas convém esclarecer, para melhor apreciação da coisa, que a nascente fica poucas centenas de metros a montante. Toda esta água vai parar a uma barragem ali para os lados do Alandroal. Que os espanhóis façam bom uso dela!

Quando, em gaiato, era atormentado pelas maleitas próprias dessa condição – aquelas doenças que todos apanhamos em inicio de vida – e a minha mãe sugeria a necessidade de recorrer ao médico, a primeira pergunta que me ocorria era, invariavelmente, se o tratamento ia incluir injecções. A segunda, nas ocasiões em que não ouvia um não perentório à primeira, era se o padecimento que me afligia podia levar ao meu falecimento. Sendo a resposta convictamente negativa, o caso complicava-se e a minha resistência em recorrer aos serviços de um clínico aumentava consideravelmente. A lógica era simples. Não existindo o perigo de quinar, não valia a pena correr o risco de o médico receitar qualquer coisa injectável. Um terror, para mim, naquela altura. Tanto, que pouco me importava penar mais um bocado, com os sintomas das maleitas de ocasião, só para não ser picado.
Com o tempo o pânico às agulhas foi-se desvanecendo. Mas, confesso, a inquietação está a voltar. Deve ser por cada vez que ligo a porra da televisão para ver um noticiário, aparecer alguém a ser espetado num ombro. Aquilo repete-se em todo o lado a toda a hora. Sem necessidade, digo eu. Que isto de ver braços a serem trespassados por agulhas, é daquelas cenas que deviam ser anunciadas como podendo ferir a sensibilidade dos espectadores mais sensíveis. Assim tipo eu. Nomeadamente agora, que ninguém me garante a impossibilidade de falecer em consequência da maleita.
Segundo uma sondagem divulgada hoje, o PS estará perto de reunir quarenta por cento das intenções de voto. Isso, caso obtivesse esse resultado nas eleições, dar-lhe-ia a maioria absoluta dos deputados eleitos. Não me surpreende que assim seja. Os portugueses têm memória curta, apreciam quem lhes diga o que eles gostam de ouvir e revelam um inaptidão natural para gerir – ou pelo menos perceber como se gere – um país, uma empresa ou, até mesmo, as finanças pessoais.
O Partido Socialista faliu o Estado em 1977, 1983 e 2011. As duas primeiras ocorreram já lá vão umas décadas e, talvez por isso, poucos se lembrem. O azar para o PS foi que, nessa altura, teve de aplicar a receita que o FMI prescreveu. E, também então, sentiu necessidade de ir mais além. O saudoso Medina Carreira explicou isso mesmo em diversas ocasiões. Da segunda, a coisa foi de tal ordem que deu origem ao Cavaquismo e os xuxas ficaram arredados do poder por muitos e bons anos.
Na mais recente falência tudo foi diferente. Menos o apertão no cinto, obviamente. Quem teve de fazer o que os credores mandaram foram outros e, enquanto isso, quem rebentou com as contas públicas entreteve-se a inventar uma outra versão da história. Tão bem o fizeram que são muitos os que, coitados, acreditam nela. Uns por convicção e outros tantos por interesse próprio. Não lhes levo a mal. Defendem a sua reforma, o seu ordenado ou outro qualquer meio de substistência garantido pelo Estado. O país fica para depois e a factura para os outros.

A realidade anda, não raras vezes, à frente da ficção. Daí que pouca surpresa me causaria se, um destes dias, os Ministérios da Verdade, do Felicidade e do Sossego fossem mesmo instituídos. De uma coisa tenho poucas dúvidas. Com ou sem ministros dessas pasta, estamos quase lá…
Ao Ministério da Verdade caberá, entre outras cenas, regular as redes sociais. Sim, que isto de cada um andar para aí a mandar bitaites acerca do que lhe apetece, pensarmos todos de forma diferente uns dos outros e a cada qual corresponder a sua verdade não pode continuar. As opiniões, quando divergentes da retórica oficial, dão cabo da democracia ou lá o que é. Há que por ordem nisto. Verdade é aquilo que o governo decidir ou a sua ampla corte de seguidores quiser. E mai nada.
No Ministério da Felicidade há que começar pelas criancinhas. Nomeadamente garantindo que as mais pequenas, entre três e cinco anos, sigam obrigatoriamente as “aulas” on-line. Se não estiverem em casa frente ao computador a ser devidamente doutrinadas, a CPCJ – um comité que zela pelo bem-estar dos petizes – tratará de intervir. Há que assegurar que essa rapaziada não anda metida em brincadeiras com carrinhos e bonecas, capazes de gerar estereótipos e preconceitos que urge erradicar.
Por fim o Ministério do Sossego. Uma ideia catita, essa. Que isto não há quem não aprecie o sossego. Nomeadamente o seu. Diz que é para não prejudicar com sonoridades incomodativas quem está em teletrabalho. Nesta sinto-me dividido. Assim do tipo inteiramente de acordo e simultaneamente de opinião contrária. Por um lado não me consigo concentrar por causa da tosse cavernosa da vizinha do lado mas, por outro, dá-me jeito que os pedreiros a quem ando a pagar uma barbaridade para me darem um jeito à outra casita continuem a trabalhar. E a eles, desconfio, também.
Longe vai o tempo das hortas urbanas. Daquelas que nasceram um pouco por toda a parte quando, na sequência da intervenção externa de resgate ao país provocada pela governação do partido socialista, vivemos assim uma espécie de grande fome. Claro que, como todas as modas, rapidamente caiu no esquecimento. Bastou que ao poder chegassem os geringonços para a vida voltar à maravilha que sempre é quando no poder não está um maléfico governo de direita, a praticar políticas de direita e composto por gente que apenas quer o pior para nós e o melhor para eles. Ainda bem que agora não é assim.
Por mim, que não alinho em populismos nem tenho uma visão balizada por palas desta coisa da política, a agricultura da crise continua a ser o que sempre foi. Haja fome ou fartura. E, por esta altura, está assim. Para além de mais umas coisitas que ainda não têm “cara” para aparecer. Por agora alhos, coentros, alfaces, repolhos, brócolos, nabos e poejos são os protagonistas.






Dizer que os lares de idosos estão pela hora da morte, ainda mais agora, pode parecer uma piadola de muito mau gosto. Mas quem paga a estadia nessas instituições percebe o alcance da afirmação. E os que não pagam porque não podem, são igualmente sabedores. Daí que umas quantas alminhas achem, já que estamos num acelerado processo de venuelização do país, que a solução passará por o Estado entrar no negócio. De uma forma mais participativa, digamos, pois como entidade financiadora do mesmo anda por lá há muito tempo. A ideia, confesso, deixa as poucas dúzias de cabelos que me restam completamente em pé. A perspectiva de ver funcionários públicos, dentro de uma instituição pública gerida por gestores públicos, a tratar de velhinhos – que até posso ser eu daqui por poucos anos – não me tranquiliza nada. Pelo contrário. Traz-me à memória aquelas imagens que por vezes nos entram casa dentro quando é descoberto mais um lar ilegal. Ou, até, outras de instalações análogas que existiram noutros tempos para lá da cortina de ferro. Tirando uma ou outra excepção – que como tudo na vida, sempre haverá – a diferença não seria muita. Nem será necessária uma imaginação muito prodigiosa para perceber o que esse futuro nos reservaria…

Há quem goste de praticar a caridade e quem prefira a solidariedade. Diz-se que a primeira é coisa das pessoas da direita e que a segunda constitui um dos principais valores da esquerda. Por norma quem pratica a caridade fá-lo com o seu dinheiro. Já a solidariedade é, regra geral, praticada à custa do dinheiro dos outros. Dos contribuintes, quase sempre.
Um bom exemplo é o governo esquerdista-radical espanhol. É tão solidário, mas tão solidário, que num gesto de inusitada solidariedade decidiu proibir os despejos das habitações ilegalmente ocupadas. Negócio que, para quem não sabe, é amplamente dominado por máfias e outros delinquentes das mais diversas proveniências políticas e sociais. Se já era difícil ao legitimo proprietário recuperar uma casa – bastava que entre os ocupantes estivesse uma criança para a recuperação ser extremamente morosa – agora torna-se praticamente impossível. Basta que a habitação tenha sido ocupada sem recurso a violência para que o despejo dos ocupantes não possa ser feito. Como a invasão e apropriação da propriedade alheia ocorre quando o dono não está em casa, a tranquilidade da ocorrência está garantida. São as maravilhas de um governo da esquerda solidária. Ou de ladrões desmiolados. Por mim voto na segunda.

A capa do semanário “Sol” deste fim de semana proclama em letras garrafais que “temos de meter dinheiro nas mãos dos portugueses”, dando voz a uma conceituada especialista na especialidade que trata destas cenas da economia e afins. Se ela diz, quem sou eu para a contrariar. Até porque sou português e já estou para lá de farto que metam as mãos no dinheiro do portugueses. No meu, nomeadamente.
Mas, assim de repente e de isso já ter sido feito por Trump com os americanos, não estou a ver bem como iria funcionar essa coisa de dar dinheiro ao pagode. Um cheque para cada tuga? Se calhar não era grande ideia. Os ricos metiam-no no banco, os pobres compravam telemóveis desses ainda mais modernos e os assim-assim iam de férias para o estrangeiro. No final o nosso dinheiro acabava na mão de empresas e países estrangeiros ou nos bancos. Outra vez.
Se é para injectar dinheiro na economia que seja pela via fiscal. Reduzir os impostos sobre o trabalho, as empresas e o investimento parece-me o único caminho. O resto são teorias – cientificamente muito bem elaboradas, tenho a certeza – mas que tendem a esquecer um pequeno pormenor. Uma coisinha de nada, digamos. A realidade, ou o que é.
Diz que vivemos uma espécie de confinamento. Não parece. Continua a haver gente na rua que, aparentemente, não terá necessidade nenhuma de lá estar e mantêm-se abertos serviços públicos e estabelecimentos comerciais que bem podiam estar fechados. Apenas dois exemplos. Serviços municipais e casas de apostas, lotarias e afins.
No caso dos serviços camarários, se calhar, chegavam os serviços essenciais. Recolha do lixo, piquetes e pouco mais. Compreendo que, nesta fase, haverá muito trabalho a desenvolver tendo em vista as eleições mas, que diabo, desconfio que eleitor morto é eleitor que não vota. Pelo menos na maioria das circunstâncias. O mesmo, com as devidas adaptações, se aplica aos putativos candidatos e respectiva vassalagem.
Quanto às casas de apostas, a justificação para as manter abertas raia o domínio da demência. O jogo não constitui nenhuma espécie de bem essencial. Os jornais, ou seja o que for que mais é vendido nesses sítios, também não. Até porque alternativas online não faltam. E nem vale a pena o argumento dos velhinhos, coitadinhos que ficam sem raspadinha. Que, assim de repente, vem-me logo à memória aquela coisa que afinal não era – mas enquanto foi, vi muitíssima gente a achar muito justa – da proibição do ensino à distância para garantir a igualdade entre as criancinhas.
Nunca tive curiosidade nenhuma em ler o programa de qualquer partido. Muito menos do Chega. Devo ser, a julgar pelo que vejo nas redes sociais, dos poucos portugueses que não norteiam a sua vida pela busca do conhecimento permanente em matérias fundamentais como as linhas programáticas dos partidos políticos. Nomeadamente do tal Chega.
Também já tinha prometido que, tão cedo, não voltava ao tema “taxa plana de IRS” depois de, na sequência da proposta apresentada na Assembleia da República pela Iniciativa Liberal ter dedicado uma semana inteira de posts aqui no Kruzes. Estão aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
Mas isto é mais forte do que eu e esta cena do IRS mexe muito comigo. Nomeadamente ao nível da carteira. Daí que, após ler inúmeras publicações de gente esclarecida e bastante informada em política fiscal criticando os eleitores do Ventura por votarem no homem sem conhecerem as propostas do Chega para o IRS – e para mais umas quantas coisas, também - resolvi vasculhar o programa daquela agremiação relativamente a esta matéria. A critica – a que me interessa, com as outras não perco o meu tempo - desta chusma de especialistas da especialidade prende-se com a taxa única de imposto que os cheganos pretenderão aplicar se um dia forem governo (lagarto, lagarto, lagarto, ai Jesus, cruzes canhoto). Uma vergonha, garantem os entendidos do facebook escandalizados por ser proposto que todos paguemos quinze por cento sobre o rendimento auferido. Mas não leram – e, por acaso até aparece ANTES do valor da taxa – que “a taxa única de IRS, que defendemos, deverá ser aplicada apenas a partir de um determinado nível de rendimento”. Deve ter sido esquecimento. Ou burrice. Ou, então, estão a usar aquela coisa de que acusam o chegano Chefe. Demagogia, ou lá o que é.
Só mais uma coisinha. No final do mandato presidencial resultante desta eleição seremos o país mais pobre da Europa. Atrás de muitos países que recentemente nos ultrapassaram e de outros que, entretanto, vão ultrapassar e onde a taxa plana de irs é uma realidade. Mas deve ser apenas coincidência, claro.

E continuam. Deve ser coisa para durar mais uns dias, ainda. Não há cão nem gato que não vá para o Facebook desancar nos alentejanos – uma minoria, apesar de tudo – que votaram no Ventura. Como se a escolha eleitoral dos outros deixe de ser legitima apenas por não ir de encontro ao nosso pensamento. Mas isso nem é o que me incomoda mais. A bem dizer nem me incomoda nada. No fundo até me diverte. Gosto de os ver assim. Chateados. Aborrecidos por uns quantos – poucos, reitero – alentejanos terem optado por votar num demagogo, em lugar de terem escolhido Marisa Matias, João Ferreira ou Ana Gomes todos eles admiradores confessos de ditadores e criminosos. Sim, porque, tanto quanto sei, para os dois primeiros Cuba, a Venezuela ou criaturas como Lula da Silva constituirão uma espécie de faróis. Ou de sol na terra, sei lá. Já Ana Gomes é pública e confessa fã de criminosos que roubam o correio e limpam a conta bancária a quem lhes apetece. Mas isto, para estes novos moralistas, não interessa nada. É gente de outro nível. Daquela que, certamente, não se importará de levar porrada, de passar fome ou de ser roubada. Desde que seja por alguém da sua laia, claro.

Parece que constitui hoje uma espécie de obrigação moral mostrar quanto estamos indignados pela votação obtida por André Ventura no Alentejo. Indignação que, curiosamente ou talvez não, nunca existiu quando um partido estalinista tinha por aqui maiorias arrebatadoras. Ao contrário do que ontem aconteceu com a extrema direita que, para além de Estremoz com 23,32%, obteve os melhores resultados em Elvas (28,76%), Moura (31,41%) e Monforte (31,41%). Votação que, diga-se, a ocorrer em legislativas provavelmente não seria suficiente para eleger deputados.
A este propósito li os maiores impropérios dirigidos aos eleitores alentejanos. Das duas uma. Quem os escreve ou é daqueles negacionistas como os do covid ou é alguém profundamente ignorante que desconhece em absoluto a realidade que se vive por estas paragens. Nem, se calhar, saberá o que têm em comum todos esses concelhos. Também não sou eu que vou gastar os meus dedos a explicar-lhes. Afinal lavar a cabeça a burros sempre foi e continuará a ser gastador de sabão. Continuem a fingir que não vêem o elefante na sala, que não há nenhum problema com “grupos de pessoas” ou, como escreve hoje um colunista do Observador, a preocuparem-se com os fascistas quando o problema são as avestruzes. Depois queixem-se.

Tenho um profundo desprezo por quem abandona os animais que outrora estimou. Noutros tempos acolhi uns quantos. Hoje não tenho condições nem disponibilidade para tal. Mas, caso quisesse continuar a acolhe-lhos, “matéria-prima” não faltava. Aqui pelo bairro, talvez por estar numa ponta da cidade e junto a uma estrada nacional de muito movimento, é frequente aparecerem cães e gatos que foram deixados à sua sorte depois do azar que tiveram em ter um dono capaz de os abandonar.
Este gato – ou gata, que eu não quero estar para aqui com preconceitos baseados em estereótipos – apareceu ontem aqui no quintal. Espaço pelo qual, diga-se, os bichanos parecem ter um fascínio especial. Tanto que foi precisa muita persuasão para o convencer a evacuar a área. Mas continua por aí. A rondar. Se continuar pelas redondezas será Marcelo, a sua graça. Mesmo que seja gata, que isso dos nomes masculinos e femininos em função do género – seja lá isso o que for - é mais uma daquelas cenas que é preciso desconstruir...