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sábado, 13 de agosto de 2016

Subvencionar é uma coisa que nos assiste...

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Populista. É o que já vi chamar à lista de subvenções vitalícias divulgada ontem pela Caixa Geral de Aposentações. Será. Isso e o mais que queiram lhe chamar. A transparência tem destas coisas. Chatas, como esta. E é também muito bonita. Nomeadamente quando aplicada aos outros.


Por mim acho-a, à lista, estranhamente curta. Muito, mas mesmo muito mais gente beneficiou daquele esquema vergonhoso a que o governo Sócrates colocou fim em 2005. Ainda que por outras vias. Como, por exemplo, aquele senhor que - lá para o norte, acho eu - se candidatou a Presidente de Câmara com o objectivo de cumprir no cargo o tempo necessário para completar os doze anos de autarca que lhe permitiram sacar a reforma. Propósito que, diga-se em abono da verdade, o homem nunca escondeu. Louve-se, apesar de tudo, a sua integridade. Após ter sido eleito, quando completou o tempo necessário para se reformar, sensivelmente a meio do mandato, pôs-se ao fresco. Ou seja, pediu a aposentação e foi-se embora gozar a reforma. Correspondente ao valor do último vencimento - como era de lei à época – de autarca e não ao que auferia na sua actividade profissional e sobre o qual terá descontado.


Era incompetente como poucos, mas de parvo a criatura nada teve. Viu a oportunidade e agarrou-a. Idiotas foram os que o elegeram. E pensar que muitos deles – como isto terá sido há cerca de trinta anos, bastantes ainda estarão vivos – passam a vida a vociferar contra os privilégios dos políticos...

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O principio da desconfiança

São, também, decisões como a que hoje conhecemos do Tribunal Constitucional que contribuem para o descrédito da politica, dos políticos e, principalmente, da justiça. Que os políticos pretendam sacar o mais que podem da sua actividade não é coisa que me surpreenda. Mais vale, até, que o façam pela via da imoralidade do que pela da ilegalidade.


Já quanto à justiça é diferente. Devia ser cega. Manter o mesmo critério em todas as circunstâncias. Isso do principio da confiança deve, gostemos ou não, ser respeitado relativamente a todos os cidadãos. Esteja em causa o corte dos subsídios de férias e Natal, a redução de vencimentos ou as subvenções dos políticos. Daí que era capaz de ser interessante que alguém viesse explicar o porquê da dualidade de critérios perante situações, aparentemente, iguais.


Quanto aos deputados que pediram a fiscalização desta coisa pelo TC gabo-lhe a coragem. E, já agora, a honestidade intelectual. São o que são e não tiveram problemas em assumi-lo. Não é, de facto, para todos. A maioria dos que o são, mesmo que toda a gente os reconheça como tal, não aceita que o é. Eles, ao menos, assumiram-se.