O
fumo do costume, vindo do mesmo local de sempre e com origem nos
fogaréus habituais. Trata-se, portanto, de um hábito ali para as
bandas do resort. A porra é que eles podem. Como podem quase tudo
sem que ninguém os aborreça por isso. A lei que proíbe atear
fogueiras por esta época do ano, tal como todas as que implicam
deveres, não aplicam a esta rapaziada. Outros cidadãos, por muito
menos, teriam a GNR e mais uma quantidade de instituições à perna.
Assim não faz mal. É deixar arder. Talvez tenham esperança que
eles ardam junto.
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Retoma?! Vamos lá acabar com essa parvoíce!
Os
indicadores divulgados hoje relativamente ao desempenho da economia
nacional constituem, aparentemente, boas noticias. Ainda que alguns,
os da oposição as não apreciem nesta fase do campeonato e os da
situação se preparem para apagar qualquer luz que pareça estar a
acender no fundo do túnel.
Dizer,
como ouvi a alguns opositores ao governo, que a retoma se deve ao
chumbo dos cortes dos subsídios pelo Tribunal Constitucional é,
para não escrever outra coisa, assim a atirar para o parvo. Os
valores repostos aos funcionários públicos foram comidos pelos
impostos e os outros, os do sector privado, viram os ordenados
reduzidos por causa do enorme aumento da tributação fiscal de que
poucos parecem lembrar-se.
Já
do lado do governo a vontade de continuar a escavar – nunca pensei
citar o outro – mantém-se. Se a coisa está a recuperar então é
sinal de que podemos carregar ainda mais na austeridade. Deve ser,
presumo, a ideia que percorre as mentes iluminadas de governantes e
conselheiros especialistas que os rodeiam. Só isso pode explicar as
mais recentes intenções da peste laranja que assola o país.
Por
mim não sei se isto se assemelha a alguma espécie de retoma. O mais
certo é termos caído tanto que começa já a ser difícil ir mais
para baixo. Mas talvez consigamos, ainda, ir mais fundo. Vontade que
isso aconteça não falta a uns e ausência de jeito para nos trazer
à tona sobeja a outros.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Coisas de fazer inveja ao Bob. O construtor.
Claro
que não andámos a viver acima das nossas possibilidades. Obviamente
que toda a obra construída ao longo do país, pelos poderes central
e local, era absolutamente necessária. Naturalmente que havia
dinheiro para a pagar. Ou se não havia ficava-se a dever e
continuava-se a fazer mais, e mais e mais obra. Até que chegámos
aqui. Graças aos muitos "autarcas-construtores" que se fartaram de obrar. E a nós,
também, que rejubilámos com tanto desenvolvimento e que os
aplaudimos de cada vez que obravam. É por isso que estamos na merda.
Mas gostamos.
Segue-se a transcrição de um excerto da newsletter do IFPM, onde são dados alguns exemplos - poucos - do que tem sido o desbaratar do nosso dinheiro.
Autarquias
endividadas e desertificadas
Endividadas
e desertificadas, mas com obra feita. As câmaras construíram
equipamentos nos últimos anos sem que isso tenha servido, sequer,
para fixar a população.
Fomos
de Algodres, concelho com menos de cinco mil habitantes, liderava em
2009 o 'ranking' das câmaras mais endividadas do País e nos últimos
dez anos perdeu quase 700 moradores. Mas a fuga de população não
terá acontecido por falta de investimento público: nos últimos
anos, a pequena vila ganhou um novo Palácio da Justiça, um centro
de saúde, uma central de camionagem, um novo quartel da GNR, um
estádio de futebol, um quartel dos bombeiros e, mais recentemente,
um centro escolar.
Além
de todas estas infraestruturas, o concelho ainda se pode orgulhar de
ter não um, mas dois espaços destinados à cultura. Até já
existia um cine-auditório, construído para uma associação local,
mas mesmo assim a câmara mandou fazer um novo centro cultural,
inaugurado há cerca de cinco anos e que tem servido apenas para
albergar um espaço internet.
Mas
exemplos destes espalham-se por todo o território Nacional. Os dez
municípios mais endividados do país perderam, nos últimos dez
anos, segundo os resultados dos últimos censos, quase sete mil
habitantes. Foram construídos centenas de edifícios com ajuda de
Fundos comunitários sem que ninguém se tenha lembrado de que a
manutenção dos mesmos iria sair do bolso dos munícipes. Em
Alfândega da Fé, município que está em quarto lugar no 'ranking'
do endividamento, há pelo menos um exemplo. Em 2008 foi inaugurado
um Centro de Formação Desportiva que custou 1,7 milhões de euros.
Obra possivelmente Seria necessária, mas muito provavelmente não
seria prioritária.
Em
Ourique, o Cine-teatro Sousa Telles, inaugurado em 2009, representou
um investimento de mais de 1,5 milhões de euros. Quase quatro anos
depois, só passa cinema de 15 em 15 dias. Além do cine-teatro, a
câmara, que é sexta na lista do endividamento, também construiu um
centro de convívio que teve um custo de 1,2 milhões e uma
biblioteca em que se gastou perto de um milhão de euros. Já o
pavilhão municipal, que é usado apenas seis vezes por ano, custou
581 mil euros.
Fundos "a dar com um pau"
Bruxelas
atribui fundos e mais fundos e as autarquias vão aproveitando para
fazer obra. Em muitos dos casos, as câmaras só têm de
comparticipar a obra em 20 por cento, mas esquecem-se de que mesmo
essa fatia tem de ter retomo.
O
concelho do Sardoal, no distrito de Santarém, perdeu quase 200
habitantes na última década e está em 16.° lugar no 'ranking' do
endividamento. A autarquia mandou erguer o Centro Cultural Gil
Vicente, uma obra que custou três milhões de euros, comparticipada
em 75 por cento. O espaço foi inaugurado em 2004 (no mesmo dia em
que abriu uma piscina coberta que custou mais de meio milhão de
euros), mas em 2011 só tinha projectado 13 filmes.
Em Penamacor, onde já só restam menos de seis mil habitantes, construíram-se umas piscinas aquecidas, orçadas em 1,35 milhões, que encerram ao fim-de-semana.
Em Penamacor, onde já só restam menos de seis mil habitantes, construíram-se umas piscinas aquecidas, orçadas em 1,35 milhões, que encerram ao fim-de-semana.
No
Alentejo, Portalegre - que é capital de distrito -, perdeu mais de
mil habitantes, apesar dos avultados investimentos realizados . nos
últimos anos. O novo edifício da câmara, que também é centro de
congressos, custou 7,4 milhões de euros. O museu da cidade implicou
um investimento de 1,7 milhões e o centro de espectáculos 8,7
milhões, segundo o gabinete de imprensa da autarquia.
Em Seia, que pertence à NUT da Serra da Estrela (a região do País que mais habitantes perdeu entre 2001 e 2010), construíram-se dois museus e um centro de interpretação. No mesmo município, na freguesia de São Romão, um gimnodesportivo custou 1,9 milhões de euros.
Em Seia, que pertence à NUT da Serra da Estrela (a região do País que mais habitantes perdeu entre 2001 e 2010), construíram-se dois museus e um centro de interpretação. No mesmo município, na freguesia de São Romão, um gimnodesportivo custou 1,9 milhões de euros.
Obras para ninguém
Já
em Torre de Moncorvo gastaram-se 1,3 milhões de euros numa eco-pista
para "amantes de caminhadas", segundo o gabinete de
imprensa da câmara. Na sede do município transmontano ainda há
cinema uma vez por semana, no cine-teatro inaugurado em 2005 e que
custou cerca de 700 mil euros. Mas a média de assistência é
bastante reduzida.
A
câmara de Nisa, que perdeu mais de 1.100 habitantes, também está
na lista dos municípios mais endividados. Culpa, disse a presidente
ao jornal "i", da construção de um complexo termal que
custou 10 milhões de euros, comparticipados em 25 por cento pela
autarquia, e que obrigou à contracção de um empréstimo. Quase
quatro anos depois da inauguração, Maria Tsukamoto admite que o
retomo não tem sido "o esperado", essencialmente por causa
da "crise que o País atravessa".
Já
a câmara do Fundão, nona no ranking do endividamento,-perdeu mais
de dois mil habitantes na última década. Em 2005, segundo o
gabinete de imprensa municipal, a autarquia inaugurou uma biblioteca
que custou 2,5 milhões de euros. No ano seguinte, ficou concluído o
espaço cultural "A Moagem", que custou cinco milhões. Em
2007, apareceu um novo museu que custou 750 mil euros. Em 2009 foi
recuperado o Palácio do Picadeiro, cujas obras estavam orçadas em
2,1 milhões de euros.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Calamidades turisticas
Parece
de propósito. Estava tudo a correr tão bem, com o sector do turismo
a obter resultados como há muito se não viam por estas paragens e,
só para aborrecer, desatam a aparecer as más noticias. Ele é
melgas aos milhões em Armação de Pêra, ele é merda a jorrar para
a praia em Quarteira... Cum caraças, pá! Isso não podia esperar
mais um bocadinho? Sei lá, deixar acabar o Verão, ou isso.
Verdade
que as melgas têm uma tendência lixada para dar sinal de si quando
o tempo aquece e, de preferência, há água estagnada por perto.
Pode ser igualmente certo que as infraestruturas, numa como noutra
localidade, estejam mais do que saturadas e tenham acabado por dar de
si. Se calhar, digo eu, esturrar menos dinheiro nos Tonys Carreiras e
apostar um pouco mais na manutenção de equipamentos era capaz de
ser uma aposta mais rentável. Pelo menos quando se pensa em criação
de emprego e de riqueza. Mas isso, por esta altura, é o que menos
interessa. A reeleiçãozinha é muito mais importante.
Espera-se
é que a coisa, em termos de calamidades turísticas, não vá a
pior. Mas duvido. Diz que anda por aí um peixe maricas que se atira
aos tomates dos banhistas. Garantem os especialistas que é de água
doce, mas nunca fiando.
domingo, 11 de agosto de 2013
Passarões
Chavez
andará a esvoaçar por aí – lá, pela Venezuela – em forma de
pássaro. É o que garante o seu herdeiro politico. O mesmo herdeiro
que, para melhor se concentrar, dorme de vez em quando junto ao
mausoléu do amado e defunto líder. O que, assim de repente, me
suscita uma série de questões. Desde logo que Chavez apenas
reencarnará em pássaro durante o dia e ao cair da noite regressará
ao conforto do seu túmulo. Não será, portanto, uma ave nocturna.
Embora a espécie ainda ainda não tenha sido devidamente
identificada sabe-se que chilreia que se farta. O estranho da coisa
é Maduro não optado por recolher o tal passaroco em figura de
Chavez – ou o contrário, sei lá – numa gaiola. Sempre podia
levar o conselheiro para todo o lado. Mas, vendo bem, se calhar é
melhor não. Ainda alguém ia pensar que o homem não batia bem...
Apesar
de também não regularem lá muito bem, deve ser este tipo de
sentimento que falta aos nossos governantes. Os vivos não se vão
aconselhar junto dos túmulos de quem antes nos governou e os mortos,
esses, não se transformam em aves canoras. Também era difícil para
quem em vida sempre foi ave de rapina.
sábado, 10 de agosto de 2013
Por falar em baixa politica
Cortes?
Sou contra. Não admira. Contra até podia ser o meu nome do meio.
Nomeadamente quando isso dos cortes envolve pensões e salários.
Ando a escrever há não sei quantos anos que diminuir o orçamento
ao pagode não resulta em nada de bom, que não é por aí que lá
vamos, mas, como vozes de burro não chegam ao céu, ninguém me
liga. E os que ligam, na sua maioria, é para me lembrarem que não
percebo nada disto e que o caminho tem de ser este. Pois. Tá-se
mesmo a ver que sim. O burro devo mesmo ser eu.
Ainda
assim, reconheço, há cortes e cortes. Não é o mesmo cortar
quinhentos ou trezentos euros a quem aufere, de ordenado ou de
pensão, cinco ou três mil euros ou tirar cem ou setenta euros a
quem ganha setecentos ou mil. Os mesmos dez por cento produzem efeitos
completamente diferentes. Para os primeiros a quebra de rendimentos
representará apenas um transtorno e, quando muito, colocará em
causa a realização de uma viagem ou umas quantas idas ao
restaurante. No caso dos segundos poderá fazer toda a diferença e
representar a ruptura orçamental do agregado familiar.
O
líder do PS também é contra os cortes. Mas enquanto eu posso ser
tão irresponsável quanto me apetecer, o suposto cabecilha da
oposição não pode. Nem pode apregoar que abomina a baixa politica
e, de seguida, garantir que se vierem a se aprovados os cortes nas
pensões, assim que chegar ao poder trata de repor tudo como antes.
Sem, pelo menos, dizer a quem é que tira o montante equivalente.
Isso, parece-me, é capaz de ser politica rasteira. Subterrânea,
até.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
O Alentejo não é para jovens
No
distrito de Évora são, segundo dados recentemente divulgados, os
concelhos de Mora, Alandroal e Estremoz os que apresentam um maior
índice de envelhecimento da população. Mora, em primeiro lugar,
com trezentos e vinte e oito idosos por cada cem jovens, Alandroal em
segundo com duzentos e sessenta e sete e, no último lugar do pódio,
Estremoz com duzentos e quarenta e cinco idosos por cada centena de
jovens.
Estes
números, apesar de não surpreenderem por aí além, não deixam de
suscitar algumas inquietações. Veja-se, por exemplo, o caso de
Mora. É o único concelho do distrito que tem incentivos à
natalidade e ainda assim os resultados são o que se vê. Furar
preservativos, distribuir viagra ou deitar qualquer coisinha na água
é capaz de ser mais eficaz. Pode, dado o grande número de idosos,
não resultar mas, pelo menos, mal não faz e de certeza contribuiria
para animar a malta.
Já
quanto a Estremoz estes dados suscitam apenas duas questões
pertinentes mas com que ninguém se parece importar. A primeira foi a
enigmática decisão, do Estado português, de enterrar – não
encontro palavra mais adequada às circunstâncias – vinte milhões
de euros na recuperação de escolas no concelho quando, os números
assim o demonstram, não existem crianças para tanta sala de aula. A
segunda, não menos enigmática, que a misericórdia de Estremoz,
apesar da elevada quantidade de velhotes, seja a única do distrito
que, até à data, não possui um lar para idosos.
A
longevidade que se verifica nestes concelhos em particular e no
Alentejo em geral pode ter, além de outras, uma explicação mais ou
menos razoável. A de que o “investimento” municipal –
nomeadamente em Mora e Alandroal - na saúde destes eleitores está a
dar resultado.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Substituir a caixa das esmolas por um balde com água talvez fosse boa ideia...
Faz-me
confusão esta mania de atirar dinheiro para dentro de água. Um
lago, uma fonte, mesmo um poço decorativo no meio de uma rua de uma
vila em festa, parecem constituir locais privilegiados para o
transeunte de ocasião se livrar das moedas que traz na algibeira.
Verdade que elas não valem grande coisa. A bem-dizer nem sei se com
os “pretos”, só por si, se compra seja o que for. Mas, acho eu,
não havia necessidade. E nem vale a pena argumentar, como às vezes
ouço dizer, que é na brincadeira. Ensinamentos ancestrais garantem
que há certas coisas com que não se deve brincar. E o dinheiro é uma delas.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Nunca pensei dizer isto: O Alberto João tem razão.
Desde
há muito que tenho opinião formada acerca do alargamento do horário
de trabalho da função pública, já a manifestei aqui em diversas
ocasiões e ela não é coincidente com a que o Alberto João da
Madeira expressou acerca do assunto. Reconheço, contudo, que o homem
tem razão naquilo que diz. Aprecio, por isso, a coerência com que
assume não aplicar a medida lá no seu reino.
De
facto, parece assim um bocado a atirar para o parvo colocar os
funcionários públicos a trabalhar mais uma hora por dia quando, em
simultâneo, pretendem despedir uns quantos milhares de
trabalhadores. Se é para despedir é porque não fazem falta. Se não
fazem falta é porque não há trabalho. Se não há trabalho não se
prolonga o horário. Raciocínio mais lógico parece-me difícil. Por
norma, ainda que possam existir umas excepções mais ou menos
manhosas, é assim que as coisas funcionam onde impera o bom-senso.
Mas isso é coisa que não se pode exigir aos rapazes do governo. Nem
aos seus conselheiros especialistas que ainda mal largaram os
cueiros.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Cuidado com o que prometes, ó Rosalino!
O
tema dos últimos dias, no âmbito das patifarias governativas, tem
sido o assalto às pensões dos aposentados da função pública.
Parece, segundo as declarações daquele secretário de estado de
penteado esquisito, que o corte no valor da pensão não irá além
dos dez por cento. E, mesmo assim, será temporário. Logo que que a
economia nacional registar um crescimento de 3% em dois anos
consecutivos e o défice ficar em 0,5% do PIB, acaba-se esse
aborrecimento dos cortes voltando tudo ao normal. Podem, portanto,
sossegar os funcionários públicos aposentados. A coisa será
passageira. Preocupante seria se ele tivesse prometido que as pensões
só voltam ao normal quando o Benfica for campeão.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Mostrem estas contas à troika...
Ciclicamente
aparecem uns senhores, munidos de um argumentário que rende junto da
opinião pública, a reclamar contra o escandaloso privilégio que
constitui o sub-sistema de saúde da função pública – a ADSE –
e o quanto isso sai caro aos contribuintes. Têm, quase sempre,
grande destaque na comunicação social e a sua mensagem passa
facilmente para a população em geral que, pouco esclarecida acerca
destes assuntos, come a palha toda que esses indivíduos bem falantes
lhes põe na gamela.
Já os estudos e as análises onde é evidenciado que o custo por doente tratado através da ADSE é mais baixo do que no SNS não merece por
parte das televisões grande relevância. Se calhar porque não
vende, não suscita junto da audiência o mesmo sentimento de
indignação ou, sabe-se lá, a sua divulgação não agradará a
certos interesses instalados. Tanto no poder e na oposição. Sim,
porque convém não esquecer que ainda no principio do ano Álvaro
Beleza, coordenador do partido socialista para a saúde, defendeu a
extinção daquele organismo.
O
que não se percebe muito bem é que não se discuta o alargamento do
conceito em que funciona a ADSE aos restantes cidadãos. Pelo menos
aos que assim o desejassem. Para a esquerda seria colocar em causa
uns quantos dogmas que lhe são caros e que a nós não saem
baratos. Para a direita, provavelmente, será a defesa dos interesses
de alguns lobbies que não permite a discussão do assunto. Já o
comum do cidadão, atendendo à inveja que evidencia perante os
privilegiados da ADSE, com certeza que não se importaria mesmo nada
de passar a descontar 2,5% do salário para aceder ao sistema...
domingo, 4 de agosto de 2013
Paga o que deves e depois publica o que fazes!
De
vez em quando lembro-me da cigana que se revoltava por “eles”,
com os computadores, saberem tudo acerca da sua vida. Da dela e dos
outros ciganos. “Eles” eram, no caso, os gajos da segurança
social que através do sistema informático cruzavam informação e
estavam, à época, a impedir que o Rendimento Mínimo ou outros
apoios sociais fossem pagos à mesma pessoa duas, três ou mais vezes
consoante o número de localidades em que teria residência ou os
diferentes documentos de identificação que apresentasse.
De
facto isto com os computadores sabe-se tudo. Ou quase. Mas se a tal
cigana não apreciava que a sua vida estivesse disponível para ser
consultada pelos técnicos que decidiam quanto aos apoios que o
Estado lhe devia ou não disponibilizar, já o mesmo não se pode
dizer daqueles que praticamente relatam a sua vida em directo nas
redes sociais. Esses têm especial gozo em que “eles” - os outros
– saibam de tudo. Do lado que podem mostrar, claro.
E
é por aí que ficamos a saber que gente que não tem onde cair
morta, com calotes em todo o lado, especialista a fugir ou a não
pagar o que deve ao fisco e, por vezes, até em “cenas” um
bocadinho mais complicadas, não falta a uma festa, não prescinde de
umas férias à beira-mar ou num local exótico e anda sempre em
“comícios” e “bebícios”. Não tenho nada a ver com isso,
dirão. Errado. Tenho. É que é, também, por causa desta gente e do
seu comportamento extravagante que andamos todos a penar. Ah e tal o
BNP ou as PPP's são piores. Certo. Pois são. Tão piores quanto o
serial killer que matou dez ou vinte é pior que o bandido que apenas
esturrou um ou dois.
sábado, 3 de agosto de 2013
Dos jornais...
Desde
muito pequeno – aí pelo metro e vinte, mais coisa menos coisa –
que sou leitor assíduo de jornais. Recordo, como uma das primeiras
leituras jornalísticas, as “lendas de Portugal” publicadas no há
muito extinto “O Século”. Ou, mais tarde, o Jornal “A Bola”,
na época trissemanário, que só chegava a Estremoz por volta da
uma e tal da tarde e às segundas-feiras se tornava impossível de
comprar sem corromper os funcionários do quiosque. Nomeadamente
quando o Benfica ganhava. Naquela altura quase sempre, diga-se.
Hoje
o acesso à imprensa é diferente. E ainda bem. Mas continuo a ser um
incondicional dos jornais. Na net leio todos os diários nacionais,
muitos jornais regionais e um ou outro estrangeiro. São eles, salvo
uma ou outra excepção a fonte inspiradora do Kruzes Kanhoto. Nas
primeiras páginas dos jornais publicados este sábado teria, mais
uma vez, uma vasta panóplia de temas para divagar. Mas não me
apetece. Ficam, apenas, os exemplos.
Correio
da manhã - “Tiro acidental – Maço de notas
salva idoso”. Depois queixam-se das baixas reformas, dos
cortes e tal...(Lendo a noticia a coisa ganha outros contornos que
estragam a piada inicial, por isso é melhor ignorá-los...)
Jornal
de Noticias – “Pagou 250 mil euros por 2 milhões
em notas falsas”. Burro! Burro! Burro!
Diário
de Noticias – “Escolas podem deixar alunos do
vocacional fazer três anos em um – Projecto piloto para alunos com
mais dificuldades vai ser alargado...”. Com mais
dificuldades?! Três anos em um?! Olha se não tivessem
dificuldades...Vamos ter novos Relvas aos milhares, portanto. E
depois diziam coisas das novas oportunidades. Tá bem, tá.
Jornal
i – “Voltaram a abrir-se garrafas de champanhe
na EDP com a nomeação de Moreira da Silva”. Vão-se
preparando para abrir a carteira. Espanha é mesmo aqui ao lado e o
sol que gera energia lá faz o mesmo cá...
O
Jogo - “Benfica agarra Bruma”. Eh pá,
não! Até fiquei mal-disposto. A sério. É o que dá guardar as más
noticias para o fim. Deslarguem-no, porra!
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Almeirim não permite acampamentos de ciganos
Ou
muito me engano ou o “ultimato” dado pela Câmara de Almeirim aos
ciganos, instalados há vários anos num acampamento perto da zona
industrial da cidade para que no prazo de trinta dias procedam à
demolição das barracas que por ali foram erigindo, vai exasperar
muita gente. A maioria da qual, quase de certeza, só viu ciganos na
televisão ou quando vai à feira e mal sabe onde fica aquela cidade
ribatejana.
Os
ciganos gozam actualmente de um estatuto à parte na sociedade
portuguesa. Fazem o que muito bem lhes apetece, ninguém os incomoda,
nem pede lhes são pedidas responsabilidades pelas tropelias que
praticam. Mesmo as autoridades policiais estão praticamente
impedidas de fazer seja o que for para impor a esse grupo de cidadãos
as leis do país. Aquelas que envolvem obrigações, bem entendido,
porque as outras, as dos direitos, essas eles sabem-nas todas e
aproveitam-se delas como poucos.
Molestam,
incomodam – por sorte ficam só por aí – e se alguém reage está
feito ao bife. O melhor é mesmo ficar caladinho e fingir que não é
nada com ele. É por isso que posições como a desta autarquia são
dignas de registo. Quer pela coragem de enfrentar aquela comunidade
como, pior ainda, as reacções dos auto denominados defensores
destas causas que, certamente, não deixarão de manifestar a sua
indignação.
Claro
que pode haver quem veja nesta medida uma mera acção para eleitor
ver. Que isto de afastar gente incómoda é sempre popular entre o
eleitorado. E não me custa a acreditar que assim seja. Mas ainda
assim, a ir em frente, que sirva de exemplo.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
A festa ou a divida
Os
portugueses gostam de festas. Nomeadamente daquelas ditas populares
que metem sardinha assada, franganito no churrasco, “mines” e um
cantor em cima de um estrado a cantar musicas brejeiras. Daí que os
poderes públicos locais, sempre atentos aos gostos dos seus
eleitores, subsidiem de forma magnânima estas actividades.
Foi
o caso, como quase todas as outras, de uma câmara ribatejana que
entendeu presentear uma freguesia – se calhar todas, mas agora só
esta interessa - do seu concelho com um pequeno subsidio para
organizar as festas lá do sitio. Quatro mil euritos, ao que consta.
Até
aqui nada de mais. É prática corrente dar este uso ao dinheiro dos
contribuintes, daí que ninguém se importe muito com isso. O pior é
que a junta desta história tinha uma divida. Uma ou mais, mas isso
agora também importa pouco. Embora a importância em divida fosse
elevada e o presidente da junta se importasse com isso. Parvo, não
faltará de certo quem lhe chame por o homem se dar a essas
preocupações.
Ora
ao tal presidente, gajo que parece dar primazia às obrigações e
deixar as devoções para segundo plano, pareceu que o dinheiro seria
melhor aplicado se, em lugar das festinhas, a junta pagasse aquilo
que estava a dever. E, para mal dos seus pecados, assim fez. Agora,
azar do caraças, tem a Câmara lá do sitio à perna. A edilidade
não gostou das prioridades do autarca da freguesia e deliberou que
ou a junta faz a festa ou devolve o dinheiro. Coisa que este não
pode fazer. Está sem cheta. Também ninguém o mandou desrespeitar a
lei e desbaratar os recursos financeiros da junta a pagar dividas em
vez de optar pela festarola. Isto há cada opção mais patética...
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Que fofinho que é o Mandela. Afinal só matou uma criança. Que, se calhar, até estava mesmo a pedi-las.
O
Zico, um cão que ficou famoso aqui à atrasado por ter morto uma
criança, já não vai ser abatido. Assim o decidiu um tribunal com
tempo e competência para decidir coisas importantes. Nomeadamente
relacionadas com canideos. A fera foi entregue a uma associação de
amiguinhos dos animais que agora irá tratar do seu futuro. Uma vida
nova, portanto. E para isso nada melhor do que mudar o nome do bicho.
Vai, diz uma gaja que manda na associação, passar a ser chamado de
Mandela. Não que o cão seja preto mas porque é, segundo a
criatura, tal como o verdadeiro, um símbolo da liberdade. Receberá
ainda cuidados médicos especializados porque, acrescenta, pode ter
ficado traumatizado pelo longo cativeiro.
Acho
enternecedor o que o pessoal das associações de defesa da bicharada
faz para melhorar a vida dos animais. Nada me podia interessar menos
do que o destino que vão dar à porra do cão. O que me irrita é
que tribunais percam tempo e gastem o nosso dinheiro com palermices
destas. É que, desconfio, deve haver gente à espera de ver decididos
problemas realmente importantes há mais de sete meses.
Quanto
ao novo nome do cão e aos argumentos utilizados, são dignos de uma
besta. Das verdadeiras.
Preferências esquisitas
Gostei da
entrevista de Rui Rio ontem na RTP. Plena de oportunidade,
nomeadamente no que se refere à candidatura de Luís Filipe Menezes
à Câmara Municipal do Porto. O que, tal como se esperava, provocou
um elevado nível de urticária entre os apaniguados do edil de Gaia.
O que não surpreende. O que verdadeiramente espanta é não ver toda
esta malta nas manifestações contra a troika, o governo e a berrar
impropérios contra a austeridade.
A hipocrisia
partidária, como muito bem assinalou o ainda presidente da autarquia
portuense, parece ser profundamente incompatível com a consistência
ética e moral que devia pautar a vivência em sociedade. Apenas num
contexto de loucura absoluta se compreende que o candidato oficial do
PSD seja quem é. Por todos os motivos que se conhecem. Pior apenas
se o homem, como as sondagens sugerem, for o escolhido pelo
eleitorado. Aí, então, estaremos perante um caso de insanidade
colectiva de difícil explicação. Ou então não. Será tão-somente
a prova que faltava para confirmar que a generalidade dos portugueses
é burra. Ou paneleiros. Gostam é de quem os tem andado a enrabar.
terça-feira, 30 de julho de 2013
Discriminação há muita, seu palerma!
Num
texto que li recentemente, o seu autor, homem assumidamente de
esquerda, lamentava o facto de em Portugal os pretos – era a
expressão utilizada – não ocuparem lugares de relevo. Na opinião
do articulista, apesar de representarem uma parte significativa da
população, aos indivíduos de raça negra, certos meios parecem
estar-lhes vedados. E, além de cargos políticos, dava como exemplo
a apresentação de televisão ou a participação em campanhas
publicitárias.
Terá,
se calhar, o senhor alguma razão naquilo que escreve. Mas um olhar
mais atento constatará que a cor da pele tem muito pouco a ver com a
escolha dos protagonistas televisivos ou publicitários. Senão
veja-se o caso dos velhos. Apesar de serem muitos parece-me que
nenhum apresenta programas de televisão. Ou dos carecas. Faixa
populacional quase inexistente nos canais televisivos e escassamente
representada em anúncios. E gordos/gordas? Tirando o Fernando Mendes
não estou a ver outro avantajado que mereça protagonismo nas
pantalhas nacionais. E marrecos?! Também não há nenhum. Ah, pois
é...
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Campanha baratinha
Diz
que, por causa da crise, os candidatos autárquicos vão privilegiar
os contactos directos com os eleitores e apostar em campanhas mais
poupadas. Por mim acho bem isso da poupança. Com certeza não será
por gastar um pouco menos do que o habitual que os dedicados
candidatos colocarão menos entusiasmo nas acções de campanha. Já
quanto a essa coisa dos contactos directos entre candidatos e
eleitores manifesto algumas reservas. Tudo depende do grau de
contacto. Ou da intensidade, como dizem os comentadores da bola
quando analisam o empurrão que deu origem a um penalti. E também do
jeitinho. Que fica sempre bem. Na Cunheira e em todo o lado.
domingo, 28 de julho de 2013
Esplanada com vista para a merda
Borba,
sábado à tarde, uma esplanada na praça central da cidade. Podia, é
verdade, ser outro sitio qualquer. Ou noutro dia qualquer. Mas não.
No caso o monte de merda de cão estava mesmo junto a uma esplanada,
ontem e no centro de Borba. Isto enquanto ao lado se depenicam os
caracóis, beberricam umas “mines” ou saboreia um café. Embora
aparentemente não sejam muitos os que se incomodam com estas coisas,
as mesas daquele lado não eram as preferidas dos clientes. Vá lá
saber-se porquê.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Espanha vai nacionalizar o Sol...
Ao
contrário do que julgávamos o Sol quando nasce, afinal, não é
para todos. Literalmente. Em Espanha – para já, porque certamente
não faltará quem pretenda seguir o mesmo modelo – o astro rei vai
ser nacionalizado. O governo espanhol prepara-se para criar
legislação que visa taxar a energia gerada e consumida no mesmo
edifício. Ou seja, quem investiu nas energias alternativas pensando
em poupar uns cobres vai, caso esta ideia brilhante se concretize,
gastar ainda mais dinheiro do que se recorrer ao consumo através da
rede eléctrica. Mais vinte sete por cento, ao que adiantam algumas
estimativas. E se fizer a coisa à surrelfa sujeita-se a uma multa
que pode ir até aos trinta milhões de euros. A ideia, assumida
pelos governantes espanhóis, é proteger as empresas do sector
eléctrico, coitadas, precavendo uma provável desestabilizarão do
mercado da energia por utilização excessiva desta forma de geração.
Que é como quem diz, evitar que os lucros das empresas do ramo
diminuam.
Pouco
me surpreende se por cá, mais dia menos dia, alguém num momento de
rara sagacidade tiver ideia semelhante. Ou, quiçá, até pior. Um
imposto sobre a electricidade gerada a partir da energia solar ainda
é capaz de ser pouco. Há que ir mais longe. Porque não fazer o
mesmo relativamente aos painéis para aquecimento de água, para
compensar as empresas de gás?! Ou, melhor, sobre a utilização de
estendais para secar a roupa? Os fabricantes de secadores iam ficar
satisfeitos. E, num rasgo de ousadia, que tal taxar a malta que por
nas praia, piscina, no quintal ou mesmo na rua, se farta de trabalhar
para o bronze? Um imposto sobre o bronzeado é que era!
O
rol de hipóteses parece infindável. Portanto, com um pouco de
imaginação, teremos o problema das contas dos Estados resolvidos
num ápice e os accionistas de um incontável numero de empresas
todos contentinhos. E isto é apenas o começo. Certamente se
seguirá o vento, a chuva e o ar que respiramos.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Eleições?! Bom, também há quem acredite no pai natal...
Que
o PS queira antecipar as eleições legislativas ainda percebo.
Pretendem voltar as meter as mãos no pote e, mesmo com a Alemanha a
mandar nisto, acalentam a esperança de conseguir enganar a Merkel e
poder continuar a esturrar dinheiro à força toda. Coisa que,
obviamente, não vai ser possível. O que já não percebo é a
insistência de comunistas e bloquistas em quererem, também eles, ir
às urnas mais cedo. Terão, pelo menos quero acreditar nisso,
inteligência suficiente para perceberem que, na melhor das
hipóteses, ganharão dois ou três deputados e que a sua capacidade
de influenciar seja o que for se manterá exactamente igual à que
têm agora. Ou seja, para eles e para os portugueses em geral, nada
mudará com eleições antecipadas, adiadas ou mesmo sem elas. Podem
mudar as varejas mas o resto continuará igual.
Fora
dos partidos, entre os cidadãos normais, não falta também quem
reclame por eleições. Ingenuamente acreditam que isso mudará o
rumo do país ou que, pelo menos, atenuará o nível das malfeitorias
que estes javardolas nos andam a fazer. Desengane-se quem assim
pensa. Não temos, enquanto país, dinheiro nem autonomia para
decidir seja o que for acerca do nosso futuro. Mas estamos em estado
de negação e recusamos-nos a aceitar que isso seja verdade. Deve
ser esse o motivo porque nos preparamos para colocar outra vez no
poleiro aqueles que, ainda há pouco tempo, achávamos insuportáveis.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Autárquicas 2013
As
eleições autárquicas constituem, a cada quatro anos, um momento
ímpar. No campo da galhofa, nomeadamente. No caso de hoje – o
Barreiro – menos mal que os autores do cartaz não exigem a
mudança...
terça-feira, 23 de julho de 2013
Noticias do mais interessante que há...
Se
me é difícil entender a histeria dos ingleses por causa do
nascimento do filho de uns príncipes quaisquer, a importância que
por cá os órgãos de comunicação social pretendem dar ao real
rebento provoca-me náuseas. A principal vitima da irritação que
estas parvoíces me causam tem sido, de tanto uso, o comando da
televisão. Se a saga continua por muito mais tempo o desgraçado é
capaz de vir a sofrer danos irreparáveis. É que não se pode. Tudo,
desde a gravidez da gaja até ao peso do gaiato, serve de notícia. O
pior é que, desconfio, a coisa tenderá a piorar. Pelo menos
enquanto não se souber o nome do catraio, se dorme bem, se mama
melhor e mais um infindável rol de informações que contribuem
tanto para a nossa felicidade como a chuva que cai por esta altura,
ou noutra qualquer, em Cabul.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Há que tomar providências...
A
sentença que condena a ministra Cristas e o também ministro Álvaro,
ao pagamento de uma multa diária na ordem dos quarenta e três euros
até que as obras de umas estradas no Baixo Alentejo estejam
concluídas, ou repostas as condições anteriores, é, no mínimo,
sui generis. Por muitas razões que outros, melhor capacitados para o
fazer do que eu, certamente se encarregarão de escalpelizar.
Por
mim, podia divagar sobre a falta de dinheiro para concretizar qualquer
uma das opções determinadas pela sentença. Ou estranhar que quem
avançou para a realização das obras, mesmo sabendo que não havia
dinheiro para as fazer, não tenha merecido igual condenação. Mas
isso sou eu, que não percebo nada dessas coisas da justiça nem espero
que alguém dessa área entenda alguma coisa de números.
Perante
esta decisão judicial, o que me apetece – e se tivesse jeito para
isso já a estava a fazer – é, também, meter uma
providência cautelar. É que isto de repor as condições anteriores
não se pode apenas aplicar a obras paradas. Deve, igualmente,
aplicar-se às nossas vidas. Se a circulação nas vias em causa é
agora um tormento causado pelas decisões do governo, a nossa vida
não o é menos por causa de outras decisões do mesmo governo. Que os impostos
regressem aos valores anteriormente cobrados. Que tudo o que nos foi
tirado seja reposto. Não há dinheiro para isso?! Não interessa. Se
não há, faz-se. Não se pode fazer? Quem disse? Mete-se uma
providência cautelar para acabar com essa proibição parva. Então
não querem lá ver...
domingo, 21 de julho de 2013
Pomba doida
Deve
ter sido uma aterragem de emergência. Ou, antes, causada por um
assunto que não podia esperar mais. Longe do ninho e na falta de
melhor, o vaso deve ter surgido a esta pomba – de “corrida”,
embora isso não se perceba na foto – como um último recurso. Má
escolha. Ou talvez não, porque desconheço o desfecho da aventura.
sábado, 20 de julho de 2013
Não percebo!
Acabo
de ouvir o secretário geral do partido socialista defender, num tom
inflamado, que quando chegar ao governo criará legislação que
permita à banca pagar directamente aos fornecedores do Estado.
Resolverá assim, diz ele, os problemas de liquidez de muitas
empresas enquanto para a divida pública a operação tem um efeito
nulo porque, garantiu, trata-se “apenas” - aspas minhas – de
substituir divida a fornecedores por divida à banca.
Apesar
de, aparentemente, a ideia não ser das piores, suscita-me umas
quantas questões. A primeira tem a ver com essa coisa dos juros, ou
lá o que é, que os bancos costumam cobrar nestas ocasiões. O que
me faz recordar, quase de imediato, certas criticas que à esquerda
se fazem aquilo a que chamam negociatas entre o estado e a banca e
que, por norma, servem de argumento para tudo e mais qualquer coisa.
Por outro lado esta intenção envolve, à boa maneira de mau
pagador, empurrar o problema para a frente. Ou seja, pagar a divida
de hoje a longo prazo para continuar a gastar no imediato. Parece-me,
se não estou enganado, que foi mais ou menos isso que nos fez ficar
nesta tragédia.
Por
último, esta proposta, a não ser que eu não perceba mesmo nada
disto, revela uma incoerência sem limites do senhor Seguro. A menos
que já tenha deixado cair a promessa feita aos autarcas de revogar a
lei dos compromissos mal chegue ao poleiro. É que esta lei tem
precisamente por finalidade acabar com os pagamentos em atraso por
parte do Estado...
quarta-feira, 17 de julho de 2013
O morango da crise
Os
morangos são, por esta altura do ano, das raras plantas que
sobrevivem no meu quintal. Poucos, ainda assim. É por isso que a
colheita deste exemplar de proporções épicas constitui facto digno
de ser relatado ao mundo. Nomeadamente aos leitores deste blogue, com
quem faço questão de partilhar estas coisas. Estes pequenos
acontecimentos, entenda-se. Porque quanto ao morango vou comê-lo eu.
Se me despachar, claro.
terça-feira, 16 de julho de 2013
Os figos da crise
A
produção das figueiras lá da propriedade é, este ano, bastante
razoável. A juntar a isso há igualmente a salientar a aparente
diminuição das investidas das forças terrestres que, por norma
nesta altura do ano, se encontravam particularmente activas na zona.
Já no que respeita aos ataques aéreos está tudo na mesma. Os
patifes dos pássaros gostam mesmo de figos!
Subscrever:
Mensagens (Atom)



