terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Vendo colecção de burriés

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Uma banana colada com fita adesiva a uma parede é apenas isso. Uma banana colada com fita adesiva a uma parede. Seja a parede de um museu ou a parede de uma casa de banho pública. Tanto faz. Continua a ser uma banana. Arte será apenas na cabeça de gente mimada, fútil e intelectualmente a funcionar à base de psicotrópicos.


Espantoso é que alguém tenha pago mais de cem mil euros pela tal banana. Das duas uma. Ou não lhe custaram a ganhar ou deu-lhe jeito gastá-los. Pode, também, acontecer que seja parvo. Hipótese que, obviamente, não invalida nenhuma das anteriores. Pena é que não tenha falado comigo. Por esse dinheiro arranjava-lhe uma colecção de burriés, colados aos mais variados objectos, capazes de deixar extasiado qualquer apreciador de arte moderna, performativa ou lá o que chamam agora a cenas parvas. 


Mas, nesta história, o que mais me surpreende é o silêncio da ex-deputada Ana Gomes e da sua vasta legião de seguidores, quais paladinos da luta contra a corrupção. A venda do passe de um jogador de futebol por cem milhões cheira-lhes a lavandaria e a crimes da mais variada ordem, mas uma banana vendida por cento e oito mil euros parece não suscitar especiais reservas – nem odores estranhos – a essas miseráveis criaturas. Mesmo que as ditas bananas estejam hoje no Continente a vinte cêntimos cada uma.

domingo, 8 de dezembro de 2019

Discriminação no âmbito das vias rodoviárias

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Na conclusão das jornadas parlamentares do PCP ficou-se a saber que aquele partido exige a conclusão das obras de ligação da A6 ao IP2 entre Évora e o nó de S. Manços. Têm toda a razão, os comunistas. Aquilo está para ali abandonado vai quase para uma década e a sua entrada em funcionamento permitiria desviar o trânsito em direção a sul, nomeadamente ao Algarve, de dentro da cidade com todas as consequências – boas, neste caso – que daí resultariam.


Pena que para aquela malta o IP2 e a A6 não tenham a mesma importância em toda a sua extensão. É que relativamente à ligação entre estas duas vias em Estremoz, nem uma palavrinha. Embora o problema seja em tudo idêntico ao de Évora. Deve ter sido esquecimento. Por causa do vinho, provavelmente. Dizem que, entre outros efeitos, o divino néctar faz esquecer muita coisa a muita gente...

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

E aquela cena da imparcialidade do jornalista, já não se usa?!

Jornalistas vários têm dedicado os últimos dias a dissecar o programa do Chega. Visivelmente preocupados, não se cansam de nos alertar para o conteúdo programático daquele partido – ou lá o que é – que incluirá, entre outros malefícios, acabar com o SNS e a escola pública. Compreendo o desagrado. A mim também não é coisa que me cause especial apreço. Não estou é a ver qual é o problema dessas – ou de outras propostas igualmente escabrosas – estarem incluídas num qualquer programa partidário. O BE e o PCP defendem a nacionalização de tudo o que mexe e a saída do euro e não há jornalista que se incomode com isso. Apesar de terem hoje mais deputados do que aqueles que o Chega provavelmente algum dia terá e de estarem mais próximo do poder do que alguma vez André Ventura estará. A menos que continuem a fazer este tipo de campanha contra o homem. Normalmente resultam num efeito contrário ao pretendido...

O saco de plástico

Continuo a achar que o imposto sobre os sacos de plástico é uma parvoíce. Mas, reconheço, a minha é uma posição que não reúne muitos adeptos. Pelo contrário. A maioria parece concordar e - confesso o meu espanto – esta medida tem até defensores tão acérrimos quanto improváveis.
Hoje encontrei um deles. Uma, no caso. Foi no mercado semanal, onde os vendedores continuam a oferecer os sacos, que ocorreu a cena que descrevo:

Vendedor, dirigindo-se à Maria que acabava de adquirir produtos hortícolas em quantidade superior à expectável - Veja lá se quer um saquinho...

Maria – Pois... se calhar é melhor, já não tenho onde acondicionar a alface...

Cliente idosa, toda empinocada e a armar em ambientalista – Sacos?! Está a dar sacos?! Não pode. É proibido!

Enquanto Maria e Vendedor ignoram liminarmente a criatura, Eu a pensar baixinho – Cala-te senhora idosa, agora apelidada de sénior, filha de um marido encornado e de uma senhora que provavelmente prestava serviços remunerados de índole sexual.

Cliente idosa, toda empinocada e a armar em ambientalista – Fazem-se as leis e ninguém as cumpre. Por isso é que este país não avança...

Eu, novamente a pensar baixinho – Tem razão a senhora... e se ficou assim por causa do saco nem quero imaginar como vai ficar quando o homem não lhe passar factura.

Sim, porque DE CERTEZA pediu factura...

E uma estátua a homenagear a mãezinha, não?!


Para encontrar obras parvas e maneiras idiotas de esturrar a pouca riqueza que por cá se vai produzindo não é preciso sair de Lisboa. Da civilização, portanto. É que parvos e esturradores há em todo o lado. Inclusive na capital. Onde, até, por força da maior concentração de pessoas, os pacóvios e esbanjadores terão de ser, forçosamente, em numero substancialmente mais elevado do que no resto do país.
Isto a propósito da edificação em Lisboa de uma estátua de homenagem ao corredor. Nada mais apropriado. Siga-se outra que homenageie quem caminha. Outra a quem ande de bicicleta. Mais outra aos que se deslocam de trotineta. Skate, até. O limite é a imaginação. Coisa que não escasseia a quem não tem problemas em gastar o que não lhe custa a ganhar.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Merda de cão



Isto é coisa que não falta no meu bairro. Nem nos outros. Da minha cidade e de todas as outras. É o resultado de existirem cada vez mais bichos a partilhar o mesmo espaço que os seres humanos em zonas urbanas. Acho amoroso ter um cão. Ou um gato. Mas não consigo entender que animais e pessoas partilhem uma habitação. Tive, enquanto vivi no campo, dezenas deles. Nenhum se atrevia a colocar uma pata dentro de casa. Ficavam no quintal ou andavam por onde muito bem lhes apetecia. Na cidade não acho jeito nenhum a isso.
Permitir isto em plena via pública é coisa que me revolta mesmo à séria. Que queiram ser pouco asseados dentro de casa é lá com eles. Na rua é com todos.

Livra!

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Se isto não é zenofobiazinha da boa, eu vou ali e já venho!

Populares


Gosto de ouvir os populares a quem é dada oportunidade de dizer umas coisas para o microfone que lhes puseram à frente da boca. Por mais que haja quem deprecia a sua opinião, para mim, ela constitui uma fonte inesgotável de conhecimento. Ou, como alguém escreveu em tempos, “por mais comprida que seja a fita de um gravador nela não caberá a sabedoria popular”.
Isto a propósito do que proclamava ontem para uma reportagem televisiva, num mercado da Madeira, um peixeiro lá da ilha. Garantia o senhor que até à hora em que falava só tinha feito quinze euros, enquanto antes – antes do euro, provavelmente - já teria ganho setenta contos. Trezentos e cinquenta euros, portanto. Significa que, por essa época, o senhor ganharia o equivalente a sete mil euros por mês.
Solidarizo-me, naturalmente, com o popular. E com todos os que, tal como ele, sofreram tão dramática redução de rendimentos. Há, apenas, duas coisas que me inquietam. A primeira, tão intensa actividade económica não se ter traduzido em riqueza. A segunda. os impostos cobrados não corresponderem ao nível de ganhos que quase todos os comerciantes juram ter tido nesses, pelos vistos, saudosos tempos. Mas isto sou eu, que tenho a mania de dar importância às conversas dos populares...

Pombos


Cá a terrinha, como quase todas as outras sejam grandes ou pequenas, está cheia de pombos. O que não surpreende. Os gajos reproduzem-se como o caraças e, para ajudar à festa, há sempre uns javardões a tratar de os alimentar. Devem-lhes achar muita graça, eles. Ou, coitados, pensam que estão a fazer uma boa acção. Se a isso juntarmos a habitual e tão característica inércia das autoridades que deviam tratar disto e não tratam, temos a javardice perfeita.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Pirata arrependido

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Zeinal ou Berardo não são nomes tipicamente portugueses. Embora possam ambos, logo assim de repente e ao primeiro olhar, ser associados a alegados pantomineiros e a não menos alegadas vigarices recentemente cometidas por terras lusas. Ora, perante isto, não parece coisa de génio adoptar o “nickname” “Zeinal Berardo” quando se pretende intrujar alguém. Vale, no entanto, o arrependimento. Os outros nem isso.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

O circo chegou ao cais

A pequena Greta chegou, finalmente, a Lisboa. Não era sem tempo. Já enjoava. Fez bem a catraia em atravessar o Atlântico num barco que não deixa pegada ecológica. Há que ser coerente e, pelo menos neste aspecto, nada haverá a apontar à activista sueca a quem, parece, roubaram os sonhos, a infância e essas cenas.


À espera da moçoila estava um magote de gente. Jornalistas, ambientalistas e seguidores, nomeadamente. Para além de outros basbaques que aparecem sempre quando suspeitam que há câmaras de televisão nas imediações. Raros, presumo, terão utilizado meios de transporte amigos do ambiente para ali chegar. Mas, para o efeito, pouco importa. O que interessa é alimentar o circo. Por este andar o melhor é alguém começar a pensar numa maneira de proteger o planeta dos seus defensores.

domingo, 1 de dezembro de 2019

Comícios, bebícios e outros vícios...

 


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Para que conste, fui à “Cozinha dos Ganhões”. Trata-se, obviamente, de uma informação absolutamente inútil e completamente desprovida de interesse. O Berardo e o Ventura estiveram igualmente presentes no certame gastronómico. Até este canito, rebocado pela dona e provavelmente contra a sua vontade, marcou presença. Quase seria caso para dizer que se tratou de um evento notoriamente mal frequentado. Mas não. Tenho a certeza absoluta que também por lá terá passado muita gente respeitável. Que isto, como dizia a minha a avó, na hora do "comer" até o diabo aparece.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Ralações

Parece que os mais recentes números relativos à mortalidade em consequência da gravidez constituem um retrocesso para valores semelhantes aos dos anos oitenta do século passado. Culpa, de certeza, das políticas de direita praticadas por esse malvado do Passos. Ou do ministro da saúde daquele tempo. O Dr. Morte, ou lá o que era.


Por falar em mortandade. As facas, essas marotas, não param de atacar passeantes. Deviam ser proibidas. Passava-se a usar apenas as de plástico, que são muito mais pacificas. Ou então, não. As Gretas desta vida iam ficar aborrecidas e isso, como já foi sobejamente demonstrado, era capaz de ser uma cena demasiado perigosa. Um mustafá possuído por uma naifa talvez seja menos ameaçador.


Como se estas coisas não fossem já suficientemente raladoras, temos também essa coisa das alterações climáticas a moer-nos o juízo. Com meninos na rua a berrar contra o seu próprio modo de vida. Havia de ser bonito vê-los a viver de acordo com aquilo que reivindicam.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Um horror, essa coisa do capitalismo...

O ministro do ambiente não gosta do black friday. Calhando nem gosta de descontos, de uma maneira geral. Também detesta o capitalismo, o gajo. Por acaso – não é que ele me tenha dito – mas já desconfiava relativamente á parte da aversão ao capitalismo. Não gosta ele nem gosta a restante trupe que tomou conta do actual PS. O Mário Soares é que deve estar às voltas na tumba. Andou o homem a dar o couro às balas para evitar que caíssemos numa ditadura comunista e agora estes badamecos fazem isto…


Até há pouco tempo era impensável ouvir uma bacorada destas a um ministro sem que daí resultassem consequências. Nomeadamente a demissão da criatura em causa. Agora não. É tudo normal. Até um membro de um governo supostamente democrático, de um país ocidental e onde existe liberdade económica manifestar publicamente o seu desagrado por o mercado funcionar. Faltará muito para vermos governantes, lacaios e toda a restante horda de lambe-cus vestidos de camisa vermelha?


 

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Pobretanas (Pobres o tanas)

Diz que ocorreu a um esperto qualquer elaborar um estudo onde relaciona o parque automóvel de cada um dos concelhos do país com o rendimento dos seus habitantes. Não estou, confesso a minha ignorância, a ver a relação. Nem, por consequência, justificação nenhuma para o espanto por o referido estudioso ter concluído – abismado com as suas próprias conclusões, ao que consta - que existe um inusitado número de automóveis de luxo em concelhos com rendimentos declarados ao fisco ao nível do miserável.


Não tardaram os maledicentes do costume a concluir que isto é coisa de quem foge aos impostos e, afinal, existirá por aí muita gente fiscalmente pobre mas, vai-se a ver, leva uma vida de luxo. Ainda bem que assim é. O dinheiro é de quem o ganha, não é do Estado. E se a todos compete contribuir para o bem comum na medida das suas possibilidades, já chegámos ao ponto em que essa medida foi em muito ultrapassada.


Mesmo não conhecendo os dados do tal estudo, acredito que cá pela terrinha não será muito diferente. Sei é que o número de automóveis está a aumentar quase ao mesmo ritmo que a população diminui. O que, desconfio, é capaz de ser um dado interessante para analisar. Haja quem o faça.


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domingo, 24 de novembro de 2019

IRS?! Ná...é melhor ficarmos pelas causas fracturantes!

Deve estar alguma coisa a escapar-me nessa polémica entre esquerda e direita acerca o englobamento de rendimentos em sede de IRS. Nomeadamente as rendas. Assim de repente não estou a ver razão nenhuma para um contribuinte ver os seus rendimentos, tenham eles a proveniência que tiverem, taxados consoante as mais variadas tabelas. Estavam, a meu ver, certos nesta matéria os partidos de esquerda. Mas já não estão. Afinal parece que vão voltar atrás e deixar tudo na mesma. Às tantas descobriram que parte da sua clientela era capaz de não gostar. É que isto é muito mais fácil governar para as causas fracturantes...

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Um cigano entra num bar...espera, é melhor não.

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Na sequência de uma simples piadola que não ofendeu ninguém – nem sequer o visado – Bernardo Silva, aquele craque do “City” a quem um visionário do mundo da bola augurava uma promissora carreira de defesa-esquerdo, vai ter de frequentar umas sessões de educação. Onde, ficou desde logo avisado, terá de obter aproveitamento. Ou, como agora se diz, adquirir as necessárias competências.


Nada de novo debaixo do Sol. Ou das nuvens, no caso de hoje. É coisa própria de totalitarismos. Por cá tivemos muito disso. No Estado Novo e no Prec, há umas dezenas de anos. Depois pensou-se, durante algum tempo, que era um tipo de actuação que o passado tinha enterrado. Mas não. Estão aí e em força. Um dia destes, tal como o futebolista, teremos de nos sujeitar a ser educados por gente que nem os filhos sabe educar. Ou pior. Ter de recitar, de cor e salteado, livros deste género editados por um qualquer comité para a educação popular.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Em "portunhol" nos desentendemos...

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O mercado semanal em Estremoz, aos sábados de manhã, constitui um ponto de visita para muitos espanhóis. Ou não estivéssemos nós a poucas dezenas de quilómetros da fronteira. Também, dada essa proximidade, é normal que não existam grandes dificuldades de entendimento a nível linguístico com os “nuestros hermanos”. Nem que para isso tenhamos de recorrer ao “portunhol”. Convém, digo eu, é não abusar. Não vão os visitantes pensar coisas menos sérias a nosso respeito.


Quem não percebeu do que estou a falar – escrever, vá – fique a saber que a palavra “follado” não existe em português. Trata-se de uma palavra espanhola. O significado? Pois...ide pesquisar num qualquer tradutor on-line, que eu não estou aqui para vos fazer a papinha toda!

domingo, 17 de novembro de 2019

Jerónimo e as offshores

Jerónimo de Sousa, num inflamado discurso às massas que se reuniram para o ouvir, lamentou que não haja dinheiro para aumentar salários e pensões mas ao mesmo tempo milhões de euros são colocados em offshores. Tive de voltar atrás e ver a noticia de inicio para ter a certeza que tinha ouvido bem. E ouvi. O homem disse mesmo aquilo. A frase está igualmente transcrita, sem qualquer reparo ou desmentido, em diversos sites noticiosos.


Verdade que as massas que o ouvem são cada vez menos. Os votantes também. No entanto a mensagem chega a cada vez mais gente e, incrivelmente, é apreciada por uma multidão de idiotas. Que, provavelmente como o camarada Jerónimo, fazem uma estranha associação entre offshores e a falta de dinheiro do Estado. Ignorância que, convenhamos, é preocupante. Ou, então, das duas uma. Ou o homem está a denunciar a transferência de dinheiro público pelo Estado português para essas tais offshores ou, então, está a pensar propor o confisco do dinheiro privado que é utilizado da maneira que quem o tem muito bem entende. Que isto, qualquer um sabe, é o dinheiro do Estado que paga pensões. O dos portugueses, esteja no banco ou lá onde fôr, ainda é deles. Por enquanto.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Os politicos sofrem de hiperactividade casuística

Apraz-me o empenho demonstrado por certos responsáveis, seja lá pelo que fôr, em resolver determinados assuntos. Fazem o que se revelar necessário. Ou mais, até. Incluindo o que não devem, não podem ou não é da sua conta. Noutros casos, mesmo da sua responsabilidade, não querem saber. Nem bolem uma palha. Depende se, do seu ponto de vista, a coisa dá votos, prestigio ou aquilo com que se compram os melões. Ou a azeitona, que é a fruta da época.


Ocorre-me, por exemplo, aquilo da gaiata muçulmana que foi impedida de participar num jogo de basquetebol por não ser portadora da indumentária adequada. Um assunto menor, parece-me. Coisa para ser resolvida entre o clube, a associação onde este está filiado e, eventualmente, os pais da miúda. Mas não. Já há deputados e vereadores metidos na questão. Das duas uma. Ou não têm nada de relevante com que se entreter ou só querem é aparecer. Ou ambas.

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Agricultura da crise

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A agricultura da crise recebeu um reforço de peso. Sim, que aquilo ainda pesa para aí uns dez quilos. Um belo de um compostor feito em material reciclado, como convém, fornecido pela Gesamb. A empresa que na região trata de recolher os resíduos recicláveis e de receber o restante lixo recolhido pelos municípios.


Um projecto interessante, este. Permite reduzir de forma significativa o volume de lixo orgânico e, com isso, todos ficamos a ganhar. A começar pelas respectivas autarquias que – desconfio que poucos saibam e os autarcas também não se dão ao trabalho de informar – pagam uma pipa de massa pela deposição do lixo indiferenciado. Embora isso, a julgar pelo ruido dos maluquinhos de serviço, não conste das preocupações dos defensores da causa ambiental. Mas isto sou eu que não alinho em histerismos ambientais e que relativamente a todas as Gretas desta vida tenho a mesma opinião que o treinador do Porto tem acerca dos gajos que o chateiam nas redes sociais.


Mas voltando ao compostor, a ideia é transformar os resíduos domésticos numa espécie de composto – um fertilizante, ou algo assim – para utilizar na produção agrícola, hortícola ou lá o que é, aqui do quintal. Se a coisa correr bem daqui por uns meses sairá dali uma cena qualquer. Depois mostro. Fica a ameaça.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

O cão, o burro e o porco

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Lamentavelmente o dom da oratória está ausente do rol de capacidades cognitivas dos canitos. A leitura, lamento ser eu a dar a noticia, também não constitui o ponto forte da canzoada.


O mesmo não se pode dizer dos burros. Esses falam. E muito. Estou farto de ouvir uns quantos garantir que o seu – deles – cão é tão, mas tão, inteligente que apenas lhe falta falar para poder evidenciar todo o intelecto de que é dotado.


Já o burro, ainda que saiba ler e falar, insiste em comportar-se como um porco.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Pode lá ser!!!

Relata o “Público” que após a Associação Nacional de Freguesias ter adjudicado contratos num valor superior a trezentos e sessenta mil euros um dos seus dirigentes terá sido recrutado pela empresa fornecedora. Segundo a mesma fonte terá ainda recebido dez por cento daquele valor. Adianta também o dito jornal que o senhor teria uma avença, paga através de uma associação, com a Câmara onde foi vice-presidente.


Tenho, confesso, manifesta dificuldade em perceber tão intrincado esquema. Duvido, até, que em circunstância alguma tal tramoia possa ter qualquer semelhança com factos reais. Ou, mesmo, imaginários. Pode lá ser. Logo essas cenas da informática que, como toda a gente sabe, são tão fáceis de verificar se há ou não marosca. Ou isso de um ex-autarca andar por aí a vender coisas...nunca tal se viu. E já nem digo nada quanto aquela parte de trabalhar para a Câmara e ser pago por uma associação. É rebuscado demais. Delirante, diria. São práticas nas quais, de tão facilmente detectáveis que são, nenhum autarca relativamente esperto alinharia.


Por mim, reitero, não acredito numa linha de tão monstruosa acusação. Mais depressa me convencem que a mãe do Sócrates tinha mesmo um cofre recheado de notas. Ou uma empresa de software.

domingo, 10 de novembro de 2019

Podem não noticiar...mas não podem esconder!

Percebo que os canais de televisão não queiram maçar os telespectadores com minudências. Uma manifestação de algumas centenas de pessoas, numa terriola quase despovoada muito mais perto de Espanha do que de Lisboa, não constitui assunto para aparecer nas noticias nem justifica a deslocação de uma equipa de reportagem. Ainda se fosse para descrever a maneira de confecionar uma açorda ou para revelar ao país toda a magnificência de um prato de migas…


Manifestações a merecer honras de espaço televisivo são aquelas que metem um milhão de pessoas no Terreiro do Paço ou, como no tempo da troika, as que conseguiam mobilizar duzentos mil manifestantes naquela espécie de largo em frente ao Parlamento. Devia ser estarem dispostos em várias camadas, certamente.


A causa em questão, reconheça-se, também não era a melhor. Nem a mais valorizável. Pelo contrário, não era daquelas que a esquerda fofinha – passe o pleonasmo, que a esquerda é toda fofinha – aprecia e aprova. Fica para a próxima. Quando alguém – bombeiro, médico, professor – se “passar” e arrefinfar um tabefe nas trombas a um cigano. Ou a um jornalista.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Faz de conta...bancária.

Diz que a banca anda a insistir junto do Banco de Portugal, do governo ou seja lá de quem fôr que manda – se é que alguém manda – na actividade bancária, no sentido de obter autorização para cobrar juros negativos aos seus clientes. Ou seja, a malta tem um depósito de mil euros remunerado a um juro negativo de um por cento e no final do prazo vai ver e só há na conta novecentos e noventa euros. O resto são juros. Negativos.


Como noutras coisas, a ideia é começar pelos grandes depositantes. Pelo grande capital, como diria qualquer comunista que se preze. Ainda que, segundo se anuncia, as primeiras vitimas na mira da banca sejam as entidades públicas. Faz sentido. Eles arranjam sempre uma maneira de sermos nós a pagar.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

"Clickbaites", "soundbaites" e outros bitaites

Aqui há atrasado publiquei uma série de posts acerca de um “homem do bloco”. Tais escritos levaram uns quantos ilustres cidadãos a acreditar piamente que se tratava de uma referência à sua pessoa. Não era, como então tive ocasião de esclarecer. Embora, como é óbvio, não tivesse obrigação nenhuma de o fazer. A minha imaginação não é assim tão prodigiosa. O “homem do bloco” constituía apenas uma sátira a um senhor – coitado, já não está entre nós - que munido de um bloco, ia anotando as ocorrências que suscitavam a sua atenção para posteriormente as reportar a quem tinha, ou entendia ter, o dever de o fazer.


Vem esta prosa a propósito destes meus bitaites que, para além de muitos clickbites, terão alegadamente constituído motivo para alguns soundbites. Apesar de não serem novidade nenhuma. Já antes tinha escrito mais ou menos o mesmo aqui e aqui. E quanto ao argumentário de que até o Bigodes - o meu gato imaginário - se ri, pode ser lido aqui. São, como quem tiver paciência pode ler, opiniões. Cada um terá a sua. A minha, nesta e noutras matérias, não me cansarei de a manifestar. Pelo menos até que os dedos me doam.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Gato morto

Por falar em bichanos. A gata que vadiava aqui pela zona quinou. Paz à sua alma felina. Jaz há três ou quatro dias, toda esticadinha, num recanto vagamente ajardinado onde, como referi neste post, era alimentada por um comité de amiguinhas dos animais. Local onde também lhe construiram uma casota. O que surpreende – ou talvez não – é que nenhuma delas tenha feito o funeral ao bicho. Já agora faziam a boa acção até ao fim e não deixavam o cadáver para ali a apodrecer.  

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Autarquias amigas do contribuinte...ou não!

Acredito que a esmagadora maioria dos contribuintes não sabe, dada a reconhecida iliteracia financeira da generalidade dos portugueses, que parte da receita do IRS é pertença das autarquias locais. Felizmente para os moradores desses concelhos, algumas - cada vez mais - prescindem deste dinheiro, no todo ou em parte, a favor dos seus munícipes.


Há quem considere que se trata de uma medida populista, que é o que está agora em moda chamar às opções com que não concordamos. Outros dirão que constitui uma injustiça social por – veja-se o requinte do argumento – não abranger os mais pobres. Trata-se, como é fácil de constatar, de um argumentário destinado a enganar tolos. Que até aborrece de tão demagógico e – ele sim – escandalosamente populista. Se os “pobres” estão isentos de IRS é óbvio que não podem ter desconto sobre algo que não pagam. Da mesma maneira que também não têm deduções fiscais em sede de IRS nas despesas de saúde ou educação. Até o meu gato, se o tivesse, de certeza percebia.


Mas, só para termos uma pequena ideia acerca de quanto beneficiam os ricaços que pagam IRS com a politica fiscal praticada por algumas autarquias, deixo o quadro seguinte para que cada um tire as suas ilações. Veja-se, por exemplo, que um contribuinte de Loulé, com uma colecta líquida de 3 000€ tem uma redução de 150€ no imposto a pagar. Já eu que moro em Estremoz...


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domingo, 3 de novembro de 2019

E invadir um ministério e sovar o ministro, será preocupante?

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Invadir o que calhar e malhar seja em quem for, nomeadamente quando as coisas não nos correm de feição, não é nada de mais. Qualquer um o faz. Quem nunca o fez dê o primeiro murro. Entrar em quartéis de bombeiros – ainda para mais voluntários – e chegar a roupa ao pêlo aos que lá estão a trabalhar em prol da segurança dos outros, parece-me um dos mais inalienáveis direitos adquiridos de cada um de nós. Convenhamos que os soldados da paz estavam mesmo a pedi-las. Estivessem em casa, em lugar de estarem para ali a voluntariar-se, e nada disto lhes acontecia.


Razão tem o nosso querido ministro Cabrito. Isto não tem importância nenhuma. Importante, mas importante mesmo à séria, é prejudicar o sossego dos cães da família do sôr ministro que, coitados, se sentiam incomodados com a presença dos Gnr’s que guardavam o coirão do governante Cabrito. Isso é que é preocupante. Agora cá bombeiros untados…


Também não percebo a insistência daqueles que nas redes sociais insistem em afirmar que foram os ciganos. Já a comunicação social – e muito bem – refere apenas que foram pessoas. Nada como noticiar com base nos factos. E o facto é que ninguém terá lido o chip aos atacantes.

sábado, 2 de novembro de 2019

Não lhes chega o passeio...

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Um dos grandes temas de conversa de circunstância – e mesmo de outras – são os bichinhos e as suas traquinices. Uma delicia ouvir gente com idade para ter algum juízo a trocar ideias sobre o assunto. Garantem amar mais os bichos do que as pessoas, que os seus animais são dotados de uma inteligência superior e a quem, quase sempre, apenas falta falar. O que, digo eu, é uma pena isso de não comunicarem através da linguagem oral. Se o fizessem, eram gajos para chamarem parvos ao donos. Ou coisa pior.


O caso da fotografia eleva a jarvardice desta gente a um patamar superior. É daquelas coisas que - a mim, que aos amiguinhos dos patudinhos mais lindos não deve incomodar – dá vontade de partir os cornos a alguém. Vá lá que o morador tinha a porta fechada. Se estivesse aberta não duvido que o idiota do dono do cão não se importaria mesmo nada que o animal cagasse lá dentro. E ai do morador se desse um pontapé no canito...