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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O principio da desconfiança

São, também, decisões como a que hoje conhecemos do Tribunal Constitucional que contribuem para o descrédito da politica, dos políticos e, principalmente, da justiça. Que os políticos pretendam sacar o mais que podem da sua actividade não é coisa que me surpreenda. Mais vale, até, que o façam pela via da imoralidade do que pela da ilegalidade.


Já quanto à justiça é diferente. Devia ser cega. Manter o mesmo critério em todas as circunstâncias. Isso do principio da confiança deve, gostemos ou não, ser respeitado relativamente a todos os cidadãos. Esteja em causa o corte dos subsídios de férias e Natal, a redução de vencimentos ou as subvenções dos políticos. Daí que era capaz de ser interessante que alguém viesse explicar o porquê da dualidade de critérios perante situações, aparentemente, iguais.


Quanto aos deputados que pediram a fiscalização desta coisa pelo TC gabo-lhe a coragem. E, já agora, a honestidade intelectual. São o que são e não tiveram problemas em assumi-lo. Não é, de facto, para todos. A maioria dos que o são, mesmo que toda a gente os reconheça como tal, não aceita que o é. Eles, ao menos, assumiram-se.

sábado, 29 de agosto de 2015

Isto só a chumbo...

O Tribunal Constitucional acaba de chumbar a lei que permitia o acesso aos dados das comunicações por parte das secretas. Acho bem. Não têm nada de andar a meter o bedelho nas conversas dos outros. Mesmo que em causa essa coisa de prevenir eventuais actos de terrorismo. Era agora o que mais faltava. E a liberdade de aterrorizar? E a privacidade do pobre e desgraçado terrorista? Há que respeitá-la, obviamente. Que ele é um cidadão como qualquer outro. Com direitos adquiridos e tudo.


Talvez com esta medida um outro refugiado esteja, finalmente, disposto a carregar a trouxa até Portugal. Afinal se já havia medidas para cativar a vinda de chineses, angolanos e mafiosos diversos para o país porque não estimular a vinda de potenciais terroristas?!