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terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Vendo colecção de burriés

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Uma banana colada com fita adesiva a uma parede é apenas isso. Uma banana colada com fita adesiva a uma parede. Seja a parede de um museu ou a parede de uma casa de banho pública. Tanto faz. Continua a ser uma banana. Arte será apenas na cabeça de gente mimada, fútil e intelectualmente a funcionar à base de psicotrópicos.


Espantoso é que alguém tenha pago mais de cem mil euros pela tal banana. Das duas uma. Ou não lhe custaram a ganhar ou deu-lhe jeito gastá-los. Pode, também, acontecer que seja parvo. Hipótese que, obviamente, não invalida nenhuma das anteriores. Pena é que não tenha falado comigo. Por esse dinheiro arranjava-lhe uma colecção de burriés, colados aos mais variados objectos, capazes de deixar extasiado qualquer apreciador de arte moderna, performativa ou lá o que chamam agora a cenas parvas. 


Mas, nesta história, o que mais me surpreende é o silêncio da ex-deputada Ana Gomes e da sua vasta legião de seguidores, quais paladinos da luta contra a corrupção. A venda do passe de um jogador de futebol por cem milhões cheira-lhes a lavandaria e a crimes da mais variada ordem, mas uma banana vendida por cento e oito mil euros parece não suscitar especiais reservas – nem odores estranhos – a essas miseráveis criaturas. Mesmo que as ditas bananas estejam hoje no Continente a vinte cêntimos cada uma.

domingo, 19 de maio de 2019

A importância do burrié

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Ele há estudos para tudo o que se queira. Ainda bem. Assim ninguém pode argumentar que não foi avisado, não sabia ou que nunca tinha ouvido falar no assunto. Seja ele qual for.


Como gajo interessado nos estudos em geral e nos burriés em particular, acabo de ler atentamente as conclusões de um desses trabalhos académicos – ou lá o que é – onde se defende que tirar macacos do nariz é benéfico para a saúde. Não é para me gabar mas já desconfiava que limpar o salão se trata de uma actividade deveras salutar. Tanto que, entre muitos outros, esse era um argumento a que recorria quando a minha avó, sempre que me via com o indicador espetado nas narinas - ventas, à época – me perguntava se ia haver baile. Um bom hábito, portanto. Que, como a imagem demonstra, faço questão de manter.