sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Deve ser uma questão de mercado...

É com preocupante e inusitada frequência que vemos, ouvimos e lemos cada vez mais noticias de crianças retiradas aos pais. Presumo que quem decide sobre tão dramática medida o fará de acordo com aquilo que se convencionou chamar de superior interesse da criança e de mais ninguém. Quero, também, acreditar que serão pessoas competentes, com sobejos conhecimentos de causa e desprendidas de outros valores que não o bem estar dos pirralhos todas aquelas que têm por função tratar destes assuntos.


Pena que não exista uma CPVI. Uma Comissão de Protecção de Velhos e Idosos ou algo parecido. Ou, se existir o equivalente para protecção da velharia, não seja tão eficiente quanto a dos catraios. É que se há coisa que me faz confusão é a facilidade com que se arranjam instituições para acolher as crianças sonegadas aos progenitores, por oposição à dificuldade que se verifica para encontrar um lugar onde um velhote viva com dignidade os seus últimos dias. Vão ver é a lei do mercado a funcionar. As crianças são poucas, logo valiosas. Velhos são muitos, portanto rendem pouco. Investigue-se, como diz o outro.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Paineleiros...

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Os homens não se medem aos palmos, já garantia a minha avó. Medem-se, queria a minha antepassada dizer na dela, pelo carácter. Entre outras coisas, acrescento eu. Daí que, pese a ausência de ambos, não pretenda gozar com o cavalheiro da imagem. Até por não conhecer os motivos que levam o sujeito a colocar as almofadas debaixo da peida. Ele lá saberá o que andou a fazer antes de ir para o estúdio. Há, no entanto, quem garanta que será tudo uma questão de tamanho. Por mim, que há muito deixei de ouvir as patacoadas da alimária, que seja apenas isso do tamanho. Dele ou do outro.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Azar é ter políticos que não cumprem...

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Quando vi a noticia que a Câmara de Vila Viçosa teria, a partir do próximo dia um de Fevereiro, tolerância zero em relação aos cocós dos cães pensei para com os meus fechos de correr que, finalmente, alguém estaria disposto a justificar o ordenado que os contribuintes lhe pagam para manter o espaço comum relativamente limpo. Pelo menos no que a merda de cão diz respeito. Afinal, compulsada a noticia, o titulo revela-se manifestamente exagerado. Trata-se, apenas e só, da entrada em vigor de umas quantas alterações ao regulamento municipal de resíduos urbanos, limpeza e higiene urbana, daquela localidade vizinha. Ou seja, lá como cá e pelo caminho, continuará tudo na mesma.


Pouco, nada mesmo, adianta que a coima prevista para quem não recolha os dejectos do bicho seja, no caso do município calipolense, no valor mínimo de duzentos e cinquenta euros. Ninguém será autuado nem, muito menos ainda, pagará a respectiva coima. Era o que mais faltava incomodar o cidadão eleitor, visitante, turista ou investidor com assuntos de caca. Mas, como sempre digo, quem não tem cão também vota. E quem pisa merda também.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Desde o sismo que não paro de cismar...

Estão a ver essa cena dos simulacros de sismos e isso? Assim tipo aquela coisa patrocinada pela Protecção Civil, “A Terra treme” ou lá o que é, em que à hora marcada a malta manda-se toda para debaixo da secretária e fica lá durante um minuto à espera que o planeta se acalme?!Esqueçam. Para a próxima fiquem sossegados e deixem-se de figuras tristes. Hoje, por cá, a Terra abanou mesmo de verdade e, tanto quanto sei, os que estavam sentados não mexeram o rabo da cadeira e os que estavam de pé, como era o meu caso, não se mandaram em voo picado em busca da protecção de nenhuma mesa. Ninguém se lembrou. Vá lá que, depois da sacudidela ter passado, alguém teve a ideia de mandar tudo para a rua. Mas pelo menos a evacuação correu lindamente. Nas calmas. Tirando eu, que fui em corpinho bem feito, ninguém se esqueceu dos casacos, malas, telemóveis e, outras coisas que dão sempre jeito ter à mão em caso de cataclismo. O que, dado o frio que se faz sentir por estas bandas, me fez voltar para trás. Uma imprudência, reconheço.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Para quando um imposto canino?

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Volto hoje ao tema que popularizou este blogue. Popularizou é, obviamente, uma força de expressão. Digamos antes que o tornou um bocadinho menos desconhecido. Embora, sem falsas modestias, reconheça que a data altura – graças a umas quantas citações em determinados locais e coiso – o Kruzes se tenha tornado uma referência incontornável no âmbito da merda de cão.


Se assim o quisesse podia todos dias publicar um post acerca do assunto. Motivos não faltam. Como esta bosta, ainda fresquinha, com que me cruzei logo pela manhã. Provavelmente é resultado de algum javardo ter sido obrigado a madrugar por força dos hábitos intestinais do canito. Nem vou reclamar de o dito cujo não ter procedido à recolha do “presente”. Ninguém o faz. Questiono-me antes acerca da moralidade de quem legisla em matéria fiscal e de quem, no terreno, aplica a mais que permissiva legislação existente.


Se olharmos para as facturas da água ou da luz que todos os meses nos chegam a casa constatamos que pagamos um infindável rol de taxas e taxinhas. Todas, se nos dermos ao trabalho de pesquisar a sua finalidade, alegadamente relacionadas com o ambiente. Mas a água e a electricidade são bens essenciais. Um cão não é. Em meio urbano é apenas um apetrecho de luxo. Ou de vaidade. Que, na maior parte das circunstâncias, polui e incomoda os outros. Daí que me seja difícil entender a razão porque não é devidamente taxado como tal.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Delinquência de Estado

Que o Estado não é uma pessoa de bem não constitui nenhuma espécie de novidade. Ladrão, vigarista e trapaceiro são alguns dos epítetos mais comummente usados para qualificar a sua postura perante os cidadãos. E, como todos os que evidenciam estas características, possui uma imaginação prodigiosa. Tanta que, nunca sendo suficiente para as suas sempre crescentes trafulhices aquilo que surripia aos nossos rendimentos, mantém uma busca continua de novas fontes que lhe permitam continuar a fazer vida de rico. A ele e, se calhar, aos protegidos. Não precisava era de seguir o caminho da delinquência. O roubo, furto ou sequestro são, parece-me, coisas que se enquadram nesse âmbito.


Por falar em delinquentes. Lembrei-me do Trump. E, também, dos que o criticam por tudo e, principalmente, por nada. O homem não gosta que os habitantes daquilo a que classificou como países de merda migrem para os Estados Unidos. O que deixou manifestamente indignados os habitantes dos países visados. Indignação que, para além de legitima, se compreende. O que já não percebo é por que raio, ainda assim, esses mesmos habitantes continuam a insistir em migrar para um país governado por um gajo daqueles.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Não gosto de vocês, seus malucos!

Continuo a achar que receber os subsídios de férias e Natal por “atacado” não é bom para ninguém. A não ser, claro, para o Estado. Mas, reconheço, pertenço a uma esmagadora minoria que tem este ponto de vista acerca do assunto. A maioria prefere, vá lá saber-se com que lógica, receber daqui por seis ou onze meses aquilo que já hoje é seu por direito. E, confesso, os que mais espanto me causam são os reformados. É certo que qualquer um pode bater a bota a qualquer momento. Novo ou velho, reformado ou não. Mas, se digo os reformados, é por se tratar das pessoas de mais idade e que, pela ordem natural da vida, irão morrer primeiro. Isto para dizer, só a titulo de exemplo e para fundamentar a minha tese, que para aqueles que quinarem até junho o Estado fica-lhes com um mês de reforma. Seis duodécimos do subsidio de “férias” mais outros tantos de subsidio de “Natal”…


Por causa dessa concentração dos subsídios em dois únicos meses vou, no ano que agora se inicia, novamente ver o meu vencimento mensal reduzido. Coisas da geringonça e daqueles que se arrogam no direito de determinar a maneira como devo gerir o meu dinheiro. O que mais me chateia nem é ver que a quantia inscrita na linha do “liquido a receber” do meu recibo é umas dezenas de euros mais baixa. O que verdadeiramente me irrita é depender da vontade de uns quantos malucos que nem a vida deles sabem governar mas que acham que sabem governar a minha.

domingo, 7 de janeiro de 2018

Faliram?! Desenrasquem-se!

Ciclicamente somos confrontados com noticias que nos dão conta do estado de penúria a que, alegadamente, terão chegado pessoas ligadas ao meio artístico. Nada de mais. Nem de menos. Pode acontecer a todos e a cada um de nós. O irritante da coisa é, por norma, o facto dessa malta – quase sempre secundado por quem elabora a noticia – achar que a sociedade ou o Estado têm a obrigação moral de lhes resolver o problema.


Pouco – nada, mesmo – me importa a maneira como esturraram as pequenas ou grandes fortunas que possam ter arrecadado. Divertiram-se, deram aos pobres ou acenderam a lareira com as notas. Que lhes tenha feito bom proveito. Não queiram é agora que os outros sintam alguma culpa por eles estarem no limiar da miséria. Já todos contribuímos para o seu bem-estar. E não contribuímos pouco. Para além da retribuição pelos serviços que prestaram, direitos de autor, direitos conexos e mais uma infinidade de taxas e taxinhas que todos somos obrigados a pagar parecem-me mais do que suficientes para a malta das artes manter uma vidinha muito confortável. É que isto, convém não esquecer, até uma simples uma pen paga uma taxinha para beneficio desse pagode. É por isso que já não as uso. Agora prefiro colocar tudo na cloud. Num servidor qualquer, lá para as bandas da Nova Zelândia.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Tendencialmente parvos

Diz que lá para o sudoeste asiático a última moda em matéria de alterar aquilo com que nascemos é o branqueamento do pénis. A coisa, segundo as crónicas, fica em quinhentos euros, é feita à base de laser e dói como o caraças. Quanto ao objectivo de tão patética opção a doutrina divide-se. Embora tenda, na sua maioria, a considerar que deve ser pela mesma razão que as pessoas optam por pintar as paredes de branco. Faz parecer a sala maior, garantem os decoradores de interiores. Por mim duvido. É só parvoíce. O que não admira, já que a maioria dos clientes serão gajos com tendências esquisitas. Daqueles que se auto-intitulam LGBTurbo, ou lá o que é. Paneleiragem e afins, portanto.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Os chatos querem as cidades só para eles

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Fazem-me alguma confusão as polémicas em torno do turismo. Nem, por mais turistas que andem por aí e em particular nas principais cidades, consigo entender o conceito de excesso de visitantes. Vão mas é passear com essas ideias. É graças a eles que a economia está a melhorar qualquer coisita, que o desemprego tem diminuído e que muitas ruínas têm sido recuperadas. Querem morar no centro de Lisboa e os proprietários – esses malandros – preferem apostar no mercado turístico?! Azarinho. Os prédios são deles e era o que mais faltava que não os pudessem rentabilizar. Pelo menos por enquanto. Quando isto for uma “Venezuela” logo se verá. E quanto aos turistas, que venham todos. Até os camafeus.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Vão roubar para a estrada!!! Ah, espera, eles já fazem isso...

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Entretanto no país onde tudo corre pelo melhor e onde toda a gente anda satisfeita com o fim da crise, da austeridade e dessas coisas, os impostos continuam a aumentar a um ritmo cada vez mais alucinante. Deve ser, presumo, para acompanhar as benesses que vão sendo distribuídas aos grupos de interesses que sustentam a geringonça.


Veja-se o caso do ISP. Aumentou outra vez. Quando, ao contrário daquilo que este mesmo governo garantiu, devia baixar sempre que o preço dos combustiveis subisse. Coisa pouca, convenhamos. Mas preocupante e reprovável seria se tivesse sido a direita bafienta a dar o dito pelo não feito. Ainda bem que nos livramos deles, desses malandros. Que agora, mesmo com mais este roubo, até a gasolina tem um refrescante odor a pinho…


Perante este cenário não devem tardar as romarias aos postos de combustíveis do lado de lá da fronteira. Com uma diferença de preço acima dos trinta cêntimos – mais sessenta escudos – começa a valer a pena ir pagar impostos aos espanhóis.


 

domingo, 31 de dezembro de 2017

Demonstração dos resultados

Não gosto de balanços. Prefiro a demonstração dos resultados. Manias. E os resultados a demonstrar relativamente ao ano que hoje finda não são grande coisa. Foi mais do mesmo. Ou, admitamos, o país está melhor os portugueses é que ainda não sentem nada na carteira. Excepto, vá, os reformados mais abastados, quem recebe o salário mínimo e os funcionários públicos com vencimentos mais elevados. Para todos os restantes alguém que me explique quais são as melhoras que eu não dou por nada. Tirando a continuação - imperdoável este meu esquecimento - deste refrescante odor a pinho que agora se respira em lugar daquele horrível bafio que antes tinhamos de suportar...

sábado, 30 de dezembro de 2017

Erva em demasia...

Aquele grupo de pessoas que só quer o nosso bem – governo ou lá como se convencionou chamar – já decidiu o que podemos ou não comer nos bares, cafetarias e similares dos estabelecimentos de saúde. Por enquanto ficam-se por aqui. Mas, não tarda, a obrigação há-de estender-se aos restaurantes e, um dia, às nossas casas. Tentativas disso são já conhecidas algumas. Outras, certamente, se seguirão.


Vá lá que ainda não foi desta que limitaram a oferta alimentar destes estabelecimentos à comida vegetariana. Fica, certamente, para a próxima. Por enquanto ficam-se pela recomendação do consumo de carnes brancas acompanhadas de uma salada de alface, tomate ou cenoura ralada. Para beber aconselham uma infusão de ervas. Sem açúcar. Só podia. Esta gente tem uma fixação pela erva...



quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

O Maduro que estique o pernil

Uma vergonha – ou pior, até – essa cena de boicotar o Natal dos outros. Não se faz. Como o camarada Maduro não se cansa de salientar, trata-se de mais um infame ataque, por parte do grande capital e das forças imperialistas, à revolução bolivariana e ao povo venezuelano. Não bastava destruírem toneladas de comida e medicamentos, só para chatear o povo e deixar mal vistos os lideres revolucionários, agora os fascistas ainda têm o descaramento de perseguir os navios gigantes que iam para a Venezuela atafulhados de pernil. Tudo, ao que se sabe, por causa de uns trocos miseráveis. E do lucro. E da ganância. E de mais umas quantas cenas capitalistas que agora não me ocorrem. 


Pena que ao camarada Maduro não lhe tenha dado para esticar o pernil. Refiro-me, obviamente, ao stock que ainda possa existir no país e que ele, assim tipo aquele truque da multiplicação dos pães ou lá o que era, tratasse de multiplicar por muitos. 


Nisto só duas coisas me surpreendem. A fraca indignação que o assunto suscitou e a ausência de um movimento de solidariedade para ofertar pernil aos venezuelanos. Os profissionais da indignação e dos movimentos solidários devem estar ocupados com outra indignação e com outra desgraça qualquer.


 

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Rabos de palha

Gosto da democracia. É cá uma mania minha. Aceito, por isso, de bom grado que parte dos meus impostos sirva para financiar os partidos. Por mim – mas, admito, posso estar errado – é preferível que seja o orçamento de Estado a financia-los do que ter um Santos Silva qualquer a meter lá dinheiro à sorrelfa. Parece-me óbvio que este último método nos fica muito mais caro e que se paga na mesma com os nossos impostos.


Infelizmente o actual sistema de financiamento partidário não é carne nem é peixe. Depois dá nisto. E um dia destes noutra coisa. São as consequências de legislar à socapa, ao sabor das indignações das redes sociais e de não ter políticos sem “rabos de palha”. Mas esses, nos países onde existem, são os que nós chamamos populistas, ou lá o que é.

domingo, 24 de dezembro de 2017

Todos os ajuntamentos são criticáveis, mas alguns são mais criticáveis que outros...

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(Imagem obtida na internet) 


Acho alguma piada às criticas fáceis ao denominado consumismo desenfreado que se verifica nesta época do ano e que por norma são documentadas por fotografias de superfícies comerciais a abarrotar de gente. A comunicação social e as redes sociais em geral, por estes dias, repetem-nas sem parar. É lá com eles. Ou com quem define a linha editorial e determina aquilo com que nos devemos indignar. Pena que, pelo menos de vez em quanto, não mostrem imagens do Metro de Lisboa. Mas percebe-se que não o façam. Criticar um serviço concessionado ao Partido Comunista é capaz de não ser, nos tempos que vivemos, muito popular.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Caloteiros de olhos em bico

Uma ou outra vez não me importo nada de concordar com os comunistas. É por isso que estou inteiramente de acordo com a medida do governo chinês que visa limitar a vida quotidiana dos caloteiros que não pagam as prestações dos empréstimos. Nomeadamente, entre outras coisas, impedindo-os de frequentar hotéis de luxo e viajar de avião ou comboio.


Por mim, reitero, acho bem. O mesmo, presumo, devem achar o PCP, o BE e aquela parte esquisita do PS. Bem que podiam, aproveitando a paixão assolapada que vivem entre eles, aprovar a aplicação de idêntico procedimento cá pelo rectângulo. Até porque, se não o fizerem, um dia destes estaremos todos a salvar mais um banco. Ah, não, espera. A esquerda, tirando o BPN e a Caixa Geral de Depósitos, não salva bancos nem perdoa dividas a grandes empresas que não se chamem Soares da Costa.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Injustiças

Isto da justiça - aquela que é praticada nos tribunais por homens, mulheres e demais almas que não se revejam nesses estereótipos – tem muito que se lhe diga. Cada vez menos em seu abono, refira-se. Para isso muito têm contribuído inúmeras decisões que de justo pouco aparentam ter. Mesmo deixando de lado aquelas que atingem um grau de mediatismo que as torna impossíveis de ignorar. Podemos ficar por outras, longe do foco mediático, mas nem assim menos dignas de causar revolta e indignação. Principalmente, como é óbvio, entre as vitimas, os condenados ou, até, entre aqueles que nada têm a ver com o assunto mas que tendem a aborrecer-se com as injustiças.


Como, por exemplo, obrigar um cidadão que aufere o salário mínimo a pagar uma pensão de alimentos no valor de duzentos e cinquenta euros mensais. Cidadão esse que, mesmo assim, ainda se pode dar por feliz por a extorsão não ir a valores mais elevados. É que, segundo a legislação em vigor, quarenta e três por cento do IAS - cento e oitenta e um euros – chegariam muito bem para o infeliz espoliado viver com dignidade. Embora, pelas mesmas contas, igual quantia não chegue para a dignidade da criança. Nem, quiçá, da progenitora. Mas essa, se encontrar mais uns quantos alarves, terá uma vidinha descansada por muitos anos.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

O diabo está nos conceitos

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Quando se fala de alegada má gestão no chamado terceiro sector é de bom tom, logo para inicio de conversa, afiançar que não se deve confundir a árvore com a floresta e que poucas serão as instituições que não possuem uma administração a pautar-se pelos mais estritos conceitos de bem gerir. Pois. Será.


É que o problema está precisamente nisso. Nos conceitos. Levar uma família a fazer uma doação – seja em dinheiro ou em espécie – a uma IPSS para que um idoso tenha lugar no lar da terceira idade – coisa que nem sei se acontece – pode, a suceder, ser considerado um excelente acto de gestão. Ou uma Organização Não Governamental, cansada de esperar por refugiados, ir buscá-los directamente aos portos líbios para garantir o apoio governamental por cada cabeça resgatada, também poderá – lá está, a acontecer – constituir uma boa estratégia de negócio.


Há, depois, o descaramento. Ou, como outros preferem, o deslumbramento. Daí que algumas entidades – neste caso em Espanha, mas estas coisas têm tendência a globalizarem-se – promovam campanhas de caça à herança com o alto patrocínio, imagine-se, das Nações Unidas. Que isto convém sempre dar um ar de seriedade à coisa. Por cá também se contam muitas histórias de heranças e de como elas terão, segundo a voz do povo, melhorado a vida de alguns. Ou não, dependendo do conceito.


 

sábado, 16 de dezembro de 2017

O cone

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Se eu fosse um gajo com queda para a dissertação desatava para aqui a tecer considerandos acerca da época natalícia. Mas não tenho esses dotes. Nem, a bem dizer, dissertar seja coisa que me apeteça por aí além. Fico-me pelo cone. Que, sem se saber ao certo como nem porquê, se tornou no mais recente símbolo de Natal. Deve ser para não ofender os amigos dos pinheiros, ou isso. Mas, seja lá qual for o motivo, agora todas as terras têm um. Nós, por cá, também. E está janota, o sacana do cone.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Justiça à moda da esquerda. Torta, portanto.

Gosto dessa coisa da justiça social, ou lá o que é, que o fantástico governo das esquerdalhas associadas tratou de restabelecer depois daqueles maléficos governantes que os antecederam terem espalhado injustiças, miséria e sei lá que mais.


Gosto tanto que não posso deixar de me congratular com o anuncio de mais uma medida que visa repor um pouco de justiça na sociedade portuguesa. O aumento das reformas. É justo. Não podia estar mais de acordo. Assim como já estava em concordância com o bando quanto à decisão de aumentar o salário mínimo. Aliás só uma besta é não se regozijaria por os reformados – os que ganham mil e quinhentos euros, por exemplo – terem um aumento de vinte euros. Também só um idiota chapado não exultaria com o crescimento do SMN em vinte e três euros.


Ainda assim nada que se compare com o júbilo que sinto por, o mesmo bando, ter decidido que os funcionários públicos - misteriosamente são os seus principais lambe botas – que auferem, digamos, setecentos ou oitocentos euros não vão ter um cêntimo a mais no seu ordenado. Pelo sétimo ano consecutivo. A mim parece-me socialmente justo. É bem feito. Tanto que, se isto continua assim, ainda voto neles. Deixo é um apelo aos meus leitores. Nesse dia internem-me.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

A culpa é do Passos, pá!

Parece que aquela cena da Raríssimas já tem um culpado. Ou responsável, vá. E não, não é o actual ministro da Segurança Social que, para além de tutelar a instituição, até foi vice-presidente da assembleia geral daquela coisa, onde, pelos vistos, fazia como a Cristas enquanto ministra.


Desengane-se, também, quem esteja com ideias de culpabilizar os restantes membros de todos os outros corpos sociais da associação. Não viram nada, não sabiam de nada e coisa nenhuma lhes levantou suspeita. Livrem-se, igualmente, de suspeitar que os serviços públicos competentes – é, obviamente, uma força de expressão – possam ter no caso, ainda que ao de leve, alguma responsabilidade no assunto. Não tiveram. Nunca têm.


A culpa, como ando desde ontem a ler e a ouvir, foi do Passos Coelho. Nem podia ser de outro. E não vale a pena perguntar porquê. Os acusadores disparam, de rajada e à queima-roupa, um infindável rol de motivos que, todos juntos, me deixam convencido da sua razão. Desde aquilo de ter reduzido o Estado ao mínimo indispensável, à promoção da caridade, ao retirar o apoio que o Estado devia dar a tudo e mais alguma coisa para passar essa função para os privados, até apenas porque sim e porque Passos é Passos, tudo tem servido para culpar o ex-governante pelas alegadas tramóias que agora vieram a público.


Nada disto é surpreendente. A culpa, seja do que for, nunca pode ser de ninguém de esquerda. Nem, sequer, a solução que a canhota apresenta para que casos destes não se repitam causa grande espanto. Ponha-se o Estado a prestar todos esses serviços de assistência social, defendem. Assim estilo ex-União Soviética e outros paraísos felizmente extintos.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Piripiri na patareca

 


Depois do rasgar de vestes a que assistimos na sequência daquele acórdão manhoso - que metia citações da bíblia e alarvidades diversas - relativamente a um caso de adultério, estou curioso quanto ao que se vai seguir quando for conhecida a sentença de um crime de carácter passional que está a ser julgado por estes dias. É o caso de uma senhora que, chateada com a traição do companheiro, entendeu vingar-se despejando piripiri na patareca da rival. Entre outras patifarias, ao que consta.


Admito que, para os anteriores indignados e nomeadamente para as militantes feministas, não se trate de um assunto fácil. Reconhecer a perversidade desta criatura quando descobriu o alegado encornanço e a violência da agressão cometida sobre a “outra”, era coisa que só ficaria bem a todos os que andaram por aí a largar postas de pescada acerca do machismo de que, afiançam, ainda padece a sociedade portuguesa. Mesmo que na sentença deste caso não conste nenhum provérbio.

domingo, 10 de dezembro de 2017

Chapéus há muitos…

Apesar da má conta em que tenho os jornalistas e o jornalismo de uma maneira geral, era gajo para tirar o meu chapéu – se usasse - à reportagem exibida pela TVI a propósito de umas quantas manhosices alegadamente praticadas pela presidenta de uma associação de solidariedade. Ainda que nada daquilo me soe a novidade. Com as devidas proporções, dependendo sempre da escala de cada associação, presumo – mais por precaução do que por ausência de certezas – que situações como a descrita, ou outras de uso em actividades de utilidade duvidosa dos dinheiros públicos que são atribuídos a associações, sejam comuns por esse país fora. Mesmo que os valores envolvidos ou a natureza das manigâncias alegadamente praticadas possam ser – caso ocorram – bastante diversos.


Desconfio que não será difícil encontrar associações onde a direcção pode reunir no quarto e a assembleia geral na sala de jantar. Nem se revestirá de grande dificuldade deparar com entidades associativas que só existem para justificar o emprego – ou negócio – dos seus “dirigentes”. Nada disso teria mal se não estivesse envolvido dinheiro público. Seja sob a forma de subsidio ou, eventualmente, fuga ao fisco.


E depois há aquelas que já nem se dão ao incomodo de disfarçar. São as que não se importam nada de justificar que gastaram o dinheiro dos contribuintes em festas e comezainas. Mas, confesso, as minhas preferidas são as que nem se envergonham de pedir – em modo de exigência, quase – apoio público para festas privadas. Assim tipo almoços ou jantares comemorativos de coisas.


Em todas as circunstâncias não é apenas a má consciência cívica dos “dirigentes associativos” que está em causa. Pior, muito pior, é acção dos detentores de cargos públicos que lhes “dão” o guito. O nosso guito, convém relembrar.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Outro a prever a vinda do Diabo...

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Bom, se é o camarada Louçã a dizer, então, deve ser verdade. A menos que, de agora em diante, perca todas as qualidades que têm feito dele uma voz de referência para a esquerda e passe a ser considerado mais um “passista” qualquer. Daqueles que apenas desejam que os portugueses vivam na miséria.


Não é preciso ser “dótor”, ter uma inteligência por aí além ou possuir dotes adivinhatórios para concluir que, por este caminho, a coisa vai voltar a dar para o torto. E a culpa, lamento contrariar a generalidade das opiniões, não é maioritariamente dos políticos. É nossa. Dos portugueses. Daqueles que exigem que todos os dias sejam de festa e que haja festa todos os dias. À conta do Estado. Admito que tristezas não paguem dividas. Mas estas, as dividas, rapidamente tratam de nos tirar a alegria. Já devíamos saber isso.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Bonecos de Estremoz

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O reconhecimento pela Unesco dos bonecos de Estremoz como património imaterial da humanidade será para a cidade, presumo, um dos acontecimentos mais marcantes de sempre. Constitui também, como muito bem salientaram os responsáveis pela iniciativa, uma responsabilidade acrescida para quem os cria e para quem os promove. Até porque, de ora em diante, muito mais gente vai estar de olho neles. Nos bonecos. E, quase aposto, não vão faltar as criticas. Nomeadamente daqueles que não entendem o contexto em que esta arte surgiu e se desenvolveu.


A cena da "matança do porco", por exemplo, calculo que deve incomodar os amiguinhos dos animais. Ou a inexistência - acho eu - de bonecos que representem ciganos, homossexuais, muçulmanos, coxos, marrecos e anões. Coisa que, provavelmente, não deixará de suscitar a indignação da policia do politicamente correcto por, à luz dos modernaços conceitos agora tão em voga, não promover a inclusão desses segmentos populacionais. O que, a acontecer e para além da risota que nos vai proporcionar, até poderá ajudar. Como oportunidade de negócio.


 


 

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Muda-se mais depressa uma embaixada do que um instituto

Não consigo descortinar motivos para a ênfase com que hoje as televisões noticiaram aquela cena da mudança das instalações da embaixada americana em Israel para a cidade de Jerusalém. Nem, ainda menos, o fervor com que o assunto tem vindo a ser discutido por cá. Nas redes sociais, nomeadamente. E – mas isso já nem estranho – com a maioria dos comentadores a tomarem as dores dos palestinianos e da mourama em geral. Como se nós, portugueses, tivéssemos alguma coisa a ver com isso ou partilhássemos com os árabes algo de relevante. Eles têm outros valores culturais, religiosos e políticos que nada, mas rigorosamente nada, têm a ver com os nossos. Em qualquer desses aspectos os israelitas estão muito mais, mas mesmo muito mais, perto de nós e do nosso modelo de sociedade. Mas, reitero, não me surpreende esta nossa posição. Somos assim. Por norma medimos o nosso sucesso pelo infortúnio do vizinho. O gajo que, mesmo sendo como nós, gostamos sempre de ver lixado por outro filho da puta qualquer. A quem, só por isso, admiramos.


Diz que houve por aí uma conversa - uma trapalhada, como se dizia noutros tempos - acerca da mudança da sede de um instituto público. Também de uma cidade para outra. Cá, em Portugal. Coisa pouco importante, pelos vistos. 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Desconfio das súbitas valorizações...

Tenho a maior consideração por aqueles que perdem os seus haveres em consequência da seca, dos incêndios ou de outro cataclismo qualquer. Há no entanto, nisto das calamidades que afectam negócios, algo que escapa à minha compreensão. Nomeadamente quando em causa estão colheitas ou explorações agrícolas. Não consigo deixar de me surpreender com a estranha valorização de animais, árvores ou culturas de qualquer espécie quando dizimados pelo infortúnio. Agora, com a seca mas também antes com os incêndios, por qualquer animal falecido e árvore que tenha secado ou ardido é reclamada uma fortuna quando chega a hora de recorrer ao apoio público. As mesmas árvores ou animais que antes – basta estar atento à actualidade para conhecer a retórica – não rendiam nem para o tabaco. Parecem, assim mal comparado, as acções do BPN. Ou, então, acham que o Estado é uma espécie de Carlos Santos Silva dos agricultores. E se calhar até é e nem a comparação com o banco salvo pelos socialistas será tão despropositada quanto isso. Pelo menos no que diz respeito ao pagante.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Colaboradoro?! Suspeito, muito suspeito...

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Há coisas a que nunca me vou habituar. Aquela de chamar colaboradores aos empregados/funcionários/trabalhadores/criados/lacaios/servos/escravos, é uma das que me tira do sério. Outra é obrigatoriedade legal, não vá um pateta qualquer sentir-se discriminado, da neutralidade do anúncio de recrutamento. Por mim, se tivesse uma empresa e necessitasse de recrutar pessoal, limitar-me-ia a um lacónico “preciso de alguém para trabalhar em troca de remuneração”. Talvez assim ninguém ficasse ofendido. Nem mesmo nenhum militante das outras, para além das normais, trezentas e vinte cinco opções sexuais conhecidas.


Neste caso não parece muito evidente o perfil da pessoa a admitir. Assim de repente quase se pode garantir que a opção será por “uma” colaboradora. Ou, vá, “colaboradoro”. Já “um” candidato a colaborador não se afigura que tenha grande hipótese de conseguir o lugar.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Tirem as patas da minha reforma, patifes!

Pareceu-me ler, na capa de um jornal, que o governo voltou a cortar nas reformas. Naquelas que dizem ser antecipadas. Deve ser mais uma pantominice dos jornalistas a soldo da direita bafienta. Um governo da esquerda com um refrescante odor a pinho, jamais atacaria dessa maneira os direitos dos trabalhadores e do povo. Pelo contrário. Tem até, como todos sabemos, reposto os direitos roubados pelos maléficos governantes troikistas que o antecedeu. Ou, então, devo ter lido mal. O mais certo é não ter razão para me preocupar. Os meus trinta e sete anos de desconto devem garantirar-me os mesmos direitos que os meus colegas, já reformados, que se aposentaram mais novos do que eu sou hoje e a quem o governo já repôs cortes e prometeu aumentos. Até já me arrependi de ter pensado que são os cortes na minha reforma que garantem a deles. Um governo de esquerda com um saudável aroma a alfazema - ou será a outra erva? - ia lá fazer uma discriminação dessas!