domingo, 21 de fevereiro de 2016

Acompanhante, uma profissão com futuro...

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Até que idade é que não devemos deixar as crianças sozinhas em casa? A julgar por aquilo que tenho lido e ouvido nos últimos dias é esta a questiúncula que mais apoquenta os portugueses. Pelo andar da carruagem deve ser, mais dia menos dia, objecto de discussão parlamentar a criação de normas legais que regulem esta matéria. Assim tipo tema fracturante ou coiso.


Como sempre acontece, seja qual for o tema, toda a gente tem opinião formada sobre o assunto. Afirma-se, categoricamente, que deixar o pirralho sozinho em casa constitui um crime hediondo. Nem que seja só atravessar a rua para comprar o jornal e voltar. Conte o puto um, cinco, dez ou mesmo mais aniversários. Há até quem revele que falta ao trabalho para ficar a tomar conta do seu rico menino de catorze anos se não tiver quem fique com ele. Deixá-lo em casa – ai, que horror - sem mais ninguém é que não.


Concordo com todos. Cada um sabe de si. E dos seus petizes, também. Mas vou mais longe. Talvez vinte ou mesmo trinta primaveras já vividas ainda sejam poucas para se poder ficar sozinho no lar. Ou perigos são muitos e a tragédia espreita a cada recanto. Mesmo eu, que já não vou para novo, me sinto inseguro quando não está mais ninguém em casa.


Gabo o zelo de todos estes pais extremosos. Tanto, que fico à espera do próximo debate. Aquele acerca de que idade é os papás – e as mamãs – devem deixar as crianças sair sozinhas à noite. Ou, vá, até mesmo de dia.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Osso solidário

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Uma conhecida cadeia de supermercados com loja cá na terra acaba de me informar, via SMS, que este fim de semana vai decorrer na sua superfície comercial uma campanha de recolha de alimentos destinados aos nossos amigos de quatro patas mais desfavorecidos. Sim, que nisto do desfavorecimento não se contam os membros que assentam no chão. Calha a todos. Mas ainda bem que avisam. Vou guardar os ossos do frango assado do jantar.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Aforro e socialistas costumam ser coisas incompatíveis...Está devidamente certificado!

Certificados de aforro em lugar de Audis. Parece-me bem. Deve ser uma espécie de conselho do Costa mas, ainda assim, afigura-se acertado. Resta é saber se fazem ideias de os pagar. Pelo menos por inteiro. Com as ganas que a primeira-ministra mais o seu adjunto Jerónimo têm de pregar um calote aos credores a coisa não está para grandes confianças.


E depois há aquilo dos anti-factura convictos. Nomeadamente aqueles que tremiam de medo perante a possibilidade de lhes sair um carro. Ou, muitos também, os que constantemente se solidarizavam com os putativos premiados e não se cansavam de fazer contas aos custos que uma bomba daquelas traria aos azarados a quem o luxuoso bólide alemão calhasse na rifa. Calculo que já estejam a preparar um rol de novos argumentos para diabolizar quem, só pelo facto de saber fazer contas e não aprecia pagar impostos, continua a pedir factura. Estou mortinho por ouvi-los.   

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

E aquela coisa do poluidor pagador?!

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Não sou daqueles fundamentalistas que estão sempre contra o automóvel. Acho, no entanto, que não fazia mal nenhum se mais gente optasse por andar a pé. Nomeadamente numa cidade como a minha onde todos moram perto de tudo. Mas não. A maioria não prescinde de andar de cú tremido, nem que seja para percorrer umas miseras centenas de metros. Depois acontece isto. Os poucos transeuntes ficam, logo pela manhã, com os pulmões cheios desta poluição. Que é uma coisa que me desagrada. E deixa com uma vontade enorme de chamar nomes aos gajos que se queixam dos impostos que incidem sobre a utilização do carrinho. Principalmente quando conspurcam o ar que respiramos.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Rendimento Básico Incondicional

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Receio não estar a assimilar lá muito bem o conceito daquilo do “Rendimento Básico Incondicional”, ou lá o que é, que aquele partido esquisito dos animais pretende implementar em Portugal. Diz que se trata de um subsidio atribuído pelo Estado a todos os cidadãos. Não em função de qualquer carência, prejuízo ou contrapartida mas apenas porque sim. Por existirmos. À semelhança, ao que parece, do que já acontece na Suíça, Holanda e Noruega. Tudo, como se sabe, países com um nível de riqueza quase igual ao nosso.


Assim por alto, se o meu excel não estiver enganado, isso é capaz de ser coisa para cima de um dinheirão. Fazendo a conta tendo por base um valor modesto – cem euros a cada um, vá – daria a bonita maquia de doze mil milhões por ano. Uma bacatela, convenhamos. Até porque, como gostam de dizer os iletrados em assuntos financeiros, o dinheiro havia de aparecer. Ou, se não aparecesse, a culpa seria do sistema. O que é um excelente argumento que mata pela raiz qualquer discussão minimamente inteligente.


Mas, só para se ter uma ideia do desvario que vai naquelas cabecitas, os valores acima referidos correspondem, sensivelmente, a toda a cobrança de IRS e a mais do triplo do valor do ISP que o governo espera arrecadar em 2016. Uma ninharia.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Tropa não!

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Não, não e não. Recuso-me a acreditar. Mesmo que o país esteja repleto de gente maluca a defender todo o tipo de maluquices, não quero acreditar que o regresso do serviço militar obrigatório possa estar a ser, sequer, equacionado. O fim da obrigação de ir à tropa foi, talvez, a maior conquista civilizacional a que os portugueses assistiram nos últimos vinte anos. Tratou-se, na altura, de uma decisão consensual - apenas os comunistas, como era de esperar sempre que se trata de algo positivo, estiveram contra – pelo que se afigura deveras estranho que agora apareçam uns idiotas a pretender impor essa violência contra a juventude portuguesa. Mais um estimulo à emigração dos jovens, é o que é.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

A ideia é uma boa ideia...

A ideia de ter as crianças na escola durante nove ou dez horas por dia parece-me fantástica. Digna de um génio, diria. Peca, contudo, por ser pouco ambiciosa. O ideal para muitos pais seria deixar os gaiatos na pré-primária e ir buscá-los apenas quando terminassem a licenciatura. Evitavam-se assim uma série de constrangimentos que em nada contribuem para o salutar desenvolvimento da personalidade dos fedelhos. E, melhor ainda, não aborreciam os papás. Que, livres desse empecilho, podiam viajar à vontade, ir para os copos quando lhes desse na real gana ou dedicar toda a atenção que eles merecem aos cães e gatos da família.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Já?! Aguenta, pá...

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Costa já fala de consensos políticos com a direita. Ele lá saberá porquê. Mas, seja qual for o motivo desta súbita vontade de dialogar com os partidos que estiveram no poder, a surpresa é apenas o curto espaço de tempo decorrido desde a constituição da geringonça. Assim, à primeira vista, parece que a criatura que chegou ao poleiro através de esquemas manhosos, não deposita grande confiança nos seus parceiros de tramóia.


Curioso, curioso vai ser ler e ouvir as justificações dos fanáticos do Costa. Daqueles que acham o homem um santo. Capaz, no douto entender e brilhantismo da retórica dos seus seguidores, de sozinho fazer frente a tudo e a todos para nos proporcionar uma vida muito melhor. Para já não falar daqueles apaniguados costistas que, a cada critica à geringonça, respondem com a inteligência que lhes é amplamente reconhecida com um inevitável “ e o Passos?! E o Passos?!”.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Reverter uma inutilidade é assim tão difícil?!

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Das muitas patifarias cometidas pelos governos de Sócrates e Passos Coelho contra os trabalhadores da administração pública, a que menos terá prejudicado a generalidade dos funcionários foi a imposição das quarenta horas de trabalho semanal. Foi, igualmente, a mais inútil. Nem, sequer, os custos agora apregoados que a sua reversão irá custar são para levar a sério.


É por isso que me surpreende a estranha dificuldade do governo em reverter a medida. Para quem - ao melhor estilo de Vale e Azevedo - já se fartou de rasgar contratos e de desfazer coisas só porque sim, isto de repor as trinta e cinco horas não é mais do que uma minudência. Daquelas bem minúsculas, mesmo.


Há – ouvi um dia destes – quem defenda, ao invés, que os serviços públicos deviam era estar mais tempo abertos. Salvo num ou outro caso, muito mas mesmo muito especifico, não estou a ver a necessidade. Nomeadamente fora de Lisboa e Porto. É uma parvoíce. Recordo-me de, vai para aí uma dúzia de anos, alguém cá pela terrinha ter tido a ideia de abrir os serviços municipais ao público durante a hora de almoço. Reza a lenda que durante os meses em que esse horário esteve em vigor certo dia terá lá aparecido um munícipe. Embora, ainda hoje, não existam certezas quanto a isso...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

O que é mais difícil, carregar uma foto no facebook ou confirmar uma despesa no e-factura?

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O e-factura constitui o mais eficaz meio de combate à evasão fiscal inventado nos últimos anos. Daí que não surpreenda a permanente descredibilização de que tem sido alvo. Nem, ainda menos surpreendente, que o actual governo o queira arrumar. Deve ser uma espécie de reversão. Ou, bem à maneira socialista e esquerdola em geral, um prémio aos trafulhas e a todos aqueles que apreciam viver na barafunda. Usam, como argumento para deitar aquilo abaixo, a lengalenga dos velhinhos que, coitadinhos, não se entendem com estas modernices. Nem os velhotes nem os mais desfavorecidos que, coitados, não possuem essas geringonças informáticas nem têm acesso à Internet. Deve ser, deve. Mas só para o que convém. A mexer no Facebook são, uns e outros, uns especialistas...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Auto-mutilação. Deve ser isso.

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No meu dicionário espetador é aquele que espeta. Não faço outra interpretação da coisa e - como se repete até à exaustão por esses carnavais tão tipicamente portugueses - daqui não saio, daqui ninguém me tira.


Mesmo sem perceber patavina de touradas, acho – não é que tenha bem a certeza, é mais uma suspeita – que espetadores são os gajos, em regra vestidos com uma fatiota amaricada, que espetam uns objectos pontiagudos no lombo dos bois. Ora isto deve requerer uma certa coragem. Não será para qualquer um. Muito menos para gente sensível ao ponto de ficar com a “suscetibilidade” ferida. Cuidava eu que nestas andanças, se tudo corresse dentro da normalidade, os únicos a ficarem feridos eram os bichos. Mas isso era dantes. Quando se escrevia como deve ser.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

O "Orçaminto" da geringonça (II)

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O novo Orçamento vai permitir aos municípios que se voltem a endividar. Regressa aquela originalidade dos empréstimos que não contam para a divida quando destinados a fazer obras financiadas pelos fundos estruturais. A chatice é que têm de ser pagos no futuro. Assim como os custos que os investimentos a realizar vão, inevitavelmente, gerar. Mas nada disso importa. Se não se fizerem obras como é que se arranjam os esquemas manhosos que, alegadamente, engordarão as contas bancárias de alguns empregos?

domingo, 7 de fevereiro de 2016

E as gajas nuas?! Por que raio é que não há gajas nuas, porra?!

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Está tudo muito bom, muito bonito, muito jeitoso e tudo o mais que se queira. Concordo com tudo e mais o resto que se diga, escreva ou murmure. Mas falta a sátira. E, principalmente, as moçoilas desnudadas. Há, portanto, que cortar no apoio público. O dinheiro dá para demasiada farpela...

sábado, 6 de fevereiro de 2016

O "Orçaminto" da geringonça

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O governo decretou guerra total à poupança. Consumir é, para o Costa e seus sequazes, a nova palavra de ordem. Assim tipo desígnio nacional. Algo que, desconfio, Jerónimo nos virá descrever, mais dia menos dia, como um acto patriótico e de esquerda.


Esta intenção está, em todo o seu esplendor, esparramada pela proposta de Orçamento para 2016. A ideia parece simples e eficaz. Estimula-se o consumo e, simultaneamente, aumentam-se os impostos sobre o mesmo. Dá-se mais rendimento às pessoas, espera-se que estas o esturrem fazendo, assim, crescer a receita fiscal. E ainda que gastem o mesmo ou um pouco menos o fisco ficará na mesma a ganhar graças ao enorme aumento de impostos que o governo promove com este Orçamento. O que, diga-se, não acho mal. É sempre preferível taxar o consumo do que o rendimento. Pelo menos o primeiro, ainda que parcialmente, é sempre mais fácil de controlar por depender da nossa vontade.


Não me importo de ser considerado de direita e pouco dado a nacionalismos agora tão do agrado da esquerda. Mas ainda que a ideia não me seja de todo desagradável, salvo qualquer acontecimento que escape à minha vontade, não entrarei nessa batalha. Estarei sempre do outro lado da barricada. O da poupança. E a minha arma será apenas uma simples folha de excel.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Como é que se chama agora aquilo que ficou no lugar da austeridade?!

Parece que foi decretado o fim da austeridade. Não noto nada de diferente, mas pronto se eles dizem que sim não sou eu que os vou contrariar. Para mim está tudo rigorosamente na mesma. Há, vá lá, aquela coisa manhosa da sobretaxa de IRS. Uns quantos – poucos - euros a mais no vencimento liquido. Estou a guardá-los. Dão jeito para pagar o aumento do imposto sobre a gasolina e da taxa do áudio-visual, ou lá o que é.


Onde estou convencido que vou poupar a sério é nas despesas com os serviços de restauração. Dez por cento a menos no IVA já dá para constituir um pecúlio apreciável. Capaz, até, de me fazer cometer uma pequena loucura. Comprar um carro novo, ou assim. Isto se chegar para o aumento do imposto automóvel, claro. Não posso é pagar o popó com cartão de crédito ou multibanco, senão lá se vai a poupança para o imposto de selo que, diz, irá incidir sobre os pagamentos com dinheiro de plástico. Ainda bem que a austeridade acabou, ufa!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Discriminaçãozinha do mais positivo que há

A discriminação é uma coisa que me aborrece. Toda. Seja ela de que espécie for. E então aquilo a que uns tontos resolveram chamar discriminação positiva tira-me do sério. Dá-me, até, vontade de partir para a violência sobre os seus mentores. Não fora eu um gajo pacifico – um pacato cidadão, por assim dizer – e já tinha dado um par de tabefes àqueles que usam o dinheiro dos contribuintes para discriminar. E, já que era para esmurrar, de caminho iam igualmente aqueles que defendem estas coisas como algo muito positivo.


Discriminações promovidas por autarquias locais, então, é um nunca mais acabar. Ele é desconto por ser jovem ou por ser velho. Ele é comes e bebes à borla. Ele são livros e mantinhas. Ele são viagens à pala para criancinhas e velhinhos. Sejam ricas ou pobres, não interessa nada. Há é que manter os eleitores mais velhos e tentar conquistar os mais novos. Já os do meio é melhor deixá-los de fora. São muito imprevisíveis.


No âmbito da discriminação diz que, lá para o norte que aqui não há disso, uma autarquia se terá lembrado de conceder descontos na recém construída casa mortuária. Apenas aos portadores do cartão jovem e do cartão de idoso, claro está. Os outros que paguem e não bufem. Mas é tudo legal, obviamente. E constitucional, também. Aquilo de sermos todos iguais perante a lei está, nestes casos, devidamente salvaguardado. É que estas discriminações estão todas previstas em regulamentos...

sábado, 30 de janeiro de 2016

Esquerda para lamentar

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A esquerdalha “descobriu” agora que, ao contrário do que tem andado a papaguear, a redução da taxa do iva na restauração abrirá um buraco descomunal nas contas públicas. Mas, ainda assim, acredita que pode avançar com mais essa loucura. Nada que os aflija. Nomeadamente quando a ideia daqueles malucos parece ser forçar a saída do euro. Entre quebra de receita fiscal, fuga ao fisco e tramóias diversas será só mais um Banif. Isto só à conta do sector da restauração. A única diferença é que este se repete todos os anos. Daí que, digo eu, é capaz de ser um bocadinho difícil convencer os gajos das Europas de que esta é apenas mais uma medida extraordinária. Ao contrário dos extraordinariamente parvos apoiantes do governo, que estão mais do que convencidos da genialidade de tudo o que brota da ala esquerda “para lamentar”...


 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Contas de sumir

Não se confirmam, afinal, as suspeitas que ontem manifestei no post abaixo. O governo preferiu ir por outros caminhos. Adiar o confisco por uns tempos, é o que é. Optou, nisto do Orçamento para 2016, por regressar às manigâncias já nossas conhecidas e que tiveram as consequências que todos sabemos. Ou quase todos, pois ainda há uns quantos que parece não terem percebido e se mantêm num patetico estado de negação.


Ao que se diz e escreve desde ontem à noite, o governo pretenderá transformar despesas certas e permanentes, como são os vencimentos, em despesas extraordinárias. Logo excluídas do apuramento do deficit. O que, convenhamos, é uma coisa fantástica. Quase ao nível daqueles tempos pré-troika em que existiam nas autarquias locais aqueles empréstimos bancários que não contavam para divida. Ou seja, divida que não era divida apesar de ter de se pagar como a divida que era divida mas que, por força da sua condição de não divida, permitia continuar a contrair mais divida. Foi assim durante muitos anos. Até que deu no que deu. Agora propõem-nos algo ainda pior. Gente honesta, esta!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Eu já desconfiava que havia truque nisso do orçamento...

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Afinal não há motivo para preocupações com aquela coisa do orçamento de Estado, ou lá o que é. Está tudo previsto. O rombo colossal nas contas já tem solução. À dinamarquesa. O PS só quer saber como se faz...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Jerónimo!!!

Simpatizo com o Jerónimo. Curiosamente a minha simpatia em relação ao senhor está a aumentar na mesma proporção que os seus votantes estão a diminuir. Coincidência, só isso. Mas lá que lhe acho piada, acho. Ao contrário de muitos que só falta andarem com o homem em ombros mas que ficaram indignados com a graçola das candidatas engraçadinhas. Esteve bem o Jerónimo. Não sei se aquilo se pode entender como um piropo à Marisa ou uma graçola à Belém. Mas seja um ou outro ou, até, ambos os dois, não era motivo para pedir desculpa. Não precisava de o fazer. A menos que tenha sido um desabafo. A sê-lo o único com razão para ter ficado chateado era o camarada Edgar.


Confesso, no entanto, que sinto saudade – uma espécie de nostalgia, vá – do tempo em que o Jerónimo dizia mal do governo. Parecia-me um país mais normal, o dessa altura. Agora já nem os telejornais são a mesma coisa. Perderam a piada. O que eu apreciava aquela parte em que ele contestava a “politica de direita” e as “perseguições impiedosas” do “goverrrrrrrrno” aos trabalhadores e ao povo...

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Volta Berlusconi...

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Já dizia a minha avó, na sua imensa sabedoria, que quanto mais nos agachamos mais nos aparece o rabo. E é isto – agachar-se perante o mundo islâmico – que o ocidente está a fazer. Não surpreende, por isso, que o rabo ocidental esteja cada vez mais a descoberto.


Vem isto a propósito do comportamento miserável do governo italiano que, não fosse o presidente iraniano ficar em estado de choque, mandou cobrir todas as estátuas de nus que pudessem ser avistadas pelo visitante. Para além desta atitude constituir uma verdadeira estupidez – afinal trata-se de arte – é, igualmente, um acto de subserviência de um país soberano que deve envergonhar os italianos.


A decisão tomada pelo primeiro ministro de itália – propositadamente em minúsculas – abre um precedente de consequências inimagináveis. Talvez numa próxima visita, para além das estátuas, também as mulheres que circulem ao alcance da vista de um qualquer presidente islâmico sejam obrigadas a usar uma fatiota que as tape por completo. Ou, até, tapar as cruzes e outros símbolos cristãos existentes nas cidades não vá o troglodita ficar ofendido. É que estas coisas sabe-se como começam, mas nunca se sabe como vão acabar...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Um mentiroso tende a dizer mentiras...

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Não sei se alguém levou a sério aquela tanga, em vésperas de eleições, acerca da devolução de parte significativa da sobretaxa de IRS. A julgar por algumas reacções temo que sim. E o verdadeiramente surpreendente é que, pelos comentários ao assunto que por aí vejo e ouço, são os críticos do anterior governo os que mais se revoltam com a noticia que, afinal, não vai haver devolução nenhuma. Logo eles, os que sempre garantiram que os gajos eram uns pantomineiros e que faziam exactamente o contrário do que prometiam. Então se sabiam isso, deviam igualmente saber que um mentiroso, por força da sua condição de mentiroso, tem tendência a dizer mentiras. Ninguém os mandou acreditar. Se o fizeram é porque são parvos.


 

domingo, 24 de janeiro de 2016

O que é isso de "paneleiro dos olhos"?!

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Será, certamente, legitimo concluir pela frase inscrita nas traseiras desta viatura que existirão paneleiros de diversas espécies. De duas, pelo menos. A paneleirice ocular e a outra. A clássica. Ou, se calhar, até haverá muitas mais, sabe-se lá.


Admira-me que o dono da máquina ainda não tenha tido aborrecimentos com a malta do “politiquês correctus”. Ou, se teve, que ainda não tenham ido ao ponto de o levar a tirar aquilo dali. É que hoje em dia paneleiro é uma palavra que quase já não se pode pronunciar em voz alta sem que tal suscite olhares reprovadores de quem está ao redor. Nem – eu que o diga – escrever. Aparecem logo uns censores a pretender limitar a minha liberdade de expressão. Curiosamente, ou então não, gente que enche a boca de democracia, defesa da liberdade e muitos outros conceitos que gostam de usar. Nomeadamente na defesa dos seus interesses.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

"Zovens" com espírito de iniciativa...

Não conhecia o funcionamento do Placard, o mais recente jogo de apostas desportivas da Santa Casa. Foram as noticias acerca da miudagem que, alegadamente, anda a apostar naquilo como se não houvesse amanhã, que me motivaram a curiosidade de ver como se joga. Nomeadamente preço, valor dos prémios e a forma de apostar. E, sinceramente, não estou a ver razões para tanta indignaçãozinha. Nem, a bem-dizer, para indignação de espécie nenhuma. Acho, até, bastante razoável que os putos “invistam” no Placard. É barato, não é preciso estar à espera uma semana pelo resultado, não depende exclusivamente da sorte e, não sendo ganancioso, é relativamente fácil ir ganhando “algum”. Ao contrário dos outros jogos não dá prémios “fabulásticos” mas, sem muito azar, é possível multiplicar o valor da aposta mínima – um euro – por dois ou três.


Não quero com isto dizer que o jogo deva ser permitido a menores mas, que diabo, há coisas muito piores a que todos fechamos os olhos diariamente. Este caso, ao contrário de outros, revela até que os miúdos terão um louvável espírito de iniciativa. Apostam num jogo onde as probabilidades de ganhar, ainda que pouco dinheiro, são bem maiores do que aqueles onde os adultos apostam fortunas sem que daí tenham o mais pequeno retorno.


Também eu vou jogar nesta coisa. Irei apostar um euro na vitória do Benfica. Se o Glorioso não me desiludir recebo um euro e doze cêntimos...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Se querem privacidade não ponham a foto no fuçasbook!

Ainda não li as reacções – que presumo já abundem por aí – à ideia do governo de obrigar os bancos a comunicar às Finanças os saldos das contas bancárias de cada um. Se relativamente ao número de contribuinte nas facturas é o escarcéu que se conhece, nem quero imaginar o que será se esta medida for avante. Por mim aplaudo de pé. Só peca por tardia. Embora tenha muitas dúvidas, para não dizer certezas, quanto à possibilidade da comissão de protecção de dados conceder autorização para que tal aconteça. Por cá protege-se sempre o prevaricador. Nem que para isso se castigue a vitima. E, neste caso dos impostos, as vitimas somos nós. Os que pagamos impostos e que não temos nada a esconder por detrás de uma privacidade que alguns evocam de cada vez que dá jeito.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Cortes de aterrorizar

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Isto da alegada crise toca a todos. Até aos mais insuspeitos. Agora é o Estado Islâmico que terá entrado em recessão. Daí que tenha sido forçado a tomar medidas de austeridade como, de resto, fazem todos os outros Estados. Daquelas a sério, que por ali não se brinca. Quando é para cortar, corta-se mesmo. Que o digam os funcionários públicos lá do sitio – também conhecidos por jihadistas - que viram o seu vencimento reduzido a metade. Quiçá, se a coisa não melhorar, também o horário de trabalho seja alargado para as quarenta horas.


O que parece a salvo de cortes são os subsídios de férias e de ramadão. O califa não terá querido arriscar um mais que certo chumbo do tribunal constitucional lá do califado. A subvenção vitalícia dos mullah's fica, para já, a salvo. Diz que o manda-chuva daquilo, um tal Abu al-Baghdadi, receou a reacção do gang mais famoso da região. Aquele, do Ali. Trinta terão ficado mesmo muito chateados...

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O principio da desconfiança

São, também, decisões como a que hoje conhecemos do Tribunal Constitucional que contribuem para o descrédito da politica, dos políticos e, principalmente, da justiça. Que os políticos pretendam sacar o mais que podem da sua actividade não é coisa que me surpreenda. Mais vale, até, que o façam pela via da imoralidade do que pela da ilegalidade.


Já quanto à justiça é diferente. Devia ser cega. Manter o mesmo critério em todas as circunstâncias. Isso do principio da confiança deve, gostemos ou não, ser respeitado relativamente a todos os cidadãos. Esteja em causa o corte dos subsídios de férias e Natal, a redução de vencimentos ou as subvenções dos políticos. Daí que era capaz de ser interessante que alguém viesse explicar o porquê da dualidade de critérios perante situações, aparentemente, iguais.


Quanto aos deputados que pediram a fiscalização desta coisa pelo TC gabo-lhe a coragem. E, já agora, a honestidade intelectual. São o que são e não tiveram problemas em assumi-lo. Não é, de facto, para todos. A maioria dos que o são, mesmo que toda a gente os reconheça como tal, não aceita que o é. Eles, ao menos, assumiram-se.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Alimentar animais vadios dá multa...

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Ficará quem alimenta os animais abandonados com a consciência muito aconchegada, admito. Será, também, um gesto revelador de de estarmos em presença de alguém dotado de elevadas qualidades humanas. Há apenas um pequeno problema. É ilegal. E não o é por o legislador ser uma besta insensível. Trata-se, apenas, de proteger a saúde pública.


Esta fotografia foi tirada no parque de estacionamento do Continente cá sitio. Onde, como pode constatar quem se desloca aquela superfície comercial, vagueiam um número significativo de cães vadios. Caso um dia a coisa dê para o torto e ocorra algum incidente com esses animais, a culpa não poderá morrer solteira. Quem por lá anda a fazer estas brincadeiras terá de ser, também, responsabilizado.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Remate kruzado

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Já dizia o outro – alguém, seja ele quem for, que gosto de citar com regularidade – que quem disputa não mede bem as palavras. Mas isso são as pessoas normais. Aquelas para quem o preto é preto e um porco é um porco. Já ao nível do pontapé na bola não é bem assim. Quem disputa esse jogo mede muito bem o que diz. E, mais do que isso, sabe o que quer fazer com elas.


É o caso do senhor gordo – anafado, vá – que manda no clube do Lumiar. Que o homem veja aquilo que quer ver é lá com ele. Os manicómios estão cheios de gajos que garantem ter visto extraterrestres e ninguém se importa com isso. Tal como interessa a poucos que o fulaninho mantenha uma relação inconciliável com a realidade. O chorrilho de disparates que o alucinado vai debitando é de tal ordem que, por comparação, o treinador da mesma agremiação quando abre a boca parece declamar poesia.


O objectivo da criatura é, obviamente, fazer os tais “mind games” tão usados no futebol. Alguém lhe diga que aquilo não resulta. É parvo demais. Continuando a citar o outro, “para a mentira ser segura e atingir profundidade tem de trazer à mistura qualquer coisa de verdade”. E ali apenas há inconsistência mental. Não vale um vintém. Nem um cretino.



sábado, 16 de janeiro de 2016

Falem como deve ser, porra!

- Foram procurar ele;


- Não encontraram eles; 


- Ele beijou ela;


- Roubaram elas.


E podia continuar a enumerar frases onde uma certa rapaziada menciona a terceira pessoa de uma forma esquisita. Gente que, se calhar, era capaz de ter dificuldade em passar num exame onde os seus conhecimentos da língua portuguesa fossem avaliados. Mas não faz mal. A escola não é para aprender. É, isso sim é que é importante, para compreender. Pena é muitos, por aquilo que vou lendo e ouvindo aos indefectíveis apoiantes do governo, revelarem uma exasperante lentidão ao nível da compreensão.