
De repente ficou toda a gente muito preocupadinha com a liberdade de expressão. Há anos que tenho essa preocupação, que escrevo sobre o assunto – se alguém quiser ter a maçada de confirmar que procure entre os meus mais de sete mil posts – e por causa disso já fui insultado numas quantas ocasiões.
Bastou, agora, o Trump ter mandado silenciar um humorista/activista para andar meio mundo a queixar-se da censura e da perigosa ofensiva à liberdade de expressão promovida por essa entidade mítica a que chamam extrema-direita. Ou seja, tudo aquilo de que a esquerda não gosta. Por mim, que gosto muito de dizer coisas – e, principalmente, escrever – acho mal isso da censura. Não gostei nada quando censuraram a Branca de Neve. Aquilo pareceu-me mesmo mal. Também não apreciei quando o José Sócrates silenciou a Moura Guedes da TVI. Achei censurável um primeiro ministro – socialista, recordo - despedir uma jornalista de quem não gostava. Ainda mais chateado fiquei hoje quando, ao comentar uma publicação no Instagram, com um sugestivo “Fuck Palestina”, fui advertido pela dita rede social que se publicasse o dito comentário corria o risco de ter a conta cancelada. Dado que o mesmo não respeitaria as regras da comunidade, avisaram. Não publiquei e, em vez disso, escrevi “Fuck Israel”. Como já esperava não tive aviso nenhum e foi publicado no imediato. O que significa que, apesar de apenas mudar o nome do território, o comentário respeita os elevados padrões da empresa. Critério objectivos, sem dúvida. E democráticos, também. Obviamente que isto, para além de censura, é manipulação. Daquelas valorizáveis, certamente. Das que reclamo há anos e que uns quantos inteligentes nos querem fazer crer que não existem. Um grande “Fuck” para todos eles.












