Há por aqui umas alminhas muito aflitas com a hipotética venda, pelo município local, das ruínas da antiga casa da Câmara. Diz que os destroços do imóvel vão ser vendidos em hasta pública a quem mais oferecer por ele, ficando o eventual comprador com a obrigação de fazer ali qualquer coisa no âmbito do turismo. Diz, reitero. Porque daí até fazer, terá de ser percorrido um caminho muito longo. E, por envolver a malta que superintende nos assuntos da cultura e do património, muito sinuoso. Fácil, fácil era se fosse em Évora ou assim.
Mas voltando à aflição. Não estou a ver motivo para tanto. Aquilo não serve para nada. Está ao abandono desde que me lembro. Empregar dinheiro público – dos nossos impostos, portanto – a reconstruir o edifício seria criar mais um elefante. Daí que a opção de venda é, sem dúvida, a mais ajuizada. Principalmente se dali resultar um investimento que crie riqueza e, nomeadamente, postos de trabalho. Daqueles à séria.
Presumo que uma enorme falange de contestatários da venda preferissem ver o imóvel transformado em mais um espaço cultural. Como aqueles que há por aí aos pontapés, vazios ou para entreter velhotas entediadas, que muito caros ficam aos contribuintes. É uma opinião. Vale o que vale. Como todas as outras, de resto. Custa é muito mais aos nossos bolsos.
Sem comentários:
Enviar um comentário