
Há coisas a que nunca me vou habituar. Aquela de chamar colaboradores aos empregados/funcionários/trabalhadores/criados/lacaios/servos/escravos, é uma das que me tira do sério. Outra é obrigatoriedade legal, não vá um pateta qualquer sentir-se discriminado, da neutralidade do anúncio de recrutamento. Por mim, se tivesse uma empresa e necessitasse de recrutar pessoal, limitar-me-ia a um lacónico “preciso de alguém para trabalhar em troca de remuneração”. Talvez assim ninguém ficasse ofendido. Nem mesmo nenhum militante das outras, para além das normais, trezentas e vinte cinco opções sexuais conhecidas.
Neste caso não parece muito evidente o perfil da pessoa a admitir. Assim de repente quase se pode garantir que a opção será por “uma” colaboradora. Ou, vá, “colaboradoro”. Já “um” candidato a colaborador não se afigura que tenha grande hipótese de conseguir o lugar.