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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Empregos para todos. E todas. E todes, também.

14-Ofertas-de-trabajo-que-son-un-poco-cuestionable


 


Se há coisa que os municípios portugueses fazem bem, é dar emprego. Pagar ordenados, portanto. Não sei se há ou não estudos acerca do assunto mas, desconfio, devem ter sido as entidades que mais gente empregaram nos últimos anos. Tudo serve para justificar o recrutamento de mais pessoas. Muitas, ao que mostra o Diário da República. Por mais estapafúrdia que seja a justificação ou o lugar a criar. Nem isso importa muito. Basta que um manda-chuva qualquer – ou mesmo uma daquelas nulidades que costumam cirandar à sua volta - sonhe com isso durante a noite para, na manhã seguinte se não for ainda antes, o "tachinho já estar ao lume".


Não sabia – mas, lá está, ninguém me manda ser ignorante – que das atribuições das autarquias constava ensinar aos munícipes a arte de bem cavalgar a toda a sela. Mas parece que consta. Daí que um certo município tenha contratado funcionários para desenvolver a sua atividade na área da equitação. Uma grande ideia, essa. Ensinar a malta a montar. Ou a lidar com as cavalgaduras, não sei ao certo. Ainda assim será um assunto consensual lá na terrinha. Ninguém se terá espantado. Tanto quanto se sabe a oposição não mandou com os aparelhos ao ar e o presidente continua com os cascos a brilhar.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Colaboradoro?! Suspeito, muito suspeito...

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Há coisas a que nunca me vou habituar. Aquela de chamar colaboradores aos empregados/funcionários/trabalhadores/criados/lacaios/servos/escravos, é uma das que me tira do sério. Outra é obrigatoriedade legal, não vá um pateta qualquer sentir-se discriminado, da neutralidade do anúncio de recrutamento. Por mim, se tivesse uma empresa e necessitasse de recrutar pessoal, limitar-me-ia a um lacónico “preciso de alguém para trabalhar em troca de remuneração”. Talvez assim ninguém ficasse ofendido. Nem mesmo nenhum militante das outras, para além das normais, trezentas e vinte cinco opções sexuais conhecidas.


Neste caso não parece muito evidente o perfil da pessoa a admitir. Assim de repente quase se pode garantir que a opção será por “uma” colaboradora. Ou, vá, “colaboradoro”. Já “um” candidato a colaborador não se afigura que tenha grande hipótese de conseguir o lugar.