Apesar da má conta em que tenho os jornalistas e o jornalismo de uma maneira geral, era gajo para tirar o meu chapéu – se usasse - à reportagem exibida pela TVI a propósito de umas quantas manhosices alegadamente praticadas pela presidenta de uma associação de solidariedade. Ainda que nada daquilo me soe a novidade. Com as devidas proporções, dependendo sempre da escala de cada associação, presumo – mais por precaução do que por ausência de certezas – que situações como a descrita, ou outras de uso em actividades de utilidade duvidosa dos dinheiros públicos que são atribuídos a associações, sejam comuns por esse país fora. Mesmo que os valores envolvidos ou a natureza das manigâncias alegadamente praticadas possam ser – caso ocorram – bastante diversos.
Desconfio que não será difícil encontrar associações onde a direcção pode reunir no quarto e a assembleia geral na sala de jantar. Nem se revestirá de grande dificuldade deparar com entidades associativas que só existem para justificar o emprego – ou negócio – dos seus “dirigentes”. Nada disso teria mal se não estivesse envolvido dinheiro público. Seja sob a forma de subsidio ou, eventualmente, fuga ao fisco.
E depois há aquelas que já nem se dão ao incomodo de disfarçar. São as que não se importam nada de justificar que gastaram o dinheiro dos contribuintes em festas e comezainas. Mas, confesso, as minhas preferidas são as que nem se envergonham de pedir – em modo de exigência, quase – apoio público para festas privadas. Assim tipo almoços ou jantares comemorativos de coisas.
Em todas as circunstâncias não é apenas a má consciência cívica dos “dirigentes associativos” que está em causa. Pior, muito pior, é acção dos detentores de cargos públicos que lhes “dão” o guito. O nosso guito, convém relembrar.
A pobre mulher tem desculpa. Pariu um rapaz defeituoso 'à antiga', Era uma sub-urbana a norte da capital e que tinha um Tiosque.
ResponderEliminar(Quiosque. Hoje em vias de extinção, era outrora o local onde se podiam comprar jornais, revistas, pitaxios, minuins, etc).
O rapaz morreu depois do prazo atribuído pelos médicos. Falha grave.
Uma lutadora. Foi aostado da nacinha e topou logo como se fazia para vir o guito. Pena não nos ter ensinado: há para aí tantas universidades para a 3a ou 4a idades...
Pois. E acresce que os "Tiosques", quando bem situados, são excelentes locais para fazer amizades...
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