Será, certamente, legitimo concluir pela frase inscrita nas traseiras desta viatura que existirão paneleiros de diversas espécies. De duas, pelo menos. A paneleirice ocular e a outra. A clássica. Ou, se calhar, até haverá muitas mais, sabe-se lá.
Admira-me que o dono da máquina ainda não tenha tido aborrecimentos com a malta do “politiquês correctus”. Ou, se teve, que ainda não tenham ido ao ponto de o levar a tirar aquilo dali. É que hoje em dia paneleiro é uma palavra que quase já não se pode pronunciar em voz alta sem que tal suscite olhares reprovadores de quem está ao redor. Nem – eu que o diga – escrever. Aparecem logo uns censores a pretender limitar a minha liberdade de expressão. Curiosamente, ou então não, gente que enche a boca de democracia, defesa da liberdade e muitos outros conceitos que gostam de usar. Nomeadamente na defesa dos seus interesses.