quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Imigrantes, borlistas e caloteiros

Apesar de nenhuma organização de apoio a imigrantes, refugiados ou outros desgraçados ter vindo a público defender o homem, parece que afinal o “Rei do Kebab” - aquele imigrante curdo que desbaratou um bando de meliantes que pretendiam assaltar o seu restaurante - vai, ao contrário que se chegou a temer, poder regressar a Portugal. A autorização de residência, ao que consta, será coisa para demorar poucos dias a ser concedida e, após isso acontecer, o senhor poderá voltar. Ainda bem. São, sem dúvida, boas noticias. É de pessoas assim que o país precisa, que isto de bananas há cá muitos.


Em sentido contrário foram, ao que dá conta alguma imprensa, cento e quarenta refugiados. Daqueles que o governo, organizações de caridade – solidariedade, em linguagem modernaça – ou outros patetas quaisquer insistiram em trazer para Portugal. Igualmente boas noticias. Eles que vão. E, principalmente, não voltem.


Outra boa noticia é aquilo do detector de borlistas que a Carris pretende instalar nos seus autocarros. Grande ideia. Mas que, duvido, passe disso mesmo. De ideia. Deve ser ilegal. Violar a privacidade, ou isso. Mesmo que daí não resultasse nada de mais, toda a gente ficava a saber quem viajava à borla. Ná, não pode ser. Logo agora que o governo até quer acabar com aquela cena do cobrador do fraque…


Por falar em caloteiros. São cada vez mais os alegados famosos a quem é “descoberta a careca”. Famosos, enfim, é como quem diz. Vagamente conhecidos, vá. Figurinhas sem importância, a maior parte deles. Gente que vive à custa de esquemas manhosos e que, quase sempre, não tem onde cair morta. Mas, como quase todos os desta laia, quem os ouve falar ou vê cuspir não os leva presos. E isso, de não irem presos, é que é pena...

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Sugestão de investimento para quem votou na geringonça...

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Ora aí está um produto financeiro que recomendo vivamente. Nomeadamente aos que apoiam a geringonça. Apresenta uma taxa de juro simpática, o tempo de “imobilização” do capital não é nada de por aí além e o valor mínimo a subscrever estará ao alcance de qualquer um daqueles funcionários públicos e aposentados que viram os seus rendimentos repostos.


E, depois, há ainda aquilo da renegociação da dívida. A acontecer – necessidade que os geringonços sustentam – nada será de preocupante. Nem, sequer, coisa que lhes cause indignação ou suscite aborrecimento. Pelo contrário. De certeza que até ficarão satisfeitos. Por isso, malta que apoia a geringonça, é investir, é investir!!!

domingo, 13 de novembro de 2016

Censurar a censura

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Parece que a culpa – desde a eleição do Trump à generalizada ascensão da direita na Europa – é das redes sociais. É o que dá qualquer um desatar a comentar noticias, publicar opiniões e escrever disparates diversos no Facebook, nos blogues, no Twitter, no Instagram e onde mais lhe aprouver. Coisa que, como sempre aconteceu, apenas devia estar reservada aos jornalistas e comentadores devidamente encartados. Eles é que sabem opinar sensatamente. Eles é que sabem o que é bom para povos, os países e o progresso civilizacional.


A discussão acerca do tema ainda mal começou mas, a julgar por aquilo que nos últimos dias se tem dito e escrito, não tardará a generalizar-se. A censura vem aí. Em nome da liberdade, dizem eles. Por enquanto têm-se limitado a controlar a informação. Filtram as noticias. Esforçam-se por moldar a opinião das massas à sua visão do mundo. Boicotam quem diverge. Escondem aquilo que não lhes convém que as pessoas saibam. Manipulam-nos, em suma. A chatice é que o mundo mudou. E o conhecimento que temos dele, também. Isso do “sol na terra” e dos “amanhãs que cantam” passou à história e não volta mais. Habituem-se!

sábado, 12 de novembro de 2016

Aventesmas!

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Diz que esta espécie de fatiota se chama pannenburka, ou lá o que é. Ao que consta – mas espero que não seja verdade – terá sido concebida e estará a ser comercializada na Alemanha. Por mim estou em crer que não passará de uma fantasia carnavalesca. Ou então não. Mas se não for a coisa é séria. E, nesse caso, a única vantagem que terá é evitar danos nas viaturas. Que, em caso de embate com aquilo, serão os únicos prejuizos a lamentar.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Isto anda tudo ligado...

Esta época futebolística tenho apostado quase sempre na vitória do Sporting. Será essa, a estatística não me deixa mentir, a razão pela qual as apostas no Placard me estão a correr tão mal. Bem me avisava, no último domingo quando registava o boletim, um outro apostador que a insistência em vaticinar as vitórias dos lagartos só me traria uma desagradável acumulação de prejuízos. Isto, claro, sou eu a traduzir do vernáculo. Mas o cavalheiro em causa ia mais longe. Garantia que os leões, que já não venciam desde que o Pedro Dias desapareceu, apenas voltariam a ganhar quando o tal foragido fosse encontrado. Ora o Sporting, nesse mesmo Domingo, ganhou. Ao Arouca. Por três a zero. E, no final desse jogo, as câmaras de vigilância do estádio das osgas filmaram umas cenas rocambolescas. Acontece que o tal Pedro Dias apareceu. Em Arouca. Três dias depois do jogo que o Sporting ganhou por três a zero ao Arouca, perante as câmaras de uma televisão que estavam lá para filmar aquela cena rocambolesca. O tal gajo não acertou nisso do clube do Lumiar só ganhar depois do alegado assassino aparecer. Mas só falhou por três dias. Isto anda mesmo tudo ligado.


E eu, que sou benfiquista e isso me envaidece, por que raio aposto na vitória das lagartixas? Porque assim fico sempre contente...



quarta-feira, 9 de novembro de 2016

É a democracia, estúpido...

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E pronto, ganhou o Trump. Uma chatice. Nomeadamente para jornaleiros, comentadores, gente das artes e intelectuais diversos que se acham dotados de uma inteligência superior ao comum dos mortais. Tudo culpa dos matarruanos rurais, velhos, analfabetos e extremistas vários que, pasme-se tamanho desplante, insistem em ter opinião e, pior, traduzi-la em voto. Coisa que, como parece cada vez mais óbvia, devia estar reservada somente a jovens, urbanos e licenciados. Uma maçada, isto da democracia.


Se não fossem tão arrogantes talvez percebessem a mensagem e aprendessem a lição. Mas não acredito que alguma vez a aprendam. Não querem entender que a maioria dos povos não aceitam esta coisa do politicamente correcto que está a destruir as sociedades ocidentais. Marine Le Pen ganhará as eleições em França. As próximas ou as seguintes. O mesmo acontecerá na maioria dos países europeus. A culpa, essa, nas cabecinhas intelectualoides dos que hoje lamentam a eleição do “Trampas”, nunca será deles nem das políticas que apoiam. Será sempre dos outros. Dos parvos, como eles gostam de considerar quem não pensa como eles.


Por mim, o vencedor das eleições americanas não podia ser mais indiferente. Cada povo escolhe quem quer para o governar. Mas, confesso, não consigo esconder um sorriso perante tamanha azia que insuspeitos democratas - daqueles que só o partido deles é que é bom – hoje têm exibido. Até parecem os comentadores desportivos dos canais televisivos quando o Benfica ganha...


 

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Trabalhar de borla?! É uma coisa que me aborrece.

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Não gosto de self services. Tirando o multibanco. E, vá, mais uma ou outra coisa que igualmente me dê jeito. Embora, assim de repente, não me ocorra nenhuma. Trata-se uma maneira de uns quantos capitalistas nojentos diminuírem os custos - nomeadamente com pessoal - e aumentarem os lucros, os porcos-fascistas. Fazemos nós o trabalho das pessoas que eles despedem e das que não contratam, sem que ganhemos nada com isso. Nem, sequer, uma reduçãozinha no preço do bem ou serviço em que, por momentos, nos tornamos empregados do gajo a quem os estamos a adquirir.


Uma das superfícies comerciais cá da terra adoptou agora esse conceito no pagamento das compras. Substituiu umas quantas caixas tradicionais por outras onde é o cliente que trata de todo o processo que envolve pagar os bens que acabou de comprar. Por mim recuso. Não quero. Não sou empregado de supermercado. E se o incentivo é apenas evitar as longas filas que, agora, se formam nas outras, pouquíssimas, caixas que se mantém abertas, então prefiro ir abastecer a despensa a outro lado. Como, aliás, já faço em relação ao combustível. Não atesto o depósito em sítios onde, sem nada em troca, me forçam a ser gasolineiro.


Quem, aparentemente, aprecia o novo esquema é a malta do resort. Passam todos por aquilo do auto-pagamento. Gostam tanto da ideia que já não aborrecem as operadoras e os clientes das restantes caixas. Velhos e novos, mesmo sem saberem uma letra – ou um número - do tamanho de um burro, aprenderam depressa a trabalhar com aquelas traquitanas. Têm muita desenvoltura com as mãos, eles...

domingo, 6 de novembro de 2016

Ides sofrer como cães! E ninguém diz nada? Nem os defensores dos animais?!

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Uma tarja com os dizeres “ides sofrer como cães”, ontem ostentada por um bando de arruaceiros à chegada do tricampeão nacional ao hotel onde pernoitou antes de jogar em Contumil com o clube da fruta, significa o quê?! Uma ameaça que farão os jogadores passar pelo mesmo sofrimento que infligem aos cães? Mas há cães a sofrer às mãos desta gentalha?! Se assim fôr constitui motivo mais do que suficiente para as autoridades competentes – ou até mesmo as incompetentes, vá – abrirem uma investigação acerca dos maus tratos que o grupo de energúmenos que a mostrava estará a infligir aos canitos.


Pode, ao contrário, ser interpretado como um amistoso gesto de boas vindas. Uma espécie de vassalagem que as criaturinhas estarão a prestar ao maior clube do país. Pode ser. Até as criaturas mais reles têm – às vezes lá bem no fundo, mas têm – um outro sentimento menos mau. E, por outro lado, é reconhecida a maneira como os animais são bem tratados por aquelas paragens. Nomeadamente as pegas. Aquilo é quase o seu - delas - habitat natural.

sábado, 5 de novembro de 2016

Qualidade de vida...é um conceito muito vago!

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Acredito que uma empresa de estudos de mercado faça as suas análises com base na seriedade, no rigor e na competência de quem os elabora. Nem me passa pela cabeça que os resultados apurados não sejam analisados à lupa e que eventuais falhas não sejam corrigidas antes da sua divulgação pública. Daí a minha perplexidade perante um estudo que aponta cinco concelhos do vizinho distrito de Portalegre como aqueles que possuem, a nível nacional, melhor qualidade de vida.


Admito que, em todos eles, se viva extremamente bem. Melhor, admito também, do que no meu. Que, diga-se, nem desconfio em que posição se encontra. Embora, olhando para a pontuação dos melhores do distrito de Évora, presuma que se situe num lugar muito distante dos primeiros. Deve ser dos indicadores, ou lá o que é. Diz que neste estudo deram muita importância a aspectos como a educação, a saúde ou a cultura.


Deve ser por causa desses critérios que Sousel é considerado, pelo tal estudo, o segundo melhor concelho do país para viver. Muito melhor do que Estremoz, que dista daquele paraíso uns miseráveis dezassete quilómetros. Quase nada, convenhamos. Um trajecto que se faz em pouco mais de vinte minutos e que é percorrido diariamente pelos alunos souselenses que, concluído o ensino básico, pretendem frequentar o secundário e o lugar mais perto para o fazerem é Estremoz. Ou por aqueles que durante a noite e ao fim de semana são acometidos por alguma maleita e, se a coisa for ligeira, têm de recorrer ao serviço de atendimento de Estremoz. O mesmo para os que queiram ir ao cinema, dado que em Sousel também não há e o mais próximo, adivinhem, é o de Estremoz.


Não coloco, naturalmente, em causa a credibilidade deste estudo. Outros itens haverá naquele concelho que dão a Estremoz uma goleada de dez a zero. Não estou é, assim de repente, a ver nenhum...

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

E escolher um cão como politico do ano? Se calhar já faltou mais...

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Isso de escolher isto ou aquilo como qualquer coisa do ano é, por norma, do mais parvo que há. Podia, também, considerar estúpido. Não era mal considerado mas, até ver, fico-me pelo parvo. Nomeadamente quando a escolha é baseada em critérios subjectivos, não mensuráveis ou baseados apenas em simpatias pessoais, políticas ou outras. É o caso de uma revista de gajas que escolheu um gajo para gaja do ano. Uma parvoíce. Irrelevante, é verdade. Ninguém quer saber, nem a distinção adianta ou atrasa seja o que for à humanidade. Quando muito servirá para dar razão aos que ainda acham que o lugar da mulher é em casa a coser as meias do marido. Por acaso acho o mesmo. Em relação às gajas que fizeram esta escolha, claro.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

O Orçamento dos autarcas e reformados

Tenho lido nos últimos dias – praticamente desde a sua apresentação oficial - que o Orçamento para 2017 é o Orçamento dos funcionários públicos e dos reformados. Será, em parte, verdade. Nomeadamente quanto aos últimos, pois a função pública, exceptuando os vinte cinco cêntimos do subsidio de refeição, não é contemplada com a distribuição de benesses, ao contrário do que acontece com os pensionistas.


Parece, no entanto, que todos se estão a esquecer dos autarcas. Esses, talvez, os maiores beneficiários da generosidade distributiva da geringonça. Para além da espécie de inimputabilidade - a ser aprovado o que é proposto – que o governo lhes pretende conceder, é ainda garantida uma torrente de dinheiro a desaguar nos cofres das autarquias como há muito se não via. E, se isso não fosse mais do que suficiente, vão dispor de inteira liberdade para endividarem as respectivas Câmaras – e, por consequência os respectivos munícipes e os portugueses em geral – em montantes que apenas conhecerão como limites a imaginação dos mais extravagantes de entre eles. O período negro, no que diz respeito aos calotes dos municípios, que terminou – salvo uma ou outra miserável excepção – em 2012, não constituiu uma lição suficiente. Continua-se, por isso, a dar fósforos aos incendiários.


Não me surpreende. Os governantes de agora são os mesmos que rebentaram o país e, na sua maioria, os autarcas que esturraram dinheiro à tripa-forra também. Já vimos este filme e sabemos como acaba. Só um tolinho pode esperar que, desta vez, tenhamos um final feliz.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Trabalhos de casa

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Noticias vindas de Espanha dizem-nos que os putos estão a fazer uma espécie de greve aos trabalhos de casa. Forma de luta merecedora, como seria de esperar, de todo o apoio por parte dos progenitores. Compreendo a problemática. É, de facto, uma chatice os gaiatos chegarem a casa com cenas que impossibilitam aquela coisa do tempo de qualidade passado em família. Aquilo em que cada um olha fixamente para o seu tablet ou telemóvel sem ligar patavina aos outros.


Percebo que os miúdos não apreciem os TPC’s. Igualmente entendo que os pais não tenham paciência para ajudar os filhos a ultrapassar as dificuldades que estas coisas lhes colocam. Aceito, também, que prefiram estar no facebook, descansados da vida, sem ter o petiz a chatear por não perceber a tabuada ou seja lá o que for que ensinam agora. Compreendo isso tudo. Ninguém gosta de chatices. Podiam era admiti-lo. Que inventem argumentos rebuscados, muito modernos e que atirem para o ar uns quantos conceitos pretensamente evoluídos é que não me parece bem. Até porque ninguém acredita. Nem eles.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Coitadinho do meliante que não lhe podem sacudir as moscas...

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Todos os canais televisivos têm levado o dia de hoje a passar um vídeo onde, supostamente, militares da GNR malham um fulano que acabaram de deter. Supostamente porque, ao contrário do que é afirmado até à exaustão, não se descortina violência absolutamente nenhuma. E ainda que fosse visível seria impossível determinar a intensidade com que o bastão, a mão, o pé ou seja o que for, atinge o meliante. Nada garante que, a ter-se verificado contacto, ele tenha sido intencional ou, mesmo que tenha ocorrido, tivesse sido suficientemente forte para poder ser considerado agressão. Pode – e nada garante o contrário – ter-se tratado apenas de uma carícia. Mais intempestiva, mas ainda assim uma carícia.


Mas, confesso, seja o que for que tenha acontecido, pouco me importa. Se bateram, ainda bem. Se não bateram, tivessem batido. Num meliante bate-se sempre. Mesmo que não se saiba porque se lhe bate, ele sabe de certeza porque apanha. Estranho, no entanto, o nebuloso critério jornalístico que leva os canais televisivos a repetir vezes sem conta estas imagens. Filmes desta natureza, captados por câmaras de vigilância ou filmados por cidadãos em que as vitimas de ataques são pessoas comuns e os agressores são os milhões de invasores que já estão em solo europeu, são publicados diariamente às centenas na Internet e nenhuma televisão os mostra sequer uma vez. Vá lá saber-se porquê. Ou melhor, todos sabemos porquê.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Poupar?! Isso é coisa que não assiste ao tuga...

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Parece que hoje assinala-se o dia mundial da poupança. E digo parece porque não vejo vestígios de comemorações – oficiais ou da sociedade civil – e, por aquilo que se me é dado assistir, não vislumbro ninguém que manifeste vontade de poupar. Nomeadamente o governo, que não se cansa de dar o exemplo no que toca a esturrar o guito que não tem. Não sei se já repararam, mas não passa um telejornal – nem um! - em que não seja anunciada mais uma qualquer medida que contribui para gastar o dinheiro que não há e que, por isso, é preciso pedir emprestado. Um fartote.


Não é de admirar que os cidadãos sigam o mesmo principio. O da despreocupação face ao aforro. Ah e tal, coitados, mal têm para comer. Desgraçados, com os cortes e as malfeitorias daquele malvado governo de direita é impossível poupar. Principalmente os funcionários públicos e os reformados que, pobres vitimas, foram o alvo preferencial e viram os seus rendimentos drasticamente diminuídos. Pois. Será isso tudo. Mais o que se quiser. Eu também não poupo. Hoje, por exemplo, podia ter poupado o euro da aposta no Placard. Assim já não estaria para aqui a rogar pragas a um tenista palhaço em quem apostei. Bem que me avisaram as duas pessoas que estavam no café, quando, logo pela manhã, registei o bilhete. Para a próxima sigo o sábio conselho do reformado que estava a tomar o pequeno almoço e da colega que beberricava o seu martini. Ainda lhes disse para pouparem no tabaco, mas acho que não me ligaram.

domingo, 30 de outubro de 2016

A rua é do povo, pá! Ou não?!

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Procissões sujeitas ao pagamento de uma taxa para o cortejo dos procissantes atravessar uma estrada?! Diz que sim. Prejudica o transito e inferniza a vida das pessoas, admito, mas, assim de repente e apanhado de surpresa, parece-me manifestamente uma ideia peregrina. E, quase sem querer e já prestes a concordar, surgiu-me agora uma questão pertinente: o dinheiro da tal taxa vai para onde? Ou, melhor, para quem? É entregue, a titulo de compensação pelo tempo perdido, a todos os que ficaram parados à espera que os crentes acabassem de procissar? Não?! Então, está-se-me a escapar qualquer coisinha…


Parvo foi o Coelho – o Parvus – em não se ter lembrado disso. A quantidade de manifestações que os comunas e outros trastes fizeram durante os quatro anos e tal de vigência do governo anterior, teriam chegado e sobrado para pagar a divida. Sim, que nisto prejudicar a livre circulação de pessoas não deve existir discriminação de manifestações. Seja lá qual for a fé que os manifestantes professem. E só a CGTP, a uma média de um milhão de participantes por cada manifestação, teria dado um contributo decisivo. Lá teriam contribuido com algo de útil para a sociedade...

sábado, 29 de outubro de 2016

"Os politicos são mal-pagos". Por comparação com quem?

É recorrente. Volta e meia vem alguém, político ou aspirante a isso, lamentar o quanto os políticos são mal-pagos. Falta é explicar por comparação com quem. Com o gajo que varre a minha rua e ganha o salário mínimo? Ou com um licenciado – daqueles a sério, não dos que vão para o governo – que, se tiver sorte ou o azar de não conhecer ninguém na Câmara lá da terra, arranja um estágio a ganhar seiscentos e noventa e um euro e que, se for mesmo um sortudo, até lhe pagam? Comigo, que não sou aumentado vai para oito anos? Com o gestor da plataforma de blogues aqui do Sapo? Com o novo presidente da Caixa Geral de Depósitos? É a ausência de resposta a tão inquietante questão que me impede de ter uma opinião formada acerca do assunto.


E depois há aquele argumento fantástico que quase sempre acompanha esta reivindicação. Que é garantir que, com este nível de remunerações, os melhores não querem ir para a política. Assim sendo parece-me um contra-senso os actuais políticos queixarem-se do seu magro estipêndio. É que se este fosse mais gordo iam para lá os melhores – outros, portanto – e os que lá estão agora perdiam o emprego. Coisa que, presumo, não seria muito do seu agrado. Ou, então, é uma questão de altruísmo. Não estão a pedir nada para eles...

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Estacionamento tuga

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Admito que o condutor deste tugamobil seja mesmo deficiente. Terá, portanto, todo o direito a estacionar mais ou menos naquela zona. Ou, ainda que não lhe seja reconhecido esse direito, será deficiente na mesma. Só isso justifica que tenha estacionado no “mais ou menos”.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Deve ser uma espécie de rendimento máximo...

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Sermos um país pobre tem as suas vantagens. A principal é que ninguém vem para cá chatear. Não despertamos cobiças de conquista nem, excepto os invejosos dos castelhanos e os patetas alegres dos franceses, ninguém manifestou vontade de nos invadir.


O mesmo se aplica, agora, aos novos invasores do continente europeu. Ninguém quer vir para Portugal. Por mais que alguns profissionais da beneficência insistam ou políticos alarves, como o Costa, façam questão de oferecer a nossa hospitalidade. Poucos, entre os milhões que já chegaram à Europa, equacionam essa hipótese. Nem sequer dez mil deles, o número de alegados refugiados que o governo admite receber, conseguem convencer. E mesmo os que se deixam enganar, assim que podem dão de frosques em busca de um lugar, digamos, mais condescendente em termos monetários. Que, afinal, foi para isso que eles saíram da sua zona de desconforto.


Toda essa malta, obviamente, prefere a generosidade da segurança social dos países situados mais a norte. Aqui seria impossível a um gajo, ainda que tivesse quatro mulheres e vinte e três filhos, afiambrar-se a trezentos e sessenta mil euros por ano. Por cá, isso é coisa reservada a gestores públicos e assim.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

A crise na Grécia já acabou, não já?

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E a Grécia, pá?! Deve estar tudo a correr pelo melhor, por lá. Nem me lembro da última ocasião em que um órgão de comunicação social nos deu conta de mais um reformado grego se ter imolado em frente ao parlamento. Ou de manifestantes irados a queimarem coisas. Ou de gente deprimida a regressar às aldeias natais, fugindo do desemprego, para subsistir daquilo que a terra dos seus pais e avós lhes possa dar. Nada. Nem uma noticiazinha. Um pequeno apontamento noticioso, vá. Népia.


Aquilo, ao que se noticiava, era uma miséria de meter dó. Era, digo. Mas depois veio o Syriza. E, inevitavelmente, tudo mudou. Para melhor, obviamente. Mas eu, não é estar a desconfiar, gostava que os média nacionais continuassem a acompanhar o caso grego. A entrevistar passeantes na Praça Syntagma, como faziam antes. De certo que agora estarão muito mais felizes, significativamente menos pobres e quase todos terão trabalho bem remunerado. Não que desconfie do contrário, reitero. Era só para poder desmentir os catastrofistas que insistem – os fascizóides – que continua tudo na mesma. Ou pior.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Desaparecidos

Anda a desaparecer muita gente. Só nas últimas semanas sumiu-se o tal Pedro não sei das quantas, os cinco meliantes que escaparam ilesos no assalto ao Continente do Barreiro, o Mário Nogueira e a velhota anafada da associação de reformados. Estou preocupado, confesso. Não tanto com o pistoleiro. A esse, mais dia menos dia, alguém lhe tratará do canastro. Em relação aos cinco do Continente, com sorte, no próximo assalto passam a quatro. Já quanto ao Nogueira e à badocha, estou mesmo ralado. Levaram sumiço. Ninguém sabe deles. Devem estar para aí escondidos em algum estábulo. E, ou muito me engano, enquanto tiverem a gamela recheada ninguém lhes porá a vista em cima.

domingo, 23 de outubro de 2016

Contas de sumir

Tal como receava, o subsidio de natal vai voltar a ser pago em Novembro. Em 2017 apenas cinquenta por cento – o restante continua em duodécimos – e em 2018 na totalidade. Significa isso que, nos próximos dois anos terei uma diminuição do meu vencimento mensal durante onze meses. Ah e tal, argumentam entre outras coisas os defensores da medida, isso no fim do ano dá o mesmo. Pois que não sei. Hesito acerca disso. Então se assim é e no fim continua tudo igual, por que raio não aplicamos o mesmo principio à retenção na fonte do IRS?! Não descontamos nada ao longo do ano e no fim fazemos contas. Não sei é se o ministro das finanças ia achar graça a uma coisa dessas. Deve, presumo, fazer as mesmas contas que eu. Outro parvo, por assim dizer. Recebia tudo de uma vez, o palerma, que assim avultava muito mais para os cofres do Estado.


E depois há ainda aquilo do consumo, ou lá o que é que aquela malta quer estimular. Estou a ter alguma dificuldade em perceber o estimulo. É suposto ficarmos estimulados só uma vez por ano? Parece-me, manifestamente, pouco. Por mim gosto de me sentir estimulado mais amiúde. Deve ser defeito. Ou feitio, quiçá.

sábado, 22 de outubro de 2016

Da série ainda bem que acabou a austeridade...

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O saco ganhou mais farinha. Avermelhada, mas nem por isso menos farinha. Por mais que alguns se esforcem por acreditar no contrário. Os tontinhos, nomeadamente. Ou, também, aqueles que estão a aproveitar os últimos suspiros do sistema.


Diz que a geringonça vai fazer exctamente o mesmo que condenava ao governo anterior. Cortar mais uns milhões às reformas. Era bom que dissesse quantos. Só para a malta comparar.


Ah, espera. É completamente diferente. Estes cortam às pensões futuras. À minha, portanto...

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Deve ser aquilo de não deixar a verdade estragar uma boa história...

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Os europeus mais palermas comoveram-se com a história daquele invasor refugiado sírio rasteirado por uma repórter de imagem húngara. A senhora, coitada, só teve chatices desde essa altura e, pelo contrário, ao presumível refugiado tudo começou a correr muito melhor. Foi acolhido em Espanha, alojaram-no num apartamento pago pela edilidade e arranjaram-lhe trabalho. Uma história bonita com tudo para ter um final feliz, para nos fazer acreditar na bondade da humanidade e acreditar que vale a pena ajudar todos os que fogem da guerra.


Parece, no entanto, que a historieta não é tão cor de rosa como os média fizeram questão de nos fazer acreditar. O passado da criatura não será, alegadamente, tão puro quando isso. É, pelo menos, o que acreditam os comunistas turcos do PKK e, ao que consta, saberão os serviços secretos espanhóis.


Um caso isolado, dirão os amiguinhos dos refugiados. Pois. Deve ser, deve. Por mim também acredito que nem todo os refugiados serão terroristas. Entre tantos, um ou outro não será.


 

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

E um argumento que não envolva reformados, não se arranja?!


Não tenho nada contra o vencimento que aufere aquele senhor da Caixa Geral de Depósitos. Pelo contrário. Acho, até, muito bem. O que está mal é não haver muitos mais portugueses a ganhar assim. Ou mesmo um poucochinho menos, vá.


Já não achei assim tão bem que, há uns anitos atrás, um outro presidente do banco público se tenha reformado com uma pensão superior a dezoito mil euros mensais. Uma obscenidade, como garantia um ministro do governo de então.


Ora o argumentário dos críticos do vencimento do actual gestor envolve, quase invariavelmente, o baixo montante das reformas para atacar o chorudo ordenado da criatura. Fraquinho, o argumento. Nomeadamente quando o mesmo governo que aprovou o pagamento de um vencimento desta grandeza, tratou também de aumentar – pela via do fim da CES - significativamente a reforma, já de si obscena, do outro senhor.


Digo eu, que gosto muito de dizer coisas, podiam igualmente argumentar que os funcionários públicos, nomeadamente os que ganham entre seiscentos e mil e quinhentos euros, não veem o seu vencimento aumentado há oito anos. Ao contrário dos pensionistas. Mesmo dos que ganham cinco, dez ou vinte mil euros.


 

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Camaradas, burlemos unidos...será nossa a burla final!

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Como hoje dizia alguém, foi bom que a geringonça se tivesse constituído. Só assim, acrescentava, tivemos oportunidade de ver o CDS e o PSD a comportarem-se como o BE e o PCP quando estavam na oposição e estes, agora que são poder, a imitarem o comportamento dos primeiros quando estavam no governo.


Bom não diria. Mas que é divertido, lá isso é. Não passa um dia sem que uns e outros não nos venham anunciar – e, simultaneamente, reivindicar para si a paternidade da ideia - mais uma reposição de direitos, de rendimentos, a reversão de uma mal-feitoria qualquer ou uma conquista civilizacional que nunca ninguém sentiu necessidade nenhuma de conquistar. Tudo coisas que, no dia seguinte e após uma análise mais cuidada, se constata que não valem a ponta de um corno, deixam tudo na mesma – quando não pior - e não põem mais dinheiro na nossa algibeira. Mas, enquanto a maioria for acreditando neste conto do vigário, eles vão continuar a geringonçar por aí!

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Desfalecer deve ser coisa de reaccionário...

Estava à espera que a noticia das pessoas que desmaiam nos comboios - por, ao que parece, não tomarem o pequeno almoço antes de iniciar a viagem – merecesse muito mais destaque nos média nacionais. Esperava que a culpa dos desmaios fosse da crise, da austeridade, da falta de dinheiro ou, sei lá, de qualquer coisa que envolvesse o governo. Que, recorde-se, costumava ser sempre o culpado de tudo. Desde a chuva à seca. Mas não. Nem, sequer, as televisões inquiriram o camarada Arménio acerca do assunto. Uma tristeza, isto. É que nem consigo habituar-me à ideia de não aparecer ninguém a responsabilizar quem nos governa – agora é António Costa, mas isso é apenas um detalhe – por estes desfalecimentos. A culpa é das más práticas alimentares das pessoas que se metem no comboio em jejum, garantem os entendidos na matéria, também conhecidos por especialistas em coisas. Devem ter razão. Até porque o Parvus Coelho já não governa. Se ainda governasse, a culpa seria dele.

domingo, 16 de outubro de 2016

Um centro interpretativo é que era uma grande ideia!

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Surpreende-me que haja quem se amofine por a autarquia da sua terra estar determinada em vender um prédio em ruínas. O imóvel em causa terá, alegam, um elevado valor histórico – difícil de descobrir no meio dos escombros em que aquilo se transformou – pelo que deverá ser reconstruido para fins culturais, argumentam. Que são os fins a que se destinam os espaços para os quais não se sabe o destino a dar.


Por mim acho que a dita autarquia faz muito bem em vender a coisa. Se, claro, houver alguém suficientemente desapegado ao dinheiro disposto a compra-lo. Mas, se não houver interessados, podia colocar à consideração dos habitantes o destino a dar ao mamarracho. Por mim, se pudesse votar, votava por deitar aquilo abaixo. Ou, em alternativa, já que a cultura é tão do agrado das gentes lá do sitio e os trezentos e quarenta e nove espaços culturais já existentes parecem não ser suficientes, optava por construir ali uma coisa que está agora muito em voga. Um centro interpretativo. Daqueles originais. Onde fosse possível interpretar algo que ainda não é interpretado em nenhum outro lugar. Por exemplo, um centro interpretativo da merda de cão. É capaz de ainda não haver. O centro. Merda de cão, essa, não falta.

sábado, 15 de outubro de 2016

OE 2017. Ordem para endividar...

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Não vou dizer, como o outro parvo, que vem aí o diabo. Não será o caso. Pelo menos para já. Mas que se entreabriu a porta do inferno, disso, não tenho dúvidas. Ou, reformulando a ideia, estamos a entregar a chave do palheiro ao pirómano. Isto porque todos nos recordamos – pelo menos os que têm memória para além daquilo que lhes dá jeito lembrar – do que era a situação financeira da generalidade dos municípios portugueses antes da intervenção da troika. Pois bem, o orçamento do próximo ano manda às urtigas praticamente tudo o que era medida impeditiva do endividamento das autarquias. Daí que não seja difícil adivinhar o que vai acontecer. Vai voltar, a pretexto do aproveitamento dos fundos comunitários, a maluqueira das obras. Principalmente daquelas inúteis e que se traduzem em custos futuros. Ou, removidos os últimos entraves, voltaremos a assistir à contratação de uma chusma de amiguinhos. Daqueles que seguraram o pau nas últimas eleições, vão segurar nas próximas ou apenas porque sim e dá votos. E não, não é pessimismo, catastrofismo ou má-língua. São é muitos anos a virar frangos...

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Governo, amigo, o povo está contigo!

Já falta pouco para ficarmos a saber todas as fantásticas medidas – algumas, desconfio, poderão até atingir o nível de sublime - com que a geringonça se propõe melhorar a nossa vida no próximo ano. Sabemos – sempre o soubemos, obviamente – que aquela trempe de esquerdistas apenas pretende o bem do povo. Ao contrário dos malvados da direita, que estão sempre a maquinar coisas para lixar a malta.


Não são, por isso, de esperar propostas que nos provoquem aborrecimento. Tal como subidas de impostos, cortes de salários ou baixar as reformas. Nada disso. Quando muito aumentarão umas quantas tretas que os ricos fazem questão possuir. Casas e assim. Ou, se isso não ameaçar a consistência da geringonça, um ou outro imposto sobre uns itens que provoquem problemas ao nível da saúde. Tipo o açúcar ou as gorduras. Nada que seja de primeira necessidade. O que, parece, fica de fora é o papel higiénico. Ainda não é desta que lhe é aplicada uma taxa. Ou um imposto, sei lá. Uma derrama, quiçá. Mas devia, já que se trata de um artigo de última necessidade.