terça-feira, 12 de abril de 2016

O post da aposta

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Não gosto de ténis, não percebo as regras e nem desconfio – tirando dois ou três dos principais tenistas – quem são os intervenientes nos eventos. Deve ser por isso que com alguma regularidade, ainda que muito menos do que gostaria, vou acertando nos prognósticos. Pena é que o Santana lá da Santa Casa da Misericórdia não mande incluir outras modalidades no Placard. Sei lá, coisas do tipo Cricket, luta grego-romana, hipismo ou assim...

O bom, o mau e o cidadão

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Constituir um banco mau para ficar com os calotes dos bancos apenas relativamente ruins é uma ideia que está a granjear um inusitado número de adeptos. Acham, quase todos os que entendem destes assuntos, que assim os bancos ficam com melhores condições para conceder crédito e, por consequência, ajudar a dinamizar a economia. Uma boa ideia, portanto. Tão boa que até chateia de tão boa que é. Só há uma coisa a moer-me. Uma coisinha de nada. Insignificante, por assim dizer. E nem é saber quem vai pagar aquilo do banco mau. Quanto a isso não tenho grandes dúvidas. Nem eu nem ninguém, obviamente. O que me inquieta é que se por uma razão qualquer - e assim de repente não me ocorre nenhuma - os créditos a conceder pelos bancos apenas relativamente ruins, transformados em bancos razoavelmente bons após transferirem os calotes para o banco mau, se tornam em incobráveis, malparados, imparidades ou seja lá no que for em que estas coisas se costumam transformar.  Mas não deve haver motivo para ralações. Isto é tudo gente séria. 




segunda-feira, 11 de abril de 2016

Não viste as setas?!

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Nesta rotunda muitos insistem em seguir em frente. Manias. Uns com mais sorte que outros. Como em tudo na vida, afinal. No caso o automobilista foi um azarado. Os estragos no popó devem ser assinaláveis. Ainda assim pode dar-se por feliz. Terá ficado, graças aos sinais de transito que mandou abaixo, a centímetros do poste.

domingo, 10 de abril de 2016

A casa já veio abaixo

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Há por aqui umas alminhas muito aflitas com a hipotética venda, pelo município local, das ruínas da antiga casa da Câmara. Diz que os destroços do imóvel vão ser vendidos em hasta pública a quem mais oferecer por ele, ficando o eventual comprador com a obrigação de fazer ali qualquer coisa no âmbito do turismo. Diz, reitero. Porque daí até fazer, terá de ser percorrido um caminho muito longo. E, por envolver a malta que superintende nos assuntos da cultura e do património, muito sinuoso. Fácil, fácil era se fosse em Évora ou assim.


Mas voltando à aflição. Não estou a ver motivo para tanto. Aquilo não serve para nada. Está ao abandono desde que me lembro. Empregar dinheiro público – dos nossos impostos, portanto – a reconstruir o edifício seria criar mais um elefante. Daí que a opção de venda é, sem dúvida, a mais ajuizada. Principalmente se dali resultar um investimento que crie riqueza e, nomeadamente, postos de trabalho. Daqueles à séria.


Presumo que uma enorme falange de contestatários da venda preferissem ver o imóvel transformado em mais um espaço cultural. Como aqueles que há por aí aos pontapés, vazios ou para entreter velhotas entediadas, que muito caros ficam aos contribuintes. É uma opinião. Vale o que vale. Como todas as outras, de resto. Custa é muito mais aos nossos bolsos.

sábado, 9 de abril de 2016

Refugiados que não importam a ninguém

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O que têm em comum os moradores da zona das Quintinhas, em Estremoz, e os habitantes da ilha de Lesbos, na Grécia? Para além de ambos serem governados por gente, do ponto de visto politico, absolutamente lunática as afinidades não parecem ser muitas. Mas isso é apenas na aparência. As parecenças, se vistas mais de perto, poderão ser mais do que aquelas de que inicialmente podemos suspeitar. Se outras não houver, viverem ambas as comunidades prisioneiras nas próprias casas já será semelhança suficiente. Mas ninguém quer saber. É o preço a pagar por estar do lado politicamente incorrecto da vida.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Quem não quer ser ovelha não lhe veste a pele...

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Na Noruega um político esquerdista foi, já lá vão uns anos, sodomizado por um muçulmano somali que migrou para aquele país nórdico. O violador foi detido, julgado, condenado e agora, após o cumprimento da pena, deportado para a sua terra. Ou não. Isto porque a vitima está a fazer o que pode para que o agressor não seja recambiado para a Somália. Tem, garante, um forte sentimento de culpa e que se sente responsável pelo que de mau venha a acontecer ao deportado caso este tenha de voltar para a terra dele.


Bué da fofinha a história deste jovem membro do Partido Socialista de Esquerda, feminista e anti-racista. Conforme se descreve a criatura. O homem foi vitima de um crime mas, por todos os motivos e ainda mais este, antes ele do que qualquer outra pessoa. Tratou-se, convenhamos, da vitima ideal. Compreendeu as razões que motivaram o outro a ir-lhe ao cú, perdoou e, às tantas, até gostou de ter sido enrabado. E é, também, uma bela lição de vida para todos os esquerdistas e welcomers de toda a espécie. Os seus antepassados vikings é que devem estar, por esta altura, às voltas no túmulo.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Decidam-se, porra!

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A ira dos profissionais da indignação é hoje dirigida ao gajo que manda no colégio militar. Parece que a instituição convida os alunos que manifestem alegadas tendências homossexuais a bater em retirada. Também estou irado. E, ao contrário de muitos indignados, não é de agora. É, pelo menos, desde o dia em que fui chamado a prestar serviço militar obrigatório. Sempre achei mal que os paneleiros ficassem livres da tropa enquanto os restantes cidadãos tinham de lá malhar com os ossos durante dezasseis meses. Curioso, mas mesmo curioso é que nessa altura ninguém achasse isso discriminação. Pelo contrário. Até ficavam todos contentinhos por se safarem. Vá lá entender-se esta gente...




quarta-feira, 6 de abril de 2016

E quando formos nós?

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A fauna pretensamente bem pensante, do politicamente correcto e que se reclama detentora da verdade absoluta está hoje entretida com aquela coisa da mochila. Um excelente prato para servir pelas televisões à hora do almoço. Ou do jantar, tanto faz.


A iniciativa é uma boa iniciativa. E importante, também. Nomeadamente por preparar as gerações mais novas para a inevitabilidade de, num futuro provavelmente mais próximo do que imaginamos, terem de procurar refúgio. Se, claro, tiverem para onde fugir.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Morte ao coelho! (E a quem o apoiar, já agora)

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Uma empresa de chocolates anunciou a morte do coelho. Da Páscoa. Fará, de ora em diante, apenas coelhos de chocolate. Sem referencia à Páscoa. O objectivo está mesmo a ver-se. Não ofender os muçulmanos. Serão, portanto, coelhos halal.


Duvido quanto à eficácia da estratégia. Se calhar melhor seria optar por comercializar produtos exclusivamente destinados a esse nicho de mercado. Como estes ovos da Páscoa, por exemplo.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Politicamente correcto a quanto obrigas...

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Que o mundo tal como o conheci já não existe, não é coisa que tenha descoberto hoje. Nem ontem. Que vivemos uma época onde os valores estão profundamente alterados, também não constitui grande novidade. Nada disso me agrada. E o pior é que nem posso manifestar de forma muito veemente o meu desagrado. Não tenho liberdade para isso. A ditadura vigente não permite. A tirania do pensamento único e a policia do politicamente correcto estão atentas e tratam do pêlo a quem ousar divergir. Por isso, em muitas circunstâncias, o melhor mesmo é ficar apenas a imagem. E elas - as imagens - valem quase sempre muito mais do que mil palavras. 

domingo, 3 de abril de 2016

Mais freguesias...outra vez!

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Num curto de espaço de tempo o mapa das freguesias vai de novo ser alvo de alterações. Para aumentar, desta vez. Nada que resulte de um qualquer imperativo nacional ou de um levantamento massivo das populações. É apenas porque sim. Para desfazer o que anteriormente foi feito. Para ser do contra, em suma.


Não se pense, contudo, que daí vai resultar um acréscimo de despesa pública. Nem por sombras. António Costa terá já confidenciado que por cada freguesia criada outras dez não o serão...

Palavra dada é palavra honrada?! Depende...

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Palavra dada é palavra honrada, gosta de dizer o cidadão que ocupa o cargo de primeiro ministro. O problema é que as palavras dadas foram mais que muitas. A todos. A propósito de tudo. Deu, entre outras, a palavra que este ano os funcionários públicos deixavam de receber o subsidio de Natal em duodécimos passando aquela remuneração a ser paga, por inteiro, em Novembro. Tal como acontecia na era pré-troika. Pois que não vai ser assim. De acordo com o Orçamento do Estado agora publicado continuará tudo na mesma. Por mim tudo bem. Até prefiro que continue como está. Mas já aquela coisa da palavra dada...

sábado, 2 de abril de 2016

Mais impostos, precisam-se!

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Os governos – todos – inventam impostos sobre tudo e mais um par de botas. Todas as desculpas são boas para o fazer. Mas, vá lá saber-se porquê, não seguem o mesmo padrão de comportamento relativamente aos animais de companhia. Desnecessários e supérfluos na maior parte dos casos. Artigo de luxo, digamos. Como tal não me parece existir qualquer razão para não os taxar. Até se podia invocar aquilo do poluidor pagador, ou lá o que é. Quem tem imaginação para justificar impostos esquisitos, como o dos sacos plásticos ou sobre as heranças, não terá grande dificuldade em arranjar argumentos para a criação de mais um penalize quem quer ter a satisfação pessoal de viver com um bicho. Ou mais.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Viajar para o passado.

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Acho muito bem isso da carruagem só para mulheres. É, convenhamos, de toda a justiça reservar um espaço para as senhoras que não apreciam a companhia masculina. Mais. Entendo que não se deve ficar apenas por aí. Há que ir mais longe. Reservar outra, por exemplo, aos homens que não queiram partilhar a viagem com mulheres, mais outra aos homossexuais e ainda outra aos que não são carne nem peixe. E, já agora, separem-se igualmente negros, brancos, chineses, benfiquistas, sportinguistas, portistas, socialistas, comunas, bloquistas (os três últimos podem ir todos na mesma) e perigosos reaccionários. Sim que nisto do assédio, dos incómodos e das impertinências não deve existir discriminação. No meio de tudo isto convêm não esquecer os animais de estimação. Também devem ter direito a carruagem exclusiva. Pode, admito, vir a ser um bocadinho confuso para uma mulher negra, perigosa reaccionária, adepta confessa do Benfica, que não seja nem carne nem peixe, acompanhada por um cão saber ao certo para que carruagem se há-de enfiar… mas isso será coisa de somenos. Não serão essas minudências que vão impedir imbecis vários e multiculturalistas de diversas orientações de nos conduzir, alarvemente, rumo ao passado.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Se calhar ia para a Arábia Saudita. Diz que está quentinho, por lá.

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As escolas portuguesas vão perguntar aos seus alunos que objectos colocariam numa mochila caso sentissem necessidade de se refugiar. Se fossem refugiados, portanto. Deve ser no âmbito de um projecto todo modernaço destinado a entender as motivações da chusma de gente que está a invadir a Europa.


Nada de inovadora, esta ideia. Cá pelo Kruzes também já tínhamos pensado em tão perturbadora questiúncula. E, mentalmente, até fizemos uma lista de itens a incorporar na trouxa que carregaríamos caso – às tantas o melhor é dizer quando – tivéssemos de, para salvar a pele ou devido a outra motivação qualquer, ir para outro país. Que, por se tratar de um cenário, para já meramente académico, até podia ser um daqueles de onde agora chegam “refugiados” aos magotes. Pois que para além de uma “muda” de roupa só iam um saca-rolhas e um terço. Não que eu seja gajo de andar nos copos ou de rezas. Nada disso. Era apenas para testar a multiculturalidade que se pratica por aquelas bandas. Que deve ser muita, presumo. Tanta que, desconfio, depressa me ia arrepender de lá procurar refugio...

terça-feira, 29 de março de 2016

O Papa e o jovem comuna vêem coisas que mais ninguém vê.

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O que têm em comum o Papa Francisco e o deputado comunista Miguel Tiago? Pouco, aparentemente. Exceptuando, talvez, aquilo de acharem que uns fedelhos ranhosos se podem explodir em qualquer lado, matando dezenas de inocentes, sem que a culpa lhes possa ser imputada. Não. Os responsáveis não são eles. Nem a família que os educou, os vizinhos que os protegeram ou os chefes religiosos que os doutrinaram. Nada disso. A culpa – só um ceguinho é que não vê – é das politicas de direita. E dos fabricantes de armas. O que têm em comum o Papa Francisco e o deputado comunista Miguel Tiago? Pouco, aparentemente. Exceptuando, talvez, não poderem ser levados a sério.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Ainda a propósito de Bruxelas

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Ainda estou em choque. Aquilo devia ser proibido. Pessoas, na rua, a manifestarem-se de cara tapada e a vociferar a sua intolerância perante modos de vida, culturas, religiões e valores aparentemente inconciliáveis com os seus é coisa que a Europa não pode tolerar. Não são estes os valores europeus. Nunca Bruxelas havia visto uma coisa assim. Nem Londres, Paris ou outra qualquer capital europeia. Há que travar estes patifes da extrema-direita. Constituem uma ameaça à paz e ao projector integrador, multi-cultural e humanista que os manifestantes das imagens que acompanham este texto tanto se esforçam por implementar no velho continente. Não tarda esses malandrins dos extremistas de direita ainda se começam a rebentar nos aeroportos, esplanadas, transportes públicos, teatros e sabe-se lá onde mais. Esses xenófobos são capazes de tudo só para nos aterrorizar.



domingo, 27 de março de 2016

Porra, pá! Pisei um costa!

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Apesar do estonteante ziguezaguear com que é necessário locomover-nos pelos passeios de qualquer cidade, não é possível evitar todos os resíduos deixados pelos javardões que não recolhem os presentes dos seus amiguinhos de quatro patas. À mais pequena distracção estamos feitos. Hoje calhou-me a mim. Pisei um costa.

sábado, 26 de março de 2016

Finalmente!!


Finalmente alguém com coragem para divergir publicamente do politicamente correcto que tem andado a adormecer os europeus e ocidentais em geral. Nada mais a acrescentar. O homem disse tudo. Vede antes que, em nome da liberdade de expressão, seja apagado.


 

Covadonga, outra vez...

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Se esta é a história da Bélgica nada garante que não seja também, com as necessárias adaptações, a da restante Europa. Pelo menos a do lado de cá da antiga cortina de ferro. Sim, porque na outra a coisa fia mais fino. E ainda bem. Mais cedo do que tarde vamos precisar de uma nova Covadonga...

sexta-feira, 25 de março de 2016

Diz-me o que pões no lixo e dir-te-ei quem és...

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Ao que parece a justiça portuguesa terá aberto um inquérito por causa das declarações proferidas por um cavalheiro, que escreve nos jornais e discursa nas televisões, ter chamado esganiçadas às senhoras do Bloco de Esquerda. Não é para menos. Até porque o sujeito terá acrescentado ainda que, enquanto mulheres não as queria nem dadas. Isto, claro, alegadamente e ao que rezaram, à época, diversas fontes.


Ora estas afirmações constituirão, pelos vistos, qualquer coisa que merece ser investigada. Quiçá, dependendo das conclusões dos inquiridores, ser julgada pelos tribunais. Isto, de facto, não pode ser. Não as querer nem dadas não é nada dignificante. Nem para o alegado nem para as alegadas. Ainda se o opinador em causa se tivesse prontificado a aceitá-las em troco de uma quantia módica, vá que não vá. Embora – e isto cada um sabe de si – me pareça bastante suspeito que o homem, alegadamente, desdenhe daquela maneira de umas senhoras tão bem apessoadas. Gostava de dar uma espreitadela no caixote do lixo da criatura. Só por curiosidade.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Adse para todos?! E porque não?

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Ciclicamente o tema da ADSE constitui motivo de discussão. Acessa, como quase todas as discussões que envolvem alegados direitos alegadamente exclusivos dos funcionários públicos. Que deve ser extinta e fica o Serviço Nacional de Saúde para toda a gente, defendem uns. Alargada a todos os que para ela queiram descontar é que era, sustentam outros alegando uns quantos princípios constitucionais.


Percebo os primeiros. É uma questão de filosofia de vida. Ou de outra coisa qualquer. De que, obviamente, discordo. Para eles o Estado deve regular todos os aspectos da vida de cada cidadão e, mesmo que um grupo de pessoas financie um sistema à conta exclusiva do seu vencimento sem que daí resulte encargos para os que dele não beneficiam, ainda assim, não pode ser. Nem sei como não reivindicam o fim dos seguros de saúde. Esses sim financiados pelo Estado através das deduções fiscais.


Já a opinião dos segundos, alargar o conceito de serviço prestado pela ADSE a quem a ela queira aderir, seja ou não funcionário público, parece-me fazer todo o sentido. Tenha ele – o conceito – o nome que tiver. Pode, até, chamar-se privatização parcial do SNS. Proporcionaria uma maior capacidade de escolha, um melhor serviço aos utentes e uma poupança de milhares de milhões de euros aos cofres públicos. Tinha era um problema. Dois, melhor. Representava um enorme aumentos de impostos para quem quisesse aderir – mas isso era como o outro, só pagava quem aderisse – e quase decepava uns quantos lobbys na área da saúde. Uma chatice, portanto.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Os "Je suis" já se calavam...

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É sem surpresa que assisto - outra vez, de certeza não será a última - a reacções bacocas a mais um atentado. Como se iluminar monumentos, acender velas, desenhar coisas ou fazer declarações proclamando a paz e o amor eterno ajude a evitar a próxima matança.


A esquerdalha, como sempre, sugere que se atire dinheiro para cima do problema. Apoios sociais para promover a inclusão dos jovens muçulmanos nas sociedades ocidentais contribuiriam, acham os palermas esquerdóides, para resolver a questão do terrorismo. Esquecendo, ou omitindo deliberadamente, que é essa distribuição de dinheiro pelas respectivas seguranças sociais que atrai aquelas populações a fixarem-se nos países do centro e norte da Europa em detrimento – e ainda bem – de países como Portugal onde, neste caso felizmente, o Estado social não tem dinheiro para sustentar todos os ociosos que aqui aportem.


Por mais que nos custe, não existe na democracia tal como a conhecemos solução para este problema. Embora poucos o queiram reconhecer, sabemos que assim é. Estão em guerra com o nosso modo de vida. Todos. Os que se explodem, os que os ajudam e os que não denunciam. Uma guerra que dificilmente venceremos se, primeiro, não tratarmos dos “Miguéis de Vasconcelos” desta vida.

terça-feira, 22 de março de 2016

Não se pode eutanasia-los?!

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Há duas frases, ambas muito repetidas nos últimos anos, relativamente às quais tenho as maiores reservas. Uma é “um terrorista bom é um terrorista morto”. A outra “nem todos os muçulmanos são terroristas”. Pois. Tenho manifesta dificuldade em entender como é que um terrorista suicida pode, depois de morto, ser bom. Afogado num qualquer oceano é capaz de ser muito melhor. Não sei, digo eu. Quanto à segunda posso dar o beneficio da dúvida. O nível de terror dependerá sempre de quem o sente e porque o que aterroriza um individuo pode não ser o que deixa outro aterrorizado. E, por outro lado, admito, nem todos os seguidores do profeta serão gente de andar por aí a aterrorizar. O pior é que quase todos os que aterrorizam são muçulmanos.

domingo, 20 de março de 2016

Comunista e democrata em simultâneo?! Deve ter dupla personalidade...

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Leio sempre com particular atenção os escritos que os opinadores comunistas vão publicando em blogs e jornais on-line. Acho-lhes piada. Tal como quase toda a gente, diga-se. Ninguém os leva a sério. E eles sabem disso. Assim tipo o maluco da aldeia que diz o que muito bem lhe apetece sem que daí resulte grande mal. Ninguém quer saber.


Agora, a propósito daquilo do Brasil, os gajos têm-se esmerado. O argumentário em defesa da democracia - que segundo eles estará em perigo se os alegados corruptos Lula, Dilma e companhia forem de cana - chega a ser brilhante. E comovente, também. Sócrates dificilmente diria melhor.


São mesmo estranhos os tempos que vivemos. Já nada é como antes. Se calhar, sem me esforçar muito, ainda tropeço por aí nalgum artigo de um qualquer nazi a jurar que é democrata desde pequenino...

sexta-feira, 18 de março de 2016

Pelo fim da exploração da cavalgadura!

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As charretes de Sintra são o novo alvo da fúria fundamentalista dos auto proclamados amiguinhos dos animais. Aqueles malucos, que entendem dever a bicharada ter os mesmos direitos das pessoas, predentem acabar com aquilo que consideram ser a exploração do cavalo pelo homem. Argumentam os mentores da ideia que aos pobres cavalos são infligidos sofrimentos de toda a ordem. Desde puxar, encosta acima, veículos pesadíssimos carregados de turistas gordos até terem de aturar criancinhas histéricas e birrentas. Sem, pior ainda, um horário de trabalho minimamente aceitável. Também querem as trinta e cinco horas, pelos vistos. Um vergonha, garantem. À qual, exigem, deve ser posto um fim imediato dotando as carroças - aquelas e todas em geral, já agora -  de um motor que faça o trabalho dos equídeos.


Atendendo ao atual quadro parlamentar acredito que, mais tarde ou mais cedo, levarão adiante os seus intentos. Estes e outros que, inevitavelmente se seguirão. O fim dos cães policias, corridas de cavalos, utilização de animais em produções televisivas e cinematográficas ou acabar com jardins zoológicos serão apenas alguns dos próximos alvos. A sorte é que um dia destes, seja pela demografia ou pelas armas, a mourama toma conta disto e toda esta gente terá o destino que merece. O abate.

quinta-feira, 17 de março de 2016

E a reversão, pá?!

Estou decepcionado. Muito decepcionado. E o culpado desta tamanha decepção é o Costa. Aquele da geringonça. O homem fez - ou melhor, não fez - o que para mim era impensável fazer. Não repôs a tolerância de ponto para a tarde de quinta-feira de Páscoa. Uma prática, recorde-se, instituída durante muitos anos e que só terminou com a chegada da troika. Ora, no âmbito do processo de reversão em curso, não faz qualquer sentido deixar de reverter esta tolerância. O direito adquirido ao antecipado descanso pascal está a ser posto em causa. Não se faz. Ou então esqueceu-se. Se foi isso ainda vai a tempo de emendar o lapso.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Já não erguem o punho...agora apenas abanam o rabinho!

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O Orçamento de estado para 2016 foi hoje aprovado. Quase nem se deu por isso. Nem uma manifestação à porta do parlamento, um protesto qualquer da CGTP ou outro sinal que evidencie desagrado. Nada. Nadinha. Decididamente isto já não é o que era. Andam todos mais mansos. É o que dá estar do lado certo da gamela.

terça-feira, 15 de março de 2016

Forever alone..

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Recordo-me de, nos primórdios destas coisas, o autor de um blogue extinto há muito, manifestar em diversos escritos o seu desagrado por existirem pessoas que teimavam em ler o que escrevia. Vá lá saber-se porquê o homem, ao contrário de toda a lógica, não gostava de ter leitores. Irritava-se, mesmo. Nunca percebi porque publicava os textos em lugar de se limitar a guardá-los no computador...


Mais ou menos parecido, só que ainda em mais parvo, é o que pretendem certas criaturas que plantam no fuçasbook frases ofensivas dirigidas a quem visita o respectivo perfil. Naquelas cabecinhas ninguém terá o direito de lá ir meter o nariz. Cuscar, rosnam. Se não querem que as vejam não publiquem nada ou, em alternativa, usem as funcionalidades daquilo para limitar o que é mostrado e a quem. 


Do mesmo mal deve padecer o borra paredes autor desta pintura. Ia chamar-lhe arte urbana mas, se calhar, é melhor não. É mais rural. Só alguém que não quer mesmo que o seu “trabalho” seja apreciado é que vai pintar isto no interior de um monte alentejano, em ruínas, no meio de nenhures. A vantagem é que ali não incomoda ninguém. Ao menos isso. 

segunda-feira, 14 de março de 2016

Uma crise sui generis, esta...

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Depois de ter apelado ao civismo dos portugueses para não irem abastecer o carro a Espanha, aguardo que a qualquer momento o ministro da economia faça o mesmo acerca das passeatas ao estrangeiro. Igualmente, usando o mesmo método de análise, uma forma de pagar impostos no exterior em detrimento das finanças nacionais.


Parece que a oferta disponível nas agências de viagem estará perto de esgotar. Bom sinal, acho eu. Quererá dizer, se entendo alguma coisa disto, que, afinal, as pessoinhas não estarão assim tão mal de vida. Apesar de todos os roubos aos reformados, funcionários públicos e povo em geral, pelos vistos, continua a haver dinheiro. Ainda bem. É sempre bom saber que as noticias acerca do tal empobrecimento generalizado são manifestamente exageradas. Isso e a demagogia da troika que por enquanto vai aguentando a geringonça.