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terça-feira, 12 de abril de 2016

O bom, o mau e o cidadão

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Constituir um banco mau para ficar com os calotes dos bancos apenas relativamente ruins é uma ideia que está a granjear um inusitado número de adeptos. Acham, quase todos os que entendem destes assuntos, que assim os bancos ficam com melhores condições para conceder crédito e, por consequência, ajudar a dinamizar a economia. Uma boa ideia, portanto. Tão boa que até chateia de tão boa que é. Só há uma coisa a moer-me. Uma coisinha de nada. Insignificante, por assim dizer. E nem é saber quem vai pagar aquilo do banco mau. Quanto a isso não tenho grandes dúvidas. Nem eu nem ninguém, obviamente. O que me inquieta é que se por uma razão qualquer - e assim de repente não me ocorre nenhuma - os créditos a conceder pelos bancos apenas relativamente ruins, transformados em bancos razoavelmente bons após transferirem os calotes para o banco mau, se tornam em incobráveis, malparados, imparidades ou seja lá no que for em que estas coisas se costumam transformar.  Mas não deve haver motivo para ralações. Isto é tudo gente séria.